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Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

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O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

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A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

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13 de novembro de 2014

Jovens de São Paulo realizam pequenos reparos pela cidade


Se a cidade é de todos, então não existe nada mais justo do que ajudar a preservá-la. Correto? Esta é a bandeira levantada pelo projeto “Serviços Gerais”, criado pelo artista plástico Rodrigo Machado e pelos cineastas Filipe Machado e Gustavo McNair.

Juntos nesta empreitada desde 2011, os amigos fazem pequenos consertos na cidade de São Paulo. Placa torta, piso quebrado, monumento vandalizado são alguns dos itens que recebem uma atenção especial do grupo e com pequenos reparos acabam ficando muito mais bonitos e eficientes.

A ideia por trás do projeto é mostrar à sociedade que o espaço urbano é coletivo e precisa ser cuidado por todos. Independente dos trabalhos dos órgão governamentais, é possível contribui de maneira simples para que a cidade fique bem melhor.


Os trabalhos realizados pelo “Serviços Gerais” são registrados em vídeos e ficam disponíveis no tumblr do projeto. Nas imagens é possível identificar que muitos cidadãos olham o grupo trabalhando com certa curiosidade, como se o cuidado de pessoas comuns com o patrimônio público ainda gerasse estranheza.

Os serviços prestados pelo grupo são simples, não precisam de muitas ferramentas ou habilidades específicas. Veja abaixo alguns exemplos e inspire-se a cuidar da sua cidade da mesma forma como você cuida da sua própria casa, afinal, é isso o que ela é.

 

16 de outubro de 2014

Relatora da ONU afirma que culpa pela falta de água é do governo de São Paulo

Publicado originalmente no site da Folha de São Paulo em 31/08/2014, mas continua atual.

Relatora das Nações Unidas para a questão da água, a portuguesa Catarina de Albuquerque, 44, afirma que a grave crise hídrica em São Paulo é de responsabilidade do governo do Estado. "E não sou a única a achar isso."

Ela visitou o Brasil em dezembro de 2013, a convite do governo federal.
De volta ao país, ela falou com a Folha na semana passada em Campinas, após participar de um debate sobre a crise da água em São Paulo.

Reservatório da represa Jaguari, em Joanópolis, parte do sistema Cantareira, com o nível baixo
Foto: Fernando Donasci / O GLOBO

A seguir, trechos da entrevista à Folha.

*
Folha - Que lições devemos tirar desta crise?
Catarina de Albuquerque - Temos de nos planejar em tempos de abundância para os tempos de escassez. E olhar para a água como um bem precioso e escasso, indispensável à sobrevivência humana
Em Singapura, no Japão e na Suíça, a água do esgoto, tratada, é misturada à água comum. É de excelente qualidade. Temos de olhar o esgoto como recurso.

No caso de São Paulo, acha que faltou ao governo do Estado adotar medidas e fazer os investimentos necessários?
Acho que sim, e não sou a única. Já falei com vários especialistas aqui no Brasil que dizem exatamente isso. Admito que uma parte da gravidade poderia não ser previsível, mas a seca, em si, era. Tinha de ter combatido as perdas de água. É inconcebível que estejam quase em 40% [média do país].

A água deveria ser mais cara? Há modelos de cobrança mais adequados do que o atual?
A prioridade tem de ser as pessoas. Quem usa a água para outros fins tem mais poder que os mais pobres, que têm de ter esse direito garantido.
Em muitos países, a água é mais cara para a indústria, a agricultura e o turismo, por exemplo. Deveria haver também um aumento exponencial do preço em relação ao consumo, para garantir que quem consome mais pague muitíssimo mais.

Que exemplos poderiam inspirar os governos?
Os EUA multam quem lava o carro em tempos de seca; a Austrália diz aos agricultores que não há água para todos em situações de emergência; e no Japão há sistemas de canalização paralela para reutilizar a água.

Qual é a importância de grandes obras como a transposição do rio São Francisco ou o sistema Cantareira?
Por várias razões, há uma atração pelas megaobras nos investimentos feitos em água e esgoto, não só no Brasil. Mas elas, muitas vezes, não beneficiam as pessoas que mais precisam de ajuda. Para isso são necessárias intervenções de pequena escala, que são menos "sexy" de anunciar.

Os lucros da Sabesp hoje são distribuídos aos acionistas. Como a senhora avalia isso diante da crise hídrica?
A legislação brasileira determina que uma empresa pública distribua parte do lucro aos acionistas. Mas uma coisa é uma empresa pública que faz parafusos, outra é uma que fornece água, que é um direito humano. As regras deveriam ser diferentes.

O marco normativo dos direitos humanos determina que sejam investidos todos os recursos disponíveis na realização do direito.
No caso de a empresa pública prestar um serviço que equivale a um direito humano, deveria haver maior limitação na distribuição dos lucros aos acionistas.
Em São Paulo, pela perspectiva dos direitos humanos, os recursos deveriam estar sendo investidos para garantir a sustentabilidade do sistema e o acesso de todos a esse direito.
A partir do momento em que parte desses recursos são enviados a acionistas, não estamos cumprindo as normas dos direitos humanos e, potencialmente, estamos face a uma violação desse direito.

Seria o caso de se decretar estado de calamidade pública?
A obrigação é garantir água em quantidade suficiente e de qualidade a todos. Como se chega lá são os governantes que devem saber.

A senhora sobrevoou o sistema Cantareira e disse ter visto muitas piscinas no caminho. O que achou disso?
A situação é grave. Isso foi algo que me saltou à vista.
Quando aterrissei no Egito para uma missão, tendo ciência da falta de água que existe no país, vi nas zonas ricas do Cairo uma série de casas com piscinas e pessoas lavando carros. Quem tem dinheiro e poder não sente falta de água.
O que talvez seja um pouco diferente na situação de São Paulo é que, pela proporção que a crise tomou, ela poderá atingir pessoas que tradicionalmente não sofrem limitação no uso da água - e isso é interessante.

Que efeito isso pode ter?
Pode levar a uma mudança de mentalidade, a uma pressão por parte de formadores de opinião no Estado de São Paulo para que haja melhor planejamento e uma gestão sustentável da água.
Quando os únicos que sofrem com a falta de água são pobres, pessoas que não têm voz na sociedade, as coisas não mudam.
Quando as pessoas que são ameaçadas com a falta de água são as com poder, com dinheiro, com influência, aí as coisas podem mudar, porque eles começam a sentir na pele. Pode ser uma chance para melhorar a situação. As crises são oportunidades.
Veja a notícia em que os vizinhos do governador no Morumbi (bairro nobre de São Paulo) reclamam de falta de água.
Reportagem de Lucas Sampaio - Folha de São Paulo


Para se manter informado:


  • Recentemente houve um outro exemplo de descaso por parte do governo, foi divulgada uma gravação de conversa entre a presidente da Sabesp Dilma Pena e o um vereador participante na CPI que investiga a falta de água e a classificaram como "teatrinho". Demonstrando que é provável que os culpados pela crise hídrica no estado saim impunes.






