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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

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13 de setembro de 2014

Festival 4 Elementos - Meio ambiente, permacultura, cultura de paz e muito mais na região de Bauru


A primeira edição do 4 Elementos traz uma inovação que acontece na cidade de Piratininga: reunir em uma grande festa, pessoas e grupos que trabalham com os ideais de Cultura de Paz, educação para autonomia, medicina holística, produção local, comércio justo, permacultura, empreendedorismo social, resgate e preservação da cultura local e regional, arte livre e artesanato.

De 19 a 21 de setembro/2014, será proporcionado um ambiente onde famílias, crianças, jovens, adultos e idosos poderão desfrutar de 52 horas de atividades multiculturais vinculadas à arte, cultura e sustentabilidade. A intenção é envolver todos através da arte e de uma proposta holística, em um grande espaço onde acontecerá atividades intergeracionais simultâneas. O festival 4 Elementos trará um ambiente com shows e cerimônias musicais de talentosos e reconhecidos grupos, apresentações artísticas, circenses e danças circulares. Não ficam de fora exposições de galerias de artes vindas de renomados artistas e de crianças que participarão do concurso Brotando Artes do Cerrado. Também será proporcionado um espaço de cura para massagens e tratamentos energéticos e espirituais, além de um espaço para palestras e outro exclusivo para as mães. Simultaneamente, haverá também oficinas de aprendizagens e percepções para os participantes. Os espaços específicos foram criados e programados para receber crianças, jovens, adultos e idosos.

Veja abaixo algumas das atividades:



Intrínseco e paralelo ao Festival 4 Elementos, está sendo promovido o concurso “Brotando Artes do Cerrado”, que é uma proposta de concurso que visa selecionar obras artísticas de estudantes de escolas públicas e particulares que possuam idade entre 6 e 18 anos. O custeio deste concurso será feito por financiamento público através do Convite Solidário que será vendido pelo valor de R$ 100,00. A quantidade de obras selecionadas para exposição será a quantidade de Convites Solidários vendidos. A pessoa ou organização que comprar o convite terá o agradecimento da doação com seu nome/marca inserido em um certificado junto à arte da respectiva criança, um banner e em uma linda cerca de bambu que envolverá a escultura 4 Elementos que será exposta durante o evento, além de entrar para a lista de colaboradores no site do Festival 4 Elementos.

Para a estadia no encontro, haverá área para camping, estacionamento, cozinha coletiva e redário, além dos espaços de alimentação vegetariana e vegana e Feira Livre. Complementando toda a estrutura, o evento possuirá o Palco Primavera, área Chill Out, Fogueira, Tenda de Cura, Tenda do Circo, Tenda das Mães, Espaço para Crianças e Cineminha.

A programação conta com mais de 100 atrações:
+ de 40 oficinas (Of.) – transmissão de conhecimento através da prática
  + de 20 Trocas de Ideias (TI) – palestras de 20 minutos, seguida de roda de conversa
+ de 50 atrações artísticas, musicais, teatrais e circenses
cerimônias sagradas, indígenas, de amor à terra, e muito mais...
Confira a programação completa em: http://4elementos.webs.com/programa-ao-2

O 4 Elementos será sediado no clube Thermas de Piratininga, localizado a 10km do Centro de Bauru, na Rodovia Elias Miguel Maluf, km 01. Para participar, os interessados devem realizar a compra dos convites através da Loja Virtual e dos pontos de venda.
Para mais informações visite: 

Dica para as futuras mamães: na programação de sábado tem troca de ideias sobre Partos Naturais e Ginecologia Natural.

18 de maio de 2014

Segunda sem carne

A Campanha Segunda Sem Carne se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal para alimentação tem sobre o meio ambiente, a saúde humana e os animais, convidando-los do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores.

Existente em vários outros países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido (onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney) e apoiada por inúmeros líderes internacionais, a campanha foi lançada em São Paulo em outubro de 2009 numa parceria da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da prefeitura, posteriormente estendendo-se a várias outras cidades brasileiras.

Um dos possíveis desdobramentos da adesão ao movimento é a implementação da Alimentação Escolar Vegetariana. Desde 2011, os alunos da rede pública do município de São Paulo têm acesso à refeições 100% livres de produtos animais, trazendo grande impacto positivo.

A principal razão por trás desta sugestão é que nós, brasileiros, frequentemente consumimos carnes em quantidade ainda maior durante o fim de semana. Na segunda-feira normalmente as pessoas, por esse motivo, estão mais propensas a comer coisas leves. Pesquisas indicam que os restaurantes vegetarianos recebem mais clientes às segundas-feiras. Segunda-feira é também um dia de se iniciar coisas novas, como deixar de fumar ou começar um regime.

Então, segunda-feira bem pode ser o dia para se tirar a carne do cardápio e com isso gozar de mais saúde, gerar um impacto menor ao meio ambiente e refletir sobre a maneira como os animais são criados e abatidos para gerar comida. Levando isso em conta, por que não passar a segunda-feira sem consumir carnes?

Por que ter suas segundas sem carne?

Há vários motivos pelos quais opta-se por não consumir carnes (bovina, suína, de aves, de peixes e outras). Veja abaixo alguns deles:

Pelas pessoas
Uma alimentação centrada em vegetais favorece a prevenção de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes. Por apresentar tantos benefícios, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, FDA (Food and Drug Administration), Universidade de Loma Linda, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Clínica Mayo.

Pelos animais
Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é plenamente capaz de encher nossos pratos. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais. Considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos outras alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar.

Pela sociedade
Grande parte dos grãos produzidos mundialmente vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. E a maioria destes produtos animais é consumida pelos povos mais ricos. Em um planeta com um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte de alimentos extremamente ineficiente, demandando recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados para alimentação humana direta.

Pelo planeta
Já há quase 7 bilhões de pessoas na Terra e, para produzir carne para esta população, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros).

