Bem vindo ao blog

O Blog compartilha informações ambientais e sócio-políticas, dicas de decoração sustentável e divulgação de projetos e eventos relacionados ao meio ambiente. Qualquer dúvida, sugestão ou parceria entre em contato!

Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

Mostrando postagens com marcador Amazônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amazônia. Mostrar todas as postagens

7 de julho de 2014

Projeto reaproveita celulares velhos doados e ajuda na luta contra desmatamento


Para aproveitar smartphones antigos, a organização americana Rainforest Connection usa os dispositivos que recebe por doação como sensores acústicos para detectar derrubada de árvores em florestas tropicais.

Em entrevista por e-mail à Folha, o fundador da ONG, Topher White, disse que trará a iniciativa à Amazônia brasileira ainda neste ano –até agora, o projeto está só na ilha de Sumatra (Indonésia).

A Rainforest Connection "turbina" os celulares com recarga solar e proteção contra impactos e umidade. Por meio de um aplicativo, se o microfone detecta especificamente som de motosserras, o celular envia um SMS à guarda florestal, que pode intervir.

O grupo está angariando verba para a expansão para o Brasil e para a bacia do rio Congo, na África (veja como doar dinheiro ou um celular em bit.ly/florestatropical).


"Poderíamos encomendar equipamento específico, mas a verdade é que celulares são extremamente eficientes e capazes, e podemos obtê-los de graça", diz White. "Simultaneamente, reduzimos o descarte de eletrônicos. Se os telefones não estiverem quebrados (ou mesmo se estiverem) e puderem servir para algo, não há razão para jogá-los fora."


Outras funcionalidades e reutilizações para os Smartphones

Além de doar ou vender, há diversas outras aplicações para um celular antigo total ou parcialmente em funcionamento, como torná-lo uma câmera de segurança ou rastrear por GPS um membro da família, por exemplo.

Outro projeto que se vale de celulares doados é o Medic Mobile, que usa mensagens de texto para auxiliar profissionais de saúde ou líderes comunitários de áreas pobres para situações de emergência.
O Brasil não está na lista dos 21 países (e 2 milhões de pacientes) atendidos, mas será um dos próximos a receber apoio do Medic Mobile, que usa para distribuir as mensagens o software de código aberto FrontlineSMS.
"Sabemos que há populações isoladas no país e que essas pessoas quase não têm acesso ao sistema de saúde", diz Amanda Yembrick, gerente da ONG para a América Latina. "Estamos identificando parceiros para lançarmos nossos programas aí, em especial o de saúde materna."
A ONG aceita até doação de celulares quebrados (hopephones.org).

Lixo eletrônico

"Ter carro do ano" é uma expressão que pode muito bem ser substituída, nos dias atuais, por "ter o último iPhone". Segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), 81% dos brasileiros trocam de celular em menos de três anos, gerando um sem-número de aparelhos funcionais e abandonados.

Segundo um analista da consultoria especializada em tecnologia IDC, contudo, a taxa indicada pelo estudo é conservadora. "Seguimos a média dos EUA, com donos de smartphone trocando de aparelho entre 18 meses e 20 meses", diz Reinaldo Sakis, gerente da área de produtos de consumo na empresa.

Celulares convencionais ficam obsoletos ainda mais rapidamente. "No 13º mês de um aparelho simples, ele já é extremamente velho, e o consumidor é forçado a trocar."

27 de junho de 2013

Existe extração sustentável do ouro?

Passeando pela web me deparei com esse post no blog Biboca ambiental, e como essa era uma dúvida que eu também tinha, achei interessante e decidi compartilhar aqui.

Existe um método de extração do ouro que não prejudique o meio ambiente e os trabalhadores?

O ouro está presente em joias, equipamentos e na medicina. Os usos do ouro se multiplicam, assim como os problemas ligados à poluição ambiental decorrente da mineração em larga escala.
Os métodos de extração variam de acordo com as características geológicas de cada lugar.
Muitos mineiros realizam suas tarefas em condições precárias e arriscadas. Eles são responsáveis por 10% a 15% da produção mundial desse metal, constituindo 90% da força de trabalho empregada na atividade mineradora.
Às condições de trabalho problemáticas, somam-se os efeitos deletérios da mineração intensiva, não só sobre o meio ambiente, mas sobre os trabalhadores que manuseiam substâncias tóxicas. Entre os desastres ecológicos provocados pela extração não controlada, estão o desmatamento e a poluição dos rios.

Os selos Fairtrade e Fairmined. 

A mineração artesanal e de pequena escala tenta encontrar uma solução para esse problema. A Fairtrade Labelling Organizations (FLO) e a Aliança pela Mineração Responsável (ARM) se uniram para criar uma certificação e assegurar uma metodologia que respeite o meio ambiente e os trabalhadores.
O selo Fairtrade e Fairmined garante que a extração de ouro é livre de produtos químicos que contaminam a terra e prejudicam a saúde dos mineiros, incluindo substâncias tóxicas tradicionalmente utilizadas no processo, como mercúrio e cianureto.

Entre outros pontos, as minas que contam com essa certificação também reconhecem os direitos trabalhistas das mulheres mineiras e proíbem o trabalho infantil. Outros benefícios incluem o pagamento de salários até 10% mais altos que o valor oficial do mercado, e o compromisso de investir no desenvolvimento de projetos que beneficiem a comunidade. Atualmente, a mineração certificada está presente em mais de 55 países.

Muitos trabalhadores da Ásia, África e América Latina adotaram a extração de ouro responsável, mas diversos governos favorecem a extração em grande escala.

Considerando que cerca de 50% da produção de ouro é destinada à fabricação de joias,  o papel do consumidor também é importante. Para que os consumidores saibam em que condições foi extraído o ouro de suas joias, a Aliança pela Mineração Responsável está trabalhando para lançar uma certificação internacional de extração ecológica. Se comerciantes, joalheiros e consumidores se comprometerem a adquirir joias certificadas (ou comprar ouro de forma responsável), estarão contribuindo para solucionar um problema sério.

A auditoria dos sistemas de extração tem vantagens que a tornam recomendável, se quisermos garantir um futuro livre de desastres ecológicos e sociais.

Separei algumas curiosidades e fotos, confira abaixo:

Foto: Correio do Brasil - Pepita de mais de 10 kg encontrada no garimpo de Serra Pelada, no Pará.
Lá também foi encontrada anos atrás uma pepita de ouro de 60 kg (a maior do Brasil), sendo 54kg do minério puro.