13 de setembro de 2014

Festival 4 Elementos - Meio ambiente, permacultura, cultura de paz e muito mais na região de Bauru


A primeira edição do 4 Elementos traz uma inovação que acontece na cidade de Piratininga: reunir em uma grande festa, pessoas e grupos que trabalham com os ideais de Cultura de Paz, educação para autonomia, medicina holística, produção local, comércio justo, permacultura, empreendedorismo social, resgate e preservação da cultura local e regional, arte livre e artesanato.

De 19 a 21 de setembro/2014, será proporcionado um ambiente onde famílias, crianças, jovens, adultos e idosos poderão desfrutar de 52 horas de atividades multiculturais vinculadas à arte, cultura e sustentabilidade. A intenção é envolver todos através da arte e de uma proposta holística, em um grande espaço onde acontecerá atividades intergeracionais simultâneas. O festival 4 Elementos trará um ambiente com shows e cerimônias musicais de talentosos e reconhecidos grupos, apresentações artísticas, circenses e danças circulares. Não ficam de fora exposições de galerias de artes vindas de renomados artistas e de crianças que participarão do concurso Brotando Artes do Cerrado. Também será proporcionado um espaço de cura para massagens e tratamentos energéticos e espirituais, além de um espaço para palestras e outro exclusivo para as mães. Simultaneamente, haverá também oficinas de aprendizagens e percepções para os participantes. Os espaços específicos foram criados e programados para receber crianças, jovens, adultos e idosos.

Veja abaixo algumas das atividades:



Intrínseco e paralelo ao Festival 4 Elementos, está sendo promovido o concurso “Brotando Artes do Cerrado”, que é uma proposta de concurso que visa selecionar obras artísticas de estudantes de escolas públicas e particulares que possuam idade entre 6 e 18 anos. O custeio deste concurso será feito por financiamento público através do Convite Solidário que será vendido pelo valor de R$ 100,00. A quantidade de obras selecionadas para exposição será a quantidade de Convites Solidários vendidos. A pessoa ou organização que comprar o convite terá o agradecimento da doação com seu nome/marca inserido em um certificado junto à arte da respectiva criança, um banner e em uma linda cerca de bambu que envolverá a escultura 4 Elementos que será exposta durante o evento, além de entrar para a lista de colaboradores no site do Festival 4 Elementos.

Para a estadia no encontro, haverá área para camping, estacionamento, cozinha coletiva e redário, além dos espaços de alimentação vegetariana e vegana e Feira Livre. Complementando toda a estrutura, o evento possuirá o Palco Primavera, área Chill Out, Fogueira, Tenda de Cura, Tenda do Circo, Tenda das Mães, Espaço para Crianças e Cineminha.

A programação conta com mais de 100 atrações:
+ de 40 oficinas (Of.) – transmissão de conhecimento através da prática
  + de 20 Trocas de Ideias (TI) – palestras de 20 minutos, seguida de roda de conversa
+ de 50 atrações artísticas, musicais, teatrais e circenses
cerimônias sagradas, indígenas, de amor à terra, e muito mais...
Confira a programação completa em: http://4elementos.webs.com/programa-ao-2

O 4 Elementos será sediado no clube Thermas de Piratininga, localizado a 10km do Centro de Bauru, na Rodovia Elias Miguel Maluf, km 01. Para participar, os interessados devem realizar a compra dos convites através da Loja Virtual e dos pontos de venda.
Para mais informações visite: 

Dica para as futuras mamães: na programação de sábado tem troca de ideias sobre Partos Naturais e Ginecologia Natural.

25 de julho de 2014

26 de Julho - Dia Mundial dos Manguezais


Os manguezais são considerados como floresta a beira do mar, onde águas de rios desaguam no mar e o regime de marés determina ausência ou presença destes.
"O manguezal é fruto do namoro entre o rio e o mar. Quando o rio vem beijar o mar, nasce o manguezal"
Os manguezais são ambientes estuarinos especiais, caracterizados por apresentarem densa vegetação de halófitas (plantas que vivem em condições salinas). A densidade das espécies de mangues (Avicenia schaueriana, A. germinans, Laguncularia racemosa, Rhizophora mangle) e as condições naturais dos estuários dão aos manguezais uma condição única de uma eficiente "armadilha de nutrientes"; aí, a decomposição da matéria orgânica é feita por bactérias anaeróbicas que, desprendendo grande quantidade de ácido sulfúrico (H2S), conferem odor característico a estes ambientes.

A maioria dos nutrientes dissolvidos permanece presa neste estuário (em função de um maior tempo de residência), em vez de ser carregada para o mar, criando condições para que funcione como um "berçário" para espécies que têm valor comercial, como os camarões, lagostins, moluscos e peixes.

Infelizmente hoje grande parte da população vê este ecossistema como um lugar fétido, sujo, insalubre e sem utilidade agrícola. Tal posicionamento resulta em desmatamento, aterramento e drenagem dos manguezais, com a morte de milhares de espécimes.

Principais desafios:

Ocupação humana
A ocupação imobiliária deste ecossistema ocorre de duas formas. Geralmente classes financeiramente estáveis desmatam, aterram e ocupam este ambiente pela boa localização, afinal manguezais ficam de frente para uma área marítima tranqüila, com visão paradisíaca e sem vizinhança. Por outro lado, as classes miseráveis, por reflexo dos problemas sociais, vão para este local por falta de opção de moradia e constroem casebres sem infra-estrutura, sofrendo com as intempéries da região.
Contudo, não é só a ocupação do manguezal em si que resulta em muitos problemas, a intensa utilização das regiões próximas geralmente é acompanhado de aumento no despejo de resíduos, o que leva a um grande desequilíbrio neste ecossistema. Historicamente, o descarte de resíduos (esgoto e lixo) é feito em rios e mares. Tal posicionamento atinge diretamente este ecótono (ambiente de transição). Muitas cidades brasileiras construíram ou ainda constroem lixões e aterros sanitários em manguezais, acreditando que o forte odor liberado pode ser justificado pelo ecossistema e não pelo mau condicionamento dos resíduos.
Foto: http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-2/palafitas/favela.htm
Favela da Maré, Parque Roquete Pinto: Surgiu através de uma série de aterros realizados pelos próprios moradores, a partir de 1955, às custas do manguezal. O processo de urbanização sumiu aos poucos com as palafitas e deu lugar a domicílios de alvenaria.
Matéria em que se mostra os desafios do manguezal em Guaratuba e a construção de um iate club e marina com licenciamento ambiental e autorização da prefeitura.

