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28 de abril de 2015

FESTIVAL RESPECT LOST: EXEMPLO DE EVENTO ECOLÓGICO E ESTÍMULO À AUTO-CONSCIÊNCIA

O Encontro Multicultural Respect acontece em meio a uma das principais reservas naturais de São Paulo, apresentando o conceito Maia In Lak’ech que serve de estímulo à auto-consciência.


Após dois anos, o Festival Respect Lost retoma as suas atividades ainda mais fortalecido dentro da proposta de cuidados com o meio ambiente e conscientização de seus participantes. Focado num público que busca um maior contato com a natureza e com a sua própria essência, o evento é caracterizado como um Encontro Multicultural e Ecológico. A edição de 2015 acontecerá entre os dias 01 e 03 de maio na praia de Boqueirão Sul em Ilha Comprida, no estado de São Paulo.

Ilha Comprida é uma das últimas áreas remanescentes da Mata Atlântica e um dos últimos ecossistemas não poluídos do litoral brasileiro. Faz parte do Complexo Estuário Lagunar de Iguape – Paranaguá, que constitui um dos maiores viveiros de peixe e crustáceos do Atlântico Sul, compreendendo num só lugar, 4 ecossistemas: mangues, dunas, restingas e mata atlântica.

Como exemplo de seu próprio estímulo mobilizador, a Respect reúne diferentes selos e certificados que demonstram seu comprometimento com o meio ambiente e inclusão social, como o Selo Greenhub de gestão da sustentabilidade, certificação de gestão de resíduos pela capacitação e inclusão de cooperativas de reciclagem locais, certificação de ações socioambientais pela disseminação do conceito de sustentabilidade e certificação de eventos culturais, com iniciativas educacionais e de lazer junto a sua rede de parceiros e fornecedores.


São mais de 150 artistas convidados em dois palcos musicais: Dance Floor e Chillout, além do palco de performance Espaço Gaia. Sua característica multicultural engloba numa única experiência: música, artes, projeções, cinema, cenários, intervenções teatrais, palestras, oficinas e performances, terapias alternativas, feiras, gastronomia, área infantil, além de atividades de conscientização ambiental.

Dentre os DJs e produtores, destacam-se Spectra Sonics, Cylon (Japão),
Disorder (México), Contineum (UK), Kliment (Bulgária), Day Din (Alemanha), Hypnoise, além dos brasileiros Earthspace, Edu, Fabio Leal, Kitty, Zaghini, Tera e Soulcast.



Conceito
O conceito trabalhado no festival Respect Lost 2015 é o In Lak’ech, expressão utilizada pela civilização Maia que significa “eu sou outro você”, transmitindo a mensagem de que todas as ações que realizamos acabam cedo ou tarde sendo refletidas em nós mesmos.
Opte pelo desenvolvimento de sua consciência e viva uma experiência única.

Mais informações: 
Data: 01 a 03 de maio
Local: Ilha Comprida (SP)
Ingressos: R$220,00 (primeiro lote) para os 03 dias.
Venda de ingressos em http://www.respect.art.br/produto/primeiro-lote/
Evento destinado a maiores de 18 anos.
Website: http://www.respect.art.br/
Facebook: facebook/RespectFestival



Sobre a Respect
Há 9 anos atrás, nasceu um coletivo com um grande objetivo: atuar na conscientização dos seres humanos perante os cuidados com a natureza e o respeito mútuo. Hoje, este desejo inicial é reafirmado e torna-se ainda mais fortalecido com base nas transformações que estamos vivendo em nosso Planeta.
A proposta de conscientização do coletivo Respect, se materializa por meio de encontros multiculturais e ecológicos, inspirados pelos melhores festivais do gênero ao redor do mundo.
Já foram 17 edições desde 2006 e mais de 100 mil fãs, que acompanham de perto todos os movimentos desta marca, que possui reconhecimento internacional.
Respect Lost será o próximo evento realizado pela marca Respect. O local escolhido é o paraíso de Ilha Comprida no estado de São Paulo, que recebe pela terceira vez este grande encontro.
Shows, performances, DJs, cinema, espaço com terapias alternativas, atividades relacionadas à conscientização do meio ambiente, feira mix com roupas, acessórios e objetos de artes, além de ampla área de alimentação e bares.
Tudo isto dentro de um único conceito: In Lak’ech, expressão utilizada pela civilização Maia que significa “eu sou outro você”. A proposta da Respect Lost 2015 é transmitir a mensagem de que todas as ações que realizamos acabam cedo ou tarde sendo refletidas em nós mesmos. No fim, todos estamos conectados e somos UM, em unidade.
“Vamos além da filosofia. Queremos levar o exemplo para as pessoas de que todos crescemos juntos a partir desta prática”, diz Eduardo Marques, um dos idealizadores do coletivo Respect, que tem como sócios Ricardo Almeida, Alexandre Zaghini e Fabio Gagliardi, ambos com vasta experiência e vivência em eventos multiculturais e musicais nacionais e internacionais.


