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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

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25 de julho de 2014

26 de Julho - Dia Mundial dos Manguezais


Os manguezais são considerados como floresta a beira do mar, onde águas de rios desaguam no mar e o regime de marés determina ausência ou presença destes.
"O manguezal é fruto do namoro entre o rio e o mar. Quando o rio vem beijar o mar, nasce o manguezal"
Os manguezais são ambientes estuarinos especiais, caracterizados por apresentarem densa vegetação de halófitas (plantas que vivem em condições salinas). A densidade das espécies de mangues (Avicenia schaueriana, A. germinans, Laguncularia racemosa, Rhizophora mangle) e as condições naturais dos estuários dão aos manguezais uma condição única de uma eficiente "armadilha de nutrientes"; aí, a decomposição da matéria orgânica é feita por bactérias anaeróbicas que, desprendendo grande quantidade de ácido sulfúrico (H2S), conferem odor característico a estes ambientes.

A maioria dos nutrientes dissolvidos permanece presa neste estuário (em função de um maior tempo de residência), em vez de ser carregada para o mar, criando condições para que funcione como um "berçário" para espécies que têm valor comercial, como os camarões, lagostins, moluscos e peixes.

Infelizmente hoje grande parte da população vê este ecossistema como um lugar fétido, sujo, insalubre e sem utilidade agrícola. Tal posicionamento resulta em desmatamento, aterramento e drenagem dos manguezais, com a morte de milhares de espécimes.

Principais desafios:

Ocupação humana
A ocupação imobiliária deste ecossistema ocorre de duas formas. Geralmente classes financeiramente estáveis desmatam, aterram e ocupam este ambiente pela boa localização, afinal manguezais ficam de frente para uma área marítima tranqüila, com visão paradisíaca e sem vizinhança. Por outro lado, as classes miseráveis, por reflexo dos problemas sociais, vão para este local por falta de opção de moradia e constroem casebres sem infra-estrutura, sofrendo com as intempéries da região.
Contudo, não é só a ocupação do manguezal em si que resulta em muitos problemas, a intensa utilização das regiões próximas geralmente é acompanhado de aumento no despejo de resíduos, o que leva a um grande desequilíbrio neste ecossistema. Historicamente, o descarte de resíduos (esgoto e lixo) é feito em rios e mares. Tal posicionamento atinge diretamente este ecótono (ambiente de transição). Muitas cidades brasileiras construíram ou ainda constroem lixões e aterros sanitários em manguezais, acreditando que o forte odor liberado pode ser justificado pelo ecossistema e não pelo mau condicionamento dos resíduos.
Foto: http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-2/palafitas/favela.htm
Favela da Maré, Parque Roquete Pinto: Surgiu através de uma série de aterros realizados pelos próprios moradores, a partir de 1955, às custas do manguezal. O processo de urbanização sumiu aos poucos com as palafitas e deu lugar a domicílios de alvenaria.
Matéria em que se mostra os desafios do manguezal em Guaratuba e a construção de um iate club e marina com licenciamento ambiental e autorização da prefeitura.

Em Cubatão já foram detectadas no passado 320 fontes poluidoras do ar, da água e do solo. Lançavam-se 64 toneladas de poluentes por dia nas águas do mangue, incluindo 4.000 quilos de metais de difícil dissipação na natureza, como mercúrio, cromo e zinco. O despejo é hoje 5% do que era. Devido aos gases e aos despejos da indústria química ali instalada, a região era considerada nos anos 80 um dos lugares mais poluídos do mundo. Mas o mangue que o homem poluiu e arrasou com as dragagens renasceu nesses últimos 10 anos (em que houve diminuição significativa da poluição) transformado num grande viveiro para mais de oitenta espécies de aves aquáticas, algumas delas vindas do Hemisfério Norte.  Fonte: Veja Dez/2000 , Os Guarás Vermelhos viraram principal atrativo turístico, leia mais em Virtude.
Carnicicultura e pesca de arrasto
A carcinicultura arrasou o litoral africano e vem destruindo a costa da América do Sul. No Brasil, a atividade está proibida em manguezais sem ter licenciamento, pois além do desmatamento a atividade utiliza muitos biocidas para evitar a invasão de algas e moluscos nas “gaiolas” dos camarões. Já a pesca predatória, como a de arrasto, além de acabar a fauna marinha capturada, que não é aproveitada pelos pescadores, revolve o solo e destrói a fonte de recursos dos pescadores artesanais.