Em Cubatão já foram detectadas no passado 320 fontes poluidoras do ar, da água e do solo. Lançavam-se 64 toneladas de poluentes por dia nas águas do mangue, incluindo 4.000 quilos de metais de difícil dissipação na natureza, como mercúrio, cromo e zinco. O despejo é hoje 5% do que era. Devido aos gases e aos despejos da indústria química ali instalada, a região era considerada nos anos 80 um dos lugares mais poluídos do mundo. Mas o mangue que o homem poluiu e arrasou com as dragagens renasceu nesses últimos 10 anos (em que houve diminuição significativa da poluição) transformado num grande viveiro para mais de oitenta espécies de aves aquáticas, algumas delas vindas do Hemisfério Norte.  Fonte: Veja Dez/2000 , Os Guarás Vermelhos viraram principal atrativo turístico, leia mais em Virtude.
Carnicicultura e pesca de arrasto
A carcinicultura arrasou o litoral africano e vem destruindo a costa da América do Sul. No Brasil, a atividade está proibida em manguezais sem ter licenciamento, pois além do desmatamento a atividade utiliza muitos biocidas para evitar a invasão de algas e moluscos nas “gaiolas” dos camarões. Já a pesca predatória, como a de arrasto, além de acabar a fauna marinha capturada, que não é aproveitada pelos pescadores, revolve o solo e destrói a fonte de recursos dos pescadores artesanais.

Atividades portuárias e industriais
As atividades mais destrutivas aos manguezais brasileiros são as industriais e portuárias. Indústrias frequentemente se localizam perto de rios e manguezais para descartar os resíduos produzidos (principalmente tinturas e metais pesados). Tal descarte deveria ser tratado e controlado, porém não é o que acontece. Já os portos necessitam de águas calmas para o atracamento dos navios, estes locais geralmente são baías, onde há manguezais. Os impactos causados pela presença de portos incluem a contaminação da água e dos animais (por resíduos, água do lastro e outros), a possibilidade de doenças trazidas de outros locais e o estresse por ruídos e poluição do ar.

Matéria falando sobre os mangues do litoral norte em Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Pessoalmente fiquei muito triste ao conhecer os mangues de São Sebastião pelo abandono e quantidade de lixo, e de Ilhabela por estar desaparecendo cada vez mais, para dar lugar a praias, marinas etc. É possível observar um pedaço de ambos ao atravessar o canal de São Sebastião de balsa, pela entrada de pedestres.

28 de junho de 2014

Táxis promovem projeto de incentivo a leitura em 3 países na América Latina e 25 cidades brasileiras

Lançado em 2011 em São Paulo, o projeto Bibliotáxi oferece hoje livros aos passageiros de táxis em 25 cidades brasileiras.

“A ideia é colocar os livros na frente das pessoas, promovendo o acesso à cultura e ao entretenimento. E nada melhor do que o táxi e o próprio taxista, que é bom de papo, para promover este encontro”, diz o mineiro Tallis Gomes, 27 anos, co-CEO e fundador da Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina.

Neste ano, a novidade é uma parceria com a livraria Saraiva, que doou 80.000 títulos para o projeto, entre clássicos da literatura, lançamentos e grandes best-sellers. Eles estão disponíveis em cerca de 50.000 carros em todo o país.

Há menos de seis meses, o Bibliotaxi chegou a outros três países da América Latina: Chile, Peru e Colômbia.

Em Bogotá, capital colombiana, a aposta é a versão digital do Bibliotaxi. Desde 24 de abril, motoristas da Easy Taxi circulam com kits do projeto – além de 3.500 livros de papel, há 100.000 títulos digitais disponíveis que os passageiros podem obter através de um aplicativo.

Desde 24 de abril, passageiros de táxi de Bogotá, capital da Colômbia, têm à disposição 3.500 livros de papel e 100.000 livros digitais através do projeto Bibliotaxi. Foto: Easy Taxi
“Nosso objetivo é criar uma imensa biblioteca colaborativa, juntando cultura e mobilidade”, diz Gomes.

Quando a corrida termina, o passageiro pode levar o livro para casa e devolver numa outra viagem de táxi. Se quiser participar doando livros, basta entregar a um taxista do projeto.

“Demos este pontapé [doação de 80.000 títulos], mas qualquer livro pode ser doado. Não há restrição de gênero”, diz Jorge Saraiva Neto, presidente do Grupo Saraiva.

A iniciativa começou de forma espontânea na Vila Madalena, em São Paulo, com o taxista Antônio Miranda emprestando livros aos seus passageiros habituais do bairro. O projeto começou a se expandir com o apoio do site Catraca Livre e do Instituto Mobilidade Verde.

Em 2012, o jornalista e ativista cultural Gilberto Dimenstein, do Catraca Livre, apresentou o projeto ao Easy Taxi. E assim a iniciativa local virou nacional, com um acervo inicial de 8.000 livros e o slogan “Uma mão na direção, outra na educação”.

Mas Gomes diz que já não tem ideia do tamanho do acervo, devido ao grande número de doações de passageiros e dos próprios taxistas.

“O passageiro não precisa fazer nenhum registro para pegar livros emprestados. Não temos como contabilizar”, diz Gomes, que também não se preocupa com extravios.

Para Lincoln Paiva, da ONG Instituto Mobilidade Verde, todas as cooperativas de táxis deveriam aderir ao projeto.

“A iniciativa é bacana e totalmente livre. Qualquer taxista ou empresa pode participar”, diz Paiva, que toca vários projetos de mobilidade urbana em São Paulo.

O taxista Elissandro Alves, de Natal (RN) diz que o projeto faz sucesso com turistas.

“Como Natal recebe muitos turistas de outros estados, muitos pegam livros comigo para ler durante as férias e devolvem a outro taxista no final da estadia”, diz Alves.

As cidades em que o Bibliotaxi está disponível são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José dos Campos, São Luís, São Paulo e Vitória.

Fonte: InfosurHoy Por Daniela Oliveira 09/05/2014

11 de junho de 2014

Primeira usina de reciclagem mecanizada da América Latina é inaugurada em São Paulo

Foi inaugurado no dia 05/06/2013 a primeira central mecanizada de triagem de resíduos recicláveis da América Latina, localizada na Ponte Pequena, na região do Bom Retiro em São Paulo. O equipamento tem capacidade de processar 250 toneladas por dia e contribui para dobrar a quantidade de resíduos reciclados na cidade.