Opte pelo desenvolvimento de sua consciência e viva uma experiência única. 

13 de setembro de 2014

Festival 4 Elementos - Meio ambiente, permacultura, cultura de paz e muito mais na região de Bauru


A primeira edição do 4 Elementos traz uma inovação que acontece na cidade de Piratininga: reunir em uma grande festa, pessoas e grupos que trabalham com os ideais de Cultura de Paz, educação para autonomia, medicina holística, produção local, comércio justo, permacultura, empreendedorismo social, resgate e preservação da cultura local e regional, arte livre e artesanato.

De 19 a 21 de setembro/2014, será proporcionado um ambiente onde famílias, crianças, jovens, adultos e idosos poderão desfrutar de 52 horas de atividades multiculturais vinculadas à arte, cultura e sustentabilidade. A intenção é envolver todos através da arte e de uma proposta holística, em um grande espaço onde acontecerá atividades intergeracionais simultâneas. O festival 4 Elementos trará um ambiente com shows e cerimônias musicais de talentosos e reconhecidos grupos, apresentações artísticas, circenses e danças circulares. Não ficam de fora exposições de galerias de artes vindas de renomados artistas e de crianças que participarão do concurso Brotando Artes do Cerrado. Também será proporcionado um espaço de cura para massagens e tratamentos energéticos e espirituais, além de um espaço para palestras e outro exclusivo para as mães. Simultaneamente, haverá também oficinas de aprendizagens e percepções para os participantes. Os espaços específicos foram criados e programados para receber crianças, jovens, adultos e idosos.

Veja abaixo algumas das atividades:



Intrínseco e paralelo ao Festival 4 Elementos, está sendo promovido o concurso “Brotando Artes do Cerrado”, que é uma proposta de concurso que visa selecionar obras artísticas de estudantes de escolas públicas e particulares que possuam idade entre 6 e 18 anos. O custeio deste concurso será feito por financiamento público através do Convite Solidário que será vendido pelo valor de R$ 100,00. A quantidade de obras selecionadas para exposição será a quantidade de Convites Solidários vendidos. A pessoa ou organização que comprar o convite terá o agradecimento da doação com seu nome/marca inserido em um certificado junto à arte da respectiva criança, um banner e em uma linda cerca de bambu que envolverá a escultura 4 Elementos que será exposta durante o evento, além de entrar para a lista de colaboradores no site do Festival 4 Elementos.

Para a estadia no encontro, haverá área para camping, estacionamento, cozinha coletiva e redário, além dos espaços de alimentação vegetariana e vegana e Feira Livre. Complementando toda a estrutura, o evento possuirá o Palco Primavera, área Chill Out, Fogueira, Tenda de Cura, Tenda do Circo, Tenda das Mães, Espaço para Crianças e Cineminha.

A programação conta com mais de 100 atrações:
+ de 40 oficinas (Of.) – transmissão de conhecimento através da prática
  + de 20 Trocas de Ideias (TI) – palestras de 20 minutos, seguida de roda de conversa
+ de 50 atrações artísticas, musicais, teatrais e circenses
cerimônias sagradas, indígenas, de amor à terra, e muito mais...
Confira a programação completa em: http://4elementos.webs.com/programa-ao-2

O 4 Elementos será sediado no clube Thermas de Piratininga, localizado a 10km do Centro de Bauru, na Rodovia Elias Miguel Maluf, km 01. Para participar, os interessados devem realizar a compra dos convites através da Loja Virtual e dos pontos de venda.
Para mais informações visite: 

Dica para as futuras mamães: na programação de sábado tem troca de ideias sobre Partos Naturais e Ginecologia Natural.

