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6 de novembro de 2014

Suécia e Brasil discutem iniciativas de inovação

A Semana de Inovação Brasil-Suécia é uma oportunidade para estreitar e fortalecer a parceria estratégica entre os países, além de promover a cooperação acadêmica e industrial em inovação, tecnologia e pesquisa


São Paulo, 05 de novembro de 2014 – A Embaixada da Suécia, em parceria com a Agência Sueca de Análise de Políticas de Crescimento e o CISB – Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, irá promover a Semana de Inovação Brasil-Suécia entre os dias 10 e 14 de novembro em Brasília, São Paulo e São José dos Campos.

Recentemente, o Governo brasileiro assinou o contrato para compra de 36 caças do modelo SAAB Gripen. De acordo com o Senhor Per-Arne Hjelmborn, embaixador da Suécia no Brasil, esse projeto de cooperação industrial significa um novo patamar na relação bilateral, ainda mais extensa e próxima, criando novas oportunidades de negócios e colaborações científicas entre os países.

Em função disso, a Embaixada da Suécia irá abrir o evento com o seminário "A parceria Sueco-Brasileira por inovação – oportunidades para uma maior colaboração no futuro”, especialmente para discutir o que implica esse projeto na relação entre os países. O objetivo é iniciar um diálogo contínuo com as empresas brasileiras que são parceiras para explorar essa oportunidade.

Essa é a terceira vez que a Embaixada da Suécia organiza a Semana de Inovação Brasil-Suécia. O diferencial dessa edição é que parceiros como a VINNOVA – Agência de Inovação da Suécia e a ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial irão desenvolver atividades abordando esse mesmo tema. O 4° Encontro Anual do CISB também será uma das principais atrações do evento, onde os vencedores da competição “Desafio Inovador Suécia-Brasil 2015” serão premiados.

Com o intuito é estimular novas parcerias, a programação do evento ainda traz workshops abordando os seguintes temas: Transporte & Logística, Compósitos & Manufatura, Desenho e Desenvolvimento de Produtos para Inovação, Segurança Cibernética, além de Aeronáutica e Defesa. Para isso, especialistas de empresas e universidades de ambos os países irão participar para contribuir com o desenvolvimento de projetos nessas áreas.

No seminário de abertura em Brasília, participarão representantes das empresas SAAB, Volvo e Ericsson, entre outras. Já no dia 14 de novembro, a Câmera de Comércio Sueco-Brasileira (SWEDCHAM) sediará o seminário de encerramento “Da inovação ao impacto no mercado: ferramentas digitais e solução criativas”, em São Paulo.

Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo na era digital, o seminário irá reunir empreendedores e start-ups, além de promover o encontro entre empresas suecas e brasileiras. As empresas que já estão confirmadas são: Hyper Island, Berghs School of Communication, Box 1824, iZettle, entre outras.

Participarão também da Semana da Inovação representantes do MDCI – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Finep – Inovação e Pesquisa; do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.


Swedish Universities Roadshow

A Semana de Inovação Brasil-Suécia também contará, entre os dias 11 e 20 de novembro, com representantes de nove prestigiadas universidades públicas suecas, as quais realizarão um roadshow em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte apresentando o “Swedish Excellence – Study in Sweden”.

As universidades participantes serão: Chalmers Tekniska Högskola, Högskolan i Halmstad, Kungliga Tekniska Högskolan, Linné Universitetet, Linköpings Universitet, Lunds Universitet, Mälardalens Högskola, Uppsala Universitet, Umeå Universitet.

Sweden Brazil Career Fair


Outro evento de destaque é o Sweden Brazil Career Fair em São Paulo, que ocorrerá no dia 13 de novembro. O encontro é organizado pela Câmera de Comércio Sueco-Brasileira (SWEDCHAM) que também colocará empresas, universidades suecas e estudantes brasileiros em contato para promover a troca de informações e potenciais vagas de empregos. Os representantes dessas nove universidades suecas estarão no Brasil para participarem do Swedish Universities Roadshow, assim como os representantes das empresas suecas: Ericsson, Tetra Pak, Scania, Volvo, Haldex, SCA, Elekta, Gunnebo, Roxtec, Education First, iZettle e Stockholm School of Economics.


