4 de janeiro de 2013

Parklets: lazer e zonas verdes nas cidades

Em cidades dos EUA, vagas de estacionamento nas ruas estão sendo transformadas em parques em miniatura. ONG quer trazer ideia ao Brasil

Parklet em São Francisco. Menos dois carros e parada para a bike
Foto: Galileu
Quem quer o sossego e o verde de um parque nas grandes capitais brasileiras precisa andar um bocado e enfrentar o trânsito se não tiver a sorte de morar do lado de um Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo. O que os Parklets propõem é o contrário. São miniparques urbanos feitos em espaços pequenos que podem ser de uma vaga de estacionamento na rua ou o final de um beco sem saída.

Nascida em São Francisco, na Califórnia, em 2004, a iniciativa já ganhou 70 unidades em várias cidades americanas e no Canadá. Há espaços apenas com bancos para descanso, outros com aparelhos de ginástica e até wifi livre para os passantes. A organização não-governamental Mobilidade Verde pretende trazer o modelo para o Brasil. “Estamos fechando parceria com escritórios de arquitetura para fazer o primeiro Parklet brasileiro no bairro paulistano da Vila Madalena”, diz Lincoln Paiva, presidente da ONG. Se der certo, depois pretendem levar a ideia para as regiões do Itaim Bibi, Vila Olímpia, Moema e Centro. “A proposta é recuperar áreas públicas tomadas pelos carros e devolvê-las para as pessoas.”

Iniciativas similares já acontecem em grandes cidades brasileiras no Dia Mundial Sem Carro, comemorado em 22 de setembro, quando vagas nas ruas são transformadas em áreas de lazer, mas somente naquela data. A ideia, agora, é ter espaços mais permanentes. Para isso, a ONG pretende ter autorização da prefeitura e aposta na Lei Cidade Limpa — que proibiu o uso de outdoors na cidade em 2007 — para ter apoio da iniciativa privada. “A lei garante que os espaços públicos podem ser patrocinados, desde que sejam destinados à população.”

Ainda que os automóveis já precisem disputar espaço na cidade, Paiva não vê a diminuição de poucas vagas de estacionamento como um empecilho ao projeto. “Os motoristas reclamam no início, mas esse tipo de iniciativa facilita uma mudança comportamental. As ruas voltam a ter gente, o trânsito fica menor na região.”

Se a reclamação for demais, a ONG poderá lançar mão de um modelo implementado em Nova York, em parceria com a secretaria de transporte, em que os parklets ocupam por seis meses um mesmo espaço.

por Vinícius Cherobino do site Galileu

Veja mais imagens:
Foto: Laughing Squid, parklets em São Francisco
Foto: Eyes on the street, na Filadélfia.
Foto: Architectural Record - São Francisco
Foto: The Examiner - São Francisco

Sobre o autor: Luciana Cantanhede Estudante de Biologia, Conselheira do Cades regional em São Paulo, busca através das temáticas ambientais conscientizar e incentivar a mudança de atitudes para práticas sustentáveis. Twitter | Facebook | Email

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