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O Blog compartilha informações ambientais e sócio-políticas, dicas de decoração sustentável e divulgação de projetos e eventos relacionados ao meio ambiente. Qualquer dúvida, sugestão ou parceria entre em contato!

Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

17 de setembro de 2012

Notícias da verdes 1º Edição

O intuito era fazer esse post no final de semana, mas vamos fazer com atraso mesmo, o importante é estar informado ;)
Cerca de 1.200 voluntários promoveram um mutirão para recolhimento do lixo na Praia de Copacabana/RJ
[Vídeo] Dia mundial de Limpeza de praias, rios e lagoas foi comemorados dia 15/07
http://g1.globo.com/ma/maranhao/videos/t/jmtv-2a-edicao/v/o-dia-mundial-de-limpeza-das-praias-foi-comemorado-neste-15-de-setembro/2141682/
Nota: O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias foi criado pela fundação australiana Clean Up the World em parceria com Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Anualmente, o projeto mobiliza mais de 40 milhões de voluntários em 120 países e promove a conscientização ambiental.

Removendo petróleo do mar com ímãs
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/removendo-petroleo-do-mar-com-imas/

Carvão dissolvido em rios e oceanos pode ter origem antiga
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/12/carv%C3%A3o-dissolvido-em-rios-e-oceanos-pode-ter-origem-antiga/

13 práticas sustentáveis
"detalhes do dia-a-dia para ficar de bem com o meio ambiente"
http://www.samshiraishi.com/13-praticas-sustentaveis/

10 dicas para ser mais sustentável com a ajuda da internet
http://www.autossustentavel.com/2012/09/10-dicas-para-ser-mais-sustentavel-com.html

A Importância da Vegetação no Planeta
Experimento simples que pode ser utilizado nas escolas para mostrar a importância da vegetação.
http://www.vidasustentavel.net/meio-ambiente/a-importancia-da-vegetacao-no-planeta/

O Cerrado fez aniversário mas não há razão para festa
http://www.oeco.com.br/geonoticias/26434-o-cerrado-fez-aniversario-mas-nao-ha-razao-para-festa

[Dica] Curso online A Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas
"Realizado pelo Instituto De Pesquisa Ambiental Da Amazônia (IPAM), o curso é gratuito e pode ser concluído em menos de duas horas. São cinco sessões com áudio, gráficos, fotos e vídeos."
http://www.ipam.org.br/curso/login

Receita de Sustentabilidade
Detalhes de como uma mineira conseguiu implantar o turismo sustentável em meio a amazônia do Mato Grosso, e levou o prêmio Salvadores do Mundo na categoria preservação ambiental em 2008.
http://luzdeluma.blogspot.com.br/2012/07/receita-de-sustentabilidade.html

[Arte Conceitual] Artista italiano pinta grafite que absorve a poluição do ar:
"Cada metro quadrado da tinha especial da "Philosofical Tree" é equivalente a retirar oito carros das ruas"
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/artista-italiano-pinta-grafite-que-absorve-a-poluicao-do-ar

[Vídeo] Colombiana cria refúgio para beija-flores raros em seu jardim:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,colombiana-cria-refugio-para-beija-flores-raros-em-jardim,929539,0.htm
Cercopithecus lomamiensis

Nova espécie de macacos é descoberta
Cercopithecus lomamiensis ou Lesula (nome popular)
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/nova-especie-de-macacos-e-descoberta/

Quase Extinto, Tatu-Bola é Eleito Mascote da Copa de 2014
http://programaterritorioanimal.com/2012/09/13/quase-extinto-tatu-bola-e-eleito-mascote-da-copa-de-2014/

[Belo Monte] Ibama autoriza consórcio a iniciar barragens
http://www.oeco.com.br/salada-verde/26445-belo-monte-ibama-autoriza-consorcio-a-iniciar-barragens

[Código Florestal] Câmara pode votar MP do Código Florestal nesta semana 
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/17/camara-pode-votar-mp-do-codigo-florestal-nesta-semana/

[Energia Nuclear] Goiânia e Fukushima: Lições (não) aprendidas
"Completou-se 25 anos do acidente do Césio 137 em Goiânia e a crise nuclear em Fukushima completa 18 meses. [...] Depois do legado dos acidentes de Goiânia e Fukushima, sem mencionar o trágico episódio de Chernobyl, na Ucrânia, não precisamos de mais vítimas para ter a certeza de que esse não é o caminho a ser seguido."
http://www.oeco.com.br/convidados-lista/26442-goiania-e-fukushima-licoes-nao-aprendidas

[São Paulo] O dilema da sacolas plásticas gratuitas continuam em SP
http://pensareco.blogspot.com.br/2012/09/o-dilema-da-sacolas-plasticas-gratuitas.html

Copa de 2014 emitirá 11 milhões de toneladas de gás carbônico
http://www.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/copa-de-2014-emitira-11-milhes-de-toneladas-de-gas-carbonico/68836

[Rio de Janeiro] Rio plantará 34 milhões de mudas para reduzir emissão até Olimpíadas
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5497/rio_plantara_34_milhoes_de_mudas_para_reduzir_emissao_ate_olimpiadas/

Boa navegação!

