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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

27 de dezembro de 2012

Já pensou em decorar sua casa com carros reaproveitados?

Já publiquei anteriormente neste blog esse tema no post Carro Velho? Móvel Novo! sobre o estúdio de Ronen Tinman e percebi que a ideia se espalhou, havendo diversos outros estúdios e pessoas com criações que reutilizam peças de carros. Se você é maniaco por carro vai querer redecorar toda sua casa. Veja nas imagens abaixo algumas criações espalhadas pela internet:

Para a parte exterior da casa:
 


Na Iluminação:

Para a sala:
Fotos: Pinterest.com
Cadillac Sofa Pink - 1959

Escritório, Bar e sala de jogos:
Mini carro-escritório 
Fotos: Carbuzz (tem muitas outras fotos legais do tema)
Mesa de bilhar Ford Mustang 1965

No Banheiro:
Transmissão do carro reaproveitada
Foto: Frugal Mechanic

Na Cozinha: 


Para o quarto: 
Fotos: Carbuzz

E por fim, para guardar as chaves de casa:


Vale ressaltar que de toda sucata de aço e ferro que é reciclada no Brasil, apenas 1,5 é proveniente da reciclagem de carros. Sendo que, se o Brasil possuísse centros de desmontagem e reciclagem especializados, cerca de 90% dos componentes do veículo poderiam ser reaproveitados. Na Argentina, após uma crise em que os roubos de carros triplicaram, o governo aprovou a Lei do Desmanche, passando a monitorar todas as peças dos veículos desmontados. Com isso, os desmanches deram lugar a centros de reciclagem e o número de roubos de carros despencou 70% no país. [Fonte:SescSP]. Em São Paulo o número de retirada de carros abandonados vem crescendo. Em 2011 foram removidos cerca de 1.500, 109% a mais se comparado a 2009 (716) e 36,3% em relação a 2010 (1.100). E o aumento do abandono de carros velhos/inutilizados é um fenômeno que tem sido registrado em todo Brasil.

21 de dezembro de 2012

Livro gratuito em PDF: Guia das Aves de São Paulo


Em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, residem 11 milhões de cidadãos, num território de 1530 quilômetros quadrados. Tão grandiosa quanto os números apresentados pela metrópole é a diversidade de aves que dividem esse território com a população, muitas vezes sem serem notadas. São 372 espécies diferentes de aves catalogadas na cidade pela Divisão de Fauna Silvestre, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - PMSP.
Esta riqueza inusitada inclui aves migratórias, endêmicas e até mesmo espécies ameaçadas de extinção. Prestadoras de serviços ambientais de valores inestimáveis, as aves são fundamentais para a polinização de flores, dispersão de sementes e controle de pragas. Sua presença também nos indica o quão saudável está o ambiente.
Os parques municipais e áreas verdes do município são alguns dos locais onde estes animais alados encontram abrigo, alimento e local para reprodução. O livro “Aves da Cidade de São Paulo” reúne 97 espécies escolhidas por serem facilmente avistadas em 63 parques municipais. Cada ave tem seu registro fotográfico, identificação com nome popular e científico e tamanho. As informações biológicas sobre habitat, alimentação e comportamento estão representadas através de ícones. Um mapa do município aponta os parques onde cada ave ocorre e sua frequência relativa. Esta publicação visa divulgar a rica avifauna de São Paulo e estimular a prática de observação de aves nos parques, áreas verdes ou mesmo de sua janela. Não é preciso sair da cidade para uma maior conexão com a natureza. Durante os trajetos para o trabalho, escola, mercado, no seu bairro, próximo de sua casa é possível se deparar com cenas e sons inusitados...deixe que as aves o conecte.
Dicas para um maior sucesso na prática de observação de aves na cidade: esqueça por uns instantes dos ruídos do trânsito e das pessoas à sua volta, olhe para cima, para o céu, para o alto dos edifícios e suas antenas, para fios e também para o topo das árvores. Procure pelo chão e nos gramados. Fique atento às vozes das aves. Quando escutar alguma cantando tente encontrá-la no ambiente. Procure não chamar atenção, ficando em silêncio sem fazer movimentos bruscos, desta forma as aves vão poder achá-lo também. Use esse livro para conhecê-las melhor e divirta-se.
Anelisa Ferreira de Almeida Magalhães
Marcos Kawall Vasconcellos


Acesse a publicação (arquivo PDF)

Namba Parks: Um shopping ecológico

Fonte: Duo Casa

Já imaginou fazer suas compras e desfrutar de ampla área verde com cachoeiras, riachos e rochas? Esse local existe no Japão: é o Namba Parks que fica em Osaka. A impressão é que uma floresta que cresceu no meio do shopping center.

O Namba Parks possui uma área total de 32 mil metros quadrados – o parque foi construído onde era o antigo estádio de beisebol da cidade, inaugurado em outubro de 2003. O projeto foi selecionado como um dos vencedores do concurso asiático Urban Land Institute’s (ULI) 2009 Award of Excellence. Complexo empresarial e comercial projetado por Jon Jerde Associados, também participaram dos projetos do Canal City Hakata (Fukuoka), Riverwalk Kitakyushu e Roppongi Hills (Tokyo).


Namba Parks é uma peça realmente incrível de arquitetura, um lugar onde você vai passar metade do tempo fazendo compras e outra metade admirando o design. Consiste em um arranha-céu de 30 andares com torre e 120 lojas no Shopping Center, com muitos restaurantes e cinema, e oito andares com jardins em terraços.
Além de fornecer um componente altamente verde em uma cidade onde a natureza é escassa, o parque inclui bosques de árvores, aglomerados de rochas, penhascos, gramado, riachos, cachoeiras, lagoas e terraços exteriores. 


