5 de setembro de 2012

05 de setembro - Dia Mundial da Amazônia - Conheça mais sobre esta região


MANAUS 05/12/2012 - Texto de Isaac de Paula - jornalismo@portalamazonia.com.br

A maior, mais alta, mais diversa. A Amazônia é uma região repleta de recordes, que parece ter vocação para a grandeza. Em 5.217.423 quilômetros quadrados (km²) – somente em território brasileiro – a Amazônia Legal compreende nove estados. Uma área que reúne uma enorme biodiversidade, comprovada cientificamente, e que está no centro da extensa discussão do desenvolvimento sustentável e da preservação dos recursos naturais.
O tamanho continental, equivalente a mais de 60% do território brasileiro, é apenas o começo do ‘gigantismo amazônico’. A região tem a maior Unidade Federativa nacional, o Amazonas, em uma área que ultrapassa os limites da França, Espanha, Suécia e Grécia juntas. Em escala municipal, Altamira, no Pará, é quem aparece no topo da lista das cidades brasileiras com a maior dimensão geográfica: 159.695,938 km², ultrapassando países como Portugal e a Irlanda.
Pico da neblina. Foto: Reprodução/TV Amazonas
Apesar de não ter um relevo marcado por montanhas, na Amazônia estão os pontos mais altos do País. São os casos do Pico da Neblina, com 3.014,10 metros de altitude, e do Pico 31 de Março, com 2.992,40 metros. Isso sem falar no Monte Roraima, uma das maiores montanhas planas do Mundo. Quem explica como isso é possível é a professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Adoréa Rebello.
“As zonas mais baixas são zonas comprimidas entre a Cordilheira dos Andes e o Planalto das Guianas. Na área central dessa área está composto um vale, que dá a falsa impressão de um relevo homogêneo, mas, no entorno, há grandes elevações”, conta a pesquisadora. Estruturas formadas por volta do período Mezozóico – há 70 milhões de anos – e que continuam em constante mudança. “Ao mesmo tempo que esses picos soerguem, por uma ação tectônica, eles sofrem erosão. É o que chamamos de equilíbrio isostático”, afirma.
Também é dos Andes que vem outro recorde: o rio Amazonas. O curso das águas desse que é o rio mais extenso do mundo percorre os estados do Amazonas, Pará e Amapá. Um caminho com 6.992,06 km de extensão, que começa no Peru. Com uma vazão média de 133 mil metros cúbicos de água por segundo, estima-se que o Amazonas lance ao oceano uma descarga equivalente a 11% de toda a massa de águas continentais. Impressiona também a largura deste rio, que pode chegar a 100 km, de uma margem à outra.
Encontro das águas, entre os rios Negro e Solimões, no rio Amazonas. Foto: Ribamar Caboclo
Bem além do que se pode ver, cientistas do Observatório Nacional (ON) descobriram indícios de um segundo rio gigantesco na Amazônia – desta vez, seguindo escondido, abaixo do rio Amazonas. Diferente do que poderia ser imaginado, ele não é um aquífero, uma reserva de água sem movimentação. Batizado de Hamza, o rio está a quatro mil metros de profundidade e pode ter até 400 km de largura; uma distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
Por si só, o rio Amazonas já seria suficiente para impressionar, mas a bacia hidrográfica amazônica, como um todo, tem números ainda maiores. A mais extensa rede hidrográfica do globo terrestre, de acordo com informação da Agência Nacional de Águas (ANA), ocupa uma área total da ordem de 6.110.000 km², por entre o Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Guiana. Nela, estão 68% das reservas de água doce do País e 12% das de todo o planeta.

Da floresta
Dona da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta. O Jardim Botânico do Rio Janeiro, responsável por catalogar todas as espécies de plantas e fungos do país desde 1906, apontou a existência de pelo menos 13.317 espécies da flora na região. Um número pequeno frente à real dimensão dos recursos naturais ainda desconhecidos da ciência.
“A biodiversidade da Amazônia ainda é pouco conhecida. Acredita-se que apenas 3% dela já tenha sido catalogada”, afirma o botânico do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Cid Ferreira. O doutor em fitogeografia brasileira foi um dos pesquisadores responsáveis por descobrir outro superlativo: a maior folha do Brasil. Da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, veio o exemplar de 2,5m de altura por 1,44m de largura. A folha de uma árvore Coccoloba entrou para o Guinness Book.
Como em um enorme ciclo, a densidade da floresta amazônica exerce influência sobre outros fatores. Um deles é a incidência de raios na região. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas é o estado com a maior ocorrência de descargas elétricas em todo o país. A média anual é de cerca de 20 milhões de raios. Conforme o Instituto Municipal de Metereologia (Inmet), a causa dessa “liderança” é a quantidade de árvores existentes no Estado. Durante os meses de outubro a novembro, época de transição entre o período seco para chuvoso, a ocorrência é mais intensa.
Por entre a floresta, estão mais de mil ilhas, nos dois maiores arquipélagos fluviais do mundo. São eles: Mariuá, com 700 ilhas, e Anavilhanas, com 400 ilhas, ambos no rio Negro.
Arquipélago de Anavilhanas, o segundo maior fluvial do mundo. Foto: Ribamar Caboclo
Sob o solo
Abaixo das árvores, pelo menos três exemplos da geodiversidade amazônica merecem destaque: gás, petróleo e potássio. Em ambos os primeiros, somente o Amazonas detém reservas totais de 187,5 milhões de barris de óleo e de 89,7 bilhões de m³ de gás natural. A prova dessa riqueza, que aos poucos é descoberta e explorada na região, é a liderança do Amazonas na produção nacional terrestre dos materiais.
Quanto ao potássio, também está no Amazonas a maior reserva do minério no País – e talvez do mundo. A perfuração de sondas a cerca de 850 m de profundidade, no município de Autazes, descobriu capacidade da reserva de 300 milhões de toneladas de sal de potássio anuais. O minério apresenta teores de potássio superiores a 40%, enquanto os já conhecidos variam entre 18% a 30%.

