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27 de outubro de 2014

5 ecobairros que ganham destaque pelo mundo

Não existe um significado único ou consenso do que seja um ecobairro, mas fica cada vez mais claro que as soluções e experiências pensadas e desenhadas na escala dos bairros estão trazendo grandes lições e tem potencial de serem replicadas em cidades inteiras.

Confira 5 inspirações pelo Mundo:

1. BedZED. Londres, Reino Unido.
BedZED (ou Beddington Zero Energia (fóssil) Development)  é um pequeno quarteirão residencial de 82 habitações, construídas no sul de Londres pelo escritório de arquitetura Bill Dunster. Esse projeto busca criar uma “comunidade com emissão zero” e alta qualidade de vida,
 já conseguiu resultados muito interessantes como a redução de 58% no consumo de água (em comparação com a média nacional), reciclagem de 60% dos resíduos 
e consumo de alimentos orgânicos em 86% das moradias.
O projeto abrange 1,7 hectares. Inclui 2 500 m² de escritórios e lojas, um espaço comunitário, um teatro, espaços verdes públicos e particulares, um centro medico-social, um complexo desportivo, uma creche, um café e um restaurante e uma unidade de cogeração .



2. Western Harbour. Malmö, Suécia.
O Distrito Sustentável do Porto Oeste ou Bo01 era um antigo parque industrial que foi transformado num modelo de desenvolvimento urbano-ecológico com mais de 600 moradias. O primeiro passo foi a recuperação do solo contaminado. Entre outras medidas, foram instalados 2 geradores eólicos de 2MW de potência, mais de 1400 m² de coletores solares e 120 m² de células fotovoltaicas.




3. Hammarby Sjöstad. Estocolmo, Suécia.
Hammarby Sjöstad surgiu nas margens do lago Hammarby Sjö, que era uma área degradada. A prefeitura decidiu recuperar a região e construir uma referência para o país e o Mundo. Uma das soluções inovadoras do bairro é um sistema de coleta seletiva de resíduos subterrâneo e pneumático que facilita a reciclagem. O bairro está conectado ao centro de Estocolmo por meio de um trem, um sistema de compartilhamento de carros e ciclovias que levam a diferentes pontos da cidade.






4. Vauban. Freiburg, Alemanha
Na antiga área militar de Vauban foi construído um bairro modelo, em que 40% dos aproximadamente 5 mil moradores, não têm carros particulares. Do total de moradias, 2 mil consomem pouca energia, além de muitas gerarem a sua própria energia por meio de fontes renováveis. Aproximadamente 20% de toda a energia elétrica consumida pelos moradores de Vauban é proveniente de placas solares instaladas pelas moradias do bairro.



5. Christie Walk. Adelaide, Austrália
No coração da cidade de Adelaide, na Austrália, há um pequeno ecobairro com 27 casas, chamado Christie Walk, que começou a ser construído em 2000. Com participação ativa de seus moradores durante todo o processo de planejamento e de execução, o bairro combina um grande número de tecnologias: aquecimento solar, telhados verdes, sistemas de captação de água da chuva, compostagem e hortas nos jardins, nas calçadas e nos balcões.



Lista: Por Ariel Kogan - Site Boas Novas

7 de dezembro de 2013

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Essa quarta-feira, 04/12/2013, participei de um encontro com blogueiros no Rio de Janeiro no qual conhecemos as inovações que a Rede Ipiranga vêm implantando tanto em novos postos quanto na reforma de alguns já existentes, tornando-os Ecoeficientes, ou seja, visando o uso eficiente dos recursos naturais. Leia abaixo como foi esse encontro:

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Eficiência e economia foram as palavras-chave da palestra “Postos Ecoeficientes: Pergunta lá no Posto Ipiranga - Conheça o case brasileiro pioneiro de melhor prática de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável” realizada na última quarta (4), no Rio de Janeiro. A rede Ipiranga reuniu blogueiros do segmento de arquitetura e sustentabilidade para apresentar o case pioneiro em melhores práticas de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável: o Posto Ecoeficiente. Luiz Athayde Kauer e Fabiano Dagfal, Gerente e Coordenador da área de Desenvolvimento, Engenharia e Arquitetura da Ipiranga, apresentaram os detalhes do projeto e realizaram, juntamente com os participantes, uma visita ao primeiro Posto Ecoeficiente, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Atualmente com 750 unidades no Brasil, entre inaugurados e em construção, os postos Ecoeficientes fazem a gestão de energia, água, resíduos e materiais, realizada desde a construção até a fase de operação. A iniciativa, uma das principais da empresa voltadas para a sustentabilidade, atraiu atenção internacional e se tornou objeto de estudo da Boston University School of Management, nos Estados Unidos. A instituição americana pretende destacar os diferenciais inovadores do projeto, com o objetivo de aprimorar e dar continuidade à iniciativa. 
“O projeto vai sempre se renovando. Com o avanço das tecnologias e as novas descobertas, outras formas de gerar menos impacto e colaborar com o ambiente no qual vivemos vão aparecendo. Desta forma, vamos incorporar, cada vez mais, novas ferramentas para esta ecoeficiência”, informou Luiz Athayde Kauer.
“Hoje, as crianças aprendem lições de sustentabilidade nas escolas. Em um futuro muito próximo, eles serão os consumidores e este grupo terá uma preocupação muito maior com o ambiente, valorizando produtos e empresas que tomam iniciativas de proteger o planeta”, completou Fabiano Dagfal.
Visita ao primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas
Conheça melhor cada processo utilizado no Posto Ecoeficiente:
Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo de água englobam coleta da água da chuva, reuso de água da lavagem de veículos, instalação de torneiras e chuveiros  de fechamento automático e diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos sanitários.
Iluminação: foram desenvolvidas soluções para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a com a artificial, além de se utilizar lâmpadas e luminárias mais eficientes, e sensores de presença para evitar o desperdício de energia.
Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para reduzir a carga térmica do ar condicionado e ainda melhorar a qualidade dos ambientes. Entre essas ações estão: sistema de exaustão do calor proveniente dos refrigeradores, elementos sombreadores,  vidro especial  e isolamento térmico nas paredes e forro.
Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: utiliza-se o Sistema Light Steel Framing na edificação, que é modular, com estrutura em aço 100% reciclável, gerando bem menos resíduo. Para a cobertura da pista de abastecimento, utiliza-se um sistema de camada única, onde a telha metálica faz também o papel do forro, totalmente aparafusado, sem uso de solda. Utilizam-se também materiais que impactam menos o meio ambiente em sua produção, aplicação e descarte, como tinta a base de água e madeira certificada. 
Gestão de Resíduos: dar o destino correto ao lixo que for gerado tanto na construção quanto na operação, via coleta seletiva. 
Mais curiosidades:
Em relação à construção convencional da edificação do posto, o uso de concreto é 80% menor.
A redução de tempo na obra de um Posto Ecoeficiente Ipiranga em relação a uma obra convencional é de 50%.
A redução de resíduos gerados é de 40% em relação a uma obra convencional.
A água da chuva é tratada e aproveitada em descargas sanitárias, rega de jardins e lavagem de para-brisas. Esse sistema é capaz de reduzir o consumo de água em até 30%. Há um sistema de reuso de água da lavagem que reduz o consumo em aproximadamente 70%.  A combinação entre os dois sistemas pode até zerar o consumo de água com lavagem.
Para mais informações sobre os Postos Ecoeficientes, acesse o site: http://bit.ly/1bOUfYJ

Minhas considerações

Porque achei o projeto atraente?

Não se trata apenas de fazer alguns postos para dar uma imagem positiva à marca. Eles realmente estão investindo muito em pesquisas e melhorias para fazer com que os Postos Ecoeficientes sejam viáveis, replicáveis (com um payback atraente para os revendedores) e cada vez mais sustentáveis. Estão em andamento pesquisas e testes para a segunda fase do projeto chamado de "Postos Ecoeficientes II" que inclui a utilização de lâmpadas de LED, sistema construtivo racional, certificação de edificação sustentável Leed e Procel. Essas pesquisas estão sendo feitas em parceira com as universidades UFRJ, USP e UFSC e possui uma unidade teste na Ilha do Governador/RJ.
Entre as questões ambientais há vários pontos fortes, citarei por exemplo os tanques subterrâneos com parede dupla, onde se acaso houver o inicio de um vazamento na primeira parede, será ativado um sensor avisando a existência do vazamento para que sejam tomadas providências, minimizando muito as possibilidades de contaminação do solo. Também o sistema de construção Light Steel Framing gera pouquíssimos resíduos e, se acaso o posto deixar de existir, permite a reutilização e reciclagem da edificação (Clique e veja o comparativo do LSF e alvenaria).
Há um benefício social neste projeto, pois durante a execução dele nas regiões sudeste e nordeste foram treinadas 83 empresas, atingindo cerca de 300 pessoas que foram capacitadas a trabalhar com um novo modelo de construção, ampliando seus currículos. Os funcionários que trabalham nos Postos Ecoeficientes, chamados de VIP - Vendedor Ipiranga de Pista, recebem treinamento específico e aprendem a importância da separação de resíduos sólidos, economia de água, energia entre outras práticas existentes no posto. No futuro é possível que os postos tenham ações socioambientais com a comunidade no entorno.
Há outros pontos muito importantes a serem mencionados, mas você pode ler e ver alguns vídeos explicando mais a respeito de cada assunto no site http://www.ipiranga.com.br/wps/portal/portalipiranga/postosipiranga/posto%20ecoeficiente.

21 de junho de 2013

Hidrelétricas voltam ser liberadas no Pantanal prejudicando a biodiversidade

Uma das maiores planícies úmidas do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade, o pantanal é alvo do setor energético, que pretende espalhar pequenas centrais elétricas pela região

No dia 3 de maio de 2013, a decisão que impedia a construção de usinas hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai (BAP), localizada na região do Pantanal, nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foi derrubada na Justiça pela desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo.

Os projetos de novos licenciamentos hidrelétricos no Pantanal foram paralisados em janeiro deste ano, depois de a Justiça acolher a solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul, que concluíram, com base em dezenas de documentos, que a construção de represas na Bacia do Alto Paraguai irá alterar os sistemas hídricos e o funcionamento biológico natural de todo o Pantanal.