É um oásis na cidade onde as pessoas podem desfrutar de árvores e flores durante uma caminhada e pode descansar nos bancos. É um espaço ecológico, comercial, empresarial e cultural de Osaka!

Fonte: Blog Suriemu

Fotos

Fonte: Pinterest
Fonte: CNN Travel
Fonte: AKademi Fantasia
Fonte: Duo Casa

Homepage http://www.nambaparks.com/index2.html

11 de dezembro de 2012

Veja como foi a Conferência do clima COP18 em Qatar


O presidente da COP-18, Abdullah bin Hamad Al-Attiyah,
bate o martelo (literalmente) para ratificar a prorrogação do Protocolo de Kyoto
Foto: iisd.ca
A COP-18, décima-oitava conferência do clima da ONU, [que ocorreu de 26 de novembro a 07 de dezembro de 2012, no Qatar], estava cercada de incertezas quanto ao principal objetivo do encontro: estabelecer uma extensão do Protocolo de Kyoto, hoje o único acordo internacional de proteção climática em vigor.

O panorama geral das negociações foi resumido pela secretária-executiva do evento, Christiana Figueres. Apesar de iniciar seu balanço da primeira semana da convenção de maneira otimista, ela admitiu que muita coisa inevitavelmente ficará de fora.

Diferentemente da COP-15, que aconteceu em Copenhague em 2009 e foi cercada de muita expectativa sobre um grande acordo global, a atual cúpula já nasceu um tanto morna.

No encontro do ano passado, em Durban, na África do Sul, os países "concordaram em concordar" com a criação de um pacto global de redução de emissões, que englobaria países ricos e pobres. O acordo, porém, ficou para começar a ser definido em 2015, para entrar em vigor até 2020.

Para não deixar o mundo sem nenhuma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa, as partes optaram pelo prolongamento do Protocolo de Kyoto, que oficialmente deixa de valer no próximo dia 31.

Além de decidir até quando esse "puxadinho" do acordo valerá -- se até 2017 ou até 2020--, ficou para o encontro de agora a definição do quanto será reduzido nas emissões.
Jovens com cartazes: "Vozes Conectadas: Querido negociadores, 1,5 bilhão de jovens não estão diretamente representados na COP 18 e as suas decisões devem refletir as suas demandas" e "Nós estamos aqui".
Foto: iisd.ca
De qualquer maneira, o acordo já nasce com um alcance limitado. Só a União Europeia e a Austrália, responsáveis por cerca de 15% das emissões globais de carbono, concordaram em participar com ações concretas de redução de emissões do que já está sendo chamado, nos bastidores da COP-18, de "Kyotinho".

Em sua criação, em 1997, o protocolo comprometeu as nações desenvolvidas a reduzir suas emissões de gases-estufa em 5,2%, entre 2008 e 2012, em comparação aos níveis de 1990.

O acordo, porém, já foi criado com ausências importantes. Os EUA não ratificaram o pacto, e nações em desenvolvimento como China, Índia e Brasil, que hoje respondem por boa parte das emissões mundiais, não tinham metas imediatas.

Hoje, o maior impasse para a extensão é puxado por Rússia, Polônia e Ucrânia. Esses países emitiram menos do que poderiam na primeira fase de Kyoto e agora querem levar essas "sobras" no potencial de emissões, o chamado "hot air", para a segunda fase do acordo, o que desagrada boa parte dos negociadores.

Canadá e Japão, que participaram da primeira etapa, já avisaram que não vão aderir ao novo período.

EFEITO DOMINÓ

Embora vá ter um alcance limitado, a extensão das metas de Kyoto é importante na construção do futuro pacto global para redução de emissões.

Especialistas temem que um fracasso nessa negociação influencie negativamente o futuro acordo, que ainda nem foi rascunhado, mas é ameaçado pela prioridade dada à crise econômica mundial.

MÁS NOTÍCIAS

Enquanto o acordo não vem, a COP está sendo marcada pela divulgação de vários estudos pouco animadores sobre as condições gerais do planeta.

Dados preliminares da Organização Meteorológica Mundial indicam que 2012 deve se tornar o nono mais quente desde que as medições foram iniciadas, em 1850. E isso mesmo com a presença do La Niña, fenômeno que contribui para o resfriamento das temperaturas.

O documento destacou ainda o degelo recorde no Ártico e eventos extremos de seca e enchentes espalhados por todo o planeta. A temporada intensa de tempestades tropicais e furacões, incluindo o Sandy, que atingiu o Caribe e os EUA, também foi ressaltada.

Já o relatório "Climate Action Tracker", que analisou a eficácia das medidas para combater o aquecimento global, foi ainda mais pessimista. Praticamente todas as grandes nações emissoras, como China, EUA e Índia, tiveram suas medidas consideradas ineficientes. Desse grupo, apenas Coreia do Sul e Japão tiveram medidas classificadas como satisfatórias.

O desempenho do Brasil foi avaliado como "na média".

Fonte: Folha de São Paulo 03/12/2012 por GIULIANA MIRANDA

Naderev Sano, chefe da delegação de Filipinas, é dada uma ovação de pé por ONGs depois de chorar durante o seu discurso e pedir mais ambição dos países no segundo compromisso do tratado. “Alguém precisa fazer alguma coisa. Se não nós, então quem? Se não aqui, então onde? Se não agora, então quando? Abram os olhos para a dura realidade. Façam o que sete bilhões de pessoas querem, não o que políticos demandam.” - disse. A Filipinas recentemente foi atingida por um grande tufão que deixou mais de 500 mortos e centenas de desabrigados.
Veja mais  aqui e aqui / Foto: iisd.ca

RESULTADO

A conferência terminou na noite de sábado 08/12 (com um atraso de 26 horas) sem conseguir resultados satisfatórios que deveriam ter sido fechados nesta rodada. Depois de um impasse que travou as negociações, os delegados vararam a noite  e terminaram a COP aprovando um texto fraco, tímido e adiando as decisões importantes para 2015.