Atividades portuárias e industriais
As atividades mais destrutivas aos manguezais brasileiros são as industriais e portuárias. Indústrias frequentemente se localizam perto de rios e manguezais para descartar os resíduos produzidos (principalmente tinturas e metais pesados). Tal descarte deveria ser tratado e controlado, porém não é o que acontece. Já os portos necessitam de águas calmas para o atracamento dos navios, estes locais geralmente são baías, onde há manguezais. Os impactos causados pela presença de portos incluem a contaminação da água e dos animais (por resíduos, água do lastro e outros), a possibilidade de doenças trazidas de outros locais e o estresse por ruídos e poluição do ar.

Matéria falando sobre os mangues do litoral norte em Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Pessoalmente fiquei muito triste ao conhecer os mangues de São Sebastião pelo abandono e quantidade de lixo, e de Ilhabela por estar desaparecendo cada vez mais, para dar lugar a praias, marinas etc. É possível observar um pedaço de ambos ao atravessar o canal de São Sebastião de balsa, pela entrada de pedestres.

28 de junho de 2014

Táxis promovem projeto de incentivo a leitura em 3 países na América Latina e 25 cidades brasileiras

Lançado em 2011 em São Paulo, o projeto Bibliotáxi oferece hoje livros aos passageiros de táxis em 25 cidades brasileiras.

“A ideia é colocar os livros na frente das pessoas, promovendo o acesso à cultura e ao entretenimento. E nada melhor do que o táxi e o próprio taxista, que é bom de papo, para promover este encontro”, diz o mineiro Tallis Gomes, 27 anos, co-CEO e fundador da Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina.

Neste ano, a novidade é uma parceria com a livraria Saraiva, que doou 80.000 títulos para o projeto, entre clássicos da literatura, lançamentos e grandes best-sellers. Eles estão disponíveis em cerca de 50.000 carros em todo o país.

Há menos de seis meses, o Bibliotaxi chegou a outros três países da América Latina: Chile, Peru e Colômbia.

Em Bogotá, capital colombiana, a aposta é a versão digital do Bibliotaxi. Desde 24 de abril, motoristas da Easy Taxi circulam com kits do projeto – além de 3.500 livros de papel, há 100.000 títulos digitais disponíveis que os passageiros podem obter através de um aplicativo.

Desde 24 de abril, passageiros de táxi de Bogotá, capital da Colômbia, têm à disposição 3.500 livros de papel e 100.000 livros digitais através do projeto Bibliotaxi. Foto: Easy Taxi
“Nosso objetivo é criar uma imensa biblioteca colaborativa, juntando cultura e mobilidade”, diz Gomes.

Quando a corrida termina, o passageiro pode levar o livro para casa e devolver numa outra viagem de táxi. Se quiser participar doando livros, basta entregar a um taxista do projeto.

“Demos este pontapé [doação de 80.000 títulos], mas qualquer livro pode ser doado. Não há restrição de gênero”, diz Jorge Saraiva Neto, presidente do Grupo Saraiva.

A iniciativa começou de forma espontânea na Vila Madalena, em São Paulo, com o taxista Antônio Miranda emprestando livros aos seus passageiros habituais do bairro. O projeto começou a se expandir com o apoio do site Catraca Livre e do Instituto Mobilidade Verde.

Em 2012, o jornalista e ativista cultural Gilberto Dimenstein, do Catraca Livre, apresentou o projeto ao Easy Taxi. E assim a iniciativa local virou nacional, com um acervo inicial de 8.000 livros e o slogan “Uma mão na direção, outra na educação”.

Mas Gomes diz que já não tem ideia do tamanho do acervo, devido ao grande número de doações de passageiros e dos próprios taxistas.

“O passageiro não precisa fazer nenhum registro para pegar livros emprestados. Não temos como contabilizar”, diz Gomes, que também não se preocupa com extravios.

Para Lincoln Paiva, da ONG Instituto Mobilidade Verde, todas as cooperativas de táxis deveriam aderir ao projeto.

“A iniciativa é bacana e totalmente livre. Qualquer taxista ou empresa pode participar”, diz Paiva, que toca vários projetos de mobilidade urbana em São Paulo.

O taxista Elissandro Alves, de Natal (RN) diz que o projeto faz sucesso com turistas.