Construção de hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai no Pantanal. Fonte:  Revista Reciclar Já


Leia a reportagem dos perigos à biodiversidade do Pantanal publicado no dia 17/06/2013 por Clarisse Souza - Em.com.br

Poucos lugares no mundo abrigam tamanha biodiversidade e mesclam características de tantos biomas quanto o Pantanal Mato-grossense. A exuberância da reserva de mais de 140 mil quilômetros quadrados distribuídos entre os estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) é marcada principalmente pelo fato de o bioma ser guardião de milhares de espécies, muitas raras e em extinção. Mas a grande planície alagada que sobrevive graças aos ciclos de cheia e seca dos rios atrai também empresários do setor energético. Nos últimos anos, a região pantaneira tem sido ocupada por dezenas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Especialistas acreditam que as intervenções estejam alterando o fluxo migratório de espécies aquáticas. Assim como eles, a comunidade ribeirinha cobra uma avaliação ambiental estratégica do conjunto de equipamentos instalados ao longo do pantanal para medir o real impacto que as PCHs geram no funcionamento do ecossistema.

Detentor do título de Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, concedido pela Unesco, o pantanal é uma das maiores planícies úmidas do mundo, que, graças aos grandes rios que cortam a região, tem formação de grandes inundações de água doce ou salobra em toda sua extensão. Companhias de energia elétrica viram no grande volume de água uma oportunidade de negócio. O interesse é tão grande que além das dezenas de PCHs já em funcionamento nos dois estados, outros 87 projetos estão em andamento. Eles haviam sido suspensos por uma liminar da Justiça em dezembro, que proibía a expedição de licenças ambientais para construção de hidrelétricas até que os órgãos responsáveis apresentassem estudo de impacto do conjunto de PCHs. Mas a liminar foi derrubada em 3 de maio pela desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Cuiabá, depois de um recurso da Associação Brasileira dos Geradores de Energia Limpa (Abragel).

As usinas de pequeno porte que têm sido construídas nos rios do pantanal são capazes de gerar de 1 a 30 megawatts e operam pelo sistema conhecido como fio d’água. Nesse tipo de hidrelétrica, não há formação de grandes reservatórios de água, mas ainda assim a bióloga especialista em ecologia de rios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Débora Calheiros afirma que as PCHs são um risco para o sistema hidrológico da região. Débora observa que a construção de tantas usinas já alterou o fluxo migratório dos peixes, que têm enfrentado problemas para se reproduzir. “As PCHs são consideradas pequenas por sua capacidade de geração de energia, mas qualquer obstáculo que é colocado no leito do rio interrompe seu fluxo e altera o ciclo de secas e cheias, fundamentais para a reprodução de algumas das espécies mais importantes do pantanal”, alerta.

A produção das PCHs, segundo Débora, é pequena e não compensa o impacto ao meio ambiente. “Elas geram cerca de 1% da energia produzida no Brasil”, aponta. Ela diz ainda que as hidrelétricas podem atingir a pecuária. De acordo com a especialista, alguns produtores criam gado em pasto nativo, que depende das inundações para se livrar de alguns tipos de vegetação. “A pecuária extensiva já sofre, pois não observamos cheias tão grandes”, observa. Ela lembra ainda que as secas pronunciadas também são importantes, pois é quando algumas espécies, como as tartarugas, aproveitam para se reproduzir. A bióloga critica a forma como as licenças têm sido concedidas. “Não se pode medir o impacto individual das PCHs quando elas estão em um bioma complexo como o pantanal. O que cobramos é uma avaliação ambiental estratégica de toda a região para sabermos as mudanças que elas podem causar.”

O Tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora.

Natureza em declínio
Moradora da região de Cáceres, em Mato Grosso, há mais de 40 anos, Elza Bastos Pereira, de 52, diz ter testemunhado muitas mudanças no pantanal desde que o conjunto de PCHs começou a operar. Ela conta que tem observado alterações no pulso de inundação do pantanal – sistema responsável por controlar as secas e cheias. Presidente da Colônia de Pescadores de Cáceres, ela explica que os peixes são a principal fonte de renda da comunidade ribeirinha. Banhada pelas águas do Rio Jauru, a região é conhecida devido à riqueza em espécies aquáticas e abriga peixes como pintado, piraputanga, jurupoca, dourado e vários outros. Além de serem comercializados, os animais são ainda um atrativo para a pesca turística. Mas, segundo Elza, a população de peixes caiu muito desde que seis usinas foram construídas no leito do rio.

 “É um período de tristeza para a população ribeirinha. Sobreviver da pesca está muito difícil”, lamenta. Elza afirma que as intervenções têm feito o nível do rio baixar mais que o normal, o que resulta na morte dos peixes. O resultado são quedas de até 80% na renda de algumas famílias, o que tem levado pescadores a buscar outra ocupação.