13 de setembro de 2012

Gaiola sem pássaros é muito mais charmosa

Se você é daquelas pessoas que, como eu, fica triste ao ver um pássaro, que tem a capacidade de explorar os céus e voar para onde quiser, ficar preso em um pequeno espaço chamado GAIOLA, saiba que esta prisão está se tornando o novo item decorativo da moda (principalmente em casamentos).

Vale ter de tudo dentro dela: flores, velas, jóias, lâmpadas, souvenires e o que mais a imaginação permitir.

Confira algumas criações retiradas do Pinterest, Google Imagens e Bbel Blog:

Flores e plantas saindo pelas frestas ou arranjadas dentro da gaiola,
que pode ficar na mesa, no chão ou pendurada.
Brincos, colares e pulseiras dando mais glamour ao objeto.
Gaiolas usadas como organizadores
Fotos: 1 - pinterest.com; 2 - bhg.com
Fotos: 1 - elledecor.com; 2 - pinterest.com
Usadas como lustre ou luminária.
Com velas para criar um clima mais romântico
Quanto aos pássaros, deixe-os livres e aprenda como mantê-los por perto sem precisar prendê-los seguindo as dicas desse site: Viva Tranquilo - Fora Gaiolas

Obs: Se você já possui um pássaro ou é daquele que gosta de "salvar" os passarinhos, saiba que, após domesticado, se for solto correrá muito mais riscos e poderá morrer. Se for uma espécie exótica, poderá desequilibrar o habitat de espécies nativas. Por isso antes de libertar uma ave ou qualquer outro animal silvestre é necessário fazer um estudo sobre a espécie e realizar um programa de readaptação à natureza.

12 de setembro de 2012

Redução de terras indígenas e unidades de conservação

O Brasil tem uma população que se orgulha das riquezas naturais e principalmente de possuir a floresta amazônica (a maior floresta tropical e com maior concentração de biodiversidade do mundo).
No entanto nosso governo tem caminhado em direção oposta dos países desenvolvidos no sentido de preservar seus ecossistemas, tomando decisões sem ouvir a opinião pública ou consultar dados científicos. 
Atualmente são discutidos a construção de diversas hidrelétricas em região amazônica, a reforma do código florestal (que se tornou praticamente um código ruralista) e redução de terras indígenas e das unidades de conservação.
Neste ano, oito áreas de proteção na Amazônia sofreram juntas um corte de área de tamanho equivalente ao da cidade de São Paulo. A medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff, já convertida em lei, em parte foi pensada para abrir espaço para reservatórios das futuras hidrelétricas São Luiz do Tapajós e Jatobá e regularizar o alagamento das usinas do Rio Madeira (RO). Outro objetivo foi regularizar a posse de terra no interior das áreas de proteção, criadas sem a retirada dos ocupantes. A redução desses 1,6 mil km² foi contestada pelo Ministério Público Federal no Supremo Tribunal Federal.
No mês passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) baixou uma portaria que proibiu a ampliação de terras indígenas e determinou que a implementação nessas áreas de empreendimentos considerados estratégicos pelo governo (como hidrelétricas, estradas e unidades militares) poderia ser feita sem consulta às populações afetadas (atitude que é inconstitucional). 
A medida causou furor entre organizações indígenas e foi temporariamente suspensa até 24 de setembro, a pedido da Funai. A falta de consulta é um assunto delicado para os indígenas e foi o que levou à paralisação, neste mês, das obras de Belo Monte.

A verdade é que índio não paga imposto, não influi no PIB, são considerados preguiçosos e interesseiros.
Alguns índios foram marginalizados, se tornaram viciados em bebidas ou drogas e há relatos até que certas tribos em fronteiras facilitam o tráfico e exploração da terra em troca de carros importados e outros benefícios. No entanto não podemos generalizar os fatos e simplesmente acabar com sua cultura e retirá-los de suas terras, que são visadas por pecuaristas e madeireiros.

Os que desejam essa redução das terras indígenas e unidades de conservação argumentam que as terras indígenas ocupam 13% do território nacional e a população indígena não chega a 0,5% da população total, ou seja, são 800 mil índios em pouco mais de 100 milhões de hectares (98% na Amazônia) dos quais tem direito de uso fruto, mas as terras pertencem a união.
Mas uma análise rápida dos dados do IBGE mostra que 67 mil grandes proprietários de terra no Brasil possuem 195 milhões de hectares, ou seja o dobro da área de terras indígenas, nas fazendas encontramos imensos pastos para pratica da agropecuária, ou imensa área desmatada para plantações de monocultura. E onde vai parar nossa biodiversidade? 

Em contrapartida, as terras indígenas prestam um serviço fundamental ao Brasil. Na Amazônia foram desmatados até 2009 cerca de 75 milhões de hectares (o equivalente a toda área ocupada pela agricultura no Brasil), o que representa 18% da  Amazônia. Nas áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas) a área desmatada é de 1,5% e nas áreas não protegidas – incluindo as propriedades rurais, assentamentos e outras terras públicas o percentual sobre para 25%. Nas terras indígenas o desmatamento é menor inclusive que nas unidades de conservação (1,46% contra 1,63%).