Informações retiradas do site: http://www.segundasemcarne.com.br/

Nota: Se você leu tudo e ainda acha que é muito retirar a carne durante UM DIA da semana de sua alimentação por que é mimimi vegetariano, pense melhor em como anda suas refeições diárias, a grande maioria da população se alimenta mal, em fast-foods, na rua e em casa é o arroz com feijão e "mistura", muitas vezes esquecendo de complementar com verduras e legumes, deixando a refeição pobre em vitaminas e minerais também essenciais ao funcionamento do nosso organismo. Por que não separar um dia para ter uma alimentação leve e inventar e/ou testar novas receitas?
No próprio site da campanha há sempre novas opções de receitas deliciosas e saudáveis para incluir no seu cardápio. Fica a dica para mudança de hábito e busca de vida saudável.

Dica de Receita para esta segunda:

Berinjela Recheada com Vegetais

Ingredientes

1 berinjela média
40 g de cebola picadinha
40 g de cenoura em cubinhos
40 g de milho
20 g de pimentão vermelho picado
60 g de alho-poró em rodelas
60 g de repolho ou acelga em tiras
2 colheres (chá) de óleo de coco
Sal, alho em pó e orégano a gosto.

Preparo

Corte a berinjela ao meio e coloque as metades dentro de água com sal durante aproximadamente 30 minutos para que perca o seu sabor amargo. Passado o tempo, retire da água e escave cuidadosamente o interior da berinjela com a ajuda de uma faca e corte em cubos pequenos.
Numa frigideira antiaderente, doure a cebola finamente cortada com o óleo de coco. Junte o pimentão e os cubinhos de berinjela e deixe cozinhar até amolecer. Junte a cenoura, o milho, o alho-poró e o repolho e deixe dourar. Em seguida tempere com sal e alho em pó a gosto e deixe cozinhar mais um pouco até os legumes ficarem macios. Reserve.
Leve as metades da berinjela ao micro-ondas uns 5 ou 6 minutos na potência máxima para que amoleça e não demore tanto a cozinhar no forno. Recheie as metades da berinjela com o preparado anterior, salpique com orégano e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 25 minutos ou até que a berinjela esteja assada. Sirva imediatamente.

Esse é um prato bastante versátil e pouco calórico. O recheio pode ser alterado conforme a sua preferência.

Fonte: Receita e foto de Denise Barros, do blog À Descoberta do Sabor


Leita também: Os insetos podem ser a alimentação do futuro

12 de maio de 2014

Suécia aposta em brasileiros para projetos inovadores de sustentabilidade

A Embaixada da Suécia no Brasil, em parceria com o CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) e com as instituições de ensino USP (Universidade de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está promovendo um concurso nacional, o Quick Challenge, que irá premiar dois vencedores brasileiros com a oportunidade de participar em workshops exclusivos de inovação e sustentabilidade.

Os workshops em questão acontecerão nos dias 19 e 21 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Além da participação no evento fechado para convidados, os ganhadores do concurso também serão premiados com passagens e hospedagem nos locais das palestras.

As discussões programadas para acontecerem nos eventos têm como foco o desenvolvimento de projetos inovadores de sustentabilidade urbana relacionados às atividades “Transporte” e “Alimentação”. Desses workshops espera-se que as ideias desenvolvidas sejam inscritas em um desafio global de inovação, o Smart Living Challenge, que tem por objetivo reunir sugestões de melhoria em processos cotidianos nas ações de “Transporte”, “Alimentação” e “Moradia”.

O Smart Living Challenge selecionará 15 projetos vencedores para que seus idealizadores viajem para a Suécia e se encontrem com investidores que poderão ajudar na implementação real de suas soluções.
Para se inscreverem no concurso nacional para a participação nos workshops exclusivos, os interessados devem acessar o seguinte link até o dia 11 de maio: http://studentcompetitions.com/competitions/smart-living-challenge. O resultado desse concurso será divulgado no dia 15 de maio nas redes sociais da Embaixada da Suécia no Brasil e do CISB, além das páginas das universidades, que são:

Facebook Swedish Embassy In Brazil
Twitter Sweden In Brazil
Linked In Embassy of Sweden In Brazil
Facebook CISB
Linked In CISB
Facebook Incubadora de Empresas COPPE/ UFRJ

Na próxima semana serão divulgadas mais informações sobre o concurso internacional Smart Living Challenge, para o qual os workshops serão voltados

UPDATE 18/05/2014

Um júri formado por profissionais como arquitetos, empreendedores, designers, entre outros, julgarão os 15 melhores trabalhos submetidos no mundo. Os vencedores serão levados à Suécia em dezembro, durante a semana de entrega dos prêmios Nobel, e visitarão centros de inovação em Estocolmo, Gotenburgo, Malmö e Kiruna. Durante a viagem, se encontrarão com investidores que poderão bancar suas ideias e torná-las realidade.

Workshops

Convidados especiais terão ainda a oportunidade de assistir workshops de preparação ao desafio presencialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 19 e 21 de maio, respectivamente. Em São Paulo, o tema será “Transporte” e a Embaixada Sueca conta com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e da USP, que sediará o evento. No Rio de Janeiro, o tema será “Alimentação” e tem apoio da UFRJ, onde será realizado o workshop. Os workshops contarão com profissionais que discutirão os temas propostos a fim de estimular a geração de ideias que serão submetidas pelos competidores.  Para Magnus Robach, Embaixador da Suécia no Brasil, o país é um parceiro estratégico na área de inovação e desenvolvimento sustentável, e os workshops ajudarão a criar contatos com talentos brasileiros na área.

“Com a participação dos brasileiros nos workshops e no Smart Living Challenge, esperamos ver ideias muito interessantes baseadas nas condições urbanas do país. A Suécia tem centenas de atores com experiência em áreas como energia, manejo de resíduos, saneamento e transporte, e, através do desafio, queremos conectar os ganhadores com atores que possam ajudar a realizar as suas ideais inovadoras. Por meio do desafio e de seu cenário inovador, esperamos também aumentar os conhecimentos de estudos e pesquisa na Suécia”, declara o Embaixador.