20 de maio de 2013

Dicas para fotografar a Natureza

Estes dias estava pesquisando sobre o assunto e achei muitas matérias interessantes, e acredito que essas 7 dicas serão valiosas para alguns amantes da natureza. Também selecionei algumas fotos do fotógrafo Fábio Colombini para deliciar os olhos.

National Geographic Brasil  |  Por: Kátia Arima

Há mais de 20 anos, o paulistano Fábio Colombini tem se dedicado à fotografia, especialmente ao tema natureza: as imagens de animais e paisagens que ele faz ilustram principalmente livros didáticos, voltados à educação e conscientização ambiental.

Formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP), Colombini é autodidata em fotografia e biologia. “Conheço mais de biologia que de arquitetura”, diz. Ele já fez trabalhos nos principais biomas brasileiros. Mas a Mata Atlântica é seu ambiente preferido. “Mesmo tendo sido devastada, a Mata Atlântica sempre me surpreende. É uma biodiversidade impressionante, pois há uma variação de altitude e temperatura que atrai animais de variadas espécies.” Na semana passada exibiu suas fotos no seminário Novas Ideias para o Futuro da Amazônia, evento organizado pelo movimento Planeta Sustentável.

Autor do livro Guia Prático para o Fotógrafo de Natureza (Editora Photos), Colombini dá dicas para fazer boas imagens de animais, plantas e paisagens; confira a seguir.
  1. Acorde cedo: Na maioria dos casos, a luz da manhã ou do fim da tarde é melhor para conseguir boas fotos de natureza, afirma Colombini. “Fotógrafo de natureza precisa acordar cedo, quando a luz é mais suave. Com o sol a pino, as sombras são muito duras, não são bonitas”, diz. É claro que toda a regra tem sua exceção e sob o sol forte é possível conseguir boas fotos de contraste, com brancos e pretos. “Na contraluz, é possível revelar o translúcido ou os contornos de um objeto.”
    Igarapé Tarumã-açu, em Manaus, no Amazonas / Foto: Fábio Colombini
  2. Planeje-se antes de sair para fotografar: Antes de colocar o pé na trilha, faça um planejamento da sua saída fotográfica. Como está o tempo? Qual será o assunto fotografado? Isso ajuda a escolher o equipamento que será levado. E, quando estiver diante do assunto a ser fotografado, tente fazer uma composição interessante. “Não seja impulsivo, busque o melhor ângulo, a melhor luz.”
    Formigas bebendo água no Parque Estadual do Cantão, no Tocantins / Foto: Fábio Colombini
  3. Escolha bem o equipamento para a mochila não ficar pesada demais: Para o fotógrafo amador, Colombini recomenda levar uma lente zoom, que faz o papel de várias. Caso prefira fazer fotos com qualidade máxima, leve três lentes: a grande angular (de 24 ou 28 mm), a macro (80 a 100 mm) e a teleobjetiva (400 mm). “Geralmente, é preciso se deslocar muito, então não leve uma mala muito pesada. ”
    Macaco-barrigudo caçando cupins alados no Amazonas / Foto: Fábio Colombini
  4. Evite sair sozinho para fotografar: Quando for se embrenhar pela mata para fotografar, vá acompanhado – de preferência com outra pessoa que goste de fotografar ou que tenha paciência para acompanhar o seu trabalho. “A tendência do fotógrafo é proteger a máquina, por isso quem escorrega costuma levantar os braços e se machucar mais”, diz. Se acontecer algum acidente, o acompanhante poderá socorrê-lo ou buscar ajuda. Também é preciso tomar cuidado com os animais peçonhentos. “Esteja sempre atento a onde apoia a mão e, quando for andar muito no mato, use uma perneira para proteger-se contra picadas de cobra.” É recomendável também levar celular, GPS ou rádio nas saídas a campo.
    Índio da  tribo indígena Kalapalo caçando na água - Parque Indígena do Xingu / Foto: Fábio Colombini
  5. Não deixe o fundo desviar o olhar do assunto principal: Na hora de compôr uma foto, é preciso garantir que o assunto principal fique em evidência. “Manchas brancas no fundo, por exemplo, distraem o olhar”, diz Colombini.
    Araçari-mulato (Pteroglossus beauharnaesii) / Foto: Fábio Colombini
  6. Não aponte o flash diretamente ao objeto fotografado: O flash é uma luz artificial e dura, por isso nunca aponte diretamente para o objeto fotografado, ensina Colombini. Uma dica do fotógrafo é usar papel vegetal como difusor, para suavizar a luz do flash. O uso de dois flashes, um com a luz mais forte que o outro, pode ajudar bastante também. “Ajuda a diminuir a sombra.”
    Perereca em cogumelos na floresta Amazônica / Foto: Fábio Colombini
  7. Conheça bem o assunto que vai fotografar: Colombini diz que é fundamental obter informações sobre o assunto fotografado. No caso dos animais, por exemplo, é preciso saber o comportamento deles, quais são venenosos, onde eles vivem, para obter boas imagens. “Além disso, o fotógrafo repassa informação sobre o assunto que fotografa.”
    Fábio Colombini na floresta Amazônica / Foto: Carolina Mitsuka
Ainda sobre o tema fotografia, localizei no site Fotos que Falam um curso online básico com dicas e informações essenciais que serão muito uteis em 13 módulos, confira:


MÓDULOS DO CURSO DE FOTOGRAFIA [Clique nos links e para acessar]:
Módulo 1 – Iniciação à Fotografia
Módulo 2 – Modo Manual e Modo Semi-Automático
Módulo 3 – Profundidade de Campo
Módulo 4 – Retratos
Módulo 5 – Reduzindo o Ruído
Módulo 6 – Fotografando em estilos diferentes
Módulo 7 – Composição da Imagem e a Regra dos Três Terços
Módulo 8 – Paisagens: o que fotografar?
Módulo 9 – Aproveitando as Condições Climáticas
Módulo 10 – As Máquinas Fotográficas
Módulo 11 – Congelando a Ação
Módulo 12 – Fotografando Animais
Módulo 13
a) Escrevendo com a Luz
b) Cor da Luz

17 de maio de 2013

Documentário Lixo Extraordinário

Em comemoração ao Dia Mundial da Reciclagem (17 de maio) estou postando para assistir online este documentário que concorreu ao Oscar em 2011. O documentário fala sobre como foi a experiência do artista Vik Muniz ao fazer arte com lixo e transformar a vida de um grupo de catadores do maior aterro sanitário do mundo, Jardim Gramacho, localizado em Duque de Caxias - Rio de Janeiro.
Em 2010 foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e do Público de melhor documentário na mostra Panorama.
Veja outras premiações no site.


O artista, que nasceu na classe média paulistana, é hoje um dos maiores expoentes das artes visuais no mundo, trabalha com colagens e montagens de materiais diversos para formar retratos.

Vik resolveu chamar a atenção neste documentário para o problemas ambientais (do lixo) e sociais (das condições de trabalho dos catadores de Gramacho). Como forma de dar voz e visibilidade aos trabalhadores do lixo, retratou-os como personagens com montagens gigantes feitas de resíduos do próprio aterro. Os resultados são incríveis!
Há retratos fortemente simbólicos, como de um líder da comunidade semeando no aterro, e de outro encenando a morte do pensador Marat, e uma catadora posando com seus filhos num quadro que lembra uma santa.

Abaixo alguns dos retratos:

Estou postando também a resenha e opinião do documentário que encontrei no site Coletivo Verde Por Dan Lima e Carol Guilen:
"Recentemente eu assisti ao filme, que em mim causou um misto de indignação, vergonha, tristeza e admiração. São sentimentos aparentemente contraditórios, mas você vai entender.