Precisamos ter orgulho de nossas raízes indígenas e reconhecer a contribuição que eles dão para nossa identidade nacional e para a proteção dos recursos naturais que sustentam a nossa vida.
Será que daqui alguns anos ainda poderemos nos orgulhar de possuir a amazônia ou nossos filhos ficarão envergonhados em saber que levamos a extinção espécies raras e esgotamos nosso precioso recurso em benefício de ruralistas e companhias energéticas?
Pense nisso.
Fontes para elaboração do texto: Estadão e Blog do Tasso Azevedo

11 de setembro de 2012

11 de Setembro - Dia do Cerrado. Mas qual é a importância dele mesmo?

Quando falamos de preservar o meio ambiente, o "verde", as árvores, a primeira paisagem que se passa na cabeça é a floresta amazônica, mas existem outros biomas que são igualmente importantes para manutenção da biodiversidade.
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro ocupando 21% do território nacional.  Ao todo, possui cerca de 10.000 espécies de plantas, sendo que destas, 4.400 são endêmicas, ou seja, só existem nestes locais, além da fauna ser bem diversa, com destaque para as aves e os animais de grande porte.

Foto: Google Imagens Lobo-Guará (ameaçado de extinção), Ipê-Amarelo
Tatu-Bola (ameaçado de extinção e será mascote da Copa do Mundo no Brasil em 2014)
e Flor Caliandra
O tipo de vegetação da caatinga transmite a ideia de que esses tipos de terrenos são escassos em recursos hídricos  porém ocorre o contrário. Apesar de ficar quase metade do ano sem chover, a presença de rochas sedimentares, e o relevo de planaltos e chapadões planos, permite que a água da chuva infiltre no solo e fique retida nos horizontes subterrâneos. Os afluentes dos principais rios brasileiros nascem no cerrado, isso significa dizer que ele é o grande distribuidor e abastecedor deles, especialmente o Rio Amazonas (em porções da margem direita), o Rio São Francisco (onde este possui 47% de sua área neste bioma, sendo que do total de sua vazão, 94% da água vem do cerrado), o Rio Paraguai e Paraná (este com 75% da vazão se originando no cerrado). Dois dos maiores aquíferos do país estão neste bioma – O Guarani e o Urucuia (oeste baiano). Fonte: E esse tal de meio ambiente?
A biomassa da vegetação subterrânea é maior do que a biomassa aérea (a vegetação é de pequeno e médio porte, porém as raízes das plantas podem atingir profundidades superiores a 10 metros, na busca de água e de elementos minerais nutritivos). Possui conjuntos de flora para o qual mais se conhecem aplicações médicas no mundo e cerca de 50% das espécies de plantas do cerrado só existem aqui no Brasil. Devido a estas características, os cerrados são fundamentais para a manutenção do solo, a regulação climática e o fornecimento de água.

Foto: Google Imagens / A direta: Caviúna do Cerrado (Dalbergia miscolobium)
Apesar de toda importância econômica, médica e ambiental, o cerrado corre grande perigo. Segundo o professor do Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB) Jader Marinho Filho, se não forem tomadas providências imediatas, o Cerrado pode desaparecer por completo em apenas 24 anos. Isso acontece porque, nos últimos 50 anos, 80% da cobertura original do Cerrado foram desmatadas. Os 20% restantes estão sob ameaça diante da expansão do agronegócio ligado à soja. Leia a entrevista com o professor no Jornal da Ciência.

Serranópolis/GO  possui sítios arqueológicos, cachoeiras, corredeiras e reservas de cerrado.
Há 17 anos tramita no congresso nacional, uma proposta de emenda a constituição (PEC 115/1995) que torna patrimônios nacionais o Cerrado e a Caatinga. Que caso aprovado, seria um grande passo para a preservação deste bioma, criando órgãos de defesa e fiscalização. A PEC 115/1995 corrige um descaso da Constituição, que já considera a Mata Atlântica, a Floresta Amazônica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira como patrimônios nacionais.

Caatinga
Entre as Unidades de Conservação atuais que possuem o cerrado como Bioma dominante estão o Parque Nacional das Emas (131.868 ha), o Parque Nacional Grande Sertão Veredas ( 83.363 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (33.000 ha), o Parque Nacional da Serra da Canastra (200.000 ha), o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (60.000 ha), o Parque Nacional de Brasília (42.389 ha).

Na grande metrópole de São Paulo, na cidade de Franco da Rocha, encontra-se o Parque Estadual do Juquery com área total de 2.058 hectares entre Mata Atlântica e o último Cerrado existente na região metropolitana de São Paulo. Veja fotos no site Arvores de São Paulo.

É necessário aumentar as pesquisas científicas, fazer divulgação dos benefícios do cerrado e lutar por essa região que tem grande importância para o equilíbrio ecológico, para a medicina e esconde raras belezas.

6 de setembro de 2012

Bijuterias com materiais reaproveitados.