Informações
www.smartlivingchallenge.com

8 de fevereiro de 2014

Brasil fiscaliza agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300

ANDREA FREITAS, CLARICE SPITZ E ELIANE OLIVEIRA
Publicado: 30/01/14 - 7h00 Via O Globo

RIO E BRASÍLIA - Num momento em que se disseminam os benefícios de uma alimentação saudável, com frutas, verduras e legumes, especialistas alertam para os riscos dessa opção. Isso porque, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, mas a fiscalização é falha. De 2002 a 2012, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190%. O setor movimentou US$ 10,5 bilhões, em 2013, ano de ouro para a agropecuária, que teve supersafra e preços de commodities em alta. A análise dos alimentos que vão à mesa do consumidor, porém, é bem restrita. No último relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2012, foram analisadas 3.293 amostras de apenas 13 alimentos - 5% do que é avaliado por EUA e Europa. Desses, o resultado de apenas sete foram publicados até agora.
Nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), e na Europa, a European Food Safety Authority (EFSA), analisam cerca de 300 tipos de alimentos por ano, inclusive industrializados. No Brasil, produtos como carnes, leite, ovos e industrializados não são sequer pesquisados, apesar de especialistas alertarem que eles podem estar contaminados por agrotóxico.

A Anvisa confirmou que, em 2012, só 13 alimentos foram monitorados, mas informou que a tendência é de expansão do número de culturas. O enfoque do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, explicou, são os itens mais consumidos pela população e importantes na cesta básica. Segundo a Anvisa, o milho está sendo monitorado desde 2012 na forma de fubá, e o trigo passou a ser monitorado na forma de farinha desde 2013, mas o resultado ainda não foi divulgado.
Registro não tem prazo de validade

Dos 50 ingredientes ativos mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia

A falta de fiscalização de agrotóxicos faz parte da série “No país do faz de conta”, iniciada no domingo pelo GLOBO. Hoje, 434 ingredientes ativos e 2.400 formulações de agrotóxicos estão registrados nos ministérios da Saúde, da Agricultura (Mapa) e do Meio Ambiente e são permitidos. Dos 50 mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia. Mato Grosso é o maior consumidor, com quase 20%, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O contrabando, sobretudo via Paraguai e Uruguai, de produtos de origem chinesa, sem controle dos aditivos, representa outro problema. E o uso ilegal de agrotóxicos preocupa. O DTT, proibido em todo o mundo, foi achado em 2013 na Amazônia, usado por empresas, segundo o Ibama, para acelerar a devastação de áreas.
Ação da Policia Federal em Uruguaiana/RS em 20/08/2013, foram apreendidos aproximadamente 500 litros e 15 kg de agrotóxicos contrabandeados. Foto Site da Polícia Federal

Sobre os 22 defensivos proibidos, os técnicos da Anvisa explicam que, no país, o registro de agrotóxico não tem prazo de validade. Uma vez concedido, só pode ser retirado ou alterado após reavaliação que mostre mudança no perfil de segurança do produto. A agência iniciou processo de reavaliação em 2008 que resultou, até agora, no banimento de quatro produtos e no reenquadramento de dois.

O custo dos agrotóxicos à saúde é grande. Segundo o professor Fernando Carneiro, da Universidade Brasília, a cada US$ 1 gasto em agrotóxico, há um custo de US$ 1,28 em atendimento ao intoxicado.
- A intoxicação aguda afeta o trabalhador rural e o da fábrica. A crônica atinge o consumidor, que fica mais exposto a doenças como câncer e alterações metabólicas. O Mapa e as secretarias de agricultura têm dinheiro para monitorar e vigiar gado por causa da exportação. Quando se fala em agrotóxicos, não há estrutura nem fiscais.

Para a professora Karen Friedrich, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fiocruz, a fiscalização na carne que chega aos lares deveria ser iniciada o quanto antes:
- A contaminação deve ocorrer em industrializados, como molho de tomate e suco em caixa.
Karen diz que é preciso que os municípios e estados atuem onde ocorre a contaminação e que falta investimento para ampliar a análise, embora a Anvisa “faça milagre com o que dispõe".

Para os trabalhadores rurais, o cenário de fiscalização também é de restrições. Cerca de um quarto das fazendas recenseadas no país em 2006, ou 1.376.217, declaravam usar agrotóxicos. Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio, no ano passado foram autuadas 420 das 680 propriedades rurais fluminenses por irregularidades envolvendo agrotóxicos. Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, critica:
- Num país onde o clima favorece parasitas e pragas danosas, não há fiscalização. Há 60 anos acompanho a agricultura e é tudo muito mal feito, papo-furado, ilusões. Se dependermos da ação do governo, estamos num mato sem cachorro.

Para governo, lei é rígida e moderna
O coordenador geral de agrotóxicos e afins do Mapa, Júlio Sérgio Brito, assegura que o sistema de controle é tão avançado quanto os dos principais países do mundo. Segundo Brito, a legislação é "rígida, moderna e profunda". Para ser aprovado para uso agrícola, explica, o produto é avaliado sob os pontos de vista agronômico, de saúde e ambiental.
Eloisa Dutra Caldas, professora de Toxicologia da UnB, diz que o problema está no fato de haver resíduos de agrotóxicos em produtos para os quais seu uso não está autorizado:
- Cerca de 50% das mais de 14 mil amostras analisadas por Anvisa e Mapa até 2010 continham resíduos de pesticidas. Este percentual não é muito diferente do encontrado no resto do mundo.

Henrique Mazotini, presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav), no entanto, reconhece que há desvios:
- Aqui falta gente e infraestrutura. Além disso, o Brasil sucateou sua extensão rural e falta orientação técnica aos produtores.

Frequentadores da feira livre da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, se mostram preocupados. O aposentado José Barbosa gostaria de saber quais agrotóxicos incidem sobre os alimentos:
- Deveria haver mais informações sobre a produção. Principalmente no caso do morango, que é uma fruta mais sensível, com uma casquinha fina, que absorve muita coisa.
A indústria de defensivos rebate o argumento de que há risco à saúde. O agrônomo Guilherme Guimarães, da Associação Nacional de Defesa Vegetal, diz que a segurança alimentar do consumidor é testada pelos órgãos que liberam os produtos. Quanto ao fato de que o Brasil ainda tem agrotóxicos já banidos no exterior, ele diz que isso se deve ao clima e a adversidades.
O Ibama diz que aplicou R$ 14,5 milhões em multa em 2013, a maior parte na apreensão de produtos ilegais importados.

