Bem vindo ao blog

O Blog compartilha informações ambientais e sócio-políticas, dicas de decoração sustentável e divulgação de projetos e eventos relacionados ao meio ambiente. Qualquer dúvida, sugestão ou parceria entre em contato!

Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

Mostrando postagens com marcador ações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ações. Mostrar todas as postagens

5 de janeiro de 2015

65 mudas a mais na Serra do Gandarela na 4ªfase da Campanha Plante uma Árvore promovida pela Ikebana Flores


O Blog Dose de Sustentabilidade disseminou a causa “Plante Uma Árvore" da floricultura de Minas Gerais Ikebana Flores, divulgando uma matéria sobre a campanha, e em decorrência disso, ganhou uma árvore nativa semeada na Serra do Gandarela.  Jacarandá, sucupira, jequitiba, aroeira, peroba, candeia, ipê branco, ipê Crioulo, ipê amarelo, mogno, entre outras, todas foram plantadas em nome de um apoiador, pois, a Ikebana Flores irá plantar em nome de todos que noticiarem essa causa em seus blogs e sites.

A Ikebana Flores está cumprindo a sua meta, além de estimular novas ações de plantio, está informando a sociedade sobre o monopólio da mineração que está devastando o Gandarela, seus biomas e bacia hidrográfica - Rios Doce/Piracicaba e São Francisco/Rio das Velhas. E, no dia 29 de novembro de 2014, Plante Uma Árvore” concluiu 3 anos de plantio, em sua 4ª fase de campanha, com 307 apoiadores, além de plantar 65 mudas nativas do cerrado, em Rio Acima – MG, no “Pé da Serra do Gandarela”.

Também estamos doando mudas do cerrado durante a campanha, basta vir a Ikebana Flores – Av. Getúlio Vargas, 1697, Savassi, Belo Horizonte-MG.

Até o próximo plantio.  AJUDE ESSA CAUSA! 

Por Thais Alessandra do COLETIVO CIRANDAR - Comunicação e MKT


Veja mais fotos e conheça outros apoiadores no álbum do plantio postado no Facebook


Relembre a matéria que foi publicada aqui no blog sobre a campanha 

13 de novembro de 2014

Jovens de São Paulo realizam pequenos reparos pela cidade


Se a cidade é de todos, então não existe nada mais justo do que ajudar a preservá-la. Correto? Esta é a bandeira levantada pelo projeto “Serviços Gerais”, criado pelo artista plástico Rodrigo Machado e pelos cineastas Filipe Machado e Gustavo McNair.

Juntos nesta empreitada desde 2011, os amigos fazem pequenos consertos na cidade de São Paulo. Placa torta, piso quebrado, monumento vandalizado são alguns dos itens que recebem uma atenção especial do grupo e com pequenos reparos acabam ficando muito mais bonitos e eficientes.

A ideia por trás do projeto é mostrar à sociedade que o espaço urbano é coletivo e precisa ser cuidado por todos. Independente dos trabalhos dos órgão governamentais, é possível contribui de maneira simples para que a cidade fique bem melhor.


Os trabalhos realizados pelo “Serviços Gerais” são registrados em vídeos e ficam disponíveis no tumblr do projeto. Nas imagens é possível identificar que muitos cidadãos olham o grupo trabalhando com certa curiosidade, como se o cuidado de pessoas comuns com o patrimônio público ainda gerasse estranheza.

Os serviços prestados pelo grupo são simples, não precisam de muitas ferramentas ou habilidades específicas. Veja abaixo alguns exemplos e inspire-se a cuidar da sua cidade da mesma forma como você cuida da sua própria casa, afinal, é isso o que ela é.

 

7 de julho de 2014

Projeto reaproveita celulares velhos doados e ajuda na luta contra desmatamento


Para aproveitar smartphones antigos, a organização americana Rainforest Connection usa os dispositivos que recebe por doação como sensores acústicos para detectar derrubada de árvores em florestas tropicais.

Em entrevista por e-mail à Folha, o fundador da ONG, Topher White, disse que trará a iniciativa à Amazônia brasileira ainda neste ano –até agora, o projeto está só na ilha de Sumatra (Indonésia).

A Rainforest Connection "turbina" os celulares com recarga solar e proteção contra impactos e umidade. Por meio de um aplicativo, se o microfone detecta especificamente som de motosserras, o celular envia um SMS à guarda florestal, que pode intervir.

O grupo está angariando verba para a expansão para o Brasil e para a bacia do rio Congo, na África (veja como doar dinheiro ou um celular em bit.ly/florestatropical).


"Poderíamos encomendar equipamento específico, mas a verdade é que celulares são extremamente eficientes e capazes, e podemos obtê-los de graça", diz White. "Simultaneamente, reduzimos o descarte de eletrônicos. Se os telefones não estiverem quebrados (ou mesmo se estiverem) e puderem servir para algo, não há razão para jogá-los fora."


Outras funcionalidades e reutilizações para os Smartphones

Além de doar ou vender, há diversas outras aplicações para um celular antigo total ou parcialmente em funcionamento, como torná-lo uma câmera de segurança ou rastrear por GPS um membro da família, por exemplo.

Outro projeto que se vale de celulares doados é o Medic Mobile, que usa mensagens de texto para auxiliar profissionais de saúde ou líderes comunitários de áreas pobres para situações de emergência.
O Brasil não está na lista dos 21 países (e 2 milhões de pacientes) atendidos, mas será um dos próximos a receber apoio do Medic Mobile, que usa para distribuir as mensagens o software de código aberto FrontlineSMS.
"Sabemos que há populações isoladas no país e que essas pessoas quase não têm acesso ao sistema de saúde", diz Amanda Yembrick, gerente da ONG para a América Latina. "Estamos identificando parceiros para lançarmos nossos programas aí, em especial o de saúde materna."
A ONG aceita até doação de celulares quebrados (hopephones.org).