Bijuteria é produzida usando botões velhos, passo-a-passo no site e-cycle

Pulseira e colares feitos com pedaços de garrafa plastica e anéis de alumínio
Passo-a-passo no site Riciclare...con fantasia

Latas de azeite se transforma em brinco e colar. Passo-a-passo Ciclo Vivo

Encontrei a foto na página do Facebook da Privalia

Corrente com detalhes de Garrafa Pet retorcido pelo calor, no site  Ambiente de Luz

Este ultimo é trabalho de uma designer francesa, que utiliza batata, amido e tapioca como matéria prima para fabricação de suas bijuterias, que são biodegradáveis, substituindo o plástico comum.
Infelizmente não tem o passo-a-passo mas você pode saber mais sobre o assunto no site Ciclo Vivo

Feriado + praia = muito lixo que vai parar no mar

Litoral Norte de São Paulo
Os problemas com a quantidade alarmante de lixo deixada nas areias das praias brasileiras é um assunto antigo. A grande concentração de turistas em feriados, festas ou férias costuma ter impacto nas areias da praia local e toda a sujeira deixada ali é carregada pelas ondas para o oceanos, afetando os organismos marinhos e causando grande poluição.

Algum tempo atras algumas fotos foram amplamente divulgadas na web sobre a quantidade de lixo encontrada no fundo do mar da festa Espicha Verão realizada em março/2010 no Porto da Barra / BA, selecionei algumas fotos para que relembre o resultado da micareta:
Veja mais fotos e a matéria AQUI

O fato é que todo esse lixo marinho tem causado sofrimento e morte a muitos animais marinhos, que acabam se alimentado ou se enroscando nos materiais que ficam no fundo do mar ou vagando nos oceanos.
De acordo com o Programa Ambiental da ONU, os entulhos plásticos são responsáveis anualmente pela morte de mais de um milhão de pássaros e de cem mil mamíferos marinhos, como baleias, focas, leões-marinhos e tartarugas. As aves marinhas confundem objetos como escovas de dente, isqueiros e seringas com alimento, e diversos deles foram encontrados nos corpos de animais mortos.

É tanto lixo despejado no mar que existe hoje no mínimo 5 ilhas de plástico gigantescas, verdadeiros lixões, boiando no Oceano Pacífico. Elas são formadas por pedaços de plástico arrastados para um ponto de convergência de diversas correntes marinhas e são frutos dos mais de 50 anos de dejetos lançados nos oceanos.
Em 1997, Charles Moore descobriu por acaso o maior vórtice de lixo conhecido como North Pacific Gyre (“Giro do Pacífico Norte”). Ele começa a cerca de 950 quilômetros da costa californiana e chega ao litoral havaiano. Seu tamanho já se aproxima de 680 mil quilômetros quadrados, o equivalente aos territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somados – e não pára de crescer. O acúmulo de detritos ali chega a tal ponto que para cada quilo de plâncton nativo da região contam-se seis quilos de plástico, correntes marinhas impedem que eles se dispersem.
Cerca de 20% dos componentes desses depósitos são atirados ao mar por navios ou plataformas petrolíferas. O restante vem mesmo da terra firme. Leia a matéria sobre este assunto na Revista Planeta.

Clique para ampliar.
Como fazer a gestão do lixo deixado nas praias?

Vou transcrever o conteúdo que o site Ecodesenvolvimento citou para solução deste problema.

Pensando estritamente no ambiente praia, a instalação de lixeiras é uma das ações mais elementares que devem ser tomadas pela prefeitura local.

É fundamental que se promova a educação ambiental com os frequentadores da praia no sentido de que passem a jogar o lixo não mais na areia e sim no interior das lixeiras ou dos cinzeiros portáteis.

Incentivos: Existem alguns programas de certificação da qualidade de praias, tais como o programa Bandeira Azul e o programa Seaside Award, que dão um prêmio (uma espécie de certificado de excelência) para aquelas poucas praias onde as pessoas envolvidas (físicas e/ou jurídicas) desenvolveram planos e ações que fazem com que elas apresentem alta qualidade. Entre diversos outros requisitos de qualidade, os dois programas citados acima exigem que, nas praias certificadas, a ocorrência de lixo seja mínima.

Por último, vale lembrar que muitas vezes o lixo que vemos na areia não foi deixado lá pelo usuário da praia, mas sim foi originalmente lançado nas ruas e sarjetas mais afastadas, tendo sido carregado até a praia pela água da chuva, através de canais de drenagem, córregos urbanos ou mesmo rios. Assim, algumas localidades optaram por colocar redes ou grades metálicas nas desembocaduras desses cursos d’água, de forma a reter o lixo, evitando que ele chegue até a praia. A a limpeza periódica dessas grades ou redes é fundamental para que essa técnica dê resultado.


Exemplo de redes e grades utilizadas para a contenção do lixo provenientes de rios e outros cursos d’água
Foto: Stormwater Systems
Cabe a nós como individuo fazer nossa parte, levando uma sacola para os resíduos do que for consumido na praia e depositar os sacos de lixo em local apropriado e não largá-lo na areia, onde as marés podem arrastar os detritos e sacolas de lixo para o mar antes de serem coletados.
Se for possível, espalhar a educação ambiental com vizinhos, amigos, incutir a importância da limpeza das praias e preservação da vida marinha.