19 de dezembro de 2013

Por um Natal mais sustentável

“As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes (...). Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.”
Cecília Meireles (1901-1964)

Não se deixe levar pelo consumismo desenfreado que a mídia estimula no Natal, seja consciente e sustentável.


Separei algumas dicas do Green Nation para se aproveitar o Natal sem se deixar levar pelos excessos da festividade e contribuindo com o meio ambiente:

Decoração
Escolha uma árvore com raiz para replantar. Assim, você vai utilizá-la novamente no próximo ano. Outra opção é fazer a sua própria árvore, utilizando garrafas, embalagens, tampinhas, latas de alumínio, entre outras;
Evite as árvores artificiais, que geralmente são feitas à base de plástico ou vinil, derivados do petróleo. Geralmente, elas contêm chumbo, o que significa um gasto significativo de energia na sua produção e um potencial foco de poluição;
Reaproveite os enfeites de Natal antigos e, na compra de novos, prefira os artesanais ou feitos de materiais recicláveis. Valorize uma cooperativa de artesanato, adquirindo um presépio artesanal, com peças de cerâmica, madeira, tecido, fibras etc. Chame seu filho para ajudar nessa tarefa - conforme as crianças crescem, cada enfeite traz lembranças das comemorações que passaram juntos;
Restrinja as luzes à árvore de Natal, e dê preferência para lâmpadas de baixo consumo. Não esqueça, também, de apagá-las antes de dormir. Os outros ambientes podem ganhar uma iluminação com velas ecológicas feitas com ceras vegetais derivadas de palma, girassol, soja e arroz (alternativa à parafina, derivada do petróleo);
Outra opção é confeccionar os próprios enfeites, com cartões antigos e materiais naturais (ráfia, palha, retalhos, tecido, pedaços de lã). Fotos de árvores nacionais e animais podem servir de belos ornamentos para a sua árvore;
Enfeite a casa com potes de flores e plantas, que além de não prejudicarem a camada de ozônio, podem ser replantadas;
Coloque frutas tropicais e secas, castanhas-do-pará e de caju em potes de vidro transparentes, e decore a sua mesa e a sala de jantar. São “enfeites”, mas podem ser consumidos como sobremesa no fim da ceia.

Cardápio
Para uma ceia de Natal consciente, dê preferência a um cardápio vegetariano. Evite comer e beber em excesso;
As famílias brasileiras desperdiçam, em média, de 20% a 30% dos alimentos que compram. Para evitar desperdícios, planeje antes e compre apenas os alimentos que for usar;
Caso sobre alguma comida para o dia seguinte, aproveite para fazer um novo prato. O panetone, por exemplo, pode virar deliciosas torradas. Confira algumas ideias sobre receita de sobras.
Prepare as refeições com produtos orgânicos (sem agrotóxicos) e cultivados na sua região - que são mais saborosos, nutritivos e saudáveis. De quebra, você ainda ajuda os pequenos agricultores, reduz custos de transporte e o desperdício. Procure reaproveitar as sobras, usando, por exemplo, a carne assada ou o que restou da bacalhoada para preparar bolinhos. Frutas maduras demais podem virar compotas, geléias e recheios para bolo;
Junte todo o óleo de cozinha utilizado na preparação dos alimentos. Depois de frio, coloque esse óleo em uma garrafa pet e leve para reciclagem. Se jogá-lo no ralo, você contribui para a poluição dos rios;
Escolha pratos e copos de porcelana e vidro, além de guardanapos de pano, que podem ser lavados e reutilizados. Evite os descartáveis, que viram lixo;
Economize água e trabalho deixando bacias cheias de água e um pouco de detergente biodegradável ao lado da pia. Coloque copos em uma bacia, talheres em outra. Será muito mais rápido e fácil lavá-los;
Separe para a coleta seletiva os materiais recicláveis, como garrafas PET e latas de alumínio.

Presentes
Controle o impulso consumista. Planeje suas compras e estabeleça um limite de gastos. Faça listas de presentes, enfeites e alimentos;
Reflita bem antes de comprar a prazo. Se necessário, verifique a taxa de juros e analise as prestações. Caso você pague à vista, tente negociar um desconto no preço. Faça uma reserva no seu orçamento para os gastos que possam ocorrer no início de ano;
Brinque de “amigo-oculto ou secreto”, que fortalece a idéia de qualidade, em vez de quantidade;
Faça as compras no comércio local, perto de casa ou do trabalho, onde é possível ir a pé. Produtos de lugares distantes, além de muitas idas aos shoppings, provocam um impacto maior na emissão de CO2. De preferência, combine com amigos ou familiares de irem às compras no mesmo carro;
Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis ou de comércio justo. Com isso, você apóia a geração de renda em comunidades e respeita a diversidade regional brasileira;
Para presentear crianças e adultos, use a imaginação e dê presentes alternativos. Faça você mesmo alguns de seus presentes ou compre produtos artesanais, feitos por comunidades, cooperativas ou entidades do terceiro setor. Se possível, opte por objetos feitos de materiais reciclados. Diminua também a utilização de embalagens, preferindo as que possam ser reutilizadas. Reflita também sobre a real necessidade de dar presentes materiais. Numa época em que o tempo é um dos bens mais preciosos, aproveite para dedicá-lo a quem você mais gosta;
Alternativas para presentear são vasos de plantas, biscoitos, docinhos, um bolo caseiro.
Dê preferencia a internet para enviar cartões de Natal. Se for enviar por correio, utilize cartões recicláveis ou compre de instituções com projetos sustentáveis;

Ações sociais
Reúna sua família para arrecadar roupas, acessórios, sapatos e alimentos, e doe para instituições de crianças carentes. Dessa forma, você estará organizando o seu armário e ao mesmo tempo ajudando a quem precisa. Dependendo de sua disponibilidade e amor pelas outras pessoas, você pode ir entregar esses presentes pessoalmente para as crianças. Passar um dia com os necessitados além de ser uma experiência extremamente emocionante, pode transformar a sua vida de maneiras boas, ensinando valores que só podem ser apreendidos em situações práticas.
Doe sangue. Hoje no Brasil nós temos apenas 1,9% da população como doadores. A estimativa do Ministério da Saúde é de que se apenas 3% de toda a população do país se tornasse doadora, nos tornariamos auto-suficientes nessa questão. O ato de doar sangue é importante em qualquer época do ano, mas nas festividades que se estendem do Natal até o Carnaval ela é extremamente necessária, pois o número de acidentes e a necessidade de transfusões aumenta em níveis sérios.