“Como Natal recebe muitos turistas de outros estados, muitos pegam livros comigo para ler durante as férias e devolvem a outro taxista no final da estadia”, diz Alves.

As cidades em que o Bibliotaxi está disponível são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José dos Campos, São Luís, São Paulo e Vitória.

Fonte: InfosurHoy Por Daniela Oliveira 09/05/2014

7 de dezembro de 2013

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Essa quarta-feira, 04/12/2013, participei de um encontro com blogueiros no Rio de Janeiro no qual conhecemos as inovações que a Rede Ipiranga vêm implantando tanto em novos postos quanto na reforma de alguns já existentes, tornando-os Ecoeficientes, ou seja, visando o uso eficiente dos recursos naturais. Leia abaixo como foi esse encontro:

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Eficiência e economia foram as palavras-chave da palestra “Postos Ecoeficientes: Pergunta lá no Posto Ipiranga - Conheça o case brasileiro pioneiro de melhor prática de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável” realizada na última quarta (4), no Rio de Janeiro. A rede Ipiranga reuniu blogueiros do segmento de arquitetura e sustentabilidade para apresentar o case pioneiro em melhores práticas de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável: o Posto Ecoeficiente. Luiz Athayde Kauer e Fabiano Dagfal, Gerente e Coordenador da área de Desenvolvimento, Engenharia e Arquitetura da Ipiranga, apresentaram os detalhes do projeto e realizaram, juntamente com os participantes, uma visita ao primeiro Posto Ecoeficiente, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Atualmente com 750 unidades no Brasil, entre inaugurados e em construção, os postos Ecoeficientes fazem a gestão de energia, água, resíduos e materiais, realizada desde a construção até a fase de operação. A iniciativa, uma das principais da empresa voltadas para a sustentabilidade, atraiu atenção internacional e se tornou objeto de estudo da Boston University School of Management, nos Estados Unidos. A instituição americana pretende destacar os diferenciais inovadores do projeto, com o objetivo de aprimorar e dar continuidade à iniciativa. 
“O projeto vai sempre se renovando. Com o avanço das tecnologias e as novas descobertas, outras formas de gerar menos impacto e colaborar com o ambiente no qual vivemos vão aparecendo. Desta forma, vamos incorporar, cada vez mais, novas ferramentas para esta ecoeficiência”, informou Luiz Athayde Kauer.
“Hoje, as crianças aprendem lições de sustentabilidade nas escolas. Em um futuro muito próximo, eles serão os consumidores e este grupo terá uma preocupação muito maior com o ambiente, valorizando produtos e empresas que tomam iniciativas de proteger o planeta”, completou Fabiano Dagfal.
Visita ao primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas
Conheça melhor cada processo utilizado no Posto Ecoeficiente:
Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo de água englobam coleta da água da chuva, reuso de água da lavagem de veículos, instalação de torneiras e chuveiros  de fechamento automático e diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos sanitários.
Iluminação: foram desenvolvidas soluções para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a com a artificial, além de se utilizar lâmpadas e luminárias mais eficientes, e sensores de presença para evitar o desperdício de energia.
Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para reduzir a carga térmica do ar condicionado e ainda melhorar a qualidade dos ambientes. Entre essas ações estão: sistema de exaustão do calor proveniente dos refrigeradores, elementos sombreadores,  vidro especial  e isolamento térmico nas paredes e forro.
Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: utiliza-se o Sistema Light Steel Framing na edificação, que é modular, com estrutura em aço 100% reciclável, gerando bem menos resíduo. Para a cobertura da pista de abastecimento, utiliza-se um sistema de camada única, onde a telha metálica faz também o papel do forro, totalmente aparafusado, sem uso de solda. Utilizam-se também materiais que impactam menos o meio ambiente em sua produção, aplicação e descarte, como tinta a base de água e madeira certificada. 
Gestão de Resíduos: dar o destino correto ao lixo que for gerado tanto na construção quanto na operação, via coleta seletiva. 
Mais curiosidades:
Em relação à construção convencional da edificação do posto, o uso de concreto é 80% menor.
A redução de tempo na obra de um Posto Ecoeficiente Ipiranga em relação a uma obra convencional é de 50%.
A redução de resíduos gerados é de 40% em relação a uma obra convencional.
A água da chuva é tratada e aproveitada em descargas sanitárias, rega de jardins e lavagem de para-brisas. Esse sistema é capaz de reduzir o consumo de água em até 30%. Há um sistema de reuso de água da lavagem que reduz o consumo em aproximadamente 70%.  A combinação entre os dois sistemas pode até zerar o consumo de água com lavagem.
Para mais informações sobre os Postos Ecoeficientes, acesse o site: http://bit.ly/1bOUfYJ

Minhas considerações

Porque achei o projeto atraente?