Bom Feriado ;)

5 de setembro de 2012

05 de setembro - Dia Mundial da Amazônia - Conheça mais sobre esta região


MANAUS 05/12/2012 - Texto de Isaac de Paula - jornalismo@portalamazonia.com.br

A maior, mais alta, mais diversa. A Amazônia é uma região repleta de recordes, que parece ter vocação para a grandeza. Em 5.217.423 quilômetros quadrados (km²) – somente em território brasileiro – a Amazônia Legal compreende nove estados. Uma área que reúne uma enorme biodiversidade, comprovada cientificamente, e que está no centro da extensa discussão do desenvolvimento sustentável e da preservação dos recursos naturais.
O tamanho continental, equivalente a mais de 60% do território brasileiro, é apenas o começo do ‘gigantismo amazônico’. A região tem a maior Unidade Federativa nacional, o Amazonas, em uma área que ultrapassa os limites da França, Espanha, Suécia e Grécia juntas. Em escala municipal, Altamira, no Pará, é quem aparece no topo da lista das cidades brasileiras com a maior dimensão geográfica: 159.695,938 km², ultrapassando países como Portugal e a Irlanda.
Pico da neblina. Foto: Reprodução/TV Amazonas
Apesar de não ter um relevo marcado por montanhas, na Amazônia estão os pontos mais altos do País. São os casos do Pico da Neblina, com 3.014,10 metros de altitude, e do Pico 31 de Março, com 2.992,40 metros. Isso sem falar no Monte Roraima, uma das maiores montanhas planas do Mundo. Quem explica como isso é possível é a professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Adoréa Rebello.
“As zonas mais baixas são zonas comprimidas entre a Cordilheira dos Andes e o Planalto das Guianas. Na área central dessa área está composto um vale, que dá a falsa impressão de um relevo homogêneo, mas, no entorno, há grandes elevações”, conta a pesquisadora. Estruturas formadas por volta do período Mezozóico – há 70 milhões de anos – e que continuam em constante mudança. “Ao mesmo tempo que esses picos soerguem, por uma ação tectônica, eles sofrem erosão. É o que chamamos de equilíbrio isostático”, afirma.
Também é dos Andes que vem outro recorde: o rio Amazonas. O curso das águas desse que é o rio mais extenso do mundo percorre os estados do Amazonas, Pará e Amapá. Um caminho com 6.992,06 km de extensão, que começa no Peru. Com uma vazão média de 133 mil metros cúbicos de água por segundo, estima-se que o Amazonas lance ao oceano uma descarga equivalente a 11% de toda a massa de águas continentais. Impressiona também a largura deste rio, que pode chegar a 100 km, de uma margem à outra.
Encontro das águas, entre os rios Negro e Solimões, no rio Amazonas. Foto: Ribamar Caboclo
Bem além do que se pode ver, cientistas do Observatório Nacional (ON) descobriram indícios de um segundo rio gigantesco na Amazônia – desta vez, seguindo escondido, abaixo do rio Amazonas. Diferente do que poderia ser imaginado, ele não é um aquífero, uma reserva de água sem movimentação. Batizado de Hamza, o rio está a quatro mil metros de profundidade e pode ter até 400 km de largura; uma distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
Por si só, o rio Amazonas já seria suficiente para impressionar, mas a bacia hidrográfica amazônica, como um todo, tem números ainda maiores. A mais extensa rede hidrográfica do globo terrestre, de acordo com informação da Agência Nacional de Águas (ANA), ocupa uma área total da ordem de 6.110.000 km², por entre o Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Guiana. Nela, estão 68% das reservas de água doce do País e 12% das de todo o planeta.