A admiração vem da força que têm as pessoas que são forçadas a viver entre o lixo para sobreviver. Forçadas, isso mesmo. Por falta de condições centenas de pessoas são forçadas a viver no lixo para retirar dele alguma renda. Ninguém em sã consciência escolhe uma vida daquelas. São homens e mulheres que têm forjado no seu íntimo um instinto de sobrevivência muito forte e digno de admiração. Todos os dias aquelas pessoas enfrentam dificuldades para manter a sua dignidade. Repare nos depoimentos que as pessoas preferem aquela vida a se entregar ao tráfico de drogas, ao crime e à prostituição.
A tristeza é um sentimento que aperta o peito de qualquer pessoa normal e com o mínimo de caridade. É muito triste ver homens e mulheres de bem revolvendo lixo como animais, se alimentando em meio ao lixo, ao mau cheiro e a urubus. Isso é muito triste, afinal são seres humanos, pessoas que não tiveram a mesma sorte que muitos de nós.
No filme um dos catadores faz uma brincadeira que reflete muito bem o que estou dizendo e que expõe uma realidade triste e cruel. Quando ele vê a equipe de filmagem ele grita: “Filma nois aqui para o mundo animal”. A desigualdade social é uma das piores formas de degradação moral, social e humana.
Por fim a vergonha. Vergonha de ser brasileiro. Vergonha do Rio de Janeiro. Vergonha de saber que a cidade que trata daquela forma seus cidadãos é chamada de Cidade Maravilhosa. Vergonha de saber que o mundo inteiro assistiu o filme e pôde comprovar como tratamos aqui no Brasil os pobres. Vergonha de saber que o país está gastando uma fortuna de dinheiro nos preparativos da Copa e das Olimpíadas e não gasta um centavo para mudar a vida sofrida dos moradores de Gramacho. No filme o gerente do aterro deixa escapar, na maior naturalidade, o maior exemplo de inversão de valores do papel do Estado que eu já ouvi. Confiram o diálogo entre o gerente e Vik Muniz:

“G – Os catadores tiram 200 toneladas de reciclado por dia.
VM – Por dia?
G – É representativo a uma cidade de 400 mil habitantes.
VM – Caramba !! É mesmo?
G – Aí você vê a importância do catador hoje pra Gramacho é muita. Ele tá aumentando a vida útil”.

A autoridade conta com os catadores para aumentar a vida útil do aterro sanitário. Ou seja o Estado reconhece, oficializa (pois todos os catadores são identificados com coletes numerados), convive e se apóia na miséria humana dos catadores para aumentar a vida útil do seu aterro sanitário. Isso é o fundo do poço!

Gente, o Estado existe para garantir às pessoas uma vida digna e em Gramacho o Estado é conivente com um batalhão de pessoas se debatendo no lixo, acabando com sua saúde em uma realidade terrível e degradante. Isso me causou muita vergonha. Será que o Estado ou as prefeituras não são capazes de retirar aquelas pessoas do lixo? Será que não tem dinheiro para isso?
O lixo é sim uma fonte de renda para muitas famílias mas o Estado pode e deve dar condições para essas pessoas trabalharem com dignidade, em segurança. Onde estão as políticas públicas de coleta seletiva onde o material reciclado já é separado e destinado às cooperativas de catadores? Onde estão os galpões de separação com esteiras e máquinas onde os catadores tem condições de separar o material reciclado? Enfim, são muitas as formas de aumentar a vida útil de um aterro, mas fazer isso sugando a vida de pessoas é uma vergonha."

Em São Paulo, apesar de a maioria das subprefeituras possuírem pelo menos um Ecoponto, a população ainda está desinformada ou pouco interessada com relação à reciclagem, em cooperativas de reciclagem os catadores reclamam constantemente da quantidade de lixo que chega para eles misturado, ou que não pode ser reaproveitado. O governo também dificulta a implantação de mais cooperativas associadas e muitas não tem esteiras, balanças para pesagem e equipamento de segurança. Está mais do que na hora da população e governo mudarem esse panorama.

Leia mais: O que são pontos viciados de lixo e qual a solução para eles?

10 de abril de 2013

Eco Street Art

Tenho visto nas redes sociais algumas imagens em que se mistura rostos grafitados em muros com folhagens e árvores formando o cabelo (em geral Afro Hair). Achei que era obra de um único artista mas pelo visto são vários grafiteiros de locais diferentes aderindo a moda. Veja algumas imagens que achei:

Artista Vinchen - "Ivy" localizada em Columbus, Ohio’s High Street
Projeto "Face of the city" em Toronto de Dan Bergeron, conhecido como Fauxreel

Notaram que é o mesmo muro da foto anterior? Localizado em Campo Grande, Brasil
Artista Decy Graffiti
Nuxuno Xän da NPL Mada Paint em Fort De France, Martinica
Vinie Graffiti Foto
Os demais não sei informar a autoria, mas são igualmente lindos 
(caso conheça autoria por favor informar):