Agenda da Semana de Inovação Suécia-Brasil 2014


Inauguração e seminário especial sobre colaboração futura
Quando: 10 de novembro
Onde: Embaixada da Suécia
Endereço: SES, Avenida das Nações, Quadra 807, lote 29, Brasília – DF


Workshop: Transporte & Logística
Quando: 11 de novembro
Horário: das 8h30 às 12h00


4° Encontro Anual CISB
Horário: das 13h00 às 18h00
Acesse as atividades: http://migre.me/mvweF


After fair: das 18h00 às 20h30
Onde: Blue Tree Premium
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 3989, Itaim Bibi – São Paulo – SP
Acesse o programa: http://migre.me/mvwff


Workshop: Compósitos & Manufatura
Quando: 12 de novembro
Onde: Blue Tree Premium
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 3989, Itaim Bibi – São Paulo – SP
Acesse o programa: http://migre.me/mvwhw


Workshop de Aeronáutica e Defesa
Quando: 13 e 14 de novembro
Onde: ITA – São José dos Campos - SP
Acesse o programa: http://www.cisb.org.br/bswad/

Para mais informações, acesse: www.cisb.org.br/annualmeeting/TheEvent.php


16 de outubro de 2014

Relatora da ONU afirma que culpa pela falta de água é do governo de São Paulo

Publicado originalmente no site da Folha de São Paulo em 31/08/2014, mas continua atual.

Relatora das Nações Unidas para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, 44, afirma que a grave crise hídrica em São Paulo é de responsabilidade do governo do Estado. "E não sou a única a achar isso."

Ela visitou o Brasil em dezembro de 2013, a convite do governo federal.
De volta ao país, ela falou com a Folha na semana passada em Campinas, após participar de um debate sobre a crise da água em São Paulo.

Reservatório da represa Jaguari, em Joanópolis, parte do sistema Cantareira, com o nível baixo
Foto: Fernando Donasci / O GLOBO

A seguir, trechos da entrevista à Folha.

*
Folha - Que lições devemos tirar desta crise?
Catarina de Albuquerque - Temos de nos planejar em tempos de abundância para os tempos de escassez. E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana
Em Singapura, no Japão e na Suíça, a água do esgoto, tratada, é misturada à água comum. É de excelente qualidade. Temos de olhar o esgoto como recurso.

No caso de São Paulo, acha que faltou ao governo do Estado adotar medidas e fazer os investimentos necessários?
Acho que sim, e não sou a única. Já falei com vários especialistas aqui no Brasil que dizem exatamente isso. Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40% [média do país].

A água deveria ser mais cara? Há modelos de cobrança mais adequados do que o atual?
A prioridade tem de ser as pessoas. Quem usa a água para outros fins tem mais poder que os mais pobres, que têm de ter esse direito garantido.
Em muitos países, a água é mais cara para a indústria, a agricultura e o turismo, por exemplo. Deveria haver também um aumento exponencial do preço em relação ao consumo, para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais.

Que exemplos poderiam inspirar os governos?
Os EUA multam quem lava o carro em tempos de seca; a Austrália diz aos agricultores que não há água para todos em situações de emergência; e no Japão há sistemas de canalização paralela para reutilizar a água.

Qual é a importância de grandes obras como a transposição do rio São Francisco ou o sistema Cantareira?
Por várias razões, há uma atração pelas megaobras nos investimentos feitos em água e esgoto, não só no Brasil. Mas elas, muitas vezes, não beneficiam as pessoas que mais precisam de ajuda. Para isso são necessárias intervenções de pequena escala, que são menos "sexy" de anunciar.

Os lucros da Sabesp hoje são distribuídos aos acionistas. Como a senhora avalia isso diante da crise hídrica?
A legislação brasileira determina que uma empresa pública distribua parte do lucro aos acionistas. Mas uma coisa é uma empresa pública que faz parafusos, outra é uma que fornece água, que é um direito humano. As regras deveriam ser diferentes.

O marco normativo dos direitos humanos determina que sejam investidos todos os recursos disponíveis na realização do direito.
No caso de a empresa pública prestar um serviço que equivale a um direito humano, deveria haver maior limitação na distribuição dos lucros aos acionistas.
Em São Paulo, pela perspectiva dos direitos humanos, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito.
A partir do momento em que parte desses recursos são enviados a acionistas, não estamos cumprindo as normas dos direitos humanos e, potencialmente, estamos face a uma violação desse direito.