Lixo eletrônico

"Ter carro do ano" é uma expressão que pode muito bem ser substituída, nos dias atuais, por "ter o último iPhone". Segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), 81% dos brasileiros trocam de celular em menos de três anos, gerando um sem-número de aparelhos funcionais e abandonados.

Segundo um analista da consultoria especializada em tecnologia IDC, contudo, a taxa indicada pelo estudo é conservadora. "Seguimos a média dos EUA, com donos de smartphone trocando de aparelho entre 18 meses e 20 meses", diz Reinaldo Sakis, gerente da área de produtos de consumo na empresa.

Celulares convencionais ficam obsoletos ainda mais rapidamente. "No 13º mês de um aparelho simples, ele já é extremamente velho, e o consumidor é forçado a trocar."

28 de junho de 2014

De Treinamento de catadores à apoio esportivo para jovens, conheça as ações socioambientais realizadas pela Coca-Cola na Copa do Mundo FIFA14

Presente nas Copas do Mundo da FIFA™ desde 1950 com anúncios nos estádios do evento, a The Coca-Cola Company veio tornar-se parceira oficial da FIFA em 1974, realizando ações diversas nos países que hospedam a maior competição internacional de futebol.

A edição de 2014 no Brasil começou, para a Coca-Cola, em 2012. Dois anos antes do Mundial, a empresa apresentou aos brasileiros o Mascote Oficial da Copa e a partir de então, dedicou-se a desenvolver e implantar trabalhos em torno dos três legados que a companhia pretende deixar para o país: Comunidades, Reciclagem e Vida Ativa.
Esse último legado, que incentiva e dissemina a importância da prática esportiva, teve como carro-chefe a Copa Coca-Cola, que aconteceu no ano anterior à Copa do Brasil e cujos vencedores foram treinados para exercerem a função de gandulas. Os 445 meninos e meninas com idades entre 13 e 17 anos foram aprovados para atuarem nas 64 partidas do evento. Além disso, Vida Ativa será representado em campo por doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva. Também no último jogo do Mundial estarão outros 29 carregadores de bandeira que foram escolhidos para simbolizar as comunidades e a reciclagem.
Vencedores da Copa Coca-Cola foram treinados para exercer função de gandula.
Doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva.
Ainda de responsabilidade da Coca-Cola durante toda a competição, o gerenciamento dos resíduos sólidos nos estádios onde acontecem os jogos contará com uma equipe de 840 catadores de lixo que estiveram nos Treinamentos de Capacitação para Coleta Seletiva da Copa do Mundo da FIFA™, realizado pela empresa.
Por meio dessas e outras ações a Coca-Cola Brasil está fazendo dessa Copa, a Copa de Todo Mundo!

TREINAMENTO PARA GESTÃO DE RESÍDUOS NOS ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO DA FIFA™

A Coca­Cola Brasil, em parceria com a FIFA, será a responsável pela ação de gerenciamento de resíduos sólidos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™. A ação, que teve como teste a Copa das Confederações da FIFA 2013, quando 70 toneladas de material foram destinadas à indústria de transformação, será realizada nas 12 cidades­sede do megaevento. Para garantir a excelência do projeto, a empresa irá treinar toda a equipe de catadores que trabalhará durante os jogos, realizando o Treinamento para Gestão de Resíduos nos Estádios da Copa do Mundo da FIFA™.



Durante a Copa do Mundo todo o lixo sólido produzido nos estádios será coletado e encaminhado à reciclagem nas cooperativas apoiadas pela Coca­Cola Brasil participantes do projeto Coletivo Reciclagem, que oferece suporte para a gestão e capacitação em 300 cooperativas em 22 estados.
A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

O curso teve uma carga horária de 4h e nas aulas os catadores aprenderam como manusear os equipamentos que serão utilizados durante o Mundial. Eles foram treinados também sobre a dinâmica de trabalho dentro do estádio, além de terem recebido informações sobre segurança e questões comportamentais.

“Avaliamos a experiência realizada na Copa das Confederações de forma bastante positiva e, em parceria com a FIFA, resolvemos levar a ação para as 12 cidades ­sede. A participação dos catadores foi fundamental para o resultado. Pensando na Copa do Mundo, decidimos ir além e contribuir também para o crescimento profissional e pessoal desse grupo. Por isso, criamos o Treinamento para Gestão de Resíduos nos Estádios da Copa do Mundo da FIFA™”, explica Victor Bicca, Diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade da Coca­Cola Brasil para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

A iniciativa da Coca­Cola Brasil tem o objetivo de estimular a expansão da coleta seletiva de lixo urbano nas 12 cidades ­sede da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014™. A reciclagem de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, que cria normas para a coleta, o destino final e o tratamento de lixo urbano e industrial, entre outros.

Cidades Sedes: Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Cuiabá-MT,  Curitiba-PR,  Fortaleza-CE, Manaus-AM, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ,  Salvador-BA,  São Paulo-SP.

12 de maio de 2014

Suécia aposta em brasileiros para projetos inovadores de sustentabilidade

A Embaixada da Suécia no Brasil, em parceria com o CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) e com as instituições de ensino USP (Universidade de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está promovendo um concurso nacional, o Quick Challenge, que irá premiar dois vencedores brasileiros com a oportunidade de participar em workshops exclusivos de inovação e sustentabilidade.

Os workshops em questão acontecerão nos dias 19 e 21 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Além da participação no evento fechado para convidados, os ganhadores do concurso também serão premiados com passagens e hospedagem nos locais das palestras.