Embalagens
Na hora das compras, evite as sacolas plásticas, que são feitas com resina sintética, (originada do petróleo) - material que leva muito tempo para se decompor na natureza. Se necessário, acondicione suas compras em caixas grandes de papelão;
Fique atento ao excesso de embalagens de presentes. Sacos feitos com retalhos e caixas com tampas são pacotes que, depois, podem ganhar outra finalidade. Apenas um laço de fita colorida envolvendo o presente pode substituir o papel;
Para as crianças, uma boa idéia é colocar todos os produtos, etiquetados com o nome do presenteado, em uma grande caixa de papelão fechada com uma fita;
Quando for usar papel de embrulho, prefira os artesanais e feitos com material reciclado;
Guarde os embrulhos e papéis de presentes para reutilizá-los em outras situações. Muitos podem ser temáticos, mas a maioria desses papéis podem ser reaproveitados na entrega de outros presentes. Além disso, se eles estiverem danificados, separe-os e envie para os destinos certos da reciclagem.

Aproveitem as festas, Feliz Natal!

13 de agosto de 2013

A história e importância da amamentação

Esse post faz parte da 2º edição da blogagem coletiva Porque sou ativista da Amamentação? promovido pelo blog Desabafo de Mãe a convite do blog Luz de Luma

Eu ainda não sou mãe, mas sou ativista da amamentação e agradeço minha mãe por ter cedido até por mais tempo do que o necessário (até meus 2 anos e meio) seu leite materno. Hoje em dia estou esbanjando saúde! Em contrapartida quando minha irmã caçula nasceu minha mãe estava com problemas de saúde e não pode amamentá-la da mesma forma, e vi ela passar grande parte da infância sendo internada por problemas respiratórios, infecções, com tendência a obesidade. Claro que há outros fatores que contribuíram para o desenvolvimento desses problemas de saúde, obviamente eu também fiquei doente algumas vezes como toda criança, mas a minha recuperação sempre foi rápida.
O leite materno confere ao recém nascido a imunidade inicial, pois ao sair do útero da mãe ele começa a ser colonizado pelas bactérias tão comuns em nosso corpo. Quando o bebê ingere o leite materno, está ingerindo juntamente Imunoglobulinas e outras células de proteção da mãe. Essa proteção inicial ajuda também a evitar doenças alérgicas. Quer proteger seu filho, então amamente-o!
Há quem reclame da questão estética, mas posso garantir que minha mãe em seus 50 e poucos anos e após 3 filhos ainda está "inteirona" !
E como o blog fala sobre sustentabilidade vou citar a blogueira Ana Cláudia Bessa do blog Futuro do Presente que diz o porque de o aleitamento materno ser também uma condição básica para ser uma mãe sustentável: “Posso listar uma série de benefícios: o leite materno não precisa de embalagem, o que não gera resíduos ao meio ambiente; não gasta energia elétrica para ser aquecido, pois vem na temperatura ideal; economiza água, utilizada num processo industrial para produzir leite e a embalagem; vem na quantidade certa, o que evita desperdícios, e as sobras podem ser doadas a bancos de leite; e evita o consumo de mamadeiras plásticas” - Update