Na década de 1980, a antiga mina chegou a ter mais de 80 mil garimpeiros trabalhando ao mesmo tempo, formou-se a chamada corrida do ouro. Estimativas oficiais apontam que, na época, foram extraídas aproximadamente 40 toneladas do metal. No entanto, a conta pode ser maior, pois parte considerável foi vendida clandestinamente.

Em 1987 muitos perderam a vida tentando atingir a cota 190 (altura do nível do mar)  achando que ali 60% ou 70% de todo o material seria ouro puro. A descida foi desenfreada e os barrancos, feitos sem estrutura, desabavam soterrando garimpeiros na própria riqueza que buscavam. Depois desses incidentes houve nova descida que prosseguiu de forma mais racional, menos íngreme em direção ao fundo e mais segura. 

A partir de 1987, quando novamente se aproximavam da cota 190, sabotagens e boicotes se tornaram freqüentes. Diversos motores das bombas de sucção da água foram inutilizados com areia e açúcar em suas engrenagens. A passagem da água criava sulcos nas paredes da cava, aumentando muito o risco de desabamento. Em busca de segurança era preciso derrubar aquelas paredes frágeis dentro do próprio buraco que abriam, para só então recomeçar a cavar. Após muitos dias de trabalho voltavam ao ponto que estavam antes e não passava muito tempo até nova sabotagem ocorrer, exigindo repetir o trabalho. Em 88 se tornou inviável prosseguir com a cava, a extração continuou caindo. Em 1988, foi de 745 kg, e, em 1990, de menos de 250 kg. Em março de 1992 o governo não renovou a autorização de 1984, e o garimpo voltou a ser concessão da Vale.
Em sua parte mais profunda, o lago de Serra Pelada possui 120 metros de profundidade. Acima d'água não difere muito de um lago comum, talvez exceto pela montanha recortada que se projeta morro acima. Abaixo da superfície, depositadas no solo envenenado de mercúrio, estão sobrepostas camadas de ouro, lama, sangue e ganância humana.



Serra Pelada:o formigueiro humano da década de 1980 Foto: Colossus - clique para ampliar.
Devido à recente valorização do ouro no mercado internacional após a crise econômica de 2008-2012, muitos garimpos até então desativados, passaram a ser reabertos. Em 2011, a empresa de mineração canadense Colossus Minerals Inc. se associou à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP), formando a joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), que irá explorar de forma mecanizada o ouro de Serra Pelada a partir de 2013. No entanto os garimpeiros não estão satisfeitos com a atual gestão da COOMIGASP e desconfiados da empresa Colossus como se pode ver no site da Associação  de  Defesa do Patrimonio dos Garimpeiros Sócios Coomigasp (ADEPAG)

Foto: Rafael Nogueira - Garimpeiro em Morretes-PR
No caso do ouro de aluvião, aquele que  se encontra no sedimento dos rios, a retirada do metal requer técnicas manuais (como a bateia) e a separação de outras substâncias como fragmentos de areia e rochas. Nessa técnica de separação Os garimpeiros jogam o mercúrio junto do aurífero, o mercúrio se une ao ouro formando um amálgama (união do mercúrio com o ouro) que é muito denso e fica depositado no fundo da bateia, enquanto outros sedimentos são levados pelo rio. Depois esse amálgama é  aquecido em altas temperaturas; o mercúrio que tem ponto de ebulição mais baixo se volatiliza (vaporiza); concomitantemente, ocorre a fusão entre as partículas do ouro, no fundo do recipiente. O excesso de mercúrio usado no processo de amalgamação é lançado diretamente no rio. Tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado (posteriormente inalado) durante a queima da amálgama para a separação do ouro, são altamente prejudiciais à vida. As maiores sequelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora; se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados.
Essa substância entra na cadeia alimentar da população da região através da ingestão do mercúrio pelos peixes e posteriormente da ingestão dos peixes pela população, além da utilização da água do rio para uso doméstico e utilização na agricultura local. Fonte: Portal do Professor - MEC
Dados do Garimpo do Eldorado do Juma, em Apuí - AM, estimam que uma tonelada do material já foi retirada desde 2006. A quantia chega a R$ 97 milhões. O metal é encontrado desde a Cordilheira dos Andes até a região sul do Estado, nos municípios de Novo Aripuanã, Apuí e Maués.
A exploração do metal atraiu mais 8 mil pessoas no auge do chamado garimpo Eldorado do Juma, em 2006, logo após ter sido descoberto, tomando uma área de cerca de 10 mil hectares. 
Ao longo do rio Madeira existem entre 1,2 mil e 1,3 mil balsas que também praticam atividades garimpeiras mas o garimpo do Eldorado do Juma é o único processo licenciado pela cooperativa dos garimpeiros. Porém não se pode dizer exatamente que seja uma pratica sustentável pois a resolução 011/2012, aprovada em junho/2012 pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Amazonas (CEMAAM) libera o uso de mercúrio nas atividade de lavra garimpeira de ouro no Estado do Amazonas. 
Veja porque o mercúrio é usado na mineração de ouro no site O Eco.
Foto e Fonte: Discovery Ajuda
Desde 2004 a iniciativa global Aliança pela Mineração Responsável (ARM) trabalha para melhorar a qualidade de vida e a distribuição de renda dos denominados Garimpeiros Artesanais de Pequena Escala (MAPE), por meio da aplicação de práticas sociais, ambientais e trabalhistas mais justas e igualitárias.

Fundada em Quito por um grupo internacional de mineiros comunitários, ambientalistas, empresários e especialistas em certificação provenientes da Colômbia, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Holanda, Mongólia, Peru, Sri Lanka e Inglaterra, a ARM ajuda garimpeiros artesanais a desempenhar sua atividade de maneira digna e responsável.

Desde sua criação, a Aliança pela Mineração Responsável busca replicar esse modelo e inserir os produtores no mercado de metais e minerais certificados com o selo Fairmined.

Entre as organizações mineradoras de ouro certificadas na América Latina, podemos citar a Cooperativa Minera Aurífera Cotapata, da Bolívia; Coodmilla La Llanada, Cumbitara e Oro Verde, da Colômbia; Cooperativa Bella Rica, do Equador; Aurelsa, Cuatro Horas, Macdesa e Associação de Mulheres Garimpeiras Nueva Esperanza, do Peru. Veja mais associados em http://communitymining.org/en/about-arm/stakeholder-alliance

27 de março de 2013

Contra protestos, governo envia Força Nacional a Belo Monte


Notícia de ((o))Eco em 26 de Março de 2013

Discretamente, o governo publicou ontem(25/03/2013) no Diário Oficial autorização para o envio da Força Nacional a Belo Monte e assim evitar que manifestantes invadam o canteiro de obras e paralise a construção da usina (portaria nº 1.035). A ordem foi dada pelo Ministério da Justiça. Se necessário, o prazo 90 dias de permanência da tropa poderá ser prorrogado.