Seria o caso de se decretar estado de calamidade pública?
A obrigação é garantir água em quantidade suficiente e de qualidade a todos. Como se chega lá são os governantes que devem saber.

A senhora sobrevoou o sistema Cantareira e disse ter visto muitas piscinas no caminho. O que achou disso?
A situação é grave. Isso foi algo que me saltou à vista.
Quando aterrissei no Egito para uma missão, tendo ciência da falta de água que existe no país, vi nas zonas ricas do Cairo uma série de casas com piscinas e pessoas lavando carros. Quem tem dinheiro e poder não sente falta de água.
O que talvez seja um pouco diferente na situação de São Paulo é que, pela proporção que a crise tomou, ela poderá atingir pessoas que tradicionalmente não sofrem limitação no uso da água - e isso é interessante.

Que efeito isso pode ter?
Pode levar a uma mudança de mentalidade, a uma pressão por parte de formadores de opinião no Estado de São Paulo para que haja melhor planejamento e uma gestão sustentável da água.
Quando os únicos que sofrem com a falta de água são pobres, pessoas que não têm voz na sociedade, as coisas não mudam.
Quando as pessoas que são ameaçadas com a falta de água são as com poder, com dinheiro, com influência, aí as coisas podem mudar, porque eles começam a sentir na pele. Pode ser uma chance para melhorar a situação. As crises são oportunidades.
Veja a notícia em que os vizinhos do governador no Morumbi (bairro nobre de São Paulo) reclamam de falta de água.
Reportagem de Lucas Sampaio - Folha de São Paulo


Para se manter informado:


  • Recentemente houve um outro exemplo de descaso por parte do governo, foi divulgada uma gravação de conversa entre a presidente da Sabesp Dilma Pena e o um vereador participante na CPI que investiga a falta de água e a classificaram como "teatrinho". Demonstrando que é provável que os culpados pela crise hídrica no estado saim impunes.






26 de setembro de 2014

10 plantas mais incríveis do mundo

1 - A Planta mais resistente do mundo
Welwitschia mirabilis
Ela é encontrada só no deserto do Namibe, em Angola. É uma planta rasteira, formada por um caule lenhoso que não cresce, uma enorme raiz aprumada e duas folhas apenas, em forma de fita larga, que continuam a crescer durante toda a vida da planta. Com o tempo, as folhas podem atingir mais de dois metros de comprimento e tornam-se esfarrapadas nas extremidades. É difícil avaliar a idade que estas plantas atingem, mas pensa-se que possam viver mais de 1000 anos. Sobrevive por até 5 anos sem chuva.
Foto: Octávio Mateus

2 - A Vênus Carnivora
Dionaea muscipula
É a mais famosa entre plantas carnívoras. come pequenos insetos e aracnídeos, sua armadilha é bastante veloz - fechando em menos de um segundo.



3 - A Flor mais larga do mundo
Rafflesia arnoldii
Além de ser uma das flores mais raras e exóticas, também é a flor mais larga do mundo. Pode ter um metro de diâmetro e pesar entre 6 a 11 kg. Nativa das ilhas de Sumatra e Bornéu, na Indonésia.
A planta é um parasita que sobrevive sugando nutrientes das raízes de uma árvore chamada Tetrastigma. Portanto, não possui folhas, caule, raiz, e nem realiza fotossíntese. Exala um odor semelhante a de carne podre (motivo de ser conhecida também como planta cadáver), que atrai moscas, sendo este o inseto responsável por sua polinização.


4 - A planta da vergonha
Mimosa pudica L.
Conhecida como planta da vergonha, ou dormideira, suas folhas se dobram para dentro quando tocadas e voltam a se abrir minutos depois. Algumas outras plantas também possuem essa sensibilidade chamada de sismonastia: Na base de cada folhinha, existem células capazes de perder água com grande rapidez. Isso acontece quando a planta recebe um estímulo externo - o toque, por exemplo. Nesse caso, dois elementos químicos presentes em seu organismo - potássio e cálcio - direcionam a água para um espaço entre as células. Isso faz com que elas murchem, encolhendo as folhas.