O processo de triagem mecanizada emprega 50 catadores e gera receita líquida mensal de R$ 1,6 milhão, que será revertida para o Fundo Municipal de Coleta Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores. Estes recursos permitirão parcerias com novas cooperativas e financiará a remuneração dos serviços dos catadores em toda a cidade.

“Muita gente fala dos modelos internacionais, mas agora temos o melhor da tecnologia em São Paulo com uma novidade: a participação dos catadores. Não é só uma meta de reciclagem, é a exigência do aumento de qualidade de vida, o respeito a todos os estratos sociais, e agora todos vão poder reciclar”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Segundo Luiza Maria Honorato, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), existem em São Paulo cerca de 20 mil catadores de material reciclável. “Nós estamos no caminho correto. Os catadores descobriram que o lixo é sustentabilidade e dá renda para quem precisa. A sociedade precisa saber que a receita da inclusão social é darmos as mãos em torno daquilo que nós chamamos de lixo”, disse Luiza.


Meio Ambiente
A nova central foi inaugurada no Dia Mundial do Meio Ambiente. Integra a meta de aumento do percentual de coleta seletiva em São Paulo dos atuais 2% para 10% - seguindo as normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)- até 2016. Segundo a concessionária Loga, o novo método separação dos resíduos permitirá um plano de expansão do atendimento com coleta seletiva para a totalidade dos 1,5 milhão domicílios localizados na área de atuação da empresa, nas zonas norte, oeste e central da cidade.

Durante a inauguração, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) falou sobre o pioneirismo da iniciativa da cidade de São Paulo. “Hoje é um dia marcante na história do nosso país. Nós estamos juntando aqui aquilo que é essencial no mundo hoje: o cuidado com o meio ambiente, o cuidado com o ser humano e a melhor tecnologia possível”, afirmou Carvalho.

Para a instalação da central foram investidos R$ 26 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos. Não há custo para a Prefeitura, pois a empresa concessionária Loga é a responsável pelo empreendimento, como parte de obrigações contratuais.

Separação dos resíduos
Os equipamentos instalados em São Paulo são inéditos na América Latina e foram importados da França, da Espanha e da Alemanha. Estão instalados em um espaço de 3 mil m². Após a chegada dos resíduos nos caminhões, eles passam por uma pré-seleção manual, que separa o vidro e materiais de grande volume. Em seguida, são encaminhados para um equipamento chamado Trommel, que faz a separação por tamanho por meio de um mecanismo semelhante a uma peneira. Todo o trajeto dos materiais ocorre por esteiras automatizadas e os sacos são abertos por uma máquina.

A próxima etapa é a passagem dos resíduos por um equipamento chamado balístico, que identifica resíduos bidimensionais, como folhas de papel ou pedaços de papelão, dos tridimensionais, como latas e garrafas. Os materiais metálicos são também separados automaticamente por meio de magnetismo e por indução elétrica. Por fim, leitores óticos separam os plásticos por tipo e cor. Ao todo, como produto final são separados nove tipos diferentes de material, em blocos compactados.

Roberto Pereira Reis, 50 anos, é um dos cooperados que irá trabalhar na central e está em treinamento para operar os novos equipamentos. “Para quem olha de primeira vista parece complicado porque é novidade e precisa de conhecimento. Mas é mais rentável, é um trabalho muito menos desgastante e a remuneração é mais justa”, explica Roberto. “O ambiente tem mais limpeza, tem mais qualidade e volume do produto, o que permite barganhar na hora de vender o material”, conta o cooperado, que trabalha com reciclagem há 6 anos.

Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo e E-cycle

27 de fevereiro de 2013

Intervenção Urbana - a arte a favor do meio ambiente

Na atualidade encontramos alguns artistas ou empresas que chamam atenção para determinados problemas da cidade através de intervenção urbana, causando impacto visual e levando a população a repensar seus valores. 

Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. - IntervencaoUrbana.org

Separei abaixo algumas intervenções relacionadas com o meio ambiente, é impossível passar por elas despercebido e não refletir em seu significado.


Africa - Grupo ABC em ação pelo meio ambiente desenvolveram uma interessante ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente: organizaram uma palestra para os alunos da escola "EE Francisco Brasiliense Fusco" e as crianças foram convidadas à realizar uma intervenção urbana no bairro, onde colaram nos postes folhas de árvore feitas de papel e plantaram mudas de árvores. Fonte: Publi+news

Para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável, que luta contra o desmatamento no país, a agência Mood espalhou, ao lado dos troncos cortados nas calçadas da cidade de São Paulo, adesivos em forma de sombra de árvore com a frase: “Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores”.
Fonte: 
Alô, terra?

Nele Azevedo, uma artista plástica brasileira, colocou homens de gelo em uma escadaria de Berlim, que derreteram depois de 30 minutos, para criticar o aquecimento global. O evento fez parte de uma campanha da ong WWF alemã. Fonte: Difusor Art & Skateboard 

A organização Milwaukee Riverkeeper desenvolveu essa campanha de sensibilização com dizeres: "Um rio limpo é um rio divertido" Fonte: wantedesign.it

De Eduardo Srur, bikes penduradas na Av. Paulista em 2007.
Fonte: Fotos Estadão
"Labirinto", também de Eduardo Srur, ficou em exposição em três parques públicos de São Paulo: Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê. A obra era formada por 30 toneladas de materiais recicláveis prensado (cada), transformado em paredes de labirinto. Fonte: Ecodesenvolvimento

Três peixes gigantes iluminados enfeitaram as areias da Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro em 2012. As obras foram criadas em homanagem à Rio+20 e feitas com garrafas PET. A proposta das esculturas era despertar a atenção para a reciclagem de materiais diversos. Fonte: G1 Natureza

 Algumas outras intervenções de autoria desconhecida:


E você o que acha? Esse tipo de arte ajuda na conscientização ambiental? 
Deixe sua opinião nos comentários.