As discussões programadas para acontecerem nos eventos têm como foco o desenvolvimento de projetos inovadores de sustentabilidade urbana relacionados às atividades “Transporte” e “Alimentação”. Desses workshops espera-se que as ideias desenvolvidas sejam inscritas em um desafio global de inovação, o Smart Living Challenge, que tem por objetivo reunir sugestões de melhoria em processos cotidianos nas ações de “Transporte”, “Alimentação” e “Moradia”.

O Smart Living Challenge selecionará 15 projetos vencedores para que seus idealizadores viajem para a Suécia e se encontrem com investidores que poderão ajudar na implementação real de suas soluções.
Para se inscreverem no concurso nacional para a participação nos workshops exclusivos, os interessados devem acessar o seguinte link até o dia 11 de maio: http://studentcompetitions.com/competitions/smart-living-challenge. O resultado desse concurso será divulgado no dia 15 de maio nas redes sociais da Embaixada da Suécia no Brasil e do CISB, além das páginas das universidades, que são:

Facebook Swedish Embassy In Brazil
Twitter Sweden In Brazil
Linked In Embassy of Sweden In Brazil
Facebook CISB
Linked In CISB
Facebook Incubadora de Empresas COPPE/ UFRJ

Na próxima semana serão divulgadas mais informações sobre o concurso internacional Smart Living Challenge, para o qual os workshops serão voltados

UPDATE 18/05/2014

Um júri formado por profissionais como arquitetos, empreendedores, designers, entre outros, julgarão os 15 melhores trabalhos submetidos no mundo. Os vencedores serão levados à Suécia em dezembro, durante a semana de entrega dos prêmios Nobel, e visitarão centros de inovação em Estocolmo, Gotenburgo, Malmö e Kiruna. Durante a viagem, se encontrarão com investidores que poderão bancar suas ideias e torná-las realidade.

Workshops

Convidados especiais terão ainda a oportunidade de assistir workshops de preparação ao desafio presencialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 19 e 21 de maio, respectivamente. Em São Paulo, o tema será “Transporte” e a Embaixada Sueca conta com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e da USP, que sediará o evento. No Rio de Janeiro, o tema será “Alimentação” e tem apoio da UFRJ, onde será realizado o workshop. Os workshops contarão com profissionais que discutirão os temas propostos a fim de estimular a geração de ideias que serão submetidas pelos competidores.  Para Magnus Robach, Embaixador da Suécia no Brasil, o país é um parceiro estratégico na área de inovação e desenvolvimento sustentável, e os workshops ajudarão a criar contatos com talentos brasileiros na área.

“Com a participação dos brasileiros nos workshops e no Smart Living Challenge, esperamos ver ideias muito interessantes baseadas nas condições urbanas do país. A Suécia tem centenas de atores com experiência em áreas como energia, manejo de resíduos, saneamento e transporte, e, através do desafio, queremos conectar os ganhadores com atores que possam ajudar a realizar as suas ideais inovadoras. Por meio do desafio e de seu cenário inovador, esperamos também aumentar os conhecimentos de estudos e pesquisa na Suécia”, declara o Embaixador.


Informações
www.smartlivingchallenge.com

13 de agosto de 2013

A história e importância da amamentação

Esse post faz parte da 2º edição da blogagem coletiva Porque sou ativista da Amamentação? promovido pelo blog Desabafo de Mãe a convite do blog Luz de Luma

Eu ainda não sou mãe, mas sou ativista da amamentação e agradeço minha mãe por ter cedido até por mais tempo do que o necessário (até meus 2 anos e meio) seu leite materno. Hoje em dia estou esbanjando saúde! Em contrapartida quando minha irmã caçula nasceu minha mãe estava com problemas de saúde e não pode amamentá-la da mesma forma, e vi ela passar grande parte da infância sendo internada por problemas respiratórios, infecções, com tendência a obesidade. Claro que há outros fatores que contribuíram para o desenvolvimento desses problemas de saúde, obviamente eu também fiquei doente algumas vezes como toda criança, mas a minha recuperação sempre foi rápida.
O leite materno confere ao recém nascido a imunidade inicial, pois ao sair do útero da mãe ele começa a ser colonizado pelas bactérias tão comuns em nosso corpo. Quando o bebê ingere o leite materno, está ingerindo juntamente Imunoglobulinas e outras células de proteção da mãe. Essa proteção inicial ajuda também a evitar doenças alérgicas. Quer proteger seu filho, então amamente-o!
Há quem reclame da questão estética, mas posso garantir que minha mãe em seus 50 e poucos anos e após 3 filhos ainda está "inteirona" !
E como o blog fala sobre sustentabilidade vou citar a blogueira Ana Cláudia Bessa do blog Futuro do Presente que diz o porque de o aleitamento materno ser também uma condição básica para ser uma mãe sustentável: “Posso listar uma série de benefícios: o leite materno não precisa de embalagem, o que não gera resíduos ao meio ambiente; não gasta energia elétrica para ser aquecido, pois vem na temperatura ideal; economiza água, utilizada num processo industrial para produzir leite e a embalagem; vem na quantidade certa, o que evita desperdícios, e as sobras podem ser doadas a bancos de leite; e evita o consumo de mamadeiras plásticas” - Update