O envio de tropas para garantir os trabalhos foi um pedido do ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, em resposta à ocupação do canteiro de obras do sítio de Pimentel, na quinta-feira passada (21) quando ribeirinhos e lideranças indígenas paralisavam pela oitava vez os canteiros.

A portaria do Ministério da Justiça, assinada pelo ministro José Eduardo Cardozo, autoriza o uso da Força Nacional “para o fim de garantir incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia”.

Em fevereiro, funcionário de Belo Monte foi flagrado espionando reunião do “Movimento Xingu Vivo para Sempre”. A ONG descobriu que o espião que se passava por operário era contratado do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) para levantar informações sobre possíveis lideranças operárias e  ajudar a coibir movimentos de greves.



Leia Também
Ministério Público divulga 15 processos contra Belo Monte
WWF lista os pecados ambientais de Belo Monte

24 de setembro de 2012

Notícias verdes 2º Edição

Começando a segunda com notícias ótimas e aquelas que já ouvimos sempre, mas não se vê atitudes governamentais ou da população.

Cláudia Gai e Amanda Bernardi (terceira e quarta, da esq.
para a dir.) Foto: Arquivo Pessoal de Cláudia Gai 
Começando com a ótima notícia sobre pesquisa com combustíveis renováveis e, melhor, duas brasileiras de 33 e 22 anos integram a equipe que está criando o isobutanol como substituto da gasolina:
Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2
(clique para acessar a matéria)
Para chegar ao isobutanol, foi manipulado os genes de uma bactéria encontrada no solo, Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool. O isobutanol já foi usado experimentalmente em corridas de automóveis e até em testes com aviões, realizados pela Força Aérea dos EUA em julho deste ano. Atualmente os cientistas estão aperfeiçoando o projeto para fazer o micróbio modificado geneticamente sobreviver ao álcool que ele mesmo produz.

Projeto Corredor Ecológico surgiu por negligência com a biodiversidade
No projeto, os chamados "corredores ecológicos" são baseados nos seguintes critérios: integridade da paisagem natural; abundância e riqueza de espécies e grau de ameaça; diversidade de ecossistemas e comunidades; potencial de conectividade entre comunidades terrestres e aquáticas; e ocorrência de espécies endêmicas.

[Mudanças Climáticas] Somos todos idiotas em relação à mudança climática 
A ciência é clara e a necessidade de reduzir as emissões que esquentam o planeta tem urgência crescente. Então, por que, coletivamente, estamos fazendo tão pouca coisa sobre o assunto?

Al Gore analisa agricultura após as mudanças climáticas
Nobel da Paz vem à São Paulo para palestrar durante o primeiro Global Agribusiness Forum

Cientista inglês prevê degelo total do Ártico em 4 anos
Este é o alerta feito pelo pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e um dos maiores especialistas no assunto.

[Biodiversidade] Os cinco animais do Brasil mais ameaçados de extinção
A Sociedade Zoológica de Londres publicou relatório que aponta quais são as 100 espécies da biodiversidade mundial mais ameaçadas de extinção. Na lista, aparecem cinco animais nativos do Brasil. 

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos, diz estudo
Nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.
Recife saudável em Fernando de Noronha (PE). A espécie na fotografia é a 'Montastrea cavernosa', dominante na região de Noronha. (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)

[Petrobrás] Após vazamento, Maresias fica com cheiro de diesel
O óleo vazou de um caminhão que tombou na Rio-Santos na quinta e chegou à areia e ao mar. Moradores disseram ter visto peixes mortos, mas a Cetesb (agência ambiental paulista) negou prejuízo à flora e à fauna. 

Petrobras é denunciada por crime ambiental em refinaria de Caxias
O Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti, denunciou a Petrobras e dois funcionários da empresa por crime ambiental envolvendo derramamento de óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e consequente contaminação do Rio Iguacu, da Baía de Guanabara e dos manguezais que os cercam. 

[Governos] Em discurso na ONU, Dilma deve lembrar compromissos da Rio+20 para consolidar sustentabilidade
A presidente Dilma Rousseff deve reiterar o apelo para que todos se comprometam de forma prática e objetiva com as metas fixadas há três meses e ressaltará, na Assembleia Geral da ONU, que é fundamental haver um esforço conjunto para garantir o desenvolvimento comum.

Senado vota Código Florestal nesta terça-feira
Como o texto recebeu apoio unânime dos senadores que integram a comissão mista, a previsão é de que seja aprovado em Plenário sem dificuldade. A dúvida, no entanto, é quanto à reação do Executivo às mudanças feitas na MP. A presidente Dilma Rousseff negou participação do governo no acordo, não assumindo, portanto, compromisso em acatar o que for aprovado no Congresso.

Judith Shapiro e a conta que vem da China
A Americana Judith Shapiro diz que o país está exportando seus problemas - e o mundo todo vai pagar por isso

[Amazônia] Desmate na Amazônia triplica no mês de agosto em relação a 2011, diz Inpe
Pará foi o que mais devastou bioma; Mato Grosso registrou maior alta. Agosto foi o mês em que floresta mais perdeu cobertura vegetal.

[Rio Tietê] Rio Tietê perderá o mau cheiro até 2020
Essa obra faz parte da terceira fase do Projeto Tietê, iniciado em 1992. A etapa prevista para acabar em 2015 tem atualmente 564 obras em execução pela cidade para coletar o esgoto e ampliar o tratamento da água do rio.

São Paulo terá novo parque às margens do Rio Tietê
Projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê parque linear com 75 km ao longo do mais simbólico rio paulista. Ciclovia com 140 km e 33 núcleos compõem a obra, que deve ficar pronta até 2016, mas já servirá os turistas que forem a São Paulo para a Copa de 2014
*Essa notícia é antiga, mas soube dela só este final de semana através do secretário da SVMA.
Vista futura do parque na região de Biritiba-Mirim (crédito: Ruy Ohtake Arquitetos)

Especial Primavera


Boa leitura!

17 de setembro de 2012

Notícias da verdes 1º Edição

O intuito era fazer esse post no final de semana, mas vamos fazer com atraso mesmo, o importante é estar informado ;)
Cerca de 1.200 voluntários promoveram um mutirão para recolhimento do lixo na Praia de Copacabana/RJ
[Vídeo] Dia mundial de Limpeza de praias, rios e lagoas foi comemorados dia 15/07
http://g1.globo.com/ma/maranhao/videos/t/jmtv-2a-edicao/v/o-dia-mundial-de-limpeza-das-praias-foi-comemorado-neste-15-de-setembro/2141682/
Nota: O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias foi criado pela fundação australiana Clean Up the World em parceria com Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Anualmente, o projeto mobiliza mais de 40 milhões de voluntários em 120 países e promove a conscientização ambiental.