Fatos e dados históricos sobre as mulheres e a amamentação

Artefatos arquelógicos comprovam que as mulheres sempre procuraram substitutos ao aleitamento materno, não sabemos os motivos e causas para essa procura mas há registros de uso da mamadeira pelos gregos e italianos datados de 4.000 A.C. A partir do século XVI sabe-se através de diários particulares que as mulheres amamentavam seus filhos, mas no século XVII a situação mudou: as crianças passaram a ser consideradas seres imperfeitos, gerados pelo pecado original e por isso desprezadas e até mesmo abandonadas. A rainha Victoria (1819 - 1901) que teve nove filhos, achava a amamentação no seio nojenta e dizia que era a "ruína" das mulheres refinadas.
Instituiu-se por toda Europa entre as mulheres de classe alta o costume de enviar seus filhos para serem amamentados por amas-de-leite, costume que chegou ao Brasil na época de colonização. Logo as escravas negras ama-de-leite influenciaram essa alimentação ao incluir na dieta das crianças alimentos semi-sólidos.
Em meados do século XVIII,a mortalidade infantil cresceu em toda Europa e foi justificada pelos sanitaristas pela entrega das crianças aos cuidados das amas-de-leite, começou-se a tentar abolir este costume. O médico inglês Cadogan defendia o aleitamento natural, fixando horários regulares durante 24 horas, para as mamadas, que deveriam ser em número de quatro apenas, iniciando assim, a rigidez de horários para o aleitamento materno, que ainda hoje é seguido por algumas mulheres. Mas muitas mulheres ainda recusavam-se a amamentar e médico inglês Underwood faz em 1784 a primeira recomendação para se utilizar o leite de vaca ao invés do leite humano.
As transformações sociais, econômicas, científicas e políticas ocorridas no século XVIII ao XIX passaram a recolocar as mulheres como cuidadoras e responsáveis pela sobrevivência da prole. Acreditava-se que toda mulher é anatomicamente e fisiologicamente capacitada para amamentar seus filhos. Nesse contexto surgiu a noção de “leite fraco” no início do século XX como justificativa para desmame, argumento que era reconhecido cientificamente, que não tornava as mulheres culpadas pelo fracasso na amamentação diante da sociedade e dos profissionais de saúde e que é usado até hoje.
Com a descoberta, em 1838, que o leite de vaca era mais rico em proteína do que o leite materno, o discurso em favor do leite de vaca passou a prevalecer nas questões sobre nutrição. A partir daí, as descobertas do leite condensado, da evaporação do leite de cabra e o estudo da composição do leite humano favoreceram a produção do leite artificial e, nas primeiras décadas do século XX, as indústrias americanas já se destacavam na produção do substituto do leite materno.
No período de 1961 a 1973 o desmame precoce, associado a outros fatores como a má nutrição infantil, elevaram a taxa de mortalidade infantil em até 45% em nosso país. Desde então houve diversos movimentos para incentivar a retomada do aleitamento materno e em 1981 o governo implantou o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno seguido posteriormente de outras ações como: início da implantação da Rede de Bancos de Leite Humano (1985); modificação na Constituição Brasileira em 1988, ampliando para 120 dias a licença maternidade, (atualmente ampliada para 180 dias - sancionada pelo governo federal em 2008) e garantindo ao pai o direito a cinco dias de licença paternidade; aprovação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, a World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) cria em 1992 a comemoração da Semana Mundial do Aleitamento Materno ; a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lança em em 1999 a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), recebendo em seguida, investimentos do Ministério da Saúde, para aperfeiçoar e viabilizar a sua implementação em todo o país. Em 2008 foi lançado pelo Ministério da Saúde o projeto Rede Amamenta Brasil, também voltada para a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno na rede de atenção básica.
Com essas políticas e programas o tempo médio de aleitamento materno que em 1970 era de de 2.5 meses, de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde, aumentou um mês e meio de 1999 a 2008, passando de 296 para 342 dias (11 meses). Segundo a pesquisa 41% das crianças menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno e 67% mamam na primeira hora de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a amamentação complementar até os 2 anos.
Em 2013, o Ministério da Saúde promete investir R$ 7 milhões em procedimentos realizados pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Outros R$ 746 mil devem ser utilizados para a construção de cinco novos bancos de leite e R$ 3,9 milhões para a reforma de 53 unidades.

Resumo do artigo: O aleitamento materno enquanto uma prática construída. Reflexões acerca da evolução histórica da amamentação e desmame precoce no Brasil
Autores: Monteiro J.C.D., Nakano A.M.S., Gomes F.A. Revista Investigación y Educación en Enfermería 2011;29(2): 315 - 321

"Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você" Slogan da campanha da amamentação realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
A ação pretende destacar a importância da capacitação de profissionais para atender mães em todo Brasil e garantir o aleitamento até os 2 anos. Ela tem como padrinhos o ator Marcelo Serrado e a esposa, Roberta Rodrigues, pais dos gêmeos Guilherme e Felipe.

A importância da amamentação

A amamentação exclusiva até o 6 meses é a estratégia mais eficaz na redução da mortalidade infantil. Estima-se que ações de promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável sejam capazes de diminuir, respectivamente, em até 13% e 6% a ocorrência de mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
Segue abaixo alguns itens selecionados pela revista Crescer sobre os benefícios da amamentação:

Amamentar seu filho só faz bem!
1. Fácil de ser digerido, o leite materno provoca menos cólicas nos bebês.


2. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.
3. Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.
4. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas.
5. Previne a anemia.


6. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.
7. O ômega 3, presente no leite materno, ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.
8. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.
9. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.
10. Amamentar reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional.


11. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...).
12. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais.
13. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).
14. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares no futuro.
15. Bebês que mamam exclusivamente no peito até os seis meses têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatoide e recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal.
16. Além de todos esses, é durante a amamentação, naquele momento só seu e dele, a cada trocar de olhar, que o vínculo vai se formando para sempre! Aproveite!

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

29 de abril de 2013

Documentário O Veneno Está na Mesa



Texto de Ederson Leonardo Soares em FlogVip Guto Lopes

Os agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, o produto desenvolvido passou a ser utilizado como "defensivo agrícola".

O primeiro veneno, o composto orgânico DDT, foi sintetizado em 1874 por Othomar Zeidler, porém só em 1939 Paul Muller descobriu suas propriedades inseticidas. Pela descoberta e posterior aplicação do DDT no combate a insetos, Muller recebeu o prêmio Nobel de química em 1948. O DDT era então a grande arma para acabar com o inseto propagador da malária, até que descobriu-se que ele como todos os compostos organoclorados é cancerígeno, teratogênico e cumulativo no organismo.

No pós-guerra, os vencedores articularam uma expansão dos seus negócios a partir das indústrias que haviam se desenvolvido durante o conflito, e entre elas a indústria química. Na Europa havia fome. Foi então que surgiu a "revolução verde", que visava promover a agricultura, gerando comida para os famintos do mundo.

A "revolução verde" chegou ao Brasil em meados da década de 60. Foi implantada através de imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro: o financiamento bancário para a compra de semente só saia se o agricultor comprasse também o adubo e o agrotóxico.

Esta política levou a uma grande contaminação ambiental, sem que a fome fosse extinta. Hoje, 1/5 das crianças não ingerem a quantidade suficiente de calorias e proteínas que necessitam. E cerca de 2 bilhões de pessoas terceira parte de humanidade sofrem de anemia. A cada ano 30 milhões de pesssoas morrem de fome no mundo e 800 milhões sofrem de subalimentação crônica.

Enquanto alguns países, principalmente da Europa, tentam reverter o duro quadro de degradação ambiental e contaminação dos alimentos, no Brasil a situação se agrava a cada ano. Em 1970, fábricas obsoletas foram transferidas para o Brasil, que está entre os 5 maiores consumidores de venenos na agricultura no mundo.

Estima-se que no ano passado foram vendidos no país cerca de US$ 2 bilhões de agrotóxicos, aproximadamente 400 mil toneladas.