Fatos e dados históricos sobre as mulheres e a amamentação

Artefatos arquelógicos comprovam que as mulheres sempre procuraram substitutos ao aleitamento materno, não sabemos os motivos e causas para essa procura mas há registros de uso da mamadeira pelos gregos e italianos datados de 4.000 A.C. A partir do século XVI sabe-se através de diários particulares que as mulheres amamentavam seus filhos, mas no século XVII a situação mudou: as crianças passaram a ser consideradas seres imperfeitos, gerados pelo pecado original e por isso desprezadas e até mesmo abandonadas. A rainha Victoria (1819 - 1901) que teve nove filhos, achava a amamentação no seio nojenta e dizia que era a "ruína" das mulheres refinadas.
Instituiu-se por toda Europa entre as mulheres de classe alta o costume de enviar seus filhos para serem amamentados por amas-de-leite, costume que chegou ao Brasil na época de colonização. Logo as escravas negras ama-de-leite influenciaram essa alimentação ao incluir na dieta das crianças alimentos semi-sólidos.
Em meados do século XVIII,a mortalidade infantil cresceu em toda Europa e foi justificada pelos sanitaristas pela entrega das crianças aos cuidados das amas-de-leite, começou-se a tentar abolir este costume. O médico inglês Cadogan defendia o aleitamento natural, fixando horários regulares durante 24 horas, para as mamadas, que deveriam ser em número de quatro apenas, iniciando assim, a rigidez de horários para o aleitamento materno, que ainda hoje é seguido por algumas mulheres. Mas muitas mulheres ainda recusavam-se a amamentar e médico inglês Underwood faz em 1784 a primeira recomendação para se utilizar o leite de vaca ao invés do leite humano.
As transformações sociais, econômicas, científicas e políticas ocorridas no século XVIII ao XIX passaram a recolocar as mulheres como cuidadoras e responsáveis pela sobrevivência da prole. Acreditava-se que toda mulher é anatomicamente e fisiologicamente capacitada para amamentar seus filhos. Nesse contexto surgiu a noção de “leite fraco” no início do século XX como justificativa para desmame, argumento que era reconhecido cientificamente, que não tornava as mulheres culpadas pelo fracasso na amamentação diante da sociedade e dos profissionais de saúde e que é usado até hoje.
Com a descoberta, em 1838, que o leite de vaca era mais rico em proteína do que o leite materno, o discurso em favor do leite de vaca passou a prevalecer nas questões sobre nutrição. A partir daí, as descobertas do leite condensado, da evaporação do leite de cabra e o estudo da composição do leite humano favoreceram a produção do leite artificial e, nas primeiras décadas do século XX, as indústrias americanas já se destacavam na produção do substituto do leite materno.
No período de 1961 a 1973 o desmame precoce, associado a outros fatores como a má nutrição infantil, elevaram a taxa de mortalidade infantil em até 45% em nosso país. Desde então houve diversos movimentos para incentivar a retomada do aleitamento materno e em 1981 o governo implantou o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno seguido posteriormente de outras ações como: início da implantação da Rede de Bancos de Leite Humano (1985); modificação na Constituição Brasileira em 1988, ampliando para 120 dias a licença maternidade, (atualmente ampliada para 180 dias - sancionada pelo governo federal em 2008) e garantindo ao pai o direito a cinco dias de licença paternidade; aprovação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, a World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) cria em 1992 a comemoração da Semana Mundial do Aleitamento Materno ; a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lança em em 1999 a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), recebendo em seguida, investimentos do Ministério da Saúde, para aperfeiçoar e viabilizar a sua implementação em todo o país. Em 2008 foi lançado pelo Ministério da Saúde o projeto Rede Amamenta Brasil, também voltada para a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno na rede de atenção básica.
Com essas políticas e programas o tempo médio de aleitamento materno que em 1970 era de de 2.5 meses, de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde, aumentou um mês e meio de 1999 a 2008, passando de 296 para 342 dias (11 meses). Segundo a pesquisa 41% das crianças menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno e 67% mamam na primeira hora de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a amamentação complementar até os 2 anos.
Em 2013, o Ministério da Saúde promete investir R$ 7 milhões em procedimentos realizados pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Outros R$ 746 mil devem ser utilizados para a construção de cinco novos bancos de leite e R$ 3,9 milhões para a reforma de 53 unidades.

Resumo do artigo: O aleitamento materno enquanto uma prática construída. Reflexões acerca da evolução histórica da amamentação e desmame precoce no Brasil
Autores: Monteiro J.C.D., Nakano A.M.S., Gomes F.A. Revista Investigación y Educación en Enfermería 2011;29(2): 315 - 321

"Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você" Slogan da campanha da amamentação realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
A ação pretende destacar a importância da capacitação de profissionais para atender mães em todo Brasil e garantir o aleitamento até os 2 anos. Ela tem como padrinhos o ator Marcelo Serrado e a esposa, Roberta Rodrigues, pais dos gêmeos Guilherme e Felipe.

A importância da amamentação

A amamentação exclusiva até o 6 meses é a estratégia mais eficaz na redução da mortalidade infantil. Estima-se que ações de promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável sejam capazes de diminuir, respectivamente, em até 13% e 6% a ocorrência de mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
Segue abaixo alguns itens selecionados pela revista Crescer sobre os benefícios da amamentação:

Amamentar seu filho só faz bem!
1. Fácil de ser digerido, o leite materno provoca menos cólicas nos bebês.


2. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.
3. Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.
4. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas.
5. Previne a anemia.


6. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.
7. O ômega 3, presente no leite materno, ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.
8. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.
9. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.
10. Amamentar reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional.


11. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...).
12. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais.
13. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).
14. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares no futuro.
15. Bebês que mamam exclusivamente no peito até os seis meses têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatoide e recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal.
16. Além de todos esses, é durante a amamentação, naquele momento só seu e dele, a cada trocar de olhar, que o vínculo vai se formando para sempre! Aproveite!