“Fazer estudos pontuais para medir os impactos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) é querer enganar a população. O pantanal é composto por um sistema bastante sensível e a instalação de tantas PCHs nessa região tem um grande potencial de impacto. Não temos como dizer com precisão o que vai ocorrer, mas toda a área do pantanal precisa do pulso de inundação, do qual os animais e espécies vegetais dependem para se reproduzir. Mas esse processo ecológico corre o risco de ser alterado com a criação de barragens, mesmo que pequenas, no leito dos rios, gerando interrupção no fluxo de enchentes e secas. Não são apenas os peixes que correm o risco de serem prejudicados. A pecuária também pode ser afetada, pois espécies invasoras podem se proliferar em pastos nativos com a mudança dos períodos de cheia e impossibilitar a criação de gado.” Geraldo Damasceno - Biólogo e professor de ecologia de comunidades vegetais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

"Preocupação é exacerbada", diz sindicalista
Com o argumento de que as pequenas centrais hidrelétricas promovem a geração de energia limpa, representantes do setor de energia elétrica rebatem a opinião dos especialistas e afirmam que as dezenas de usinas em operação têm contribuído para a preservação do bioma pantaneiro. Superintendente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás do Estado de Mato Grosso (Sindenergia-MT), Marcelus Mesquita considera exacerbada a preocupação com os possíveis impactos no sistema hidrológico. “Acreditamos que há um exagero. Estão dizendo que a PCH degrada o meio ambiente, mas as pequenas hidrelétricas usam o sistema de fio d’água e o represamento é muito pequeno”, afirma.

Marcelus observa que para manter o bom funcionamento das usinas de pequeno porte, as empresas licenciadas que operam os equipamentos precisam se preocupar com o acúmulo de sedimentos nos rios e, segundo ele, isso ajuda a preservar a região. “Não pode haver assoreamento nas regiões em que há PCHs, porque isso faz com que as turbinas estraguem. Isso também ajuda a preservar a região”, considera o superintendente do Sindenergia-MT. Ele comemora a decisão judicial que possibilitou a retomada dos licenciamentos na região do pantanal. “O estudo conjunto é inviável e a Justiça entendeu isso. As empresas cumprem todas as exigências da legislação ambiental e vão continuar a solicitar investimentos”, afirma.

Bacia do Alto Paraguai - Pantanal
Enquanto a discussão avança, a pescadora Elza teme pelo futuro do santuário natural. “É o pequeno contra o grande. Temos tentado reverter esse problema na Justiça, mas é preciso agir rápido porque essas PCHs vão acabar com o nosso pantanal”, cobra.

Leia mais: Para onde caminham os rios: Um exemplo norte-americano e a realidade brasileira

3 de abril de 2013

Ideias para uma casa mais sustentável


Com algumas intervenções é possível planejar melhor os ambientes de um imóvel e implantar soluções que reduzem em até 30% os gastos mensais com a conta de água e energia elétrica.

Com um investimento de cerca de R$ 15 mil, é possível instalar aquecedor solar e melhorar os sistemas hidráulico e de iluminação. Segundo especialistas, esse investimento se paga em até três anos com a economia que ele gera.

Na questão da iluminação, a troca de janelas por modelos maiores, por exemplo, facilita a entrada da luz natural, além de promover a circulação do ar e manter a qualidade do ambiente.

Já nos imóveis mais antigos é possível instalar telhas translúcidas – de vidro ou plástico –, que aproveitam melhor a iluminação natural. “A cor da tinta que você utiliza para pintar os ambientes também interfere para aquecer ou esfriar os cômodos. Além disso, os materiais podem ser modificados. Se o ambiente é muito quente e possui chão de madeira, a troca por materiais de cerâmica ajuda a esfriar”, exemplifica a engenheira civil Margolaine Giacchini.

Plantar grama no telhado também pode parecer uma ideia estranha, mas a instalação do chamado telhado verde ajuda a manter a qualidade térmica do imóvel, diminuindo gastos com aquecimento ou ar condicionado. O sistema ainda possibilita a filtragem da água da chuva que pode ser utilizada na lavagem de áreas externas ou nos vasos sanitários.

O sistema é formado por um conjunto de caixas com plantas dispostas por toda a laje que ajuda na captação da água da chuva e na manutenção térmica do imóvel.

“O sistema com cisternas chega a coletar até 180 litros por metro quadrado. O custo para implantar este sistema não é muito diferente do telhado convencional. Fica entre R$ 80 a R$ 140 o metro quadrado”, aponta o presidente da Ecotelhados, João Manuel Linck.

Aquecimento solar

Apesar do custo elevado – entre R$ 6 mil a R$ 30 mil –, o aquecedor solar de água é um investimento que consegue reduzir em até 80% o gasto com energia. Segundo Sérgio Carnascialli, representante da empresa Aquamec, um imóvel que receba uma boa incidência (sem sombras constantes) pode instalar as placas de captação. “Em cima da residência instalamos o ‘boiler’, onde será armazenada a água aquecida. O sistema aquece água, que pode ser usada em tudo, no chuveiro, na cozinha ou até em uma piscina”, explica.

Veja alguns dispositivos que podem ajudá-lo a reduzir em até 30% o consumo de energia e de água na sua residência. Os produtos podem ser encontrados em lojas de material de construção e casas especializadas.