Na pesquisa achei também alguns eco graffitis super bacanas utilizando o famoso mossgrafitti (não sabe do que se trata? Leia mais aqui e veja o passo a passo) confira abaixo algumas dessas imagens:

Edina Tokodi é uma artista nova-iorquina que levou seu trabalho à metrôs e outras áreas de alto tráfego com musgo e stencils de animais. Ela é a fundadora da "Mosstika Urban Greenery". 
Foto tirada no Brooklin em 2008.
 Anna Garforth

O que achou deste tipo de arte? Comente ;)

27 de fevereiro de 2013

Intervenção Urbana - a arte a favor do meio ambiente

Na atualidade encontramos alguns artistas ou empresas que chamam atenção para determinados problemas da cidade através de intervenção urbana, causando impacto visual e levando a população a repensar seus valores. 

Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. - IntervencaoUrbana.org

Separei abaixo algumas intervenções relacionadas com o meio ambiente, é impossível passar por elas despercebido e não refletir em seu significado.


Africa - Grupo ABC em ação pelo meio ambiente desenvolveram uma interessante ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente: organizaram uma palestra para os alunos da escola "EE Francisco Brasiliense Fusco" e as crianças foram convidadas à realizar uma intervenção urbana no bairro, onde colaram nos postes folhas de árvore feitas de papel e plantaram mudas de árvores. Fonte: Publi+news

Para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável, que luta contra o desmatamento no país, a agência Mood espalhou, ao lado dos troncos cortados nas calçadas da cidade de São Paulo, adesivos em forma de sombra de árvore com a frase: “Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores”.
Fonte: 
Alô, terra?

Nele Azevedo, uma artista plástica brasileira, colocou homens de gelo em uma escadaria de Berlim, que derreteram depois de 30 minutos, para criticar o aquecimento global. O evento fez parte de uma campanha da ong WWF alemã. Fonte: Difusor Art & Skateboard 

A organização Milwaukee Riverkeeper desenvolveu essa campanha de sensibilização com dizeres: "Um rio limpo é um rio divertido" Fonte: wantedesign.it

De Eduardo Srur, bikes penduradas na Av. Paulista em 2007.
Fonte: Fotos Estadão
"Labirinto", também de Eduardo Srur, ficou em exposição em três parques públicos de São Paulo: Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê. A obra era formada por 30 toneladas de materiais recicláveis prensado (cada), transformado em paredes de labirinto. Fonte: Ecodesenvolvimento

Três peixes gigantes iluminados enfeitaram as areias da Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro em 2012. As obras foram criadas em homanagem à Rio+20 e feitas com garrafas PET. A proposta das esculturas era despertar a atenção para a reciclagem de materiais diversos. Fonte: G1 Natureza

 Algumas outras intervenções de autoria desconhecida:


E você o que acha? Esse tipo de arte ajuda na conscientização ambiental? 
Deixe sua opinião nos comentários.

16 de agosto de 2012

Grafite de Musgo

A artista e ilustradora Anna Garforth achou um meio interessantíssimo para colocar a natureza no concreto nosso de cada dia. O projeto chamado Mossenger (uma brincadeira com a palavra "moss", ou musgo, e "messenger", mensagem) compila grafites com trechos de poemas feitos só com musgo! Ela os coloca em paredes com os desenhos das letras e compõe a mensagem dupla. A primeira é o que as palavras dizem e a segunda a que representa o musgo.
Segundo o site, "o musgo age como uma alternativa saudável ao spray das tintas, e que eventualmente pode se proliferar e cobrir toda a parede". Essa forma de grafite, além de trazer à tona o questionamento sobre a natureza X o meio urbano, questiona o uso dos sprays para os grafites.
Fotos: Anna Garforth

O site Environmental Graffiti publicou uma receita para que você faça seu próprio grafite com musgo, e deixe os sprays de lado. Pegue os três primeiros ingredientes abaixo e bata no liquidificador:
- musgo;
- 1 pote de iogurte natural;
- 1/2 colher de chá de açúcar;
- pote de plástico com tampa;
- pincel;
- borrifador;



O grande problema é que para cada clima, o musgo cresce diferente. Se você for fazer dentro de casa, borrife bastante água constantemente. Quando ele já estiver grande, transporte-o para a área que você desejar.
Fonte Super Abril

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