15 de julho de 2013

Lixo plástico oceânico abriga vida secreta

Cientistas descobriram que os resíduos plásticos que poluem os oceanos estão servindo de casa para uma comunidade microbiana batizada de "Plastisphere"

Imagem: SEA Sea Education Association
Conhecida há mais de meio século, a poluição marinha por lixo plástico é um problema ambiental que não para de crescer. Mas um novo estudo, publicado no periódico Environmental Science & Technology, indica que esses resíduos abrigam uma vida secreta.

Os cientistas descobriram que uma multidão variada de microrganismos colonizam e prosperam nessas ilhas submarinas de plástico, representando uma nova comunidade microbiana batizada de “Plastisphere”.

Habitantes do “plastisphere” incluem bactérias patológicas do grupo vibrião, causadoras de cólera e perturbações gastrointestinais, além de micróbios conhecidos por quebrar as ligações de hidrocarbonetos do plástico, ajudando no processo de biodegradação desse material.

Realizada em colaboração por três instituições americanas – o Sea Education Association (SEA), o Marine Biological Laboratory e Woods Hole Oceanographic Institution – a pesquisa analisou pequenos detritos plásticos (alguns de milímetros) encontrados em redes de pesca em vários locais ao norte do Oceano Atlântico nas navegações científicas.

Utilizando técnicas de microscopia eletrônica e de sequenciação de gene, os pesquisadores encontraram pelo menos 1000 diferentes tipos de células de bactérias em amostras do plástico, incluindo muitas espécies individuais não identificadas, que incluíam plantas, algas e bactérias que produzem seu próprio alimento.

Segundo os cientistas, os organismos que habitam a “plastisphere” são diferentes daqueles encontrados na água do mar em outros materiais flutuantes, como madeiras e microalgas. Os plásticos oferecem condições diferentes, incluindo a capacidade de durar muito mais tempo sem degradar, o que indica que eles atuam como recifes artificiais microbianos, selecionando micróbios distintos, dizem os pesquisadores.

Como um novo habitat ecológico, o “platisphere” levanta uma série de perguntas, que deverão nortear as pesquisas daqui pra frente, de acordo com os cientistas. Como ele vai mudar as condições ambientais para outros microrganismos marinhos? Será que no ecossistema global do oceano, essa nova comunidade pode afetar organismos maiores? Como eles estão alterando esse ecossistema, e qual é o destino final dessas partículas no oceano? A conferir.
Fonte: Exame

Leia Mais sobre as ilhas de plástico, lixões marinhos do tamanho do estado de Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. 

19 de março de 2013

A Hora do Planeta - Participe no dia 23/03/2013


Campanha da WWF



Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove no país o movimento global Hora do Planeta. No dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30, milhões de pessoas ao redor do mundo vão apagar as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil aderiu ao movimento apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas e organizando atividades especiais para mostrar seu apoio na batalha contra as mudanças climáticas.

Neste ano de 2013, a Hora do Planeta no Brasil convida empresas, governos e toda a sociedade para responder uma pergunta em especial. “O que você faria para salvar o planeta?”. No sábado, 23 de março, apagar as luzes será só o começo.

Hoje, apesar de todos os problemas ambientais existem aqueles dispostos a fazer sua parte para salvar o planeta. A responsabilidade é de todos. Participe da Hora do Planeta, cadastre-se no site, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

Lembre-se no sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!


POR QUE PARTICIPAR?

Porque precisamos mudar nosso futuro para torná-lo mais sustentável. E não podemos ignorar as críticas mudanças ambientais que enfrentamos hoje em dia. Para mudar desta forma precisamos de você. Precisamos de todos nós. A Hora do Planeta reúne indivíduos, empresas, governos e organizações para mostrar o poder do impacto coletivo.

Junte-se a milhões de pessoas em mais de 7.000 capitais e cidades, ao redor de 152 países, para a Hora do Planeta, a maior mobilização de pessoas do mundo.

No sábado, dia 23/03, às 20h30, desligue suas luzes durante uma hora.


27 de fevereiro de 2013

Intervenção Urbana - a arte a favor do meio ambiente

Na atualidade encontramos alguns artistas ou empresas que chamam atenção para determinados problemas da cidade através de intervenção urbana, causando impacto visual e levando a população a repensar seus valores. 

Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. - IntervencaoUrbana.org

Separei abaixo algumas intervenções relacionadas com o meio ambiente, é impossível passar por elas despercebido e não refletir em seu significado.


Africa - Grupo ABC em ação pelo meio ambiente desenvolveram uma interessante ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente: organizaram uma palestra para os alunos da escola "EE Francisco Brasiliense Fusco" e as crianças foram convidadas à realizar uma intervenção urbana no bairro, onde colaram nos postes folhas de árvore feitas de papel e plantaram mudas de árvores. Fonte: Publi+news

Para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável, que luta contra o desmatamento no país, a agência Mood espalhou, ao lado dos troncos cortados nas calçadas da cidade de São Paulo, adesivos em forma de sombra de árvore com a frase: “Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores”.
Fonte: 
Alô, terra?

Nele Azevedo, uma artista plástica brasileira, colocou homens de gelo em uma escadaria de Berlim, que derreteram depois de 30 minutos, para criticar o aquecimento global. O evento fez parte de uma campanha da ong WWF alemã. Fonte: Difusor Art & Skateboard 

A organização Milwaukee Riverkeeper desenvolveu essa campanha de sensibilização com dizeres: "Um rio limpo é um rio divertido" Fonte: wantedesign.it

De Eduardo Srur, bikes penduradas na Av. Paulista em 2007.
Fonte: Fotos Estadão
"Labirinto", também de Eduardo Srur, ficou em exposição em três parques públicos de São Paulo: Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê. A obra era formada por 30 toneladas de materiais recicláveis prensado (cada), transformado em paredes de labirinto. Fonte: Ecodesenvolvimento

Três peixes gigantes iluminados enfeitaram as areias da Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro em 2012. As obras foram criadas em homanagem à Rio+20 e feitas com garrafas PET. A proposta das esculturas era despertar a atenção para a reciclagem de materiais diversos. Fonte: G1 Natureza

 Algumas outras intervenções de autoria desconhecida:


E você o que acha? Esse tipo de arte ajuda na conscientização ambiental? 
Deixe sua opinião nos comentários.