Removendo petróleo do mar com ímãs
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/removendo-petroleo-do-mar-com-imas/

Carvão dissolvido em rios e oceanos pode ter origem antiga
http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/12/carv%C3%A3o-dissolvido-em-rios-e-oceanos-pode-ter-origem-antiga/

13 práticas sustentáveis
"detalhes do dia-a-dia para ficar de bem com o meio ambiente"
http://www.samshiraishi.com/13-praticas-sustentaveis/

10 dicas para ser mais sustentável com a ajuda da internet
http://www.autossustentavel.com/2012/09/10-dicas-para-ser-mais-sustentavel-com.html

A Importância da Vegetação no Planeta
Experimento simples que pode ser utilizado nas escolas para mostrar a importância da vegetação.
http://www.vidasustentavel.net/meio-ambiente/a-importancia-da-vegetacao-no-planeta/

O Cerrado fez aniversário mas não há razão para festa
http://www.oeco.com.br/geonoticias/26434-o-cerrado-fez-aniversario-mas-nao-ha-razao-para-festa

[Dica] Curso online A Floresta Amazônica e as Mudanças Climáticas
"Realizado pelo Instituto De Pesquisa Ambiental Da Amazônia (IPAM), o curso é gratuito e pode ser concluído em menos de duas horas. São cinco sessões com áudio, gráficos, fotos e vídeos."
http://www.ipam.org.br/curso/login

Receita de Sustentabilidade
Detalhes de como uma mineira conseguiu implantar o turismo sustentável em meio a amazônia do Mato Grosso, e levou o prêmio Salvadores do Mundo na categoria preservação ambiental em 2008.
http://luzdeluma.blogspot.com.br/2012/07/receita-de-sustentabilidade.html

[Arte Conceitual] Artista italiano pinta grafite que absorve a poluição do ar:
"Cada metro quadrado da tinha especial da "Philosofical Tree" é equivalente a retirar oito carros das ruas"
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/artista-italiano-pinta-grafite-que-absorve-a-poluicao-do-ar

[Vídeo] Colombiana cria refúgio para beija-flores raros em seu jardim:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,colombiana-cria-refugio-para-beija-flores-raros-em-jardim,929539,0.htm
Cercopithecus lomamiensis

Nova espécie de macacos é descoberta
Cercopithecus lomamiensis ou Lesula (nome popular)
http://ambientalistasemrede.wordpress.com/2012/09/16/nova-especie-de-macacos-e-descoberta/

Quase Extinto, Tatu-Bola é Eleito Mascote da Copa de 2014
http://programaterritorioanimal.com/2012/09/13/quase-extinto-tatu-bola-e-eleito-mascote-da-copa-de-2014/

[Belo Monte] Ibama autoriza consórcio a iniciar barragens
http://www.oeco.com.br/salada-verde/26445-belo-monte-ibama-autoriza-consorcio-a-iniciar-barragens

[Código Florestal] Câmara pode votar MP do Código Florestal nesta semana 
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/09/17/camara-pode-votar-mp-do-codigo-florestal-nesta-semana/

[Energia Nuclear] Goiânia e Fukushima: Lições (não) aprendidas
"Completou-se 25 anos do acidente do Césio 137 em Goiânia e a crise nuclear em Fukushima completa 18 meses. [...] Depois do legado dos acidentes de Goiânia e Fukushima, sem mencionar o trágico episódio de Chernobyl, na Ucrânia, não precisamos de mais vítimas para ter a certeza de que esse não é o caminho a ser seguido."
http://www.oeco.com.br/convidados-lista/26442-goiania-e-fukushima-licoes-nao-aprendidas

[São Paulo] O dilema da sacolas plásticas gratuitas continuam em SP
http://pensareco.blogspot.com.br/2012/09/o-dilema-da-sacolas-plasticas-gratuitas.html

Copa de 2014 emitirá 11 milhões de toneladas de gás carbônico
http://www.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/copa-de-2014-emitira-11-milhes-de-toneladas-de-gas-carbonico/68836

[Rio de Janeiro] Rio plantará 34 milhões de mudas para reduzir emissão até Olimpíadas
http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/5497/rio_plantara_34_milhoes_de_mudas_para_reduzir_emissao_ate_olimpiadas/

Boa navegação!

12 de setembro de 2012

Redução de terras indígenas e unidades de conservação

O Brasil tem uma população que se orgulha das riquezas naturais e principalmente de possuir a floresta amazônica (a maior floresta tropical e com maior concentração de biodiversidade do mundo).
No entanto nosso governo tem caminhado em direção oposta dos países desenvolvidos no sentido de preservar seus ecossistemas, tomando decisões sem ouvir a opinião pública ou consultar dados científicos. 
Atualmente são discutidos a construção de diversas hidrelétricas em região amazônica, a reforma do código florestal (que se tornou praticamente um código ruralista) e redução de terras indígenas e das unidades de conservação.
Neste ano, oito áreas de proteção na Amazônia sofreram juntas um corte de área de tamanho equivalente ao da cidade de São Paulo. A medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff, já convertida em lei, em parte foi pensada para abrir espaço para reservatórios das futuras hidrelétricas São Luiz do Tapajós e Jatobá e regularizar o alagamento das usinas do Rio Madeira (RO). Outro objetivo foi regularizar a posse de terra no interior das áreas de proteção, criadas sem a retirada dos ocupantes. A redução desses 1,6 mil km² foi contestada pelo Ministério Público Federal no Supremo Tribunal Federal.
No mês passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) baixou uma portaria que proibiu a ampliação de terras indígenas e determinou que a implementação nessas áreas de empreendimentos considerados estratégicos pelo governo (como hidrelétricas, estradas e unidades militares) poderia ser feita sem consulta às populações afetadas (atitude que é inconstitucional). 
A medida causou furor entre organizações indígenas e foi temporariamente suspensa até 24 de setembro, a pedido da Funai. A falta de consulta é um assunto delicado para os indígenas e foi o que levou à paralisação, neste mês, das obras de Belo Monte.

A verdade é que índio não paga imposto, não influi no PIB, são considerados preguiçosos e interesseiros.
Alguns índios foram marginalizados, se tornaram viciados em bebidas ou drogas e há relatos até que certas tribos em fronteiras facilitam o tráfico e exploração da terra em troca de carros importados e outros benefícios. No entanto não podemos generalizar os fatos e simplesmente acabar com sua cultura e retirá-los de suas terras, que são visadas por pecuaristas e madeireiros.