O segundo período do Protocolo de Quioto foi aprovado e irá durar de 2013 a 2020 e garantirá um corte de 18% dos gases de efeito estufa sobre os níveis de 1990. Muito pouco comparado às metas de 25% e 40% que os cientistas afirmam ser importante para conter o aquecimento global. Outras decisões cruciais, como a questão do financiamento e transferência de tecnologia foram adiadas para 2015. Os recursos que seriam repassados para países vulneráveis e as ilhas para se adaptarem não saíram.

As pendências que deverão ser discutidas para serem aprovadas em 2015 são os pontos-chave que não avançam: como será a distribuição de quem paga mais e quem paga menos? Haverá transferência de tecnologia dos países ricos para os pobres? Como isso afetará as relações comerciais? Quem pagará a conta?

A decisão adiada é do que será acordado em 2015 para começar a ser feito a partir de 2020. O novo acordo pós-Quioto que deverá ser colocado em prática em 2020 envolverá todos os países. Nessa prorrogação do protocolo aprovada em Doha, apenas o bloco europeu e a Austrália ficam tendo metas de redução. Japão, Nova Zelândia, Rússia e Canadá estão de fora dessa nova fase e os Estados Unidos nem quiseram tocar no assunto. Não aceitam o acordo e pronto.

Tudo o que se conseguiu em Doha foi uma prolongação de um plano de trabalho. Mas uma vez uma conferência chamada para tomar decisões sobre um acordo global acaba em nada.

*Fonte: O Eco por Nathália Clark


4 de dezembro de 2012

Como atrair pássaros, beija-flores e borboletas para seu jardim

Você não precisa de uma gaiola para ter pássaros no seu jardim, fornecendo uma boa alimentação eles podem vir visitá-lo constantemente, mas são necessários alguns cuidados ao fazer comedouros para pássaros e beija-flores.

Veja algumas dicas para atrair pássaros para os comedouros:

  • Comece colocando sementes para atrair os pássaros, e depois, com o tempo, vá descobrindo que tipos de pássaros deseja atrair e providencie o seu alimento preferido. Entre as sementes use: alpiste, painço (quatro tipos: amarelo, verde, preto, vermelho), aveia e níger, todas disponíveis no mercado. As sementes devem ser guardadas em lugar fresco e seco, conservadas em frascos com tampas de preferência com pequenos orifícios, para que haja passagem do ar. Tal procedimento evitará que elas mofem.
  • Frutas também são bons alimentos, mas deterioram rapidamente, então coloque pequenas porções de cada vez. Use banana, maçã e mamão. As frutas fornecidas aos animais devem estar frescas e maduras.
  • É preciso ter muito cuidado com a procedência das verduras fornecidas as aves, pois atualmente há um uso indiscriminado de defensivos agrícolas. 
  • A ração não deve estar úmida, tampouco mofada, pois a umidade é prejudicial: além de alterar a composição do alimento, favorece o crescimento de fungos, cujas as toxinas podem ser mortais para as aves. 
  • Lembre-se de limpar o comedouro todos os dias, pois pássaros podem transmitir doenças uns aos outros. O comedouro deve ter uma cobertura, para evitar molhar a ração ou sementes. É importante que os comedouros sejam suspensos ou construídos de forma a impossibilitar o acesso de outros animais como ratos, que também pode transmitir doenças.

Passo-a-passo para fazer um comedouro com caixa de leite
Crédito Imagens: Vila do Artesão
Outros modelos de comedouros
Imagens retiradas do Google Imagens
Para atrair os beija-flores você pode preferencialmente plantar flores que os atraem (minhas preferidas são Russélia e Helicônia, consulte outras espécies neste link) ou instalar bebedouros de água com concentração de açúcar de 20% (1 parte de açúcar para 4 partes de água), que não irão substituir as necessidades nutricionais já que eles se alimentam de néctar, que tem várias outros nutrientes, e de pequenos insetos e artrópodes.
É necessário cuidados especiais com os bebedouros também.

  • Troque a solução com frequência, de preferência diariamente. Faça uma limpeza adequada do bebedouro com uma escova do tipo de limpar mamadeira. É comum no interior desenvolver-se algas que vão escurecendo a superfície. O bebedouro pode também ser deixado por meia hora dentro d'água com um pouco de água sanitária. Enxague bem. O uso de bebedouros feitos em casa utilizando garrafas vazias de água ou refrigerantes tem a vantagem de poderem ser jogados fora e trocados mais frequentemente. 
  • Formigas podem vir até o bebedouro. Para evitá-las basta colocar no suporte em que está pendurado um pedacinho de estopa, algodão ou um pano qualquer e embebê-lo com óleo queimado.
  • Abelhas também podem ser atraídas ao bebedouro, às vezes em grande quantidade, impedindo que as aves se aproximem. Diversas medidas podem ser tomadas para afastá-las: 1 - Retire as flores dos bebedouros, se tiver. Para os beija-flores basta o tubinho ou mesmo só um furinho com uma marca vermelha em volta para atraí-lo. As flores ajudam a atrair abelhas e também servem como local para pousarem. 2 - Retire os bebedouros durante alguns dias, até que as abelhas desapareçam. Coloque-os em seguida em lugares diferentes de onde estavam. Os beija-flores os acham com facilidade, mas as abelhas podem demorar um pouco mais para descobri-los. 3- Use um tubinho mais comprido. Os beija-flores alcançam a água açucarada pois enfiam o bico no tubinho. Já as abelhas podem ter dificuldade para fazer isto. Óleo de cozinha usado também pode espantar as abelhas, que não toleram o cheiro e escorregam no óleo. 4 - Não use inseticidas ou qualquer outro produto químico para espantar as abelhas, pois poderá contaminar os beija-flores.