25 de fevereiro de 2013

AGRICULTURA CONVENCIONAL E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Na agricultura antiga consolidou-se um modelo de produção conhecido como "agricultura moderna" ou "convencional", que é a combinação de várias técnicas que em conjunto formam o que se denomina "pacote tecnológico", como o uso de variedades de alto rendimento, cultivadas necessariamente a partir da aplicação intensiva de adubação química, combinado à aplicação sistemática de agrotóxicos, em processos de trabalho majoritariamente mecanizados (ALTAFIN,1999).
Após algumas décadas de implantação, o padrão convencional de agricultura tem se mostrado insustentável, não só pelo aumento da pobreza e o aprofundamento das desigualdades, mas também pelos impactos ambientais negativos causados pelo desmatamento continuado, pela redução dos padrões de diversidade preexistentes, pela intensa degradação dos solos agrícolas e contaminação química dos recursos naturais, entre tantos outros impactos (ALTIERI, 2000, p.8).
O quadro de insustentabilidade deste modelo agrava-se ainda mais quando considera-se as tendências históricas das últimas décadas que mostram uma crescente elevação do custo de produção, grande parte pelos altos custos dos insumos agrícolas, associada à queda real dos preços pagos aos produtores. (id., p. 8).
Simultaneamente ao aumento dos investimentos em novas tecnologias para aprimorar, ainda mais, o padrão produtivo da "Revolução Verde", surgem as preocupações relacionadas aos impactos sócio-ambientais e econômicos desse padrão tecnológico. Em quase todos os países do mundo, sobretudo nos Estados Unidos, alguns países da União Européia e no Japão, crescem as preocupações dos consumidores com a qualidade dos produtos consumidos e com os impactos sócio-ambientais adversos dos métodos de produção convencional. Associa-se à segurança alimentar o conceito de rastreabilidade do produto, que significa descrever em sua embalagem toda a cadeia produtiva do mesmo, ou seja, onde e como foi produzido e processado e outras informações que garantam ao consumidor a qualidade desejada (Preços Agrícolas, 1999, p. 8).
As taxas de crescimento do mercado de produtos orgânicos indicam a existência de um anseio, de expressiva parcela da sociedade, por um novo modelo de desenvolvimento, que se preocupe com as pessoas, com os recursos naturais e com a produção em longo prazo. Porém, as dificuldades de aplicação do conceito de sustentabilidade na agricultura, seja pela escassez de conhecimento científico ou pela falta de acesso a tal conhecimento, levam a crer que a transição para o padrão sustentável venha a acontecer em longo prazo, paralela ao declínio do padrão dominante e ao aumento da pressão por alimentos mais saudáveis (MMA, 2000, p. 13).
Sistema Agroflorestal sustentável - Girassol com Milho.
No campo científico, uma das principais dificuldades apontadas por Ehlers (1999, p. 110)
para a mudança de paradigma na agricultura está relacionada a dificuldade de compreender os sistemas agrícolas sob uma visão sistêmica, mais ampla, que integre os diversos componentes do agroecossistema. Para o autor, a agricultura sustentável exige soluções específicas para cada agroecossistema, tendo como pressupostos básicos a integração do ambiente com a sociedade. Isso significa uma visão muito diferente do conjunto de práticas do pacote tecnológico do paradigma dominante. Para sistematizar-se as principais diferenças entre o paradigma da agricultura convencional e o paradigma da agricultura sustentável, utilizou-se as seis maiores dimensões desses dois paradigmas, como descrito por Beus e Dunlap (1990, p. 597).

Elementos contrastantes dos dois paradigmas, adaptado de Beus e Dunlap, 1990.
Parte de texto extraído do Trabalho:”Reserva legal e gestão ambiental da propriedade rural: um estudo comparativo da atitude e comportamento de agricultores orgânicos e convencionais do distrito federal”. Liliane Miranda Joels. Zootecnista, especialista em Metodologia de Avaliação de Impacto Ambiental e mestra em Geografia - Gestão Ambiental, pela Universidade de Brasíla-UnB. Disponível em: http://www.planetaorganico.com.br/

ALTAFIN, Iara. Meio Ambiente e Modernização Agrícola no Brasil. In: XXXVII CONGRESSO 
BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL: O AGRONEGÓCIO DO MERCOSUL E A 


  • SUA INSERÇÃO NA ECONOMIA MUNDIAL (1999: Foz do Iguaçu). Anais : Danilo R. D. 
  • Aguiar & J.B. Pinho, 199

  • ALTIERI, Miguel. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre : Ed. Universidade /UFRGS, 2000
    BEUS, Curtis E. ; DUNLAP, Riley E. Conventional versus alternative agriculture: the paradigmatic roots of the debate. In: Rural Sociology v. 55(4), p. 590 – 616, 1990
    BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Consórcio Museu Emílio Goeldi. Agricultura sustentável : subsídio à elaboração da Agenda 21 brasileira. Brasília, IBAMA, 

  • 2000

  • EHLERS. Eduardo. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2. ed. Guaíba: Agropecuária, 1999.