Não se trata apenas de fazer alguns postos para dar uma imagem positiva à marca. Eles realmente estão investindo muito em pesquisas e melhorias para fazer com que os Postos Ecoeficientes sejam viáveis, replicáveis (com um payback atraente para os revendedores) e cada vez mais sustentáveis. Estão em andamento pesquisas e testes para a segunda fase do projeto chamado de "Postos Ecoeficientes II" que inclui a utilização de lâmpadas de LED, sistema construtivo racional, certificação de edificação sustentável Leed e Procel. Essas pesquisas estão sendo feitas em parceira com as universidades UFRJ, USP e UFSC e possui uma unidade teste na Ilha do Governador/RJ.
Entre as questões ambientais há vários pontos fortes, citarei por exemplo os tanques subterrâneos com parede dupla, onde se acaso houver o inicio de um vazamento na primeira parede, será ativado um sensor avisando a existência do vazamento para que sejam tomadas providências, minimizando muito as possibilidades de contaminação do solo. Também o sistema de construção Light Steel Framing gera pouquíssimos resíduos e, se acaso o posto deixar de existir, permite a reutilização e reciclagem da edificação (Clique e veja o comparativo do LSF e alvenaria).
Há um benefício social neste projeto, pois durante a execução dele nas regiões sudeste e nordeste foram treinadas 83 empresas, atingindo cerca de 300 pessoas que foram capacitadas a trabalhar com um novo modelo de construção, ampliando seus currículos. Os funcionários que trabalham nos Postos Ecoeficientes, chamados de VIP - Vendedor Ipiranga de Pista, recebem treinamento específico e aprendem a importância da separação de resíduos sólidos, economia de água, energia entre outras práticas existentes no posto. No futuro é possível que os postos tenham ações socioambientais com a comunidade no entorno.
Há outros pontos muito importantes a serem mencionados, mas você pode ler e ver alguns vídeos explicando mais a respeito de cada assunto no site http://www.ipiranga.com.br/wps/portal/portalipiranga/postosipiranga/posto%20ecoeficiente.

17 de maio de 2013

Documentário Lixo Extraordinário

Em comemoração ao Dia Mundial da Reciclagem (17 de maio) estou postando para assistir online este documentário que concorreu ao Oscar em 2011. O documentário fala sobre como foi a experiência do artista Vik Muniz ao fazer arte com lixo e transformar a vida de um grupo de catadores do maior aterro sanitário do mundo, Jardim Gramacho, localizado em Duque de Caxias - Rio de Janeiro.
Em 2010 foi premiado no Festival de Sundance. No Festival de Berlim em 2010, foi premiado em duas categorias, o da Anistia Internacional e do Público de melhor documentário na mostra Panorama.
Veja outras premiações no site.


O artista, que nasceu na classe média paulistana, é hoje um dos maiores expoentes das artes visuais no mundo, trabalha com colagens e montagens de materiais diversos para formar retratos.

Vik resolveu chamar a atenção neste documentário para o problemas ambientais (do lixo) e sociais (das condições de trabalho dos catadores de Gramacho). Como forma de dar voz e visibilidade aos trabalhadores do lixo, retratou-os como personagens com montagens gigantes feitas de resíduos do próprio aterro. Os resultados são incríveis!
Há retratos fortemente simbólicos, como de um líder da comunidade semeando no aterro, e de outro encenando a morte do pensador Marat, e uma catadora posando com seus filhos num quadro que lembra uma santa.

Abaixo alguns dos retratos:

Estou postando também a resenha e opinião do documentário que encontrei no site Coletivo Verde Por Dan Lima e Carol Guilen:
"Recentemente eu assisti ao filme, que em mim causou um misto de indignação, vergonha, tristeza e admiração. São sentimentos aparentemente contraditórios, mas você vai entender.