Helicônia e Russélia respectivamente
Bebedouros - Passo a passo para o bebedouro "Jonas" de PET (imagem a direita)
Para atrair o maior número de borboletas e tê-los como residentes em seu quintal você precisa ter plantas que servem as necessidades de todas as fases de vida da borboleta. Eles precisam de um lugar para colocar ovos plantas, alimentos para a larva (lagarta), um lugar para formar um casulo, e as fontes de néctar para o adulto. Borboletas mais adultos vivem 10-20 dias. Alguns, no entanto, acredita-se viver não mais que três ou quatro dias, enquanto outros, como sobre as monarcas de invernada, pode viver até seis meses. Ao fornecer as plantas que as lagartas podem alimentar-se, você vai ter borboletas constantemente. Lembre-se que as lagartas comem as folhas dessas plantas e, portanto, você deve aceitar os danos e renunciar aos inseticidas. A dieta das borboletas é constituída basicamente de líquidos: o néctar das flores, o sumo da decomposição dos frutos, sais minerais em pequenas poças, seiva de árvore e até mesmo de carniça e estrume.

Para atraí-las você deve pesquisar quais borboletas são comuns em sua área, observe por alguns dias e use um guia de borboletas para lhe ajudar. Escolha as "plantas hospedeiras". A partir de sua pesquisa, descubra o que as lagartas comem.

Há uma variedade enorme de plantas, e somente algumas listadas aqui. Escolhas excelentes incluem:
Plantas do gênero Buddleja (Arbusto de borboleta) são adequadas para as cauda-de-andorinha.
Asclépia-do-brejo - Também serve como hospedeira para as lagartas da monarca.
Margaridas - São perenes, e as borboletas adoram.
Zínia - Atraem muitas borboletas, e as plantas altas são especialmente preferidas. Elas são anuais e fáceis de crescer a partir da semente.
Pentas - Adequada para cauda-de-andorinha, anual em climas frios.
Heliotrópio - atrai várias borboletas, e chega a até 60 cm de altura, podendo ser plantada em vaso. É perene em climas amenos. Veja mais em Alimentação Borboletas

Cerveja quente também atrai as borboletas e não faz mal.
Uma mistura de sal+areia molhada também é benéfica e procurada por elas.

Veja abaixo um comedouro feito especialmente para borboletas:
Neste comedouro você pode adicionar  1/10 de açúcar na água,
ou colocar um pouco de cerveja quente e adicionar pedaços e cascas de frutas maduras.
Crédito imagem: Pinterest.com

O que são os pontos viciados de lixo e o qual a solução para eles?

Já viu algum lugar em que depois que o caminhão de coleta de lixo passa, minutos depois já tem sacos de lixo, entulhos, móveis velhos e, talvez, até animais mortos? Estes são os famosos pontos viciados em que toda hora está cheio de lixo.

Lixo na Grande São Paulo - Imagem do G1
Sabemos que o correto é colocar os nossos sacos de lixo em frente a nossa casa horas/minutos antes de o caminhão de coleta passar, porém cada vez mais cresce os Pontos Viciados onde moradores utilizam muros ou esquinas para colocar o lixo fora do horário correto, deixando mau cheiro e sujando a cidade, pois animais, mendigos e catadores ao revirar os sacos de lixo espalham a sujeira. Se houver chuva esse lixo ainda vai parar em bueiros e rios, causando alagamentos e enchentes, contaminação de lençóis freáticos, desmoronamentos, doenças infecciosas, etc.
Uma das soluções da Prefeitura de São Paulo foi criar Ecopontos. Na capital existem 55 nos quais é feita coleta seletiva. As Subprefeituras realizam operações de Cata-Bagulho (a consultar datas na subprefeitura da região). A prefeitura efetuou também um trabalho de recuperação de 32 pontos viciados fazendo o recapeamento nas proximidades, colocação de floreiras, pinturas de guias e sarjetas, colocação de lixeiras entre outras coisas.
Fiz uma visita ao Ecoponto da subprefeitura do Ermelino Matarazzo estes dias, durante a breve visita houve um morador de carro que estacionou no ecoponto para deixar os seus resíduos para reciclagem, percebi que o morador fez a separação correta do lixo.

Morador fazendo descarte de lixo para reciclagem no ecoponto Ermelino Matarazzo
Fotos por Luciana Cantanhede nov/2012
Esse ecoponto fica ao lado de uma praça, e a surpresa é saber que outros moradores (talvez com preguiça de subir a rua e depositar seus lixos e entulhos no ecoponto ao lado) despejam ali mesmo na praça o lixo e entulhos e ainda colocam fogo. No momento de minha visita o caminhão já havia passado, mas era possível ver ainda as cinzas no chão e alguns sacos de lixo já depositados em determinado ponto da praça. Lamentável.
Faça sua parte, coloque o lixo em frente a sua casa apenas em horário próximo ao que o caminhão de coleta passa em sua rua. Vamos colaborar para uma cidade mais limpa. Consulte também o ecoponto mais próximo de sua região. Na cidade de São Paulo você pode consultar os endereços neste site http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/amlurb/ecopontos/index.php?p=4626.
Se sua cidade ainda não tem ecopontos, comece a cobrar do prefeito e vereadores o descarte correto do lixo.
Imagem da campanha Eu Limpo São Paulo no Facebook.
https://www.facebook.com/EuLimpoSP
http://www.eulimposp.com.br/

27 de novembro de 2012

50 dicas de reaproveitamento de potes de vidro

Localizei neste site http://savedbylovecreations.com/2012/02/50-mason-jar-decor-ideas.html 50 idéias fofas para reutilizar potes de vidro. São criações diversas para decoração, luminárias e lustres, porta retrato, vaso de flores, mini-horta, porta materiais de costura entre outros. Separei algumas imagens para inspiração, mas para conhecer as 50 dicas acesse o site (em inglês).








