21 de agosto de 2012

Fungo amazônico que faz decomposição de plástico

Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram um fungo capaz de degradar plástico. O Pestalotiopsis microspora representa uma oportunidade única de bio-remediação, pois poderá ser usado em aterros já que é anaeróbico, ou seja, não precisa de oxigênio.
O fungo foi descoberto pelo grupo do professor Scott Strobel, que anualmente realiza uma expedição na floresta amazônica do Equador, onde coletam inúmeros exemplares de plantas e levam ao laboratório para serem estudados. Os cientistas observaram que este fungo está presente em florestas tropicais no mundo inteiro, demonstrando seu papel substancial no equilíbrio dos ecossistemas florestais.


A enzima que degrada o poliuretano é produzida extracelularmente, secretada pelo fungo e lançada a uma certa distância do seu corpo, o que amplia consideravelmente o potencial de limpeza promovido por esta espécie.

O Pestalotiopsis Microspora

Apesar de ter sido alardeado pela imprensa que o P. microspora é um cogumelo, na verdade é um endófito pertencente ao filo Ascomycota, enquanto cogumelos pertencem ao filo Basidiomycota. Endófitos são espécimes (geralmente fungos ou bactérias) que vivem no interior de plantas durante parte da vida ou a vida inteira, aparentemente sem lhes causarem qualquer prejuízo.
Outra novidade deste fungo é que produz o taxol, outro elemento químico usado no tratamento do câncer de ovário e mama, atualmente extraído do teixo do Himalaia, que aliás, é uma atividade comercialmente rentável.
Os cientistas realizaram um teste e observaram que dois P. microspora isolados foram capazes de crescer sobre o plástico, alimentando-se exclusivamente dessa fonte, tanto na presença quanto na ausência de oxigênio, o que gerou grande expectativa para a utilização deste fungo em aterros e lixões.
A enzima produzida pelo fungo que é a responsável pela degradação do poliuretano já está sendo isolada em laboratório e em breve, será patenteada e produzida sinteticamente, aumentando assim as possibilidades de bio-degradação do plástico e bio-remediação do ambiente.

Fonte Universos Paralelos

Sobre o autor: Luciana Cantanhede Estudante de Biologia, Conselheira do Cades regional em São Paulo, busca através das temáticas ambientais conscientizar e incentivar a mudança de atitudes para práticas sustentáveis. Twitter | Facebook | Email

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