5 - A planta da ressurreição
Selaginella lepidophylla
É uma espécie de planta nativa do deserto de Chihuahua (na fronteira entre EUA e México). Pode ficar centenas de anos esperando por uma chuva, e quando exposta a umidade ela "renasce" e se desenrola. As gotas que caem da chuva espalham sua semente para a reprodução.



6 - A maior carnívora do mundo
Nepenthes rajah
A Nepenthes rajah chega a 50 cm de altura e se alimenta de insetos e aracnídeos, mas pode prender pequenos vertebrados, sapos que ficam presos em seu formato de jarra e morrem afogados no seu líquido. Não se alimenta dos pequenos mamíferos mas os atrai para que eles depositem seus dejetos nela (cocô). Vive nas florestas úmidas nas ilhas de Bornéu, na Asia. Ela é classificada como uma espécie em perigo pela IUCN.


7 - A maior arvore do mundo
Sequoiadendron gigantea
As sequoias-gigantes são as maiores árvores do planeta. Ela atinge em média 50–85 m de altura, e 5–7 m em diâmetro. A sequoia-gigante mais velha conhecida possui 4.650 anos de idade e se encontra no Parque Nacional da Sequoia, na Califórnia. No livro dos recordes consta como a árvore de maior volume uma sequoia encontrada na Califórnia, Estados Unidos, apelidada de General Sherman com 82,6 metros de altura e 25,9 de diâmetro.


8 - A árvore que parece ter saído de um filme
Dracaena draco L
Conhecido também como dragoeiro, ou em inglês "Dragon's Blood Tree" (árvore sangue de dragão). Seu nome se deve a cor da sua seiva que oxidada pela exposição ao ar se torna vermelha. Nativa dos arquipélagos das Canárias, Madeira e Açores, ocorrendo localmente da costa africana vizinha e em Cabo Verde. Encontra-se vulnerável no estado selvagem devido à destruição do seu habitat.

Fonte National Geographic

9 - A planta que cresce mais rápido
Phyllostachys edulis
Originária da China, essa espécie pode crescer até 1,21 metros por dia. "O segredo é que o bambu, ao contrário da maioria dos vegetais, não cresce apenas nas pontas. Ele estica também entre um gomo e outro. Existe uma razão especial para isso: toda planta possui na ponta do caule um tecido responsável por seu crescimento, chamado meristema apical. O bambu leva vantagem porque além desse tecido, ele possui outro, o meristema intercalar, que produz novas células para o aumento dos gomos. "Por isso, a distância entre eles vai aumentando até ficarem maduros", diz o agrônomo Lázaro Peres, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP.



10 - A árvores mais gorda/Larga
Taxodium mucronatum
Conhecida como a árbol del tule, fica em Santa María del Tule, em Oaxaca - México, possui 58 metros de circunferência e 14 metros de diâmetro. Com altura de 42 metros e peso de 636 toneladas. Cada ramo poderia ser uma árvore independente. É tão grande que os cientistas originalmente pensaram que se tratavam de vários troncos fundidos, mas os testes de DNA provaram o contrário.


Lista publicada originalmente no Discovery Brasil

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

23 de julho de 2013

Conheça 12 hotéis do mundo que possuem casas nas árvores

01 - Treehotel - cidade Boden, Lapland, Suécia

O Mirrorcube é um dos quartos que o Treehotel oferece, fica camuflado por paredes espelhadas que refletem seus arredores. As dimensões são 4x4x4 metros. A base é composta por uma estrutura de alumínio ao redor do tronco da árvore e as paredes são cobertas com vidro reflexivo.
Para evitar que as aves de voem para as paredes espelhadas, eles revestiram os vidros com filme infravermelho. A cor é invisível aos humanos, mas visível para as aves.
O interior é feito madeira compensada com uma superfície de bétula. As seis janelas oferecem uma vista panorâmica deslumbrante. O Mirrorcube oferece uma excelente acomodação para duas pessoas com uma cama de casal, banheiro, sala e terraço.
No Treehotel os hóspedes tem café da manhã, almoço e jantar em um ambiente autêntico de 1930-1950. Há um restaurante, bar, sauna e área de relaxamento, TV e internet. Os quartos ficam em meio a floresta.
Site http://www.treehotel.se/
Veja outros quartos interessantes deste mesmo hotel:
Bird Nest Room
UFO Room
Cabin Room
02 - Manali Tree House Cottages - Kullu, Índia
Neste hotel há uma casa de madeira com banheiro completamente moderna, no topo de uma árvore. Ela oferece uma vista impressionante das montanhas do Himalaia, há pássaros cantando, ar fresco e o interior  é acolhedor. Ideal tanto para casais em lua de mel, quanto para famílias com crianças e viajantes solitários que querem desfrutar de sossego e uma boa vista. Fica próximo de templos indianos e de um mosteiro tibetano.