26 de novembro de 2012

Funai pede investigação sobre envenenamento em córrego

Imagem retirada de História Digital 
Por PAULA VITORINO - Campo Grande/MS em 20/11/2012

A Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ponta Porã (MS) denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal (PF) uma suspeita de envenenamento no córrego Ypo'i, no município de Paranhos (MS). O córrego fica próximo a um acampamento indígena com 77 famílias da etnia Guarani-Kaiowá, sendo que a água é utilizada pelos índios para beber, tomar banho e preparar alimentos.
As equipes da Funai estiveram no local na última segunda-feira e constataram a presença de espuma branca no córrego, mas como não podem comprovar se havia veneno na água, pediram aos órgãos responsáveis que apurem as denúncias. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) recolheu amostras da água.
Desde a semana passada, as águas do córrego foram tomadas pela espuma que, segundo os indígenas, teria sido provocada por envenenamento. Lideranças do acampamento disseram ter encontrado homens armados próximo ao local, que os ameaçaram dizendo que envenenariam toda a área para impossibilitar o plantio dos índios.
Conforme o Cimi, tambores de veneno também foram encontrados próximo ao córrego, e esse não seria o primeiro envenenamento. Indígenas gravaram vídeos e bateram fotos mostrando a situação do córrego. O grupo está em área ocupada de fazenda desde 2009. Eles lutam pela retomada da tekoha - território tradicional originário. De acordo com o Cimi, três Kaiowá já foram assassinados no local durante a disputa.
Fonte: Terra

Enquanto isso ainda tem gente que acha que índio são mau-caráter ou acomodados com o governo, é fato que existe facilitação de indígenas para tráfico de drogas, flora e fauna, mas são poucos casos. Homens não-indígenas em maior quantidade fazem isso. E referente a dependência deles para com o governo é culpa do próprio governo a situação em que eles se encontram, pois não fez a demarcação de terra, não fizeram fiscalização, não deram recursos e meios para serem auto-suficiente enquanto o mundo tenta sufocar sua cultura. Acredito que índio pode ter acesso a ensino, faculdade, profissionalização e mesmo com tudo isso poderá manter suas raízes. Uma reserva indígena é uma unidade de preservação ecológica que está sendo "engolida" pelas fazendas, hidrelétricas e qualquer coisa que o governo considere lucrativo, na verdade é mais interesse pessoal do que estatal, sabemos da corrupção que existe aqui, sabemos que a maioria dos políticos são ruralistas e servem seus próprios interesses.
Enfim, os índios são poucos contra o sistema, e o sistema é falho, por isso tem tantas pessoas usando redes sociais usando o nome Guarani-Kaiowa e fazendo manifestações tentando causar polêmica e fazer com que o assunto seja discutido e resolvido. Não é modinha como insinuou o Luiz Felipe Pondé no artigo Guarani Kaiowá de boutique. É lutar pelos direitos humanos, pelos mais fracos, pressionar o governo a tomar atitudes e resolver uma situação insustentável como se pode ler na notícia acima.

UPDATE
A jornalista Eliane Brum convidou alguns antropólogos, psicólogos e a ex-ministra do meio ambiente Marina Silva para responder sobre o porquê de tantas pessoas terem mudados seus nomes para Guarani Kaiowa nas redes sociais. Confira as respostas em http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/11/sobrenome-guarani-kaiowa.html.

23 de novembro de 2012

O Brasil na visão dos Americanos ( Reportagem de TV americana)




Alguém já leu o gibi do Zé Carioca, é a visão estrangeira do brasileiro criado por Walt Disney, malandro, preguiçoso e sempre dando o jeitinho brasileiro. Esse vídeo me lembrou ele.

Nesta reportagem de TV americana se fala do enorme potencial econômico do Brasil e da possibilidade de ser a futura potência mundial, que isso só não ocorre devido a corrupção amplamente tolerada por brasileiros, que pagam as maiores taxas/impostos sem reclamar. Fala do atraso de obras para a copa e por fim diz que se um dia houver guerra nós iremos preferir ir para praia e jogar futebol do que participar nela...
O que acharam do vídeo?

19 de novembro de 2012

Castiçais Vintage feitos com vidros e tecido.

Achei essa sugestão lindíssima no blog Tenho Alma Vintage: são castiçais feitos com vidros de conservas e decorados com decoupage de tecido.

Imagem de Tenho Alma Vintage
Material 
  1. Cola
  2. Pincel macio e largo
  3. Retalhos de tecido cortados em tiras
  4. Tesoura
  5. Velas
Dilua um pouco de água na cola, bem pouco, apenas para dar mais movimento .
Delicadamente vá passando o retalho na cola, depois fixe no lado de dentro de cada pote.
Com pincel ajeite de forma que fique liso e não sobre espaço entre os retalhos.
Dê mais uma mão de cola e deixe secar bem.

UPDATE

Seguindo o mesma ideia do castiçal acima achei esta outra opção para colagem, olha que lindo ficou com páginas de revistas antigas:

Fonte: Pinterest.com

13 de novembro de 2012

Dicas para montar sua horta urbana (com fotos)

Ter uma pequena horta (individual ou coletiva) em uma cidade grande traz benefícios tanto para a alimentação (que fica mais saudável com ingredientes sem agrotóxicos), e para o meio ambiente, diminuindo o impacto da produção em massa.