Da floresta
Dona da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta. O Jardim Botânico do Rio Janeiro, responsável por catalogar todas as espécies de plantas e fungos do país desde 1906, apontou a existência de pelo menos 13.317 espécies da flora na região. Um número pequeno frente à real dimensão dos recursos naturais ainda desconhecidos da ciência.
“A biodiversidade da Amazônia ainda é pouco conhecida. Acredita-se que apenas 3% dela já tenha sido catalogada”, afirma o botânico do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Cid Ferreira. O doutor em fitogeografia brasileira foi um dos pesquisadores responsáveis por descobrir outro superlativo: a maior folha do Brasil. Da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, veio o exemplar de 2,5m de altura por 1,44m de largura. A folha de uma árvore Coccoloba entrou para o Guinness Book.
Como em um enorme ciclo, a densidade da floresta amazônica exerce influência sobre outros fatores. Um deles é a incidência de raios na região. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas é o estado com a maior ocorrência de descargas elétricas em todo o país. A média anual é de cerca de 20 milhões de raios. Conforme o Instituto Municipal de Metereologia (Inmet), a causa dessa “liderança” é a quantidade de árvores existentes no Estado. Durante os meses de outubro a novembro, época de transição entre o período seco para chuvoso, a ocorrência é mais intensa.
Por entre a floresta, estão mais de mil ilhas, nos dois maiores arquipélagos fluviais do mundo. São eles: Mariuá, com 700 ilhas, e Anavilhanas, com 400 ilhas, ambos no rio Negro.
Arquipélago de Anavilhanas, o segundo maior fluvial do mundo. Foto: Ribamar Caboclo
Sob o solo
Abaixo das árvores, pelo menos três exemplos da geodiversidade amazônica merecem destaque: gás, petróleo e potássio. Em ambos os primeiros, somente o Amazonas detém reservas totais de 187,5 milhões de barris de óleo e de 89,7 bilhões de m³ de gás natural. A prova dessa riqueza, que aos poucos é descoberta e explorada na região, é a liderança do Amazonas na produção nacional terrestre dos materiais.
Quanto ao potássio, também está no Amazonas a maior reserva do minério no País – e talvez do mundo. A perfuração de sondas a cerca de 850 m de profundidade, no município de Autazes, descobriu capacidade da reserva de 300 milhões de toneladas de sal de potássio anuais. O minério apresenta teores de potássio superiores a 40%, enquanto os já conhecidos variam entre 18% a 30%.

Fauna
Entre os animais, os recordes se repetem. Um inventário biológico do Museu Goeldi, no Pará, aponta que o número de espécies de peixes na bacia amazônica pode ser superior a 1.300. A quantidade é a maior já encontrada nas demais bacias do mundo. Apenas no rio Negro, já foram registradas 450 espécies, enquanto em toda a Europa, os peixes de água doce catalogados não passam de 200. Saiba mais
Pelos rios da Amazônia nada o pirarucu. Maior peixe de escama de água doce do mundo – pode chegar a três metros de comprimento – a espécie é encontrada exclusivamente na região. Por estar ameaçado, o animal é protegido por lei, tendo a pesca proibida durante alguns períodos do ano. O peixe, na vida adulta, pode pesar até 200 quilos.
Ribeirinho carrega nas costas um exemplar de pirarucu.
Foto: Ribamar Caboclo

Assim como o pirarucu, outro gigante amazônico em risco é o peixe-boi, o maior mamífero de água doce do Brasil. O animal pode chegar a pesar quase meia tonelada, distribuída em até 3 metros de comprimento. O enorme peso é resultado de uma dieta baseada essencialmente em plantas aquáticas e semi-aquáticas. Devido à caça, o animal está ameaçado de extinção.



Preservação
Assim como o pirarucu e do peixe-boi, parte da riqueza biológica da Amazônia está ameaçada. Conforme denunciado pelo portalamazonia.com, animais silvestres da Amazônia são vendidos por até R$ 50 mil no exterior. Em números, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que sejam retiradas cerca de 12 milhões de espécimes todos os anos da floresta. Animais altamente cobiçados pelo tráfico internacional.
As aves são alguns dos alvos da biopirataria. Foto: Arquivo
Quantos aos recursos hídricos, apesar da hidropirataria ser uma ameaça desacreditada por especialistas, há alertas em outras áreas. Neste caso, a ameaça vem dos próprios habitantes da região. Em áreas como Manaus, o lixo doméstico despejado e acumulado em igarapés, anteriormente límpidos, poluem mananciais e braços de rios. Um risco agravado por empreendimentos  – sejam industriais ou habitacionais – em descumprimento às regras ambientais.
Já a preservação da floresta, uma antiga luta de populações tradicionais e ambientalistas, é uma das questões mais polêmicas. Indagações como “até que ponto o desenvolvimento é benéfico”, “o que é sustentatibilidade” e “quem sai de fato ganhando com a suposta derrubada da floresta para acompanhar o crescimento” são – ou deveriam ser – constantes na pauta das discussões de uma região cobiçada como a Amazônia.

Com tantos atributos, a Amazônia está entre as sete Maravilhas Naturais do Mundo da Fundação New7Worlds.  A votação aconteceu pela internet, no ano passado, e recebeu votos de internautas de todo o planeta.
Fonte de retirada do texto: Portal Amazônia




Agora que você leu toda a importância da Amazônia e alguns dos problemas pelo qual ela passa, está na hora de você exercer sua cidadania colocando políticos que tem propostas de políticas de desenvolvimento sustentável.
O site do movimento Floresta Faz Diferença fez uma relação de políticos por estado que estão concorrendo as atuais eleições para prefeito e que votaram a favor do ABSURDO que está se tornando o novo Código Florestal a favor de ruralistas e contra o meio ambiente.

http://www.florestafazadiferenca.org.br/como-participar/

Vote consciente !

4 de setembro de 2012

Reurbanização Sustentável em São Paulo

Decidi abordar aqui o programa "Renova Centro" e implantação dos projetos ganhadores do concurso "Renova SP" na cidade de São Paulo.