03 - Chateaux Dans Les Arbres - Dordogne, França
Castelos mágicos com excelente cozinha, piscina, e paz total na copa das árvores. 
Rémi, o proprietário, é um mestre - ele derramou em Châteaux dans les Arbres toda a sua habilidade, paixão e oito anos de experiência na construção de casas na árvore. As três casas em Châteaux dans les Arbres são projetadas para ecoar a arquitetura do castelos tradicionais franceses. Elas nascem a partir de um desejo de criar espaços inusitados e luxuosos para lazer e, ao mesmo tempo, preservação o meio ambiente. Com o campo francês de Dordogne ao seu redor, um chef disponível, se você precisar de um, vista panorâmica, e o farfalhar do vento nas árvores tornam o lugar incrível.
Suíte Hautefort
Suíte Milandes
Suíte Monbazillac
04 - Hapuku Lodge - Kaikoura, South Island, Nova Zelândia
Aninhadas a 10 metros acima do solo, na copa de uma Manuka (árvore nativa da Nova Zelândia), cada casa-da-arvore tem uma vista espetacular das montanhas de Kaikoura e da costa do Pacífico.
As casas-da-arvore são destinadas a ser um complemento contemporâneo ao ambiente natural. Seus exteriores são revestidos em madeiras nativas e telhas de cobre. A decoração de interiores foram criadas por marceneiros locais.
Site: http://www.hapukulodge.com/kaikoura/tree-houses

05 - Pezulu Tree House Game Lodge - Hoedspruit, África do Sul
Já imaginou tomar seu café da manhã enquanto girafas se alimentam da árvores em que está hospedado, ou tomar banho na piscina enquanto macacos brincam nos galhos? É essa a esperiência que este hotel oferece. Localizado em uma reserva você vai encontrar girafas, macacos, zebras, elefantes, antílopes, javalis... um verdadeiro safári!

06- Tree House Lodge - Costa Rica, América Central
Esta casa está submersa na floresta, com uma ponte pênsil de madeira ligando o térreo e o primeiro andar. Na parte de baixo há uma segunda cama de casal, uma cama de solteiro e no andar de cima uma cozinha, uma cama de casal king size e um pequeno banheiro privativo.
Todo o mobiliário é de madeira sustentável, as janelas são abertas, mas protegidas contra insetos.
O banheiro compartilhado no térreo foi construído em torno de uma árvore com mais de 100 anos de idade, que ainda está crescendo ao redor da casa, possui um chuveiro ao ar livre, um vaso sanitário abrigado pelo tronco, o espelho é moldado com conchas.
The Tree House foi totalmente construída com madeiras sustentáveis. Todas as madeiras utilizadas na casa-da-árvore foram obtidas de árvores caídas no interior da selva.
Site: http://www.costaricatreehouse.com/the-tree-house/

07 - Chole Mjini Lodge - Mafia Island, Tanzânia, África
Segundo os donos, Anne e Jean, Chole Mjini nunca foi concebido para ser um hotel, e não é. É uma fantasia de um náufrago, uma ilha do retiro selva atraente para pessoas que apreciam um retorno ao luxo simples, que despertam os sentidos, ao invés de os confortos previsíveis de serviço de quarto e ar condicionado.
O hotel conta com apenas sete casas na árvore, cuidadosamente situados e projetados. Cada plataforma de palha é alcançada através de caminhos de areia e vegetação natural. Todos têm vista para o mar, alguns estão perto o suficiente para dormir ao som da maré escorrendo através das raízes de mangue. A maioria das casas na árvore tem um segundo nível para acomodar as crianças. Cada casa na árvore é diferente, oferecem experiências únicas e tem a sua própria área de banho privada, com o chuveiro de água quente ao ar livre.
Site: http://cholemjini.com/index.html e Trip Advisor