    11 de outubro de 2012

    Como fazer um Bituqueiro

    Dica na página do Limpa Brasil no Facebook

    "Aqui na Av. Dr. Vieira de Carvalho, no centro de SP, percebemos que muitas bitucas de cigarro são jogadas no meio fio. Para incentivar o descarte correto desse microlixo, decidimos fazer um bituqueiro e colocar em um ponto de ônibus movimentado dessa avenida.

    Quem se interessar e quiser fazer o seu bituqueiro coletivo, veja o tutorial no slide abaixo:





    E pra quem quiser deixar ele com a cara do Limpa Brasil, segue a arte para colar no utensílio.
    http://www.4shared.com/photo/Tbw24nB7/Logo-Limpa-Brasi_Bituqueirol.html# . "

    6 de setembro de 2012

    Feriado + praia = muito lixo que vai parar no mar

    Litoral Norte de São Paulo
    Os problemas com a quantidade alarmante de lixo deixada nas areias das praias brasileiras é um assunto antigo. A grande concentração de turistas em feriados, festas ou férias costuma ter impacto nas areias da praia local e toda a sujeira deixada ali é carregada pelas ondas para o oceanos, afetando os organismos marinhos e causando grande poluição.

    Algum tempo atras algumas fotos foram amplamente divulgadas na web sobre a quantidade de lixo encontrada no fundo do mar da festa Espicha Verão realizada em março/2010 no Porto da Barra / BA, selecionei algumas fotos para que relembre o resultado da micareta:
    Veja mais fotos e a matéria AQUI

    O fato é que todo esse lixo marinho tem causado sofrimento e morte a muitos animais marinhos, que acabam se alimentado ou se enroscando nos materiais que ficam no fundo do mar ou vagando nos oceanos.
    De acordo com o Programa Ambiental da ONU, os entulhos plásticos são responsáveis anualmente pela morte de mais de um milhão de pássaros e de cem mil mamíferos marinhos, como baleias, focas, leões-marinhos e tartarugas. As aves marinhas confundem objetos como escovas de dente, isqueiros e seringas com alimento, e diversos deles foram encontrados nos corpos de animais mortos.

    É tanto lixo despejado no mar que existe hoje no mínimo 5 ilhas de plástico gigantescas, verdadeiros lixões, boiando no Oceano Pacífico. Elas são formadas por pedaços de plástico arrastados para um ponto de convergência de diversas correntes marinhas e são frutos dos mais de 50 anos de dejetos lançados nos oceanos.
    Em 1997, Charles Moore descobriu por acaso o maior vórtice de lixo conhecido como North Pacific Gyre (“Giro do Pacífico Norte”). Ele começa a cerca de 950 quilômetros da costa californiana e chega ao litoral havaiano. Seu tamanho já se aproxima de 680 mil quilômetros quadrados, o equivalente aos territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somados – e não pára de crescer. O acúmulo de detritos ali chega a tal ponto que para cada quilo de plâncton nativo da região contam-se seis quilos de plástico, correntes marinhas impedem que eles se dispersem.
    Cerca de 20% dos componentes desses depósitos são atirados ao mar por navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem mesmo da terra firme. Leia a matéria sobre este assunto na Revista Planeta.

    Clique para ampliar.
    Como fazer a gestão do lixo deixado nas praias?

    Vou transcrever o conteúdo que o site Ecodesenvolvimento citou para solução deste problema.

    Pensando estritamente no ambiente praia, a instalação de lixeiras é uma das ações mais elementares que devem ser tomadas pela prefeitura local.

    É fundamental que se promova a educação ambiental com os frequentadores da praia no sentido de que passem a jogar o lixo não mais na areia e sim no interior das lixeiras ou dos cinzeiros portáteis.

    Incentivos: Existem alguns programas de certificação da qualidade de praias, tais como o programa Bandeira Azul e o programa Seaside Award, que dão um prêmio (uma espécie de certificado de excelência) para aquelas poucas praias onde as pessoas envolvidas (físicas e/ou jurídicas) desenvolveram planos e ações que fazem com que elas apresentem alta qualidade. Entre diversos outros requisitos de qualidade, os dois programas citados acima exigem que, nas praias certificadas, a ocorrência de lixo seja mínima.

    Por último, vale lembrar que muitas vezes o lixo que vemos na areia não foi deixado lá pelo usuário da praia, mas sim foi originalmente lançado nas ruas e sarjetas mais afastadas, tendo sido carregado até a praia pela água da chuva, através de canais de drenagem, córregos urbanos ou mesmo rios. Assim, algumas localidades optaram por colocar redes ou grades metálicas nas desembocaduras desses cursos d’água, de forma a reter o lixo, evitando que ele chegue até a praia. A a limpeza periódica dessas grades ou redes é fundamental para que essa técnica dê resultado.


    Exemplo de redes e grades utilizadas para a contenção do lixo provenientes de rios e outros cursos d’água
    Foto: Stormwater Systems
    Cabe a nós como individuo fazer nossa parte, levando uma sacola para os resíduos do que for consumido na praia e depositar os sacos de lixo em local apropriado e não largá-lo na areia, onde as marés podem arrastar os detritos e sacolas de lixo para o mar antes de serem coletados.
    Se for possível, espalhar a educação ambiental com vizinhos, amigos, incutir a importância da limpeza das praias e preservação da vida marinha.

    Bom Feriado ;)

    4 de setembro de 2012

    Reurbanização Sustentável em São Paulo

    Decidi abordar aqui o programa "Renova Centro" e implantação dos projetos ganhadores do concurso "Renova SP" na cidade de São Paulo.