Vou explicar brevemente o que são ambas iniciativas:

Programa de Habitação e Requalificação do Centro (Renova Centro)
Criado pela Prefeitura em fevereiro de 2010, o Programa Renova Centro irá transformar 53 prédios ociosos da região central em moradia para cerca de 2.500 famílias, colaborando para a revitalização do centro.
Segundo a Prefeitura, serão destinados R$ 400 milhões para o programa, em parceria com a Caixa Econômica Federal e com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Os 53 imóveis foram escolhidos com base em um estudo encomendado à FAUUSP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), que os considerou viáveis segundo vários critérios. A maioria deles (23, no total), já era de uso residencial; outros 16 eram hotéis. O prédio mais antigo data de 1942, mas a maioria foi erguida nas décadas de 1940 e 50. Esses imóveis possuíam débitos de R$ 8 milhões com a Prefeitura relativos ao IPTU.
Edifício Cineasta, vai ganhar salão de festas,
sala multiuso, área de lazer, área médica e administrativa.
Artistas aposentados serão os beneficiados com as 50 unidades.
A prefeitura já destinou 100 moradias para estudantes(em convênio com a USP), 50 unidades para artistas aposentados e disponibilizará apartamentos para famílias de até 10 salários mínimos, misturando diferentes faixas de renda e escolaridade, para que as pessoas possam interagir e se organizar socialmente, o que fará com que os edifícios onde venham a morar tenham boa manutenção e elas, mais qualidade de vida. Deverão custar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil o metro quadrado.
Além da revitalização destes prédios é resolvido um outro problema grave na cidade: a Mobilidade.
Segundo Ricardo Pereira Leite, enquanto bairros periféricos da cidade, como São Miguel, São Mateus e Campo Limpo, são altamente adensados, mas não ofertam empregos, só o Distrito Sé, no Centro, registra um deslocamento diário de 336 mil pessoas para trabalhar, mas tem população residente que não supera os 20 mil. “Nosso objetivo é gerar novas habitações no Centro, pois percebemos que enquanto a demanda é grande, a oferta tem sido irrelevante.”

Como não encontrei notícias recentes, acredito que devido a época de eleição o programa não esteja "caminhando" mas espero resultados positivos vindos deste projeto. O centro de São Paulo é lindo, mas falta vida nesses prédios que, apesar de possuírem uma linda arquitetura, estão abandonados e decadentes.
Também se faz necessário um programa com os mendigos da região, pois o mal cheiro é insuportável, algumas ruas impregnam o cheiro de urina. E é claro, existe o problema de segurança principalmente após os usuários de crack terem sido dispersados da Cracolândia e passando a consumir a droga nas ruas do centro.

O outro programa que quero citar e que tenho grande admiração pelo objetivo é resultado do Concurso "Renova SP". O Concurso Renova SP foi realizado por meio de uma parceria entre a Sehab e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB Nacional) no mês de agosto/2011. Ao todo, foram selecionadas 17 propostas para atender 84 mil famílias de 213 assentamentos precários – essas áreas foram demarcadas a partir de sub-bacias hidrográficas para facilitar a despoluição de córregos e rios. Dentro desses projetos está incluído a criação de Parques Lineares, aumentando as áreas verdes da cidade, e a construção de ciclovias.
Conheça os 17 projetos vencedores clicando aqui
Cabuçu de Baixo 12

Cordeiro 1

Tiquatira 2

Agora resta cobrar e aguardar a implantação e avanço desses projetos. Mas a iniciativa em si já é um grande passo para São Paulo se transformar em um exemplo de cidade sustentável (apesar de acreditar que ainda falta muito mesmo para isso, mas o processo de conscientização está avançando).

Gartenkultur - transforme um livro em um vaso para plantas

Com a invasão dos iPads, Kindles, e tablets, qual será o futuro dos livros?
A Gardenkultur é um projeto italiano de reciclagem de livros. Eles furam o centro do livro e plantam um pequeno bonsai. via Ideias Green





Gartenkultur remodela a frase da "vitória sobre a natureza" em "vitória da natureza."
Gartenkultur é uma peça de mobiliário, uma peça de arte, um único e irrepetível. Como cada semente se torna uma planta ou árvore, de modo livro se torna um vaso e um berço.

3 de setembro de 2012

Passo-a-passo para criar seu Bulb Vase




Material

1. cordão encerado
2. lâmpada queimada
3. tesoura
4. faca de ponta


Passo-a-passo:
1. Faça um furo na base da lâmpada com uma faca de ponta (pode não parecer, mas é molinho e fácil de furar).
2. Com uma tesoura corte a base da lâmpada mantendo boa parte do espiral metálico.
3. Dentro da lâmpada o miolo é composto por um vidro com uma espécie de cera dura, ou cerâmica, não sei. Quebre com cuidado a borda de cera ou cerâmica e retire o miolo, é a parte mais difícil pois não se pode apertar demais a lâmpada, mas dá para fazer com uma tesoura simples e a mesma faca de ponta.
4.Tire todo o miolo, corte as rebarbas do espiral e arremate pendurando com cordão encerado.