Os que desejam essa redução das terras indígenas e unidades de conservação argumentam que as terras indígenas ocupam 13% do território nacional e a população indígena não chega a 0,5% da população total, ou seja, são 800 mil índios em pouco mais de 100 milhões de hectares (98% na Amazônia) dos quais tem direito de uso fruto, mas as terras pertencem a união.
Mas uma análise rápida dos dados do IBGE mostra que 67 mil grandes proprietários de terra no Brasil possuem 195 milhões de hectares, ou seja o dobro da área de terras indígenas, nas fazendas encontramos imensos pastos para pratica da agropecuária, ou imensa área desmatada para plantações de monocultura. E onde vai parar nossa biodiversidade? 

Em contrapartida, as terras indígenas prestam um serviço fundamental ao Brasil. Na Amazônia foram desmatados até 2009 cerca de 75 milhões de hectares (o equivalente a toda área ocupada pela agricultura no Brasil), o que representa 18% da  Amazônia. Nas áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas) a área desmatada é de 1,5% e nas áreas não protegidas – incluindo as propriedades rurais, assentamentos e outras terras públicas o percentual sobre para 25%. Nas terras indígenas o desmatamento é menor inclusive que nas unidades de conservação (1,46% contra 1,63%).


Precisamos ter orgulho de nossas raízes indígenas e reconhecer a contribuição que eles dão para nossa identidade nacional e para a proteção dos recursos naturais que sustentam a nossa vida.
Será que daqui alguns anos ainda poderemos nos orgulhar de possuir a amazônia ou nossos filhos ficarão envergonhados em saber que levamos a extinção espécies raras e esgotamos nosso precioso recurso em benefício de ruralistas e companhias energéticas?
Pense nisso.
Fontes para elaboração do texto: Estadão e Blog do Tasso Azevedo

5 de setembro de 2012

05 de setembro - Dia Mundial da Amazônia - Conheça mais sobre esta região


MANAUS 05/12/2012 - Texto de Isaac de Paula - jornalismo@portalamazonia.com.br

A maior, mais alta, mais diversa. A Amazônia é uma região repleta de recordes, que parece ter vocação para a grandeza. Em 5.217.423 quilômetros quadrados (km²) – somente em território brasileiro – a Amazônia Legal compreende nove estados. Uma área que reúne uma enorme biodiversidade, comprovada cientificamente, e que está no centro da extensa discussão do desenvolvimento sustentável e da preservação dos recursos naturais.
O tamanho continental, equivalente a mais de 60% do território brasileiro, é apenas o começo do ‘gigantismo amazônico’. A região tem a maior Unidade Federativa nacional, o Amazonas, em uma área que ultrapassa os limites da França, Espanha, Suécia e Grécia juntas. Em escala municipal, Altamira, no Pará, é quem aparece no topo da lista das cidades brasileiras com a maior dimensão geográfica: 159.695,938 km², ultrapassando países como Portugal e a Irlanda.
Pico da neblina. Foto: Reprodução/TV Amazonas
Apesar de não ter um relevo marcado por montanhas, na Amazônia estão os pontos mais altos do País. São os casos do Pico da Neblina, com 3.014,10 metros de altitude, e do Pico 31 de Março, com 2.992,40 metros. Isso sem falar no Monte Roraima, uma das maiores montanhas planas do Mundo. Quem explica como isso é possível é a professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Adoréa Rebello.
“As zonas mais baixas são zonas comprimidas entre a Cordilheira dos Andes e o Planalto das Guianas. Na área central dessa área está composto um vale, que dá a falsa impressão de um relevo homogêneo, mas, no entorno, há grandes elevações”, conta a pesquisadora. Estruturas formadas por volta do período Mezozóico – há 70 milhões de anos – e que continuam em constante mudança. “Ao mesmo tempo que esses picos soerguem, por uma ação tectônica, eles sofrem erosão. É o que chamamos de equilíbrio isostático”, afirma.
Também é dos Andes que vem outro recorde: o rio Amazonas. O curso das águas desse que é o rio mais extenso do mundo percorre os estados do Amazonas, Pará e Amapá. Um caminho com 6.992,06 km de extensão, que começa no Peru. Com uma vazão média de 133 mil metros cúbicos de água por segundo, estima-se que o Amazonas lance ao oceano uma descarga equivalente a 11% de toda a massa de águas continentais. Impressiona também a largura deste rio, que pode chegar a 100 km, de uma margem à outra.
Encontro das águas, entre os rios Negro e Solimões, no rio Amazonas. Foto: Ribamar Caboclo
Bem além do que se pode ver, cientistas do Observatório Nacional (ON) descobriram indícios de um segundo rio gigantesco na Amazônia – desta vez, seguindo escondido, abaixo do rio Amazonas. Diferente do que poderia ser imaginado, ele não é um aquífero, uma reserva de água sem movimentação. Batizado de Hamza, o rio está a quatro mil metros de profundidade e pode ter até 400 km de largura; uma distância semelhante a que separa as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.
Por si só, o rio Amazonas já seria suficiente para impressionar, mas a bacia hidrográfica amazônica, como um todo, tem números ainda maiores. A mais extensa rede hidrográfica do globo terrestre, de acordo com informação da Agência Nacional de Águas (ANA), ocupa uma área total da ordem de 6.110.000 km², por entre o Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Guiana. Nela, estão 68% das reservas de água doce do País e 12% das de todo o planeta.