14 de fevereiro de 2013

Conheça os Parques Estaduais de São Paulo

A Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou recentemente videos de alguns parques paulistas para incentivar o ecoturismo.
Veja abaixo os videos produzidos com depoimentos, informações turísticas e belas imagens:

Parque Estadual da Caverna do Diabo

PETAR - Parque estadual turístico do Alto Ribeira

Parque Estadual da Ilha do Cardoso

Parque Estadual de Intervales

Parque Estadual de Ilhabela

Parque Estadual Carlos Botelho


Veja também fotos em 360º destes mesmos parques no link http://www.ambiente.sp.gov.br/ecoturismo/fotos-360-graus-portugues/

Não aprecie essa beleza apenas nas imagens, programe-se com familiares e amigos e aventure-se nas trilhas, respire e ouça a natureza.
Boia-cross em Intervales /  Foto: Webventure

21 de dezembro de 2012

Livro gratuito em PDF: Guia das Aves de São Paulo


Em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, residem 11 milhões de cidadãos, num território de 1530 quilômetros quadrados. Tão grandiosa quanto os números apresentados pela metrópole é a diversidade de aves que dividem esse território com a população, muitas vezes sem serem notadas. São 372 espécies diferentes de aves catalogadas na cidade pela Divisão de Fauna Silvestre, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - PMSP.
Esta riqueza inusitada inclui aves migratórias, endêmicas e até mesmo espécies ameaçadas de extinção. Prestadoras de serviços ambientais de valores inestimáveis, as aves são fundamentais para a polinização de flores, dispersão de sementes e controle de pragas. Sua presença também nos indica o quão saudável está o ambiente.
Os parques municipais e áreas verdes do município são alguns dos locais onde estes animais alados encontram abrigo, alimento e local para reprodução. O livro “Aves da Cidade de São Paulo” reúne 97 espécies escolhidas por serem facilmente avistadas em 63 parques municipais. Cada ave tem seu registro fotográfico, identificação com nome popular e científico e tamanho. As informações biológicas sobre habitat, alimentação e comportamento estão representadas através de ícones. Um mapa do município aponta os parques onde cada ave ocorre e sua frequência relativa. Esta publicação visa divulgar a rica avifauna de São Paulo e estimular a prática de observação de aves nos parques, áreas verdes ou mesmo de sua janela. Não é preciso sair da cidade para uma maior conexão com a natureza. Durante os trajetos para o trabalho, escola, mercado, no seu bairro, próximo de sua casa é possível se deparar com cenas e sons inusitados...deixe que as aves o conecte.
Dicas para um maior sucesso na prática de observação de aves na cidade: esqueça por uns instantes dos ruídos do trânsito e das pessoas à sua volta, olhe para cima, para o céu, para o alto dos edifícios e suas antenas, para fios e também para o topo das árvores. Procure pelo chão e nos gramados. Fique atento às vozes das aves. Quando escutar alguma cantando tente encontrá-la no ambiente. Procure não chamar atenção, ficando em silêncio sem fazer movimentos bruscos, desta forma as aves vão poder achá-lo também. Use esse livro para conhecê-las melhor e divirta-se.
Anelisa Ferreira de Almeida Magalhães
Marcos Kawall Vasconcellos


Acesse a publicação (arquivo PDF)

4 de dezembro de 2012

O que são os pontos viciados de lixo e o qual a solução para eles?

Já viu algum lugar em que depois que o caminhão de coleta de lixo passa, minutos depois já tem sacos de lixo, entulhos, móveis velhos e, talvez, até animais mortos? Estes são os famosos pontos viciados em que toda hora está cheio de lixo.

Lixo na Grande São Paulo - Imagem do G1
Sabemos que o correto é colocar os nossos sacos de lixo em frente a nossa casa horas/minutos antes de o caminhão de coleta passar, porém cada vez mais cresce os Pontos Viciados onde moradores utilizam muros ou esquinas para colocar o lixo fora do horário correto, deixando mau cheiro e sujando a cidade, pois animais, mendigos e catadores ao revirar os sacos de lixo espalham a sujeira. Se houver chuva esse lixo ainda vai parar em bueiros e rios, causando alagamentos e enchentes, contaminação de lençóis freáticos, desmoronamentos, doenças infecciosas, etc.
Uma das soluções da Prefeitura de São Paulo foi criar Ecopontos. Na capital existem 55 nos quais é feita coleta seletiva. As Subprefeituras realizam operações de Cata-Bagulho (a consultar datas na subprefeitura da região). A prefeitura efetuou também um trabalho de recuperação de 32 pontos viciados fazendo o recapeamento nas proximidades, colocação de floreiras, pinturas de guias e sarjetas, colocação de lixeiras entre outras coisas.
Fiz uma visita ao Ecoponto da subprefeitura do Ermelino Matarazzo estes dias, durante a breve visita houve um morador de carro que estacionou no ecoponto para deixar os seus resíduos para reciclagem, percebi que o morador fez a separação correta do lixo.

Morador fazendo descarte de lixo para reciclagem no ecoponto Ermelino Matarazzo
Fotos por Luciana Cantanhede nov/2012
Esse ecoponto fica ao lado de uma praça, e a surpresa é saber que outros moradores (talvez com preguiça de subir a rua e depositar seus lixos e entulhos no ecoponto ao lado) despejam ali mesmo na praça o lixo e entulhos e ainda colocam fogo. No momento de minha visita o caminhão já havia passado, mas era possível ver ainda as cinzas no chão e alguns sacos de lixo já depositados em determinado ponto da praça. Lamentável.
Faça sua parte, coloque o lixo em frente a sua casa apenas em horário próximo ao que o caminhão de coleta passa em sua rua. Vamos colaborar para uma cidade mais limpa. Consulte também o ecoponto mais próximo de sua região. Na cidade de São Paulo você pode consultar os endereços neste site http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/amlurb/ecopontos/index.php?p=4626.
Se sua cidade ainda não tem ecopontos, comece a cobrar do prefeito e vereadores o descarte correto do lixo.
Imagem da campanha Eu Limpo São Paulo no Facebook.
https://www.facebook.com/EuLimpoSP
http://www.eulimposp.com.br/

23 de outubro de 2012

Prédios e obras públicas levaram ao corte de 14 árvores por dia desde 1997


SÃO PAULO - A cidade de São Paulo perdeu, com autorização oficial, 14 árvores por dia nos últimos 14 anos. Foram 72.514 exemplares cortados de lotes e áreas verdes com aval da Prefeitura. A vegetação retirada deu espaço a prédios, shoppings, ruas, estações de metrô e outras construções. O número corresponde a quase cinco Parques do Ibirapuera - a área verde na zona sul tem aproximadamente 15 mil árvores.

Paulo Liebert/AE
Foram 72.514 exemplares cortados de lotes
e áreas verdes com aval da Prefeitura
Os dados foram compilados pela arquiteta e urbanista Luciana Schwandner Ferreira, que os apresentou em sua dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Luciana já trabalhou no departamento da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente responsável pelas compensações ambientais exigidas para corte de árvore. A pesquisadora fez o levantamento com base nos despachos publicados no Diário Oficial da Cidade entre 1997 e 2011.