Arejadores de torneira: peça instalada nas torneiras de banheiros e cozinhas que insere ar na água, aumentando seu volume. Junto com o restritor de vazão, chega a reduzir em 30% o consumo de água. Custo: de R$8 a R$ 25 (Em alguns casos, as torneiras já possuem o arejador e o valor sobe de acordo com a marca do produto).
Lâmpadas LED: com até 25 mil horas de duração, as lâmpadas em LED consomem menos energia que as lâmpadas incandescentes. São mais caras que as lâmpadas comuns, mas representam maior economia no longo prazo. Custo: de R$ 20 a R$ 70.
Restritor de vazão: o dispositivo aumenta a pressão da água e regula a vazão e pode ser instalado em torneiras e chuveiros. Pode reduzir o consumo de 15 litros para 8 litros por minuto. Custo: de R$ 0,50 a R$ 10. Em alguns chuveiros o restritor já vem instalado.
Válvula de descarga de duplo fluxo: Regula o volume de água necessário para a descarga sanitária. Pode reduzir em até quatro vezes o consumo. Custo: de R$12 a R$ 100 (o valor varia se a válvula vem acompanhada da caixa acoplada).

Publicado em 19/09/2012 | AMANDA MILLÉO, Especial para a GAZETA DO POVO

27 de março de 2013

Contra protestos, governo envia Força Nacional a Belo Monte


Notícia de ((o))Eco em 26 de Março de 2013

Discretamente, o governo publicou ontem(25/03/2013) no Diário Oficial autorização para o envio da Força Nacional a Belo Monte e assim evitar que manifestantes invadam o canteiro de obras e paralise a construção da usina (portaria nº 1.035). A ordem foi dada pelo Ministério da Justiça. Se necessário, o prazo 90 dias de permanência da tropa poderá ser prorrogado.

O envio de tropas para garantir os trabalhos foi um pedido do ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, em resposta à ocupação do canteiro de obras do sítio de Pimentel, na quinta-feira passada (21) quando ribeirinhos e lideranças indígenas paralisavam pela oitava vez os canteiros.

A portaria do Ministério da Justiça, assinada pelo ministro José Eduardo Cardozo, autoriza o uso da Força Nacional “para o fim de garantir incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia”.

Em fevereiro, funcionário de Belo Monte foi flagrado espionando reunião do “Movimento Xingu Vivo para Sempre”. A ONG descobriu que o espião que se passava por operário era contratado do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) para levantar informações sobre possíveis lideranças operárias e  ajudar a coibir movimentos de greves.



Leia Também
Ministério Público divulga 15 processos contra Belo Monte
WWF lista os pecados ambientais de Belo Monte

19 de março de 2013

A Hora do Planeta - Participe no dia 23/03/2013


Campanha da WWF



Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove no país o movimento global Hora do Planeta. No dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30, milhões de pessoas ao redor do mundo vão apagar as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil aderiu ao movimento apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas e organizando atividades especiais para mostrar seu apoio na batalha contra as mudanças climáticas.

Neste ano de 2013, a Hora do Planeta no Brasil convida empresas, governos e toda a sociedade para responder uma pergunta em especial. “O que você faria para salvar o planeta?”. No sábado, 23 de março, apagar as luzes será só o começo.

Hoje, apesar de todos os problemas ambientais existem aqueles dispostos a fazer sua parte para salvar o planeta. A responsabilidade é de todos. Participe da Hora do Planeta, cadastre-se no site, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

Lembre-se no sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!


POR QUE PARTICIPAR?

Porque precisamos mudar nosso futuro para torná-lo mais sustentável. E não podemos ignorar as críticas mudanças ambientais que enfrentamos hoje em dia. Para mudar desta forma precisamos de você. Precisamos de todos nós. A Hora do Planeta reúne indivíduos, empresas, governos e organizações para mostrar o poder do impacto coletivo.

Junte-se a milhões de pessoas em mais de 7.000 capitais e cidades, ao redor de 152 países, para a Hora do Planeta, a maior mobilização de pessoas do mundo.

No sábado, dia 23/03, às 20h30, desligue suas luzes durante uma hora.


18 de fevereiro de 2013

Pesquisadores no México desenvolvem sistema de geração solar de baixo custo


Autor: Anastasia Gubin em 12/022013

Pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) propõem usar energia solar diretamente na rede elétrica sem recorrer a custos elevados, informou a agência de pesquisa Dicyt.
Painéis solares (Sean Gallup/Getty Images)
O investimento é muito menor do que o utilizado atualmente e os custos são recuperados em oito ou nove anos. Depois desse período, tem-se energia gratuita por dez anos.

O investigador Antonio Galán Sarmiento do Instituto de Matemática da UNAM demonstrou que é possível utilizar energia solar na rede elétrica sem recorrer a placas de armazenamento.

O sistema fornece energia elétrica para uma família de quatro pessoas e usa um pequeno módulo de célula fotovoltaica, um inversor de corrente e um medidor bidirecional conectado à rede de distribuição elétrica, que pode ser instalado parte por parte para reduzir os custos.

“Durante o dia, o sistema transforma a energia solar em corrente elétrica contínua, que é transformada pelo conversor de corrente alternada para ser utilizada imediatamente ou pode ser introduzida na rede elétrica a ser recuperada para uso durante noite e por isso o medidor deve ser bidirecional”, diz Antonio Sarmiento.

A equipe da UNAM já testou com sucesso este sistema em casas em Sierra Madre del Sur no México, uma área descrita como de alto risco de tempestades elétricas, mas o sistema não sofreu qualquer dano.