A admiração vem da força que têm as pessoas que são forçadas a viver entre o lixo para sobreviver. Forçadas, isso mesmo. Por falta de condições centenas de pessoas são forçadas a viver no lixo para retirar dele alguma renda. Ninguém em sã consciência escolhe uma vida daquelas. São homens e mulheres que têm forjado no seu íntimo um instinto de sobrevivência muito forte e digno de admiração. Todos os dias aquelas pessoas enfrentam dificuldades para manter a sua dignidade. Repare nos depoimentos que as pessoas preferem aquela vida a se entregar ao tráfico de drogas, ao crime e à prostituição.
A tristeza é um sentimento que aperta o peito de qualquer pessoa normal e com o mínimo de caridade. É muito triste ver homens e mulheres de bem revolvendo lixo como animais, se alimentando em meio ao lixo, ao mau cheiro e a urubus. Isso é muito triste, afinal são seres humanos, pessoas que não tiveram a mesma sorte que muitos de nós.
No filme um dos catadores faz uma brincadeira que reflete muito bem o que estou dizendo e que expõe uma realidade triste e cruel. Quando ele vê a equipe de filmagem ele grita: “Filma nois aqui para o mundo animal”. A desigualdade social é uma das piores formas de degradação moral, social e humana.
Por fim a vergonha. Vergonha de ser brasileiro. Vergonha do Rio de Janeiro. Vergonha de saber que a cidade que trata daquela forma seus cidadãos é chamada de Cidade Maravilhosa. Vergonha de saber que o mundo inteiro assistiu o filme e pôde comprovar como tratamos aqui no Brasil os pobres. Vergonha de saber que o país está gastando uma fortuna de dinheiro nos preparativos da Copa e das Olimpíadas e não gasta um centavo para mudar a vida sofrida dos moradores de Gramacho. No filme o gerente do aterro deixa escapar, na maior naturalidade, o maior exemplo de inversão de valores do papel do Estado que eu já ouvi. Confiram o diálogo entre o gerente e Vik Muniz:

“G – Os catadores tiram 200 toneladas de reciclado por dia.
VM – Por dia?
G – É representativo a uma cidade de 400 mil habitantes.
VM – Caramba !! É mesmo?
G – Aí você vê a importância do catador hoje pra Gramacho é muita. Ele tá aumentando a vida útil”.

A autoridade conta com os catadores para aumentar a vida útil do aterro sanitário. Ou seja o Estado reconhece, oficializa (pois todos os catadores são identificados com coletes numerados), convive e se apóia na miséria humana dos catadores para aumentar a vida útil do seu aterro sanitário. Isso é o fundo do poço!

Gente, o Estado existe para garantir às pessoas uma vida digna e em Gramacho o Estado é conivente com um batalhão de pessoas se debatendo no lixo, acabando com sua saúde em uma realidade terrível e degradante. Isso me causou muita vergonha. Será que o Estado ou as prefeituras não são capazes de retirar aquelas pessoas do lixo? Será que não tem dinheiro para isso?
O lixo é sim uma fonte de renda para muitas famílias mas o Estado pode e deve dar condições para essas pessoas trabalharem com dignidade, em segurança. Onde estão as políticas públicas de coleta seletiva onde o material reciclado já é separado e destinado às cooperativas de catadores? Onde estão os galpões de separação com esteiras e máquinas onde os catadores tem condições de separar o material reciclado? Enfim, são muitas as formas de aumentar a vida útil de um aterro, mas fazer isso sugando a vida de pessoas é uma vergonha."

Em São Paulo, apesar de a maioria das subprefeituras possuírem pelo menos um Ecoponto, a população ainda está desinformada ou pouco interessada com relação à reciclagem, em cooperativas de reciclagem os catadores reclamam constantemente da quantidade de lixo que chega para eles misturado, ou que não pode ser reaproveitado. O governo também dificulta a implantação de mais cooperativas associadas e muitas não tem esteiras, balanças para pesagem e equipamento de segurança. Está mais do que na hora da população e governo mudarem esse panorama.

Leia mais: O que são pontos viciados de lixo e qual a solução para eles?

27 de fevereiro de 2013

Intervenção Urbana - a arte a favor do meio ambiente

Na atualidade encontramos alguns artistas ou empresas que chamam atenção para determinados problemas da cidade através de intervenção urbana, causando impacto visual e levando a população a repensar seus valores. 

Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. - IntervencaoUrbana.org

Separei abaixo algumas intervenções relacionadas com o meio ambiente, é impossível passar por elas despercebido e não refletir em seu significado.