Segundo a Prefeitura, uma autorização só é dada após a exigência de replantio de um número maior de árvores do que as que foram retiradas. A pesquisa mostrou, porém, que o mecanismo de compensação não funciona de forma eficiente e tampouco aumenta ou mesmo mantém a cobertura vegetal dos locais onde os cortes foram autorizados.

O número é alto, mas ainda é pequeno se comparado ao total de verde perdido pela cidade nesse mesmo período: desmatamentos ilegais não estão computados. "Existem outros cortes que não exigem compensação ambiental e, claro, os cortes irregulares, que não estão computados", diz a pesquisadora.

Na maioria das vezes, os cortes autorizados dizem respeito a prédios e empreendimentos em áreas nobres ou obras do poder público, que respeitam a legislação ambiental por causa da fiscalização. Na periferia, onde há pouca vigilância dos fiscais, a maioria dos cortes de árvore é feita sem registro da Prefeitura.

Devastação. Dados do Atlas Ambiental, estudo feito pela própria Prefeitura, apontou o corte de 53 quilômetros quadrados de área verde entre 1999 e 2000 - equivalentes a 35 Parques do Ibirapuera. A maior parte ocorreu nas bordas da cidade. "É pouco comum, nos bairros afastados, as pessoas pedirem autorização para retirar uma árvore que está atrapalhando a passagem dos pedestres ou que está velha, por exemplo", diz a pesquisadora.

Não entram na conta do desmatamento oficial ocupações e favelas que avançaram sobre a Serra da Cantareira, na zona norte, e na região de Parelheiros, no extremo sul. "Isso mostra que a cidade pode ter perdido muito mais área verde do que aponta a pesquisa", afirma Luciana.

Entre as espécies que foram cortadas com autorização estão remanescentes de Mata Atlântica. São árvores como jequitibá, passuaré, sibipiruna, seafórtia, pau-brasil e tipuana.

Bairros bem arborizados e onde surgiram nos últimos anos dezenas de prédios no lugar das casas aparecem no topo da lista dos mais desmatados, como Santo Amaro, na zona sul, e o Butantã, na zona oeste.

o bairro mais afetado foi a Vila Andrade, na zona sul, com 13.454 árvores cortadas no período. Em seguida o da Cangaíba, na zona leste, com 8.727 mil árvores.

Os cortes com autorização ocorrem, principalmente, em áreas nobres ou obras do poder público, enquanto que na periferia a maior parte das retiradas não possuem aval da prefeitura de São Paulo.

Para ver o estudo completo clique aqui. Com informações do O Estado de S. Paulo.
Retirado de Programa Território Animal

20 de setembro de 2012

21/09 Dia da Árvore e atividades para celebrar

O dia da Árvore é comemorado no dia 21 de setembro por causa da crença indígena de plantá-las no inicio da primavera, com o objetivo de cultuar o respeito à natureza e valorizá-las. No Brasil, a data foi declarada oficial depois do decreto-lei de 24 de fevereiro de 1965, pelo então presidente Castelo Branco.


Localizei algumas notícias de prefeituras que estarão com uma programação para este dia/semana tão especial. Mas vou destacar as notícias da minha queria cidade São Paulo/SP.
No portal da prefeitura obtive informações muito interessantes sobre atividades esportivas que valorizam a plantação de árvores. O site cita o ‘Bosque da Fama’, localizado no Parque das Bicicletas em Moema, que  eterniza nomes que tenham contribuído de forma significativa para o esporte através do plantio de árvores. Em cada árvore do Bosque há uma identificação com nome do atleta que a plantou e suas conquistas. No espaço estão nomes como ‘Magic’ Paula, Fabiana Murrer, Emerson Fittipaldi, Ana Moser e outros 35 esportistas das mais diversas modalidades. Também há a louvável iniciativa da Taça Cidade de São Paulo que promove conscientização ambiental no futebol e já garantiu plantio de 3 mil árvores. Esse campeonato conta com 400 clubes e quatro categorias (Pré-Mirim, Mirim, Infantil e Juvenil) e possui em seu regulamento um critério de desempate "sustentável": No artigo 14º do regulamento, as equipes que terminarem empatadas em número de pontos decidem qual delas passará de fase através da pontuação “mais verde”. Ela é contabilizada pelo plantio de árvores nativas ao redor do campo de treinamento das equipes, além da recuperação de áreas degradadas e ações ambientais por parte das equipes. Para cada etapa realizada, a equipe recebe 0,2 pontos a mais no torneio.
Foto: Divulgação Secretária de esportes da Prefeitura de São Paulo
O site turístico da cidade de São Paulo também divulgou alguns parques para aproveitar o dia da árvore.
  • O Parque Ibirapuera, o mais frequentado da cidade. Considerado “a praia dos paulistanos”, o parque apresenta extensa área verde mesclada com lazer e cultura, onde centros culturais e arquitetônicos – MAM, Pavilhão da Bienal, Oca, Viveiro, Planetário, Praça da Paz, MAC, Pavilhão Japonês, Museu Afro Brasil, Parque Burle Marx, entre outros - dividem espaço com playgrounds, ciclovias e atividades que ocorrem periodicamente no local.
  • Aos portadores de necessidades especiais, o Parque do Trote apresenta playgrounds, ciclovia, churrasqueiras e duas trilhas: a Trilha dos Sentidos, em que o foco está na descoberta da natureza por meio do tato, olfato e visão; e a Trilha das Aves, onde é possível encontrar todas as espécies de pássaros do parque.
  • Cercado pelas águas da Represa do Guarapiranga, o Solo Sagrado é caracterizado como a representação do paraíso: seus enormes jardins coloridos envolvem os três santuários do espaço, além de apresentar mais de 20 mil m² para piquenique ao ar livre na Orla da Represa, com diversas espécies típicas de nossa flora, como o famoso pau-brasil, e animais silvestres soltos, como quatis, corujas e esquilos.
  • A integração dos jardins de uma casa projetada por Oscar Niemeyer que nunca foi finalizada deu origem ao Parque Burle Marx, que se destaca com suas palmeiras imperiais e um conjunto de esculturas, espelhos d’água e um grande jardim de duas cores que se assemelha a um tabuleiro de xadrez. Já o Parque da Juventude reúne atividades de lazer e esportes gratuitamente: conta com pistas de skate e corrida, quadras poliesportivas, aulas de taekwondo, jardins ornamentais e uma pequena reserva de Mata Atlântica.