A degradação do meio ambiente tem consequências a longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis. Em escala planetárias, existem mais de 2 trilhões de toneladas de resíduos industriais sólidos e cerca de 350 milhões de toneladas de detritos gerados por ano.

A utilização de agrotóxicos está comprometendo toda a humanidade e a vida na Terra. Os trabalhadores que manuseiam os venenos trabalham sem nenhuma proteção, como botas, macacões, máscaras, capacetes, luvas e outros equipamentos. Não existe orientação e falta conhecimento do que fazer com resíduos e embalagens. O governo brasileiro nunca fez valer a lei de agrotóxicos que, entre outros aspectos, proíbem a comercialização de produtos que sejam cancerígenos, mutagênicos e teratogênicos.

Atualmente, o controle dos agrotóxicos deve ser feito pelo Ministério da Saúde e a questão ambiental para o Ibama. O governo quer passar tudo para o Ministério da Agricultura.

Os agrotóxicos podem ser divididos em inseticidas e herbicidas. Os inseticidas formam 3 grandes grupos, os organoclorados, os organofosforados e carbamatos e as piretrinas. Os herbicidas têm como grupos mais importantes Paraquat, clorofenoxois e dinitrofenóis.

Os organoclorados são os que mais persistem no meio ambiente, chegando a permanecer por até 30 anos. São absorvidos por via oral, respiratória e dérmica, e atingem o sistema nervoso central e periférico. Provocando câncer e por isso foram banidos de vários países.

Os organofosforados e carbamatos são inseticidas mais utilizados atualmente a também são absorvidos pelas vias oral, respiratória e dérmica. Seus efeitos são alteração do funcionamento dos músculos cérebro e glândulas.

As piretrinas são inseticidas naturais ou artificiais. São instáveis à luz e por isso não se prestam à agricultura. São usados em ambientes domésticos na forma de spray, espirais ou em tabletes que se dissolvem ao aquecimento. São substâncias alergizantes e desencadeiam crises de asma e bronquites em crianças.

O herbicida Paraquat oferece grande risco. É um herbicida que mata todos os tipos de plantas. A substância determina lesões de Rim e se concentra nos Pulmões, causando fibrose irreversível.


Leia Mais Sobre 
Como Fazer Agroecologia
http://dosedesustentabilidade.blogspot.com.br/2013/04/como-fazer-agroecologia.html

Encontre feiras de produtos orgânicos em todo o Brasil
http://dosedesustentabilidade.blogspot.com.br/2013/04/Encontrar-Feiras-Organicas-no-Brasil.html

12 de abril de 2013

Site Para Encontrar Feiras de Produtos Orgânicos no Brasil

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) realizou uma pesquisa que demonstrou que os preços de orgânicos em supermercados podem ter uma diferença de até 463% a mais em relação aos mesmos produtos nas feiras orgânicas (confira a pesquisa na íntegra em bit.ly/preçoorganicos). Com isso em mente, o Idec foi verificar quantas feiras orgânicas existem nas capitais brasileiras, e em seu primeiro levantamento foram descobertas pelo menos 140 feiras orgânicas distribuídas em 22 capitais brasileiras. Ou seja, existem feiras especializadas de orgânicos, além de grupos que se organizam para comprar tais produtos, a preços menores que em supermercados. Então por que não ter uma ferramenta que mostra isso de uma forma rápida e prática para o consumidor?

Com o objetivo de tornar os produtos orgânicos mais acessíveis aos consumidores e fomentar uma alimentação saudável, o Idec realiza o Mapa de Feiras Orgânicas e Grupos de Consumo Responsável
Basta digitar um endereço para encontrar todas as feiras especializadas e grupos de consumo responsável mais próximos de você, bem como informações de horários de funcionamento e tipos de produtos encontrados nesses locais.

Além disso, o mapa mostrará quais são as frutas, verduras e legumes da estação na sua região para que opte pelos produtos locais.
Acesse http://www.idec.org.br/feirasorganicas para efetuar a pesquisa.

Dica: Caso o mapa não mostre nenhuma feira próxima ao endereço buscado, clique em "diminuir o zoom" (sinal de menos na régua localizada no canto superior direito do mapa). Clique quantas vezes for necessário até aparecerem as indicações de localidade das feiras.

2 de abril de 2013

Você sabe quais são as práticas da marca que você consome?



No Paquistão, comunidades rurais informam que a Nestlé está engarrafando e vendendo a preciosa água subterrânea local, deixando vilas e aldeias sem acesso água potável. Em 2009, a Kraft foi acusada de comprar carne bovina de fornecedores brasileiros que desmatam a Amazônia para criar gado. Por sua vez, a Coca-Cola enfrenta acusações de trabalho infantil em sua cadeia de fornecimento nas Filipinas.
Infelizmente, essas acusações não são incomuns. Por mais de 100 anos, as mais poderosas empresas de alimentos e bebidas do mundo contaram com terras e mão-de-obra baratas para produzir com baixo custo e obter grandes lucros. Muitas vezes esse lucros foram obtidos às custas do meio ambiente e de comunidades mundo afora e contribuíram para a crise do sistema alimentar.
Hoje, um terço da população mundial depende da agricultura de pequena escala para sobreviver. Embora a agricultura produza hoje alimentos mais do que suficientes para todos, um terço desta produção é desperdiçado, 5 mais de 1,4 bilhão de pessoas está acima do peso e quase 900 milhões vão dormir com fome todas as noites.
A grande maioria dos que passam fome é constituída de agricultores familiares, agricultores de pequena escala e trabalhadores rurais que fornecem alimentos nutritivos para 2 a 3 bilhões de pessoas no mundo, sendo que até 60% de trabalhadores rurais vivem na pobreza. Ao mesmo tempo, as mudanças nos padrões climáticos devido às emissões de gases de efeito estufa – grande porcentagem deles provenientes da produção agrícola – estão tornando a própria agricultura uma atividade cada vez mais incerta.
Assim começa o texto do sumário no relatório do projeto Por Trás das Marcas.