    Vou explicar brevemente o que são ambas iniciativas:

    Programa de Habitação e Requalificação do Centro (Renova Centro)
    Criado pela Prefeitura em fevereiro de 2010, o Programa Renova Centro irá transformar 53 prédios ociosos da região central em moradia para cerca de 2.500 famílias, colaborando para a revitalização do centro.
    Segundo a Prefeitura, serão destinados R$ 400 milhões para o programa, em parceria com a Caixa Econômica Federal e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
    Os 53 imóveis foram escolhidos com base em um estudo encomendado à FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), que os considerou viáveis segundo vários critérios. A maioria deles (23, no total), já era de uso residencial; outros 16 eram hotéis. O prédio mais antigo data de 1942, mas a maioria foi erguida nas décadas de 1940 e 50. Esses imóveis possuíam débitos de R$ 8 milhões com a Prefeitura relativos ao IPTU.
    Edifício Cineasta, vai ganhar salão de festas,
    sala multiuso, área de lazer, área médica e administrativa.
    Artistas aposentados serão os beneficiados com as 50 unidades.
    A prefeitura já destinou 100 moradias para estudantes(em convênio com a USP), 50 unidades para artistas aposentados e disponibilizará apartamentos para famílias de até 10 salários mínimos, misturando diferentes faixas de renda e escolaridade, para que as pessoas possam interagir e se organizar socialmente, o que fará com que os edifícios onde venham a morar tenham boa manutenção e elas, mais qualidade de vida. Deverão custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil o metro quadrado.
    Além da revitalização destes prédios é resolvido um outro problema grave na cidade: a Mobilidade.
    Segundo Ricardo Pereira Leite, enquanto bairros periféricos da cidade, como São Miguel, São Mateus e Campo Limpo, são altamente adensados, mas não ofertam empregos, só o Distrito Sé, no Centro, registra um deslocamento diário de 336 mil pessoas para trabalhar, mas tem população residente que não supera os 20 mil. “Nosso objetivo é gerar novas habitações no Centro, pois percebemos que enquanto a demanda é grande, a oferta tem sido irrelevante.”

    Como não encontrei notícias recentes, acredito que devido a época de eleição o programa não esteja "caminhando" mas espero resultados positivos vindos deste projeto. O centro de São Paulo é lindo, mas falta vida nesses prédios que, apesar de possuírem uma linda arquitetura, estão abandonados e decadentes.
    Também se faz necessário um programa com os mendigos da região, pois o mal cheiro é insuportável, algumas ruas impregnam o cheiro de urina. E é claro, existe o problema de segurança principalmente após os usuários de crack terem sido dispersados da Cracolândia e passando a consumir a droga nas ruas do centro.

    O outro programa que quero citar e que tenho grande admiração pelo objetivo é resultado do Concurso "Renova SP". O Concurso Renova SP foi realizado por meio de uma parceria entre a Sehab e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Nacional) no mês de agosto/2011. Ao todo, foram selecionadas 17 propostas para atender 84 mil famílias de 213 assentamentos precários – essas áreas foram demarcadas a partir de sub-bacias hidrográficas para facilitar a despoluição de córregos e rios. Dentro desses projetos está incluído a criação de Parques Lineares, aumentando as áreas verdes da cidade, e a construção de ciclovias.
    Conheça os 17 projetos vencedores clicando aqui
    Cabuçu de Baixo 12

    Cordeiro 1

    Tiquatira 2

    Agora resta cobrar e aguardar a implantação e avanço desses projetos. Mas a iniciativa em si já é um grande passo para São Paulo se transformar em um exemplo de cidade sustentável (apesar de acreditar que ainda falta muito mesmo para isso, mas o processo de conscientização está avançando).

    13 de agosto de 2012

    Tetra Pak transformada em telhas no RJ


    As embalagens Tetra Pak são importantes aliadas na conservação de alimentos. Lembra quando comprávamos o leite em saquinhos e tínhamos que esperar o caminhão de entregas do dia passar?

    Toda esta facilidade tem o seu preço, no caso, impacto ambiental. O tempo de decomposição na natureza de uma caixa Tetra Pak é de cerca de 100 anos, imagine quantas caixas desta você consome ao longo da vida? Por isso é importante dar um destino correto a essas embalagens.

    Ao contrário do que muitas pessoas pensam, elas podem ser recicladas. E para promover a coleta seletiva deste material que a Tetra Pak promove troca de embalagens pós-consumo por telhas no Rio de Janeiro. A ação faz parte do projeto “Arquiteto de Família“, realizado em parceria com a Ong Soluções Urbanas.

    Funciona assim: mensalmente acontece no Morro Vital Brazil, no Rio de Janeiro, a Feira de Trocas Solidárias, iniciativa que reúne também o Instituto Vital Brazil e a Leroy Merlin. Para adquirir as telhas, as famílias da região podem trocar embalagens longa vida pós-consumo pela moeda social “trocado vital”. Cada quatro embalagens (caixinhas de leite, molho de tomate, suco, leite condensado e outros) equivalem a um trocado vital e a telha vale cinco trocados.

    A troca das embalagens da Tetra Pak por “trocado vital” acontece desde setembro de 2011. Todo material recolhido é enviado à empresa Recicoleta, que transforma embalagens em telhas ecológicas. Desde o início da ação já foram arrecadadas mais de 20 mil embalagens na Feira de Trocas Solidárias.

    Com isso todos ganham, a comunidade que tem acesso a telhas mais leves e com um melhor conforto térmico, e o meio ambiente, poupando os nossos já saturados aterros sanitário.


    *Fonte de retirada: www.mudarock.com.br

    Política de Direitos Autorais

    Este blog respeita os direitos autorais e busca citar sempre as fontes de onde foram retirados os textos e imagens. Peço a gentileza que avisem caso ocorra alguma violação dos direitos autorais.