E não percam o Festival Cultivar que possui atrações incríveis para toda família e ocorrerá até 23/09 no  Parque da Luz, Parque Lions Clube Tucuruvi, Parque Buenos Aires e na Praça Victor Civita.
Confira a programação no site http://festivalcultivar.wordpress.com/programacao/ que inclui exposições, passeios verdes, oficinas, pintura com tinta de terra, shows, palestras, contação de histórias, dança, observação de aves e árvores e piquenique comunitário.
Veja só esse post que separei de um dos eventos do festival:

Decor roots – adereços com plantas naturais!

Vamos fazer adereços a partir de plantas naturais inspirandos na Natureza!
Traga sua criatividade!

Vamos criar adereços naturais com boas energias!!!

Onde: Coreto Pequeno em Frente à Casa de Chá no Parque da Luz
Quando: 23 de setembro – domingo
Horário: 15h30 às 16h30
MÁXIMO DE 20 PARTICIPANTES
inscrições por email festivalcultivar@gmail.com

Aproveite as diversas opções que a cidade oferece, e se você não é de São Paulo verifique com a prefeitura da sua cidade quais os preparativos para esta data, ou chame amigos e vizinhos para um piquenique comunitário, em uma praça ou parque, com abordagem na conscientização ambiental ;)

Feliz Dia da Árvore!

18 de setembro de 2012

Eventos em SP para semana do Dia da Árvore e Dia mundial sem Carro

Nos dias 21, 22 e 23/09 se comemoram, respectivamente, o Dia da Árvore, o Dia Mundial Sem Carro e o início da primavera.
Separei alguns eventos que estarão ocorrendo na cidade e estado de São Paulo para que programe sua agente e tire o máximo proveito.

Festival Cultivar
Evento que nas duas primeiras edições era conhecido como Semana Cultural das Árvores, a partir de 2012 na 3ª edição renasce como Festival Cultivar.
A programação do evento conta com exposições, passeios verdes, oficinas, pintura com tinta de terra, shows, palestras, contação de histórias, dança, observação de aves e árvores e piquenique comunitário.

Ocorrerá entre 17 e 23/09, e recebe atividades gratuitas no parque e praças:
- Parque da Luz;
- Parque Lions Clube Tucuruvi;
- Parque Buenos Aires;
- Praça Victor Civita.
Confira a programação clicando na imagem abaixo ou acessando o site do evento:


Dia Mundial Sem Carro
Comemorado no dia 22 de setembro em cidades do mundo todo,a data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000. Na cidade de São Paulo são realizadas atividades desde 2003.
O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A idéia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel e que há vida além do para-brisa.
As atividades programadas para este ano estão sendo publicadas na Cicloagenda, entre no site para conferir.

Leia neste site mais informações sobre o panorama histórico em se andar de carro, será que existe uma mau uso e como você pode fazer a diferença neste dia. Site Vá de Bike.


IV Jornada pelo Rio Tiête
No dia 22 de setembro haverá uma grande mobilização com uma Caminhada Ecológica que tem por objetivo se manifestar contra a poluição do rio Tietê. São inúmeras as atividades que estão sendo desenvolvidas na Semana da Árvore por estes municípios e atores sociais.

Neste dia, pedimos a todos que venham vestidos de azul e branco e tragam suas garrafas com água. Haverá filtros no local. Movimentos culturais, músicas e danças da região animarão a chegada dos participantes até a Gruta da Glória Estrada Parque. Também haverá exposição: Tietê da Serra do Mar ao Rio Paraná Realização Editora Horizonte na sede da SOS Mata Atlântica – Estrada Parque. Toda a população está convidada para participar da caminhada!

Pontos de encontro:
Itu: 8h - No portal da Estrada Parque - próximo a ponte sobre rio Tietê - caminhada de 10 km.
Cabreúva: No portal da Estrada Parque em Cabreúva – Bairro Vale Verde – caminhada de 05 km.
Maiores informações no Link http://www.jornadapelotiete.org.br/futuro/

Só uma sociedade bem informada a respeito da riqueza, do valor e da importância da biodiversidade é capaz de preservá-la. 
Washington Novaes

4 de setembro de 2012

Reurbanização Sustentável em São Paulo

Decidi abordar aqui o programa "Renova Centro" e implantação dos projetos ganhadores do concurso "Renova SP" na cidade de São Paulo.

Vou explicar brevemente o que são ambas iniciativas:

Programa de Habitação e Requalificação do Centro (Renova Centro)
Criado pela Prefeitura em fevereiro de 2010, o Programa Renova Centro irá transformar 53 prédios ociosos da região central em moradia para cerca de 2.500 famílias, colaborando para a revitalização do centro.
Segundo a Prefeitura, serão destinados R$ 400 milhões para o programa, em parceria com a Caixa Econômica Federal e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Os 53 imóveis foram escolhidos com base em um estudo encomendado à FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), que os considerou viáveis segundo vários critérios. A maioria deles (23, no total), já era de uso residencial; outros 16 eram hotéis. O prédio mais antigo data de 1942, mas a maioria foi erguida nas décadas de 1940 e 50. Esses imóveis possuíam débitos de R$ 8 milhões com a Prefeitura relativos ao IPTU.
Edifício Cineasta, vai ganhar salão de festas,
sala multiuso, área de lazer, área médica e administrativa.
Artistas aposentados serão os beneficiados com as 50 unidades.
A prefeitura já destinou 100 moradias para estudantes(em convênio com a USP), 50 unidades para artistas aposentados e disponibilizará apartamentos para famílias de até 10 salários mínimos, misturando diferentes faixas de renda e escolaridade, para que as pessoas possam interagir e se organizar socialmente, o que fará com que os edifícios onde venham a morar tenham boa manutenção e elas, mais qualidade de vida. Deverão custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil o metro quadrado.
Além da revitalização destes prédios é resolvido um outro problema grave na cidade: a Mobilidade.
Segundo Ricardo Pereira Leite, enquanto bairros periféricos da cidade, como São Miguel, São Mateus e Campo Limpo, são altamente adensados, mas não ofertam empregos, só o Distrito Sé, no Centro, registra um deslocamento diário de 336 mil pessoas para trabalhar, mas tem população residente que não supera os 20 mil. “Nosso objetivo é gerar novas habitações no Centro, pois percebemos que enquanto a demanda é grande, a oferta tem sido irrelevante.”