E é preciso pouco para montar uma pequena horta em casa.
Veja o passo-a-passo para começar o processo:

1. Verifique a disponibilidade de luz. “É fundamental ao menos duas horas diárias de sol para estimular a fotossíntese das plantas”
2. Escolha espécies adequadas. “Para os iniciantes, o recomendável é utilizar espécies que não exigem muitos cuidados, como manjericão, alecrim, boldo, hortelã, salsa, coentro”, indica Alex. Depois, pode-se partir para o tomate, morangos e beterraba.
3. Crie uma rotina para os cuidados básicos. “Os cuidados básicos são com relação a rega, uma vez por dia, e com a adubação orgânica, sem aditivo químico, para manter a salubridade do alimento. A forma de colher as folhas ou alimento também requer alguns cuidados para manter a planta sadia, sem problemas ou feridas que possibilitem a entrada de pragas”, Esses cuidados podem variar de acordo com a espécie. Para saber exatamente essas necessidades, pergunte para o vendedor das mudas ou sementes.
Fonte: Atitude Sustentável

E tem mais dicas do Portal de Paisagismo
  • Escolha as plantas que você come, que lhe sejam particularmente nutritivas e que possam ser colhidas uma ou duas vezes por semana, tais como pimentões, tomates, salsa, cebolinha, manjericão, alface, rúcula etc.
  • Em varandas e pátios pequenos, as plantas serão colocadas de forma que as mais altas fiquem atrás, para que não sombrearem as menores.
  • Outras formas bem conhecidas de plantar alimentos em pequenos espaços incluem brotos de alfafa, girassol e feijões bem como plantar um ou dois sacos de cogumelo em um local frio e escuro.
  • Restos de cozinha são compostados em um sistema de dois baldes sob a pia, adicionando-se podas de jardim (grama cortada). Alguns restos como cascas de laranja e cascas de ovos inteiros levam muito tempo para se decomporem, mas isso é facilmente resolvido, se você cortá-los ou esmagá-los.
  • Para moradores de apartamentos, treliças são colocadas à volta da varanda/sacada ou contra as paredes, do lado de fora da janela.
  • Você pode utilizar vasos que já possui em casa ou usar a imaginação com plásticos, baldes, cestas velhas, sacos, caixas de brinquedo etc. Fure o fundo, para que a água escape, e confira se o peso deles não será excessivo para o suporte. Uma mistura de solo leve pode ser feita especialmente para o plantio em sacadas ou balcões e telhados, podendo necessitar de uma rega mais freqüente.
A horta urbana requer o máximo de planejamento, mas é surpreendente quanta comida pode ser produzida nos beirais de janelas, varandas, caminhos estreitos e pátios. Plantas podem, até mesmo, crescer dentro de casa em potes, desde que sejam levadas (sobre rodas) para um local ensolarado. A maioria das plantas necessita, no mínimo, de 6 horas de luz solar por dia, durante a estação de crescimento.

Selecionei algumas fotos como exemplo de criação de hortas verticais com garrafa PET e outros objetos.
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Veja na imagem abaixo do jornal Estado de São Paulo como fazer um espiral de ervas:


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Estufas urbanas: o futuro da horta pode estar na metrópole

Com as mudanças climáticas, a agricultura vertical pode facilitar acesso da população a alimentos frescos e saudáveis

Maquete da fazenda vertical da Plantagon
As sementes de uma revolução agrícola estão criando raízes em várias cidades ao redor do mundo - um movimento que, segundo seus adeptos, mudará a maneira como a população urbana recebe as verduras que consome e, ao mesmo tempo, resolverá alguns dos maiores problemas ambientais do mundo. Segundo artigo publicado no site do The Wall Street Journal, a solução se chama agricultura vertical, e se baseia em um princípio simples: em vez de trazer os alimentos de caminhão da zona rural para as cidades, é melhor cultivá-los o mais perto possível do local de consumo: em estufas urbanas que se projetam para cima, e não na horizontal.