Africa - Grupo ABC em ação pelo meio ambiente desenvolveram uma interessante ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente: organizaram uma palestra para os alunos da escola "EE Francisco Brasiliense Fusco" e as crianças foram convidadas à realizar uma intervenção urbana no bairro, onde colaram nos postes folhas de árvore feitas de papel e plantaram mudas de árvores. Fonte: Publi+news

Para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável, que luta contra o desmatamento no país, a agência Mood espalhou, ao lado dos troncos cortados nas calçadas da cidade de São Paulo, adesivos em forma de sombra de árvore com a frase: “Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores”.
Fonte: 
Alô, terra?

Nele Azevedo, uma artista plástica brasileira, colocou homens de gelo em uma escadaria de Berlim, que derreteram depois de 30 minutos, para criticar o aquecimento global. O evento fez parte de uma campanha da ong WWF alemã. Fonte: Difusor Art & Skateboard 

A organização Milwaukee Riverkeeper desenvolveu essa campanha de sensibilização com dizeres: "Um rio limpo é um rio divertido" Fonte: wantedesign.it

De Eduardo Srur, bikes penduradas na Av. Paulista em 2007.
Fonte: Fotos Estadão
"Labirinto", também de Eduardo Srur, ficou em exposição em três parques públicos de São Paulo: Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê. A obra era formada por 30 toneladas de materiais recicláveis prensado (cada), transformado em paredes de labirinto. Fonte: Ecodesenvolvimento

Três peixes gigantes iluminados enfeitaram as areias da Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro em 2012. As obras foram criadas em homanagem à Rio+20 e feitas com garrafas PET. A proposta das esculturas era despertar a atenção para a reciclagem de materiais diversos. Fonte: G1 Natureza

 Algumas outras intervenções de autoria desconhecida:


E você o que acha? Esse tipo de arte ajuda na conscientização ambiental? 
Deixe sua opinião nos comentários.

23 de agosto de 2012

Prédios Verdes está se tornando uma realidade no Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou recentemente uma proposta que prevê redução dos impostos para os Prédios Verdes (que adotam métodos construtivos menos agressivos ao meio ambiente e tecnologias de economia e eficiência no uso de água e energia). É um grande passo para reurbanização e melhoria na qualidade de vida e seria interessante outras cidades (inclusive São Paulo) aderir a estes tipos de projetos.
As eleições estão chegando, cobre isso do seu candidato.

Veja o exemplo de telhados verdes de Paris, por exemplo, como podem mudar o visual e a qualidade de vida da população.

Matéria e fotos do Instituto Cidade Jardim
Quem visita a capital francesa pode fazer seu greenroof safari a partir de alguns dos principais cartões postais da cidade. Uma dica é subir ao topo do Arco do Triunfo e se surpreender com a quantidade de jardins suspensos que a velha Paris exibe. Na mesma região, descendo pela Av. Champs Elysees, a loja H&M tem um imenso jardim interno construído sobre a laje do primeiro pavimento, com trepadeiras subindo por cabos de aço cobrindo todas as paredes. O próprio aeroporto Charles De Gaulle anuncia que o verde está na moda e apresenta enormes jardins sobre as lajes dos terminais e prédios administrativos, além de quadros vivos e paredes verdes por todos os cantos. A cidade vive uma verdadeira febre de jardins verticais, com artistas como o botânico Patrick Blanc exibindo a céu aberto seus jardins monumentais.
Greenwall (jardim vertical)
Vista aérea de um prédio com telhado verde

Mesmo no auge do inverno é possível encontrar telhados vivos e greenwalls verdejantes, com uma grande diversidade de designs e formas – desde paisagismos super elaborados às coberturas verdes extensivas, Paris, com seus bicicletários públicos e transporte público funcional, está construindo seu modelo de cidade sustentável.

Porém para implantação desses benefícios para atuais e futuros prédios verdes aqui no Brasil é necessário uma lei bem elaborada para evitar benefícios as construtoras e projetos medíocres que não atingem o objetivo de sustentabilidade e sim o lucro próprio, afinal serão aproximadamente 9,8 milhões que deixaram de ser arrecadados apenas na cidade do Rio de Janeiro. Mas se cada prédio verde conseguir ter medidas ecologicamente corretas, a paisagem urbana e o meio ambiente sofreram mudanças benéficas para a população local que compensará a redução dos impostos.

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