08 - Hotel Ariaú Amazon Towers - Amazonas, Brasil
O Hotel Ariaú Amazon Towers é construído sobre palafitas de madeira à altura da copa das árvores no meio da selva amazônica, fica na confluência do Rio Negro com o arquipélago Anavilhanas. O hotel integra-se com a vida selvagem como: macacos de diversas espécies, araras, papagaios, botos cor-de-rosa, entre outros animais da nossa fauna.
Dentro as inúmeras atrações do Hotel, estão as excursões programadas como: caminhada e sobrevivência na selva, pesca da piranha, observação de animais de hábitos noturnos, interação com botos cor-de-rosa, sobrevôo panorâmico, encontro das águas, visita a tribo indígena, visita às comunidades locais, entre outros.
As casas da árvore oferecem um luxo exótico no meio da selva. Imagina ficar em uma casa na árvore particular que se eleva 10 metros acima do rio e rodeada pelo esplendor da natureza. Cada uma é decorada de acordo com o seu nome: Jacques Cousteau, o Discovery, o presidente Lula e cada uma com construção e design exclusivo. Todas as casas nas árvores possuem varandas privadas, camas queen size, sala de estar, banheiros espaçosos e uma variedade de recursos que vai fazer a sua aventura amazônica verdadeiramente inesquecível. A casa mais alta é a Casa Tarzan construída em cima de uma árvore Mahogony na altura de 22 metros acima do solo.
Site: http://www.ariauamazontowers.com/index.html

09 - Treehouse Point - Issaquah, Washington, EUA
Localizado próximo de Seattle, em uma bela floresta ao lado de um rio, Treehouse Point oferece hospedagem, acomodações para reuniões, casamentos, além uma série especial de concertos, yoga e massagens. As camas são talhadas a mão, com vista para a floresta. Abra a janela para o ar da noite, e ouça o som do rio ou veja um ninho de pássaros! Veja abaixo algumas das casas-da-arvores deste hotel:

10 - Saraii Village - Weerawila, Sri Lanka
A dona, Charitha Abeyratne, teve ideia de criar um destino turístico que promove a sustentabilidade, incentivando os clientes a misturar-se com a natureza, enquanto aprecia os simples luxos da vida.
Seu projeto consiste em duas casas de árvore e duas de pau a pique com um restaurante onde os hóspedes podem se reunir para as refeições e para relaxar. Os turistas podem visitar vários locais de interesse, como santuários da vida selvagem, templos antigos, sítios históricos e as belas áreas costeiras do sul do Sri Lanka.3
As duas casas da arvores foram projetadas para acomodar confortavelmente duas pessoas, com um toque romântico, ambiente a luzes de velas e óleos perfumados. Porém podem acomodar também grupos: a casa The Nest tem dois andares cabendo até 8 pessoas e a casa Crib acomoda até 4 pessoas.

11 - Lion Sands – África do Sul
O Lion Sands é um hotel familiar possui mais de 60 anos e está dentro de uma reserva e próximo ao Kruger National Park, possui três casas da árvore. Você passa a noite a céu aberto, em um plataforma feita de madeira, junto à vida selvagem. Na plataforma, você encontra uma cama de casal lindamente decorada com velas e tochas. Lá você pode apreciar o belíssimo entardecer, pode jantar ou apenas tomar alguns drinks, enquanto a noite cai e você ouve a selva ganhar vida.

12 - Inkaterra Reserva Amazonica Lodge – Peru
O conceito da Inkaterra Reserva Amazonica Lodge é bem parecido com a Lion Sands, só que se encontra na Amazônia peruana. A ideia é apreciar a floresta como um todo. Para você chegar na Canopy Tree House, você faz um caminho por entre as árvores, que está a 27 metros acima do nível do chão. A eletricidade aqui também é limitada e o aquecedor de água é portátil. No entanto, você estará 100% integrado com a natureza sabendo que não estará emitindo gás carbônico por nenhum meio.
Site: http://www.inkaterra.com/inkaterra/reserva-amazonica/#.Ue6Ow9Kfhlw


Lista do Trip advisor e Limão na água

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