Como não encontrei notícias recentes, acredito que devido a época de eleição o programa não esteja "caminhando" mas espero resultados positivos vindos deste projeto. O centro de São Paulo é lindo, mas falta vida nesses prédios que, apesar de possuírem uma linda arquitetura, estão abandonados e decadentes.
Também se faz necessário um programa com os mendigos da região, pois o mal cheiro é insuportável, algumas ruas impregnam o cheiro de urina. E é claro, existe o problema de segurança principalmente após os usuários de crack terem sido dispersados da Cracolândia e passando a consumir a droga nas ruas do centro.

O outro programa que quero citar e que tenho grande admiração pelo objetivo é resultado do Concurso "Renova SP". O Concurso Renova SP foi realizado por meio de uma parceria entre a Sehab e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Nacional) no mês de agosto/2011. Ao todo, foram selecionadas 17 propostas para atender 84 mil famílias de 213 assentamentos precários – essas áreas foram demarcadas a partir de sub-bacias hidrográficas para facilitar a despoluição de córregos e rios. Dentro desses projetos está incluído a criação de Parques Lineares, aumentando as áreas verdes da cidade, e a construção de ciclovias.
Conheça os 17 projetos vencedores clicando aqui
Cabuçu de Baixo 12

Cordeiro 1

Tiquatira 2

Agora resta cobrar e aguardar a implantação e avanço desses projetos. Mas a iniciativa em si já é um grande passo para São Paulo se transformar em um exemplo de cidade sustentável (apesar de acreditar que ainda falta muito mesmo para isso, mas o processo de conscientização está avançando).

30 de agosto de 2012

Parques municipais, estaduais e federais para programar seu fim de semana

Está cansado da selva de pedra, precisando respirar ar puro e relaxar? Uma ótima opção é passear pelos parques municipais ou levar a família para fazer trilhas. Este tipo de atividade estreita a relação entre homem vs. meio ambiente, possibilita observar espécies e belas paisagens, criar maior laço familiar aliado a conscientização de preservação. Se sua intenção for conhecer novos cenários e paisagens exuberantes, agende uma data, chame os amigos e a família e conheça os parques estaduais e nacionais.

Conheça os parques dentro da cidade de São Paulo Municipais (clique aqui) e Estaduais (clique aqui)
Trilhas Urbanas nos Parques Municipais 
Oferece a oportunidade de conhecer e interagir com importantes espaços públicos da cidade por meio de trilhas interpretativas realizadas nos parques Municipais. Os parques contemplados com a trilha são: Parque Aclimação, Parque Alfredo Volpi, Parque Trianon, Parque Independência, Parque Jardim da Luz e Parque Piqueri.
Informações: equipetrilhasurbanas@gmail.com

Aventura Ambiental no Parque Ibirapuera: Visita monitorada, apresentação do histórico-cultural do Parque, informações sobre sua flora e fauna. Inclui vivências e reflexões que possibilitam vínculo afetivo com a natureza e o despertar de valores humanos. Aberto a usuários, escolas e organizações - crianças, jovens e adultos.
Agendamento: 11 5572-1004 ou aventuraambientalumapaz@prefeitura.sp.gov.br

Conheça os Parques do Estado de São Paulo neste link e saiba mais sobre o programa Trilhas de São Paulo:
As Trilhas de São Paulo percorrem 19 Unidades de Conservação do Estado de São Paulo, e caminhando por elas o visitante terá contato com parte significativa da biodiversidade e dos diferentes ambientes e paisagens que caracterizam a mata atlântica no estado.
São 200 km de trilhas mapeadas em um caderno de bolso, similar a um passaporte, com informações dos parques, mapas e rotas. No passaporte, há espaço para carimbar cada trilha percorrida e o ecoturista é premiado a cada etapa conquistada. (as trilhas são divididas no passaporte por dificuldade baixa, média e alta). Aqui, o visitante poderá conhecer um pouco dos ambientes marinhos, percorrerá corredeiras em rios serpenteando pela mata, trilhará os mesmos caminhos dos tropeiros que levavam mantimentos e escravos para as minas de ouro e conhecerá árvores gigantescas, que já eram antigas quando os bandeirantes abriram as primeiras trilhas em direção ao interior. 
Vejas Fotos

Poucas experiências são tão marcantes quanto estar em áreas naturais, sentir os aromas, a umidade do ar, os ruídos da floresta, a satisfação de superar obstáculos e ter diante de si uma paisagem deslumbrante ou uma cachoeira de águas límpidas.



E por fim nossos belos Parques Nacionais tem muitas belezas de tirar o fôlego, conheça-os melhor no site do Ecoviagem UOL e no ICMBio (Neste site você localiza informações de como chegar ao local, melhores épocas do ano para visitação e principais atrativos dos parques).
Veja algumas fotos:



E ao fazer trilhas siga algumas dicas importantes:

1. Leve sempre com você protetor solar, óculos de sol, boné, canivete e repelente.
2. Tenha sempre uma garrafa de água! Além disso, é bom levar alimentos leves e práticos, como frutas, barrinhas de cereal e sanduíches.
3. Uma boa ideia é carregar na mochila uma toalha ou canga (mais levinha). Vai que você tem a sorte de encontrar uma cachoeira ou rio no caminho…
4. Pesquise sobre a previsão do tempo e fique atento sobre mudanças durante a trilha. Se for a uma cachoeira, cuidado com as trombas d’águas, que podem ser bem perigosas. Evite também trilhas após dias de chuva, pois o caminho fica escorregadio e com mais chance de acidentes.
5. Seja consciente: não jogue nenhum tipo de lixo no meio ambiente. Para isso, leve um saco plástico na mochila e descarte-o em lugar apropriado depois.
6. Use tênis confortáveis e leves. Com certeza você não vai querer ficar o passeio todo sentindo dor no pé. O uso de meias também protege e evita bolhas!
7. Calcule o tempo inteiro de duração da trilha, levando em consideração ida, volta e tempo para tirar fotos e admirar a paisagem. Isso evita que você perca a hora e tenha que voltar quando já tiver escurecendo.
8. Tenha cuidado com animais que  encontrar durante seu trajeto, mantendo uma distância segura entre você e eles. Também não caia na tentação de alimentá-los: por mais que considere estar fazendo uma boa ação, esses bichos não estão acostumados com nosso tipo de alimentação.
9. Siga sempre pela trilha principal, evitando pegar atalhos ou caminhos alternativos. Assim você evita ficar perdido em um local desconhecido e de difícil acesso.
10. Respeite a fauna e a flora da região! Deixe-as do modo como você encontrou, não retirando nada para levar consigo.
Fonte: Veja Rio – Trilhas Cariocas e club med blog

Quer saber mais informações sobre os parques de sua cidade ou estado?
Deixe um comentário ou encaminhe um email que faço um post sobre o assunto ;)

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