Durante os primeiros quatro anos de operação, o sistema gerou 3.550 quilowatts-hora por ano, “o que evitou a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera se fosse utilizada energia fóssil”, concluiu Antonio Sarmiento.

Fonte The Epoch Times

17 de setembro de 2012

Notícias da verdes 1º Edição

O intuito era fazer esse post no final de semana, mas vamos fazer com atraso mesmo, o importante é estar informado ;)
Cerca de 1.200 voluntários promoveram um mutirão para recolhimento do lixo na Praia de Copacabana/RJ
[Vídeo] Dia mundial de Limpeza de praias, rios e lagoas foi comemorados dia 15/07
http://g1.globo.com/ma/maranhao/videos/t/jmtv-2a-edicao/v/o-dia-mundial-de-limpeza-das-praias-foi-comemorado-neste-15-de-setembro/2141682/
Nota: O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias foi criado pela fundação australiana Clean Up the World em parceria com Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Anualmente, o projeto mobiliza mais de 40 milhões de voluntários em 120 países e promove a conscientização ambiental.

Removendo petróleo do mar com ímãs
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/removendo-petroleo-do-mar-com-imas/

Carvão dissolvido em rios e oceanos pode ter origem antiga
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/12/carv%C3%A3o-dissolvido-em-rios-e-oceanos-pode-ter-origem-antiga/

13 práticas sustentáveis
"detalhes do dia-a-dia para ficar de bem com o meio ambiente"
http://www.samshiraishi.com/13-praticas-sustentaveis/

10 dicas para ser mais sustentável com a ajuda da internet
http://www.autossustentavel.com/2012/09/10-dicas-para-ser-mais-sustentavel-com.html

A Importância da Vegetação no Planeta
Experimento simples que pode ser utilizado nas escolas para mostrar a importância da vegetação.
http://www.vidasustentavel.net/meio-ambiente/a-importancia-da-vegetacao-no-planeta/

O Cerrado fez aniversário mas não há razão para festa
http://www.oeco.com.br/geonoticias/26434-o-cerrado-fez-aniversario-mas-nao-ha-razao-para-festa

[Dica] Curso online A Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas
"Realizado pelo Instituto De Pesquisa Ambiental Da Amazônia (IPAM), o curso é gratuito e pode ser concluído em menos de duas horas. São cinco sessões com áudio, gráficos, fotos e vídeos."
http://www.ipam.org.br/curso/login

Receita de Sustentabilidade
Detalhes de como uma mineira conseguiu implantar o turismo sustentável em meio a amazônia do Mato Grosso, e levou o prêmio Salvadores do Mundo na categoria preservação ambiental em 2008.
http://luzdeluma.blogspot.com.br/2012/07/receita-de-sustentabilidade.html

[Arte Conceitual] Artista italiano pinta grafite que absorve a poluição do ar:
"Cada metro quadrado da tinha especial da "Philosofical Tree" é equivalente a retirar oito carros das ruas"
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/artista-italiano-pinta-grafite-que-absorve-a-poluicao-do-ar

[Vídeo] Colombiana cria refúgio para beija-flores raros em seu jardim:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,colombiana-cria-refugio-para-beija-flores-raros-em-jardim,929539,0.htm
Cercopithecus lomamiensis

Nova espécie de macacos é descoberta
Cercopithecus lomamiensis ou Lesula (nome popular)
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/nova-especie-de-macacos-e-descoberta/

Quase Extinto, Tatu-Bola é Eleito Mascote da Copa de 2014
http://programaterritorioanimal.com/2012/09/13/quase-extinto-tatu-bola-e-eleito-mascote-da-copa-de-2014/

[Belo Monte] Ibama autoriza consórcio a iniciar barragens
http://www.oeco.com.br/salada-verde/26445-belo-monte-ibama-autoriza-consorcio-a-iniciar-barragens

[Código Florestal] Câmara pode votar MP do Código Florestal nesta semana 
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/17/camara-pode-votar-mp-do-codigo-florestal-nesta-semana/

[Energia Nuclear] Goiânia e Fukushima: Lições (não) aprendidas
"Completou-se 25 anos do acidente do Césio 137 em Goiânia e a crise nuclear em Fukushima completa 18 meses. [...] Depois do legado dos acidentes de Goiânia e Fukushima, sem mencionar o trágico episódio de Chernobyl, na Ucrânia, não precisamos de mais vítimas para ter a certeza de que esse não é o caminho a ser seguido."
http://www.oeco.com.br/convidados-lista/26442-goiania-e-fukushima-licoes-nao-aprendidas

[São Paulo] O dilema da sacolas plásticas gratuitas continuam em SP
http://pensareco.blogspot.com.br/2012/09/o-dilema-da-sacolas-plasticas-gratuitas.html

Copa de 2014 emitirá 11 milhões de toneladas de gás carbônico
http://www.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/copa-de-2014-emitira-11-milhes-de-toneladas-de-gas-carbonico/68836

[Rio de Janeiro] Rio plantará 34 milhões de mudas para reduzir emissão até Olimpíadas
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5497/rio_plantara_34_milhoes_de_mudas_para_reduzir_emissao_ate_olimpiadas/

Boa navegação!