Por Trás das Marcas é parte da Campanha Cresça, da Oxfam, que busca construir um mundo em que todas as pessoas tenham comida suficiente para se alimentar bem. Hoje, cerca de 1 a cada 8 pessoas no planeta passa fome. Infelizmente, a maior parte dessas pessoas é composta por produtores ou trabalhadores rurais que trabalham para produzir alimentos e suprir a demanda mundial por comida – mas não tem nem mesmo como alimentar a suas famílias.

As maiores indústrias de alimentos e bebidas do mundo têm enorme influência sobre o sistema de produção e distribuição de alimentos. Por isso, as políticas dessas empresas determinam como os alimentos são produzidos, a maneira como os recursos são usados e em que medida os benefícios chegam aos milhões de marginalizados na base de suas cadeias de fornecimento.

A campanha Por Trás das Marcas, da Oxfam, quer levar às pessoas que compram e consomem esses produtos as informações necessárias para exigir que as 10 Grandes empresas se responsabilizem pelo que acontece em suas cadeias de fornecimento.

Ao montar um ranking de avaliação totalmente baseado em informações públicas sobre as políticas dessas empresas, fizemos a seguinte pergunta: “O que elas estão fazendo para combater as desigualdades no campo?”

O Ranking avalia sete temas com igual peso. São eles:
  1. Transparência corporativa
  2. Gênero: trabalhadoras rurais e produtoras em pequena escala na cadeia de suprimento
  3. Trabalhadores e trabalhadoras rurais na cadeia de suprimento
  4. Agricultores familiares e de pequena escala produzindo as commodities
  5. Terras: direitos e acesso à terra, bem como seu uso sustentável
  6. Água: direitos e acesso aos recursos hídricos e uso sustentável da água
  7. Clima: redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda aos agricultores para adaptação às mudanças climáticas

E como você pode ajudar?

Globalmente, os consumidores têm buscado fazer escolhas de acordo com os seus valores e querem saber mais sobre as empresas detentoras das marcas que compram. A Oxfam continuará trabalhando com pessoas do mundo todo – no Facebook, no Twitter e pessoalmente, para pressionar essas empresas a fazer mais para garantir que todos nós tenhamos o suficiente para comer hoje e no futuro.

É muito interessante conhecer o RANKING, e descobrir o comprometimento (ou a falta de…) que muitas marcas importantes tem com os objetivos válidos da Oxfam.

http://www.behindthebrands.org/pt-br

1 de abril de 2013

The Meatrix


É um vídeo do YouTube bem legal, que ilustra o sistema de produção de "carne" vigente no Brasil e no mundo. Esse  é o vídeo The Meatrix 1, ainda tem a continuação, a parte 2 e parte 3. Vejam!
Abraços...

3 de janeiro de 2013

Óleo de cozinha, vamos reciclar !?

Olá, primeiramente quero agradecer a minha querida +Luciana pelo convite... Não sou tão boa quanto ela mas vou tentar.

Algo que ninguém sabe é o que um Óleo de cozinha pode fazer ao meio ambiente, bem vou te dizer: Cada litro de óleo despejado no esgoto tem capacidade de poluir um milhão de litros de água.

Esta quantidade, uma pessoa consome em 14 anos de vida. Essa contaminação encarece o processo e prejudica o funcionamento das estações de tratamento de água.
O acúmulo de óleos e gorduras nos encanamentos pode causar entupimentos, refluxo de esgoto e até rompimentos nas redes de coleta.
Fora da rede de esgoto, a presença de óleos nos rios cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo assim, a base da cadeia alimentar aquática e contribui para a ocorrência de enchentes.

E existe varias maneiras para fazer essa reciclagem, vou te mostrar duas!

A primeira das saídas para a reutilização do óleo de cozinha, é o sabão em pedra.
Então, podemos dar um destino correto para esse óleo de cozinha usado que é fazer sabão em sua própria casa. Segue a receita:


Sabão em pedra



Ingredientes
2 litros de óleo de cozinha usado;
350 gramas de soda em escama;
300 ml de água.

Modo de preparar
Dissolva a soda cáustica na água em um balde reforçado ou em uma lata de tinta de 18 litros. Reserve.
Coloque o óleo, já coado, em um recipiente e leve ao fogo até aquecer em temperatura aproximada de 60º.
Apague o fogo, e em seguida, acrescente a soda, já dissolvida, e mexa até engrossar (cerca de 20 a 30 minutos).
Após esse período despeje o conteúdo em recipientes e aguarde a secagem.

Observação: Cuidado no manuseio da soda cáustica, pois é um material muito corrosivo. Utilize luvas e óculos de proteção para evitar acidentes. Deixe o sabão em descanso depois de pronto, por alguns dias antes de utilizá-lo, para que a soda cáustica se dissolva.

A outra maneira é despejar em postos de reciclagem de Oléo, é simples e fácil !
Em casa:
Ao terminar uma fritura deixe o óleo esfriar.
Em seguida coloque o óleo dentro dentro de uma garrafa pet.
Depois é só deixar em pontos de coleta das garrafas .

Ponto de reciclagem



Pontos de coleta na Grande São Paulo

ONG Trevo
(11) 3531-2116 / 6161-3867 (indicação de outros pontos no site)

Biobrás
Rua Cel. Souza Franco, 240 - sala 6 (Mogi das Cruzes)
(11) 4799-8199

Instituto Lótus
(11)3499-7384

Instituto Triângulo
Rua João Ribeiro, 348, Campestre - Santo André
(11) 4991-1112

ASSISBRAC (Assistência Social de Resgate e Amparo à Criança)
Rua dos Macucos, 14 - Parque dos Pássaros
Tel. (11) 4392.7492

Redes de Hipermercado Pão de Açúcar:
Rede de Hipermercado Walmart
(eu já vi no Walmart e no Sam's Club )

Ou acesse o site http://www.akatu.org.br e veja aonde tem pontos na sua cidade.

Então vamos fazer a nossa parte ;-)

Política de Direitos Autorais

Este blog respeita os direitos autorais e busca citar sempre as fontes de onde foram retirados os textos e imagens. Peço a gentileza que avisem caso ocorra alguma violação dos direitos autorais.