Da floresta
Dona da maior floresta tropical do mundo, a Amazônia é uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta. O Jardim Botânico do Rio Janeiro, responsável por catalogar todas as espécies de plantas e fungos do país desde 1906, apontou a existência de pelo menos 13.317 espécies da flora na região. Um número pequeno frente à real dimensão dos recursos naturais ainda desconhecidos da ciência.
“A biodiversidade da Amazônia ainda é pouco conhecida. Acredita-se que apenas 3% dela já tenha sido catalogada”, afirma o botânico do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Cid Ferreira. O doutor em fitogeografia brasileira foi um dos pesquisadores responsáveis por descobrir outro superlativo: a maior folha do Brasil. Da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, veio o exemplar de 2,5m de altura por 1,44m de largura. A folha de uma árvore Coccoloba entrou para o Guinness Book.
Como em um enorme ciclo, a densidade da floresta amazônica exerce influência sobre outros fatores. Um deles é a incidência de raios na região. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o Amazonas é o estado com a maior ocorrência de descargas elétricas em todo o país. A média anual é de cerca de 20 milhões de raios. Conforme o Instituto Municipal de Metereologia (Inmet), a causa dessa “liderança” é a quantidade de árvores existentes no Estado. Durante os meses de outubro a novembro, época de transição entre o período seco para chuvoso, a ocorrência é mais intensa.
Por entre a floresta, estão mais de mil ilhas, nos dois maiores arquipélagos fluviais do mundo. São eles: Mariuá, com 700 ilhas, e Anavilhanas, com 400 ilhas, ambos no rio Negro.
Arquipélago de Anavilhanas, o segundo maior fluvial do mundo. Foto: Ribamar Caboclo
Sob o solo
Abaixo das árvores, pelo menos três exemplos da geodiversidade amazônica merecem destaque: gás, petróleo e potássio. Em ambos os primeiros, somente o Amazonas detém reservas totais de 187,5 milhões de barris de óleo e de 89,7 bilhões de m³ de gás natural. A prova dessa riqueza, que aos poucos é descoberta e explorada na região, é a liderança do Amazonas na produção nacional terrestre dos materiais.
Quanto ao potássio, também está no Amazonas a maior reserva do minério no País – e talvez do mundo. A perfuração de sondas a cerca de 850 m de profundidade, no município de Autazes, descobriu capacidade da reserva de 300 milhões de toneladas de sal de potássio anuais. O minério apresenta teores de potássio superiores a 40%, enquanto os já conhecidos variam entre 18% a 30%.

Fauna
Entre os animais, os recordes se repetem. Um inventário biológico do Museu Goeldi, no Pará, aponta que o número de espécies de peixes na bacia amazônica pode ser superior a 1.300. A quantidade é a maior já encontrada nas demais bacias do mundo. Apenas no rio Negro, já foram registradas 450 espécies, enquanto em toda a Europa, os peixes de água doce catalogados não passam de 200. Saiba mais
Pelos rios da Amazônia nada o pirarucu. Maior peixe de escama de água doce do mundo – pode chegar a três metros de comprimento – a espécie é encontrada exclusivamente na região. Por estar ameaçado, o animal é protegido por lei, tendo a pesca proibida durante alguns períodos do ano. O peixe, na vida adulta, pode pesar até 200 quilos.
Ribeirinho carrega nas costas um exemplar de pirarucu.
Foto: Ribamar Caboclo

Assim como o pirarucu, outro gigante amazônico em risco é o peixe-boi, o maior mamífero de água doce do Brasil. O animal pode chegar a pesar quase meia tonelada, distribuída em até 3 metros de comprimento. O enorme peso é resultado de uma dieta baseada essencialmente em plantas aquáticas e semi-aquáticas. Devido à caça, o animal está ameaçado de extinção.



Preservação
Assim como o pirarucu e do peixe-boi, parte da riqueza biológica da Amazônia está ameaçada. Conforme denunciado pelo portalamazonia.com, animais silvestres da Amazônia são vendidos por até R$ 50 mil no exterior. Em números, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estima que sejam retiradas cerca de 12 milhões de espécimes todos os anos da floresta. Animais altamente cobiçados pelo tráfico internacional.
As aves são alguns dos alvos da biopirataria. Foto: Arquivo
Quantos aos recursos hídricos, apesar da hidropirataria ser uma ameaça desacreditada por especialistas, há alertas em outras áreas. Neste caso, a ameaça vem dos próprios habitantes da região. Em áreas como Manaus, o lixo doméstico despejado e acumulado em igarapés, anteriormente límpidos, poluem mananciais e braços de rios. Um risco agravado por empreendimentos  – sejam industriais ou habitacionais – em descumprimento às regras ambientais.
Já a preservação da floresta, uma antiga luta de populações tradicionais e ambientalistas, é uma das questões mais polêmicas. Indagações como “até que ponto o desenvolvimento é benéfico”, “o que é sustentatibilidade” e “quem sai de fato ganhando com a suposta derrubada da floresta para acompanhar o crescimento” são – ou deveriam ser – constantes na pauta das discussões de uma região cobiçada como a Amazônia.

Com tantos atributos, a Amazônia está entre as sete Maravilhas Naturais do Mundo da Fundação New7Worlds.  A votação aconteceu pela internet, no ano passado, e recebeu votos de internautas de todo o planeta.
Fonte de retirada do texto: Portal Amazônia




Agora que você leu toda a importância da Amazônia e alguns dos problemas pelo qual ela passa, está na hora de você exercer sua cidadania colocando políticos que tem propostas de políticas de desenvolvimento sustentável.
O site do movimento Floresta Faz Diferença fez uma relação de políticos por estado que estão concorrendo as atuais eleições para prefeito e que votaram a favor do ABSURDO que está se tornando o novo Código Florestal a favor de ruralistas e contra o meio ambiente.

http://www.florestafazadiferenca.org.br/como-participar/

Vote consciente !

3 de setembro de 2012

Para onde caminham os rios – um exemplo norte americano e a realidade brasileira

Há 40 anos, o Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e de ‘Belos Cenários’) garantiu a proteção dos principais cursos d’água dos Estados Unidos. Seu mentor, John Craighead, de 95 anos, é um célebre ambientalista. Hoje, 200 rios são legalmente protegidos, com águas que não podem ser destinadas à irrigação, geração de energia ou navegação.

Por Joel K. Bourne, Jr. (NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL)

Durante boa parte do século 20, o governo federal parecia determinado a represar praticamente todos os principais rios do país, para usar sua força na geração de energia elétrica, na irrigação, na navegação, no fornecimento de água e no controle de enchentes. O excesso das represas foi agudo principalmente no oeste árido, onde até o Grand Canyon foi listado para ser inundado. A Corporação de Engenheiros do Exército avaliou cinco locais possíveis para represas só no Middle Fork. O rio poderia ter se transformado em uma corrente de lagos artificiais se dois irmãos não tivessem ajudado a deter a maré de concreto.
Rio Upper Rogue, na Floresta Nacional Rio Rogue-Siskiyou,
em Oregon - 64,8 quilômetros protegidos desde 1988
John Craighead, hoje com 95 anos, é lendário no campo da biologia selvagem, famoso com seu irmão gêmeo, o já falecido Frank Craighead, por estudos pioneiros com ursos pardos no parque nacional Yellowstone e por numerosos artigos e documentários publicados pela National Geographic. O trabalho inovador deles inspirou iniciativas para salvar a espécie da extinção nos 48 estados contíguos dos EUA. No entanto, a conquista que mais orgulha John Craighead em sua vida, longa e produtiva, segundo ele, é a aprovação de Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e Belos).
Custou uma década de relatórios, palestras e convencimento político, mas quando o presidente Lyndon Johnson assinou o Wild and Scenic Rivers Act, em 1968, boa parte de seu texto veio dos irmãos Craighead. A lei inicial poupava oito rios e uma zona de proteção estreita ao redor deles onde não poderia haver represas nem construções. Hoje, a lista creceu para mais de 200 rios em 39 estados e Porto Rico.