3 de setembro de 2012

Para onde caminham os rios – um exemplo norte americano e a realidade brasileira

Há 40 anos, o Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e de ‘Belos Cenários’) garantiu a proteção dos principais cursos d’água dos Estados Unidos. Seu mentor, John Craighead, de 95 anos, é um célebre ambientalista. Hoje, 200 rios são legalmente protegidos, com águas que não podem ser destinadas à irrigação, geração de energia ou navegação.

Por Joel K. Bourne, Jr. (NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL)

Durante boa parte do século 20, o governo federal parecia determinado a represar praticamente todos os principais rios do país, para usar sua força na geração de energia elétrica, na irrigação, na navegação, no fornecimento de água e no controle de enchentes. O excesso das represas foi agudo principalmente no oeste árido, onde até o Grand Canyon foi listado para ser inundado. A Corporação de Engenheiros do Exército avaliou cinco locais possíveis para represas só no Middle Fork. O rio poderia ter se transformado em uma corrente de lagos artificiais se dois irmãos não tivessem ajudado a deter a maré de concreto.
Rio Upper Rogue, na Floresta Nacional Rio Rogue-Siskiyou,
em Oregon - 64,8 quilômetros protegidos desde 1988
John Craighead, hoje com 95 anos, é lendário no campo da biologia selvagem, famoso com seu irmão gêmeo, o já falecido Frank Craighead, por estudos pioneiros com ursos pardos no parque nacional Yellowstone e por numerosos artigos e documentários publicados pela National Geographic. O trabalho inovador deles inspirou iniciativas para salvar a espécie da extinção nos 48 estados contíguos dos EUA. No entanto, a conquista que mais orgulha John Craighead em sua vida, longa e produtiva, segundo ele, é a aprovação de Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e Belos).
Custou uma década de relatórios, palestras e convencimento político, mas quando o presidente Lyndon Johnson assinou o Wild and Scenic Rivers Act, em 1968, boa parte de seu texto veio dos irmãos Craighead. A lei inicial poupava oito rios e uma zona de proteção estreita ao redor deles onde não poderia haver represas nem construções. Hoje, a lista creceu para mais de 200 rios em 39 estados e Porto Rico.

Veja a reportagem completa na National Geográphic Brasil.
Matéria do Blog Instituto Cidade Jardim

A Usina de Manso, construída em parceira com a iniciativa privada, está localizada no estado de Mato Grosso, no rio Manso, principal afluente do rio Cuiabá.

Em contrapartida, temos no Brasil, além da construção da hidrelétrica de Belo Monte (que já retomou a construção), a implantação de mais 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal.

A Justiça Federal Brasileira em 24/08/2012 deu um grande passo determinando que os órgãos ambientais licenciadores suspendam todos os processos de licenciamento ambiental em curso e não concedam novas licenças até que a Avaliação Ambiental Estratégica de toda a bacia seja feita. Os empreendimentos hidrelétricos já em funcionamento continuarão operando, mas suas licenças não podem ser renovadas.
Espero sinceramente que a decisão seja mantida, e não ocorram interferências devido ao jogo de interesses e ambição humana.

Veja um trecho do texto Hidrelétricas que ferem o Pantanal e a Amazônia

Autor: Cleide Carvalho (O Globo - 26/08/2012)

As outorgas de usinas no Mato Grosso foram concedidas no início dos anos 2000, quando o Brasil enfrentou racionamento de energia elétrica. Essas outorgas geraram um mercado paralelo e foram vendidas, passando de mão em mão.
Segundo o deputado Dal Bosco, a preocupação em gerar energia em curto espaço de tempo fez com que empreendimentos fossem aprovados sem levar em conta danos e degradação ambiental.
Segundo o relatório de uma CPI realizada, a maioria das usinas sequer possui "escada de peixes", que permite a esses animais subirem os rios para desova, a conhecida piracema. Com isso, os peixes teriam desaparecido nos municípios de Dom Aquino e São Pedro da Cipa: "Há três piracemas que os peixes não chegam nesses municípios porque não conseguem transpor a barragem da PCH (pequenas centrais hidrelétricas)", diz o documento.
Algumas pequenas centrais hidrelétricas ultrapassaram a área inundada prevista no projeto inicial, alagando propriedades. Outra irregularidade constatada foi o desmatamento ilegal, em Áreas de Preservação Permanente, feito para abrigar canteiros de obras.
Numa única obra, teriam sido contratados 177 operadores de motosserra. Ao menos um rio teria sido desviado com uso de dez mil sacos de adubo químico reaproveitado, poluindo as águas.
O documento cita, ainda, que processos de licenciamento ambiental receberam parecer técnico conclusivo antes que licenças prévias tivessem sido deferidas e algumas usinas fizeram barragens com altura quase dez metros acima do previsto em contrato. Em pelo menos um caso, a área alagada foi quatro vezes maior que o permitido.
Bacia Alto Paraguai, Rio Taquari sofre com assoreamento devido navegação e desmatamento.
Segundo a decisão da Justiça Federal “não há nenhuma razão plausível para se prosseguir sujeitando, por mais um dia que seja, o ambiente pantaneiro a riscos tão consideráveis”.
Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa por licença expedida é de 100 mil reais.
O Pantanal é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, desde 2000.