Fauna
Entre os animais, os recordes se repetem. Um inventário biológico do Museu Goeldi, no Pará, aponta que o número de espécies de peixes na bacia amazônica pode ser superior a 1.300. A quantidade é a maior já encontrada nas demais bacias do mundo. Apenas no rio Negro, já foram registradas 450 espécies, enquanto em toda a Europa, os peixes de água doce catalogados não passam de 200. Saiba mais
Pelos rios da Amazônia nada o pirarucu. Maior peixe de escama de água doce do mundo – pode chegar a três metros de comprimento – a espécie é encontrada exclusivamente na região. Por estar ameaçado, o animal é protegido por lei, tendo a pesca proibida durante alguns períodos do ano. O peixe, na vida adulta, pode pesar até 200 quilos.
Ribeirinho carrega nas costas um exemplar de pirarucu.
Foto: Ribamar Caboclo

Assim como o pirarucu, outro gigante amazônico em risco é o peixe-boi, o maior mamífero de água doce do Brasil. O animal pode chegar a pesar quase meia tonelada, distribuída em até 3 metros de comprimento. O enorme peso é resultado de uma dieta baseada essencialmente em plantas aquáticas e semi-aquáticas. Devido à caça, o animal está ameaçado de extinção.



Preservação
Assim como o pirarucu e do peixe-boi, parte da riqueza biológica da Amazônia está ameaçada. Conforme denunciado pelo portalamazonia.com, animais silvestres da Amazônia são vendidos por até R$ 50 mil no exterior. Em números, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que sejam retiradas cerca de 12 milhões de espécimes todos os anos da floresta. Animais altamente cobiçados pelo tráfico internacional.
As aves são alguns dos alvos da biopirataria. Foto: Arquivo
Quantos aos recursos hídricos, apesar da hidropirataria ser uma ameaça desacreditada por especialistas, há alertas em outras áreas. Neste caso, a ameaça vem dos próprios habitantes da região. Em áreas como Manaus, o lixo doméstico despejado e acumulado em igarapés, anteriormente límpidos, poluem mananciais e braços de rios. Um risco agravado por empreendimentos  – sejam industriais ou habitacionais – em descumprimento às regras ambientais.
Já a preservação da floresta, uma antiga luta de populações tradicionais e ambientalistas, é uma das questões mais polêmicas. Indagações como “até que ponto o desenvolvimento é benéfico”, “o que é sustentatibilidade” e “quem sai de fato ganhando com a suposta derrubada da floresta para acompanhar o crescimento” são – ou deveriam ser – constantes na pauta das discussões de uma região cobiçada como a Amazônia.

Com tantos atributos, a Amazônia está entre as sete Maravilhas Naturais do Mundo da Fundação New7Worlds.  A votação aconteceu pela internet, no ano passado, e recebeu votos de internautas de todo o planeta.
Fonte de retirada do texto: Portal Amazônia




Agora que você leu toda a importância da Amazônia e alguns dos problemas pelo qual ela passa, está na hora de você exercer sua cidadania colocando políticos que tem propostas de políticas de desenvolvimento sustentável.
O site do movimento Floresta Faz Diferença fez uma relação de políticos por estado que estão concorrendo as atuais eleições para prefeito e que votaram a favor do ABSURDO que está se tornando o novo Código Florestal a favor de ruralistas e contra o meio ambiente.

http://www.florestafazadiferenca.org.br/como-participar/

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Sobre o autor: Luciana Cantanhede Estudante de Biologia, Conselheira do Cades regional em São Paulo, busca através das temáticas ambientais conscientizar e incentivar a mudança de atitudes para práticas sustentáveis. Twitter | Facebook | Email

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