Fonte Dcoração

Para onde caminham os rios – um exemplo norte americano e a realidade brasileira

Há 40 anos, o Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e de ‘Belos Cenários’) garantiu a proteção dos principais cursos d’água dos Estados Unidos. Seu mentor, John Craighead, de 95 anos, é um célebre ambientalista. Hoje, 200 rios são legalmente protegidos, com águas que não podem ser destinadas à irrigação, geração de energia ou navegação.

Por Joel K. Bourne, Jr. (NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL)

Durante boa parte do século 20, o governo federal parecia determinado a represar praticamente todos os principais rios do país, para usar sua força na geração de energia elétrica, na irrigação, na navegação, no fornecimento de água e no controle de enchentes. O excesso das represas foi agudo principalmente no oeste árido, onde até o Grand Canyon foi listado para ser inundado. A Corporação de Engenheiros do Exército avaliou cinco locais possíveis para represas só no Middle Fork. O rio poderia ter se transformado em uma corrente de lagos artificiais se dois irmãos não tivessem ajudado a deter a maré de concreto.
Rio Upper Rogue, na Floresta Nacional Rio Rogue-Siskiyou,
em Oregon - 64,8 quilômetros protegidos desde 1988
John Craighead, hoje com 95 anos, é lendário no campo da biologia selvagem, famoso com seu irmão gêmeo, o já falecido Frank Craighead, por estudos pioneiros com ursos pardos no parque nacional Yellowstone e por numerosos artigos e documentários publicados pela National Geographic. O trabalho inovador deles inspirou iniciativas para salvar a espécie da extinção nos 48 estados contíguos dos EUA. No entanto, a conquista que mais orgulha John Craighead em sua vida, longa e produtiva, segundo ele, é a aprovação de Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e Belos).
Custou uma década de relatórios, palestras e convencimento político, mas quando o presidente Lyndon Johnson assinou o Wild and Scenic Rivers Act, em 1968, boa parte de seu texto veio dos irmãos Craighead. A lei inicial poupava oito rios e uma zona de proteção estreita ao redor deles onde não poderia haver represas nem construções. Hoje, a lista creceu para mais de 200 rios em 39 estados e Porto Rico.

Veja a reportagem completa na National Geográphic Brasil.
Matéria do Blog Instituto Cidade Jardim

A Usina de Manso, construída em parceira com a iniciativa privada, está localizada no estado de Mato Grosso, no rio Manso, principal afluente do rio Cuiabá.

Em contrapartida, temos no Brasil, além da construção da hidrelétrica de Belo Monte (que já retomou a construção), a implantação de mais 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal.

A Justiça Federal Brasileira em 24/08/2012 deu um grande passo determinando que os órgãos ambientais licenciadores suspendam todos os processos de licenciamento ambiental em curso e não concedam novas licenças até que a Avaliação Ambiental Estratégica de toda a bacia seja feita. Os empreendimentos hidrelétricos já em funcionamento continuarão operando, mas suas licenças não podem ser renovadas.
Espero sinceramente que a decisão seja mantida, e não ocorram interferências devido ao jogo de interesses e ambição humana.

Veja um trecho do texto Hidrelétricas que ferem o Pantanal e a Amazônia

Autor: Cleide Carvalho (O Globo - 26/08/2012)

As outorgas de usinas no Mato Grosso foram concedidas no início dos anos 2000, quando o Brasil enfrentou racionamento de energia elétrica. Essas outorgas geraram um mercado paralelo e foram vendidas, passando de mão em mão.
Segundo o deputado Dal Bosco, a preocupação em gerar energia em curto espaço de tempo fez com que empreendimentos fossem aprovados sem levar em conta danos e degradação ambiental.
Segundo o relatório de uma CPI realizada, a maioria das usinas sequer possui "escada de peixes", que permite a esses animais subirem os rios para desova, a conhecida piracema. Com isso, os peixes teriam desaparecido nos municípios de Dom Aquino e São Pedro da Cipa: "Há três piracemas que os peixes não chegam nesses municípios porque não conseguem transpor a barragem da PCH (pequenas centrais hidrelétricas)", diz o documento.
Algumas pequenas centrais hidrelétricas ultrapassaram a área inundada prevista no projeto inicial, alagando propriedades. Outra irregularidade constatada foi o desmatamento ilegal, em Áreas de Preservação Permanente, feito para abrigar canteiros de obras.
Numa única obra, teriam sido contratados 177 operadores de motosserra. Ao menos um rio teria sido desviado com uso de dez mil sacos de adubo químico reaproveitado, poluindo as águas.
O documento cita, ainda, que processos de licenciamento ambiental receberam parecer técnico conclusivo antes que licenças prévias tivessem sido deferidas e algumas usinas fizeram barragens com altura quase dez metros acima do previsto em contrato. Em pelo menos um caso, a área alagada foi quatro vezes maior que o permitido.
Bacia Alto Paraguai, Rio Taquari sofre com assoreamento devido navegação e desmatamento.
Segundo a decisão da Justiça Federal “não há nenhuma razão plausível para se prosseguir sujeitando, por mais um dia que seja, o ambiente pantaneiro a riscos tão consideráveis”.
Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa por licença expedida é de 100 mil reais.
O Pantanal é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, desde 2000.

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