Veja a reportagem completa na National Geográphic Brasil.
Matéria do Blog Instituto Cidade Jardim

A Usina de Manso, construída em parceira com a iniciativa privada, está localizada no estado de Mato Grosso, no rio Manso, principal afluente do rio Cuiabá.

Em contrapartida, temos no Brasil, além da construção da hidrelétrica de Belo Monte (que já retomou a construção), a implantação de mais 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal.

A Justiça Federal Brasileira em 24/08/2012 deu um grande passo determinando que os órgãos ambientais licenciadores suspendam todos os processos de licenciamento ambiental em curso e não concedam novas licenças até que a Avaliação Ambiental Estratégica de toda a bacia seja feita. Os empreendimentos hidrelétricos já em funcionamento continuarão operando, mas suas licenças não podem ser renovadas.
Espero sinceramente que a decisão seja mantida, e não ocorram interferências devido ao jogo de interesses e ambição humana.

Veja um trecho do texto Hidrelétricas que ferem o Pantanal e a Amazônia

Autor: Cleide Carvalho (O Globo - 26/08/2012)

As outorgas de usinas no Mato Grosso foram concedidas no início dos anos 2000, quando o Brasil enfrentou racionamento de energia elétrica. Essas outorgas geraram um mercado paralelo e foram vendidas, passando de mão em mão.
Segundo o deputado Dal Bosco, a preocupação em gerar energia em curto espaço de tempo fez com que empreendimentos fossem aprovados sem levar em conta danos e degradação ambiental.
Segundo o relatório de uma CPI realizada, a maioria das usinas sequer possui "escada de peixes", que permite a esses animais subirem os rios para desova, a conhecida piracema. Com isso, os peixes teriam desaparecido nos municípios de Dom Aquino e São Pedro da Cipa: "Há três piracemas que os peixes não chegam nesses municípios porque não conseguem transpor a barragem da PCH (pequenas centrais hidrelétricas)", diz o documento.
Algumas pequenas centrais hidrelétricas ultrapassaram a área inundada prevista no projeto inicial, alagando propriedades. Outra irregularidade constatada foi o desmatamento ilegal, em Áreas de Preservação Permanente, feito para abrigar canteiros de obras.
Numa única obra, teriam sido contratados 177 operadores de motosserra. Ao menos um rio teria sido desviado com uso de dez mil sacos de adubo químico reaproveitado, poluindo as águas.
O documento cita, ainda, que processos de licenciamento ambiental receberam parecer técnico conclusivo antes que licenças prévias tivessem sido deferidas e algumas usinas fizeram barragens com altura quase dez metros acima do previsto em contrato. Em pelo menos um caso, a área alagada foi quatro vezes maior que o permitido.
Bacia Alto Paraguai, Rio Taquari sofre com assoreamento devido navegação e desmatamento.
Segundo a decisão da Justiça Federal “não há nenhuma razão plausível para se prosseguir sujeitando, por mais um dia que seja, o ambiente pantaneiro a riscos tão consideráveis”.
Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa por licença expedida é de 100 mil reais.
O Pantanal é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, desde 2000.

28 de agosto de 2012

Belo Monte tem obras retomadas autorizado pelo STF


Brasil precisa aprender a respeitar as leis
Com irregularidades nos licenciamentos e nas autorizações, obras da Usina Belo Monte finalmente foram paralisadas em 14/08/2012. Ouça o Podcast de Sérgio Abranches abaixo:



A decisão para parar as obras havia sido tomada pela 5ª Turma do TRF1 alegando que a Constituição não autoriza um estudo técnicos póstumo (feitos por equipe multidisciplinar, apontando previamente os impactos ambientais da obra ) e a Constituição Federal obriga audiências públicas com as comunidades afetadas antes da autorização das obras pelo Congresso Nacional. Veja a notícia

Porém o ministro do STF (Superior Tribunal Federal), Ayres Britto, aceitou o parecer enviado pelo PRG (Procuradoria Geral da Republica) através da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, argumentando que a exigência constitucional de oitiva prévia das comunidades dá aos povos indígenas a possibilidade de tentar influenciar na tomada de decisão que lhes atingirá diretamente.
O STF deu liminar na noite de segunda-feira (27/8) autorizando a retomada das obras na Usina Hidrelétrica de Belo Monte e informou que esta decisão poderá ser revista após uma análise mais detalhada do caso.

Até quando o governo vai passar por cima das leis em prol do interesse próprio?

27 de agosto de 2012

Queimadas no País crescem 84% em relação a 2011


Falta de fiscalização, expansão agrícola e clima mais seco está favorecendo a propagação de queimadas.
Queimada criminosa na Serra da Canastra
O total de queimadas no País neste mês já supera em 84% os focos registrados no mesmo período do ano passado e traz um alerta de que a situação pode se agravar ainda mais nas próximas semanas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) compilados por imagens de satélite, entre os dias 1.º e 21 deste mês foram registrados em todo o País 26,1 mil focos de fogo - sendo 16.858 só na Amazônia Legal, com o Maranhão à frente. No mesmo período do ano anterior houve, respectivamente, 14.149 e 6.885 casos.
A expansão agropecuária é causa de queimadas principalmente na fronteira sul da Amazônia e na região central do Brasil, avalia o especialista. "A expansão da soja e de outras culturas ainda está ocorrendo. Com a questão do Código Florestal, que vai definir as áreas de desmate, muita gente está pensando que vai ser anistiada se desmatar. Você percebe uma consequência desta discussão no uso do fogo" para limpar as fazendas, diz pesquisador do Inpe Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas.

A atitude "criminosa" de realizar queimadas causa multas que quase nunca são pagas, avalia Setzer. O pesquisador pondera que a fiscalização é importante, mas que precisa ser feita com mais rigor.
"O Ibama e outras instituições têm aplicado multas significativas para os criminosos. Só no ano passado, foram mais de R$ 1 bilhão. Por outro lado, o que foi arrecadado com multas foi mínimo perto disso. As pessoas cometem o crime, são multadas e não pagam. Elas acham uma forma de contornar esta situação", reflete o cientista.