A ideia está florescendo de muitas formas, como mostra a reportagem. Há um prédio triangular de 12 andares sendo construído na Suécia, onde as plantas serão transportadas em trilhos desde o andar superior até o inferior para aproveitar a luz solar e facilitar a colheita. Há também um antigo frigorífico em Chicago, onde os legumes são cultivados em balsas flutuantes, alimentados por resíduos de tanques de peixes nas proximidades. E ainda diversas propriedades rurais espalhadas por todos os Estados Unidos onde as plantas ficam suspensas no ar e as raízes são borrifadas com nutrientes, dispensando o uso de terra e tanques de água.
Mas qualquer que seja a maneira de implementar a agricultura vertical, seus defensores dizem que os benefícios imediatos serão fáceis de ver. Não haverá tantos caminhões de entrega nas estradas, consumindo combustível de forma desenfreada e soltando fumaça, poluindo o ar, e os moradores da cidade terão acesso mais fácil a alimentos frescos e saudáveis.
De olho no futuro, os defensores da agricultura vertical dizem que ela pode trazer mudanças ainda maiores e mais abrangentes. Plantar em locais cobertos pode reduzir o uso de pesticidas e herbicidas que escorre das plantações e contaminam a água. Preservar ou recuperar mais ecossistemas naturais, tais como florestas, pode ajudar a diminuir as mudanças climáticas. E quanto mais comida produzirmos em locais cobertos, menos suscetíveis estaremos às crises ambientais que prejudicam as safras e jogam os preços dos produtos lá na estratosfera.
Dickson Despommier, professor de microbiologia da Universidade de Columbia que desenvolveu a ideia da agricultura vertical em 1999, juntamente com seus alunos, acha que o sistema vai se tornar cada vez mais atraente à medida que as a mudanças climáticas aumentam o custo da agricultura convencional e os avanços tecnológicos barateiam a agricultura em estufa. De fato, ele espera que dentro de 50 anos o mundo consiga produzir metade da sua alimentação em fazendas verticais.
“Quando isso acontecer, uma parcela significativa das terras agrícolas poderia ser abandonada. As funções do ecossistema melhorariam rapidamente, e o ritmo do aquecimento global vai diminuir”, diz ele.
Uma série de fazendas verticais já está funcionando nos EUA e em outros países, e outras estão em construção. Algumas têm o apoio de organizações sem fins lucrativos, destinadas a promover causas ambientais ou criar empregos locais. Outros são empreendimentos com fins lucrativos, que visam atender a demanda por verduras produzidas localmente. E outras, como na Coreia do Sul, estão sendo financiadas por governos que buscam maneiras de aumentar a segurança alimentar interna.
Até agora, as fazendas verticais produzem apenas uma quantidade pequena de alimentos. Seus idealizadores ainda estão desenvolvendo diversos projetos arquitetônicos e técnicas de cultivo para aumentar a eficiência do sistema. E um modelo de negócio comprovado com base no novo conceito ainda está para surgir.
Um projeto ambicioso em construção está tentando resolver todos esses desafios de uma só vez. A fazenda triangular de Linköping, na Suécia, será uma das mais altas do mundo — a maioria só tem alguns andares — e vai usar maneiras inovadoras de gerar receitas. A Plantagon, empresa sueca que é dona da fazenda, não só vai vender as verduras na feira da cidade, como também alugar espaço para escritórios na maioria dos andares.
Outra característica especial do projeto é que, do lado de fora das janelas dos escritórios, na face sul do edifício, há um trilho mecânico envolto em um túnel de vidro que vai levar as plantas em crescimento desde o alto do edifício até o andar térreo. O objetivo é dar às plantas uma exposição homogênea à luz solar e permitir à Plantagon realizar todo o plantio e a colheita em um só lugar — no térreo do prédio. Após o plantio, um elevador vertical normal leva as caixas de plantas até o último andar, onde elas começam sua viagem para baixo. A empresa planeja produzir 300 a 500 toneladas anuais de verduras, como acelga chinesa.
Quanto ao preço, é muito mais caro, naturalmente, construir uma estufa vertical do que uma estufa normal, admite Hans Hassle, diretor-presidente da Plantagon. Mas as fontes de receitas previstas vão ajudar a cobrir as despesas, e o custo da energia será menor, já que as instalações vão usar resíduos de várias fontes, tais como o calor de uma usina elétrica próxima e o biogás produzido pela conversão do lixo orgânico do próprio edifício. Ao todo, as medidas planejadas de economia energética reduzirão o consumo de energia do edifício em pelo menos 30% a 50%, acrescenta Hassle.
Segundo ele, o próximo projeto de estufa da empresa será um modelo de demonstração em Xangai, na China, ou um centro de pesquisas em Cingapura. São locais bons para testar a ideia, diz ele, pois são sociedades altamente densas e urbanizadas que já precisam produzir mais alimentos localmente.
Em Chicago, verduras são cultivadas em pequenas jangadas
Nos EUA, as fazendas verticais estão surgindo em áreas urbanas de todo o país, algumas em velhos edifícios agora destinados à agricultura. Um empreendimento chamado The Plant está produzindo hortaliças em um antigo frigorífico de três andares em Chicago. A fazenda cultiva as verduras em pequenas jangadas flutuando na água, a qual é cheia de nutrientes vindos de resíduos produzidos pelos peixes em um tanque separado — uma configuração chamada aquaponia. A luz vem de lâmpadas concebidas para emitir a extensão de onda adequada para o crescimento das plantas. A The Plant também está projetando um sistema em que as culturas poderiam crescer em placas verticais, com os nutrientes chegando às raízes das plantas por meio da água que escorre em lâmina desde tubos próximos ao teto.
A The Plant foi fundada por John Edel, de 43 anos, natural de Chicago, que já empreendeu outros projetos para renovar e reutilizar edificações urbanas. A fazenda atualmente aluga parte do seu espaço para inquilinos, incluindo três agricultores e duas padarias, e tem planos de encontrar outros; pretende também abrir um mercado comum para o varejo, onde os moradores possam vender seus produtos.
Outras fazendas nos Estados Unidos usam diferentes técnicas para economizar espaço, reduzir o consumo de água e até mesmo evitar a necessidade de usar terra. Fazendas em armazéns e outros edifícios em Seattle, Chicago, e no interior dos Estados de Nova York e Nova Jersey, entre outros lugares, usam um sistema de aeroponia da AeroFarms, firma de Ithaca, no Estado de Nova York. O método consiste em cultivar plantas com as raízes suspensas no ar, onde podem ser pulverizadas com água e nutrientes.
A Omega Garden Inc., firma canadense de Qualicum Beach, na província de Colúmbia Britânica, vende um dispositivo para plantio chamado Volksgarden, um cilindro rotativo de 1,2 metro de diâmetro e 60 centímetros de largura. As plantas crescem em um círculo no interior do cilindro. À medida que o dispositivo gira, as raízes mergulham em uma bandeja com uma solução líquida que fornece água e nutrientes. Uma luz percorre o cilindro horizontalmente para nutrir as plantas.
A Green Spirit Farms LLC está usando o sistema em New Buffalo, no Estado de Michigan, em uma antiga fábrica de injeção de plásticos. A fazenda quer preencher o espaço com unidades da Volksgarden empilhadas em três níveis de altura, diz o gerente local da Green Spirit, Ben Wiggins.
Ainda assim, muitos especialistas em agricultura não estão convencidos pela ideia de agricultura vertical. O principal argumento contrário é que as fazendas convencionais são os lugares mais simples e mais eficientes para produzir alimentos. Cultivar alimentos em lugares cobertos, utilizando luz artificial e outros equipamentos especiais implica mais esforço e mais despesas — anulando os benefícios de estar perto dos consumidores, dizem os críticos.
É por isso que George Monbiot, escritor e ativista ambiental de Oxford, na Inglaterra, diz que “não há perspectivas” de que as técnicas mais complicadas de plantação vertical possam contribuir muito para a produção mundial de alimentos. Quanto aos sistemas de agricultura vertical que consomem energia extra para luzes artificiais e outros equipamentos, ele diz:
“Mesmo que você utilize energia de fontes renováveis, há melhores maneiras de usar essa energia renovável”.
Da mesma forma, R. Ford Denison, professor adjunto de ecologia agrícola na Universidade de Minnesota, acha que o uso de energia das fazendas verticais anularia qualquer economia feita no combustível para transporte.
“O transporte dos alimentos desde o campo até as lojas representa uma pequena fração do consumo total de energia pela agricultura”, diz ele.
Os defensores dizem que a comparação entre a agricultura convencional e a vertical não é justa, já que o governo subsidia fortemente as despesas para a agricultura tradicional, incluindo o seguro agrícola, reduzindo em muito os custos envolvidos e os riscos que os agricultores incorrem devido a condições meteorológicas imprevisíveis.
Mas esses defensores dizem que a equação muito provavelmente vai mudar, pois o clima desfavorável torna a agricultura em lugar fechado uma alternativa mais segura.
Despommier, que também é consultor da Plantagon, reconhece que o uso da energia, em especial para iluminação artificial, continua a ser um desafio para algumas fazendas verticais. Mas diz também que tem havido progressos na redução do consumo de energia ligado às luzes especiais para o cultivo, e os pesquisadores continuam a trabalhar no problema. De modo mais amplo, ele argumenta que a ideia da agricultura vertical em grande escala parecerá cada vez mais realista à medida que as técnicas evoluírem.
Fonte O Globo 24/10/12