16 de agosto de 2012

Excrementos podem produzir energia limpa para manter a luz acesa ou deixar a casa aquecida



Publicado em 29/07/2011 por Rafael Tonon


Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada. É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, é verdade - há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam o "número 2" para produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através do cocô - uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente não para nunca de fazer as necessidades fisiológicas, né?!

Saiba mais detalhes dessa iniciativa:

1. Todo o sistema de esgoto das 200 casas teve de ser adaptado, levando os resíduos para uma estação de tratamento construída especialmente para tratá-lo.

2. Bactérias anaeróbias levam até três semanas para decompor os excrementos e transformar os resíduos em gás metano.

3. Do processo de tratamento, além do metano, produzem-se fertilizantes que são usados em lavouras e plantações da cidade.

4. Assim que o gás é produzido, ele é coletado e distribuído para as residências para manter funcionando os radiadores de calefação.

Fonte Vida Simples - Abril
Mais informações Programa Cidades Sustentáveis

15 de agosto de 2012

Radiação causa deformidades em borboletas que vivem em Fukushima

15/08/2012 - 05h19 DE SÃO PAULO
Ainda não se conhecem os efeitos sobre a saúde humana do acidente nuclear que afetou Fukushima, no Japão, no ano passado. Mas cientistas japoneses já flagraram deformidades ligadas à radiação em borboletas que vivem na área do desastre.
Os efeitos, que incluem asas de tamanho desigual ou amarfalhadas, antenas com pontas duplas e olhos malformados, estão descritos em artigo na revista especializada "Scientific Reports".

Reprodução/"Scientific Reports"

Borboletas de Fukushima com anomalias (asas de tamanho desigual ou amarfalhadas)
A equipe liderada por Atsuki Hiyama, da Universidade das Ilhas Ryukyu, coletou borboletas da espécie Zizeeria maha. Elas são consideradas bons indicadores do estado do ambiente porque seu organismo é sensível a alterações ambientais.

Insetos que viviam nas vizinhanças do acidente foram coletados em maio e setembro de 2011 (o acidente ocorreu em março, quando os bichos estavam na forma de larva). Nas borboletas capturadas em março, já havia aberrações morfológicas leves, em 12% dos casos.

Alguns dos animais coletados foram então cruzados em laboratório, tanto entre si quanto com borboletas de outros locais. O que os cientistas viram foi um aumento gradativo das anormalidades ao longo das gerações - aumento que também se verificou com as borboletas coletadas mais tarde na natureza.
Para os cientistas, os dados servem como sinal de alerta.

Redação Folha.com



Obs. Pessoal: Vale ressaltar os perigos da energia nuclear, e a necessidade de precauções de segurança em face a desastres mesmo que improváveis. No Brasil temos as usinas nucleares Angra 1 e 2 e encontra-se parado o projeto de Angra 3. Além dos riscos envolvidos para a população local existe o problema do lixo atômico que não pode ser reutilizado ou descartado, é armazenado.
O desastre no Japão ocorreu em uma época em que iriam retomar investimento na energia nuclear, após o desastre as autoridades do Japão decidiram ouvir a população sobre o uso da energia nuclear no país. Mais de 80 mil sugestões já foram encaminhadas, a ideia é englobar todas propostas e concluir uma análise até o fim do mês de agosto/2012. Seria bom se nosso governo decidisse ouvir também a população antes de continuar com o desmatamento para construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, ou retomar o projeto caríssimo (10 Bilhões) e de segurança duvidosa da usina nuclear Angra 3.

Leia também: Construção de Angra 3 é debatida por especialistas

Quiosque solar fornece energia e muda a vida de vilarejo da Etiópia

Marina Franco - 15/08/2012 às 13:22


No Ano da Energia Sustentável para Todos, uma iniciativa mostra como a energia limpa e barata pode transformar a vida daqueles que não têm acesso ao recurso. Sim, ainda em 2012, uma em cada cinco pessoas no mundo vivem no breu ao cair da noite - ao todo, são 1.3 bilhões -, a não ser que recorram a lampiões de querosene, que eliminam fumaça prejudicial à saúde. Mas a realidade acabou de mudar em um pequeno vilarejo a 200 km ao sul da Etiópia, próximo ao Lago Langana.

Os africanos desta região foram presenteados com o SolarKiosk, um quiosque que vende alimentos, bebidas, remédios, cartões para celular, lanternas e ainda fornece energia gratuita. Como? Em seu teto, foram instalados painéis fotovoltaicos que absorvem a luz do Sol durante o dia e abastece, dia e noite, uma geladeira comunitária – para alimentos e medicamentos – e eletrônicos dos moradores do vilarejo, como celulares, televisões e aparelhos de som.
Foto: Divulgação SolarKiosk
O SolarKiosk, elaborado pela empresa alemã de mesmo nome, criou um ponto de comércio noturno, com novos postos de trabalho; promoveu treinamento sobre como os produtos solares funcionam; permitiu aos africanos saírem às ruas com alguma claridade e ainda ofereceu à comunidade a oportunidade de assistir televisão, ouvir música ou simplesmente interagir de noite – hábitos simples para os que consomem energia nesse período, não é mesmo? Sem falar que o uso de lampiões de querosene pode diminuir.
Agora, a empresa espera apoio para levar o SolarKiosk a outras áreas remotas da Etiópia. Curtiu?

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