No Piauí, o número de focos de incêndios cresceu 112% em relação ao mesmo período de 2011, de acordo com dados do Inpe. O Corpo de Bombeiros está monitorando as áreas e estipulou punições que variam de multas de R$ 300 a R$ 1 mil por hectare queimado, além de prisão por crime ambiental.
Para o secretário executivo do Comitê Gestor, major Ramon Barbosa, a baixa umidade do ar (abaixo de 15%), as altas temperaturas (de 35°C a 39°C) e os ventos velozes têm colaborado para os números expressivos. Entre os municípios em situação mais crítica estão Alto do Araguaia e Chapada dos Guimarães. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do site G1.

Além de destruir grandes hectares de parques nacionais, reservas florestais etc, veja como a queimada é improdutiva: Queimadas agrícolas provocam prejuízos ao solo e à produção

Veja também: ICMBio Lança Sistema High Tech Contra Fogo Em Unidades de Conservação

21 de agosto de 2012

Fungo amazônico que faz decomposição de plástico

Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram um fungo capaz de degradar plástico. O Pestalotiopsis microspora representa uma oportunidade única de bio-remediação, pois poderá ser usado em aterros já que é anaeróbico, ou seja, não precisa de oxigênio.
O fungo foi descoberto pelo grupo do professor Scott Strobel, que anualmente realiza uma expedição na floresta amazônica do Equador, onde coletam inúmeros exemplares de plantas e levam ao laboratório para serem estudados. Os cientistas observaram que este fungo está presente em florestas tropicais no mundo inteiro, demonstrando seu papel substancial no equilíbrio dos ecossistemas florestais.


A enzima que degrada o poliuretano é produzida extracelularmente, secretada pelo fungo e lançada a uma certa distância do seu corpo, o que amplia consideravelmente o potencial de limpeza promovido por esta espécie.

O Pestalotiopsis Microspora

Apesar de ter sido alardeado pela imprensa que o P. microspora é um cogumelo, na verdade é um endófito pertencente ao filo Ascomycota, enquanto cogumelos pertencem ao filo Basidiomycota. Endófitos são espécimes (geralmente fungos ou bactérias) que vivem no interior de plantas durante parte da vida ou a vida inteira, aparentemente sem lhes causarem qualquer prejuízo.
Outra novidade deste fungo é que produz o taxol, outro elemento químico usado no tratamento do câncer de ovário e mama, atualmente extraído do teixo do Himalaia, que aliás, é uma atividade comercialmente rentável.
Os cientistas realizaram um teste e observaram que dois P. microspora isolados foram capazes de crescer sobre o plástico, alimentando-se exclusivamente dessa fonte, tanto na presença quanto na ausência de oxigênio, o que gerou grande expectativa para a utilização deste fungo em aterros e lixões.
A enzima produzida pelo fungo que é a responsável pela degradação do poliuretano já está sendo isolada em laboratório e em breve, será patenteada e produzida sinteticamente, aumentando assim as possibilidades de bio-degradação do plástico e bio-remediação do ambiente.

Fonte Universos Paralelos

20 de agosto de 2012

Seminário ‘Amazônia em Foco’


Nos dias 22 e 23 de agosto de 2012, a Vaga Lume, que trabalha na promoção da educação e da cultura e pela preservação do meio ambiente na Amazônia Legal brasileira, e o SESC São Paulo, realizarão o seminário ‘Amazônia em Foco’. O evento tem como objetivo estimular educadores de São Paulo e da Amazônia a assumirem um papel ativo na difusão de conhecimento e na tomada de consciência sobre os desafios contemporâneos da Amazônia.

Junto com os educadores de São Paulo, estarão presentes na plateia educadores e lideranças da região amazônica, que estarão em São Paulo por ocasião do encontro anual de formação de voluntários da Vaga Lume.
Comunidade Menino de Deus – PA
A programação do evento foi pensada visando a aproximar do currículo escolar temas e discussões que estão, muito frequentemente, restritos ao universo das organizações não governamentais e centros de pesquisas. Os temas escolhidos para esta segunda edição do Amazônia em Foco são: História e diversidade cultural na Amazônia; Conflitos territoriais e desenvolvimento sustentável; A biodiversidade da floresta; e Literatura e intercâmbio cultural.
Comunidade Menino de Deus – PA
O Amazônia em Foco será realizado ao longo de dois dias inteiros: em cada período, manhã e tarde, haverá duas palestras seguidas de um relato de experiência sobre o tema apresentado por um educador da Amazônia, voluntário da Vaga Lume. Ao final do relato, tanto palestrantes, quanto educador e plateia participarão de um debate.
Comunidade Ouro Preto do Oeste – RO
Programação – Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579  São Paulo, 02085-100
(0xx)11 2971-8700.

Dia 22 de agosto
10h às 10h30 – Mesa de Abertura – Sylvia Guimarães e Danilo Santos de Miranda 10h30 às 12h30 – Mesa 1: Literatura e intercâmbio cultural – Milton Hatoum
14h às 16h – Mesa 2: A biodiversidade da floresta – Reinaldo Corrêa Costa (INPA) e Cecília Verônica Nunez (INPA)

Dia 23 de agosto
10h às 10h30 – Relato de experiência – Programa Rede
10h30 às 12h30 – Mesa 3: História e diversidade cultural na Amazônia – Betty Mindlin, Violeta Loureiro (UFPA) e Eduardo Neves (MAE-USP)
14h às 16h – Mesa 4: Amazônia em foco: povos, desenvolvimento sustentável e conflitos – Adriana Ramos (ISA) e João Meirelles (Peabiru)

Inscrições gratuita pelo e-mail amazoniaemfoco@vagalume.org.br

Fonte Conexão Cultural

19 de agosto de 2012

O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA NOS ÚLTIMOS 11 ANOS, EM VÍDEO


10 de agosto de 2012 - Ronaldo de C. Augusto
via Ambientalistas em Rede
Quando falamos em desmatamento na Amazônia é comum citarmos grandes áreas em Km2. Entretanto, visualizar de forma clara o tamanho do desmatamento e a rapidez com que ele cresce só é possível com o auxílio de imagens de satélite. Por exemplo, em toda a região amazônica calcula-se que cerca de 26.000km² são desmatados todos os anos.


Com o auxílio de imagens de satélite coletadas nos últimos anos e dispostas sequencialmente, podemos visualizar a retração das grandes áreas em diversos pontos da maior floresta do mundo.

O material foi coletado por um estudo originado de uma parceria entre a Carnegie Mellon University, o Google e o US Geological Survey, e permite que os usuários naveguem por diversas áreas zepeando entre imagens tiradas ano a ano por satélites.




Política de Direitos Autorais

Este blog respeita os direitos autorais e busca citar sempre as fontes de onde foram retirados os textos e imagens. Peço a gentileza que avisem caso ocorra alguma violação dos direitos autorais.