6 de novembro de 2012

Ideias para se reaproveitar camisetas velhas

Para usar como adorno:


Pom-Pons


 Sacolas ecológicas

A comida está acabando


Livro revela a extensão da crise alimentar


É difícil imaginar, como cidadãos urbanos que vão ao supermercados e encontram de tudo, que há um sério problema mundial com os alimentos. Mas em seu novo livro, Planeta Cheio, Pratos Vazios: A Nova Geopolítica da Escassez de Alimentos, Lester Brown, fundador do Earth Policy Institute, demonstra que nossa segurança alimentar atual está longe da normalidade – e pode mesmo representar o “elo fraco” para a manutenção do padrão de vida com o qual fomos acostumados.

Nos livros de Brown, geralmente a primeira metade do livro causa um grande espanto, e a segunda oferece esperanças. Neste caso, fica-se procurando onde ela está. Não está em lugar nenhum. A combinação de ameaças a nossa oferta de alimentos não se parece com nada que tenhamos visto antes, e estamos pisando em território novo.

Muitos dos elementos desta combinação não são novos, e o livro fornece uma ampla história das ameaças que a agricultura já enfrentou. Civilizações anteriores destruíram a fertilidade de seus solos, por exemplo, e a nuvem de poeira dos Estados Unidos nos anos 1930 ocorreu por más práticas de conservação do solo. Entendemos estes problemas, e nos recuperamos deles. Mas agora estamos acrescentando novas ameaças: uma população de mais de 7 bilhões de pessoas, depleção de aquíferos, mudança do clima e desflorestamento. Estas ameaças não são apenas ambientais: como já vimos no Oriente Médio e norte da África, estas ameaças  à segurança alimentar afetam a própria estrutura da sociedade. E os meios com os quais tentamos lidar com estas ameaças apenas tratam dos sintomas do problema. A corrida às terras, por exemplo, pode oferecer um alívio temporário das preocupações alimentares em alguns países, mas ao fim contribui com o problema.
Trata-se de um livro assustador. Estamos lidando com desafios que são muito novos:  os aumentos de preços de alimentos de 2007-2008 são realmenre os primeiros a representar as combinações destas ameaças que Brown explora.  Apesar disso, sabemos como lidar com a questão: de planejamento familiar ao desenvolvimento de energia de baixo carbono a esforços de reflorestamento, as soluções estão disponíveis. Temos a ferramentas, mas até o momento não parecemos dispostos a utilizá-las com a urgência necessária, comenta o Sustainablog.
Mapa da fome, clique para ampliar
Planeta Urgente

5 de novembro de 2012

Brasil quer produzir biodiesel com resíduos pesqueiros

O objetivo da iniciativa é ampliar o aproveitamento dos recursos pesqueiros e aquícolas, que muitas vezes acabam indo para o lixo

Fonte: Exame.com 29/10/2012

Pescadores em Angra/RJ
Foto: Google Imagens
São Paulo - O Ministério da Pesca e Aquicultura assinou nesta quinta-feira (25), junto com a Petrobras Biocombustível, um memorando de entendimentos que visa ampliar as pesquisas e tecnologias para a produção de biodiesel a partir da gordura das vísceras dos peixes, que sobram da produção pesqueira.

O documento foi assinado, na presença da presidente Dilma Rousseff, durante evento de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que visa a expansão sustentável da atividade no Brasil.

O objetivo da iniciativa é ampliar o aproveitamento dos recursos pesqueiros e aquícolas, que muitas vezes acabam indo para o lixo, e ainda agregar valor ao trabalho dos pescadores, fomentando, assim, o desenvolvimento sustentável no setor.

A Petrobras Biocombustível já possui uma iniciativa semelhante no Ceará, na cidade de Jaguaribara, onde realiza ações para avaliar o aproveitamento de óleo de peixe na produção de biodiesel.

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