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17 de abril de 2013

Bosco Verticale - uma floresta vertical no centro da cidade de Milão

No final deste ano será inaugurado um ousado projeto de reabilitação do centro histórico de Milão: o Bosco Verticale. O projeto é do arquiteto italiano Stefano Boeri e serão plantadas 730 árvores, 11.000 plantas e 5.000 arbustos em duas torres - uma de 80m e outra 112m de altura - em 9.000m² de terraço.
Em sua equipe para este projeto estão inclusos botânicos e engenheiros que fizeram testes para determinar a resistência do vento de certas espécies de árvore, bem como encontrar um substrato leve capaz de atender às demandas nutricionais das plantas. O intuito é que a vegetação absorva a poeira e gás carbônico do ar e crie um micro-clima adequado.

Existe atualmente outros edifícios com conceito parecido, por exemplo: o The Park Royal on Pickering hotel em Singapura, The Tower Flower em Paris e Torre Huerta na Espanha. Porém os arquitetos de projetos como esse admitem que trabalhar com plantas é um desafio, pois geralmente eles tentam fazer coisas que são tão estáticas quanto possível e resistem ao desgaste, mas as plantas crescem e mudam, e as folhas caem, murcham e morrem se você esquecê-las.
O "edifício vivo" nunca está totalmente acabado. Ele vai mudar ao longo do tempo e vai exigir muito mais manutenção do que um sem plantas. Devido este fato o Bosco Verticale terá a manutenção centralizada e executada por pessoal especializado, no entanto os benefícios são muitos pois a vegetação limpa o ar e produz oxigênio, ajuda a umidificar o ar interior, reduz o escoamento de águas pluviais, o efeito de ilha de calor urbana e ajudam a isolar a acústica do edifício. E mesmo utilizando toneladas de energia (pelo simples fato de ser um arranha-céu), seus benefícios abrangerão os moradores e a vizinhança local. Stefano Boeri chama edifícios como esse de "outdoor ecológico" (em referencia ao fato de que taxistas mudaram suas rotas para passar em frente ao The Park Royal em Singapura como ponto turístico).
"reduzr umidade, absorver CO2 e outras partículas, produzir oxigênio, proteger da radiação e evitar a poluição acústica."
Clique para ampliar a imagem.
Fotos da construção do edifício e a ultima é uma Reprodução de como deverá ser após a conclusão.
Jill Fehrenbacher, editor de Inhabitat e um seguidor de tendências de arquitetura, diz que tais edifícios vão estar em toda parte, em vinte anos, e será como "tentar recriar uma espécie de jardim primordial do paraíso em nossas casas e locais de trabalho."

Em algumas cidades de alguns países existe atualmente redução de impostos para "edifícios verdes".

Leia mais no site: The Guardian - Gardening Blog por Helen Babbs

3 de abril de 2013

Ideias para uma casa mais sustentável


Com algumas intervenções é possível planejar melhor os ambientes de um imóvel e implantar soluções que reduzem em até 30% os gastos mensais com a conta de água e energia elétrica.

Com um investimento de cerca de R$ 15 mil, é possível instalar aquecedor solar e melhorar os sistemas hidráulico e de iluminação. Segundo especialistas, esse investimento se paga em até três anos com a economia que ele gera.

Na questão da iluminação, a troca de janelas por modelos maiores, por exemplo, facilita a entrada da luz natural, além de promover a circulação do ar e manter a qualidade do ambiente.

Já nos imóveis mais antigos é possível instalar telhas translúcidas – de vidro ou plástico –, que aproveitam melhor a iluminação natural. “A cor da tinta que você utiliza para pintar os ambientes também interfere para aquecer ou esfriar os cômodos. Além disso, os materiais podem ser modificados. Se o ambiente é muito quente e possui chão de madeira, a troca por materiais de cerâmica ajuda a esfriar”, exemplifica a engenheira civil Margolaine Giacchini.

Plantar grama no telhado também pode parecer uma ideia estranha, mas a instalação do chamado telhado verde ajuda a manter a qualidade térmica do imóvel, diminuindo gastos com aquecimento ou ar condicionado. O sistema ainda possibilita a filtragem da água da chuva que pode ser utilizada na lavagem de áreas externas ou nos vasos sanitários.

O sistema é formado por um conjunto de caixas com plantas dispostas por toda a laje que ajuda na captação da água da chuva e na manutenção térmica do imóvel.

“O sistema com cisternas chega a coletar até 180 litros por metro quadrado. O custo para implantar este sistema não é muito diferente do telhado convencional. Fica entre R$ 80 a R$ 140 o metro quadrado”, aponta o presidente da Ecotelhados, João Manuel Linck.

Aquecimento solar

Apesar do custo elevado – entre R$ 6 mil a R$ 30 mil –, o aquecedor solar de água é um investimento que consegue reduzir em até 80% o gasto com energia. Segundo Sérgio Carnascialli, representante da empresa Aquamec, um imóvel que receba uma boa incidência (sem sombras constantes) pode instalar as placas de captação. “Em cima da residência instalamos o ‘boiler’, onde será armazenada a água aquecida. O sistema aquece água, que pode ser usada em tudo, no chuveiro, na cozinha ou até em uma piscina”, explica.

Veja alguns dispositivos que podem ajudá-lo a reduzir em até 30% o consumo de energia e de água na sua residência. Os produtos podem ser encontrados em lojas de material de construção e casas especializadas.

Arejadores de torneira: peça instalada nas torneiras de banheiros e cozinhas que insere ar na água, aumentando seu volume. Junto com o restritor de vazão, chega a reduzir em 30% o consumo de água. Custo: de R$8 a R$ 25 (Em alguns casos, as torneiras já possuem o arejador e o valor sobe de acordo com a marca do produto).
Lâmpadas LED: com até 25 mil horas de duração, as lâmpadas em LED consomem menos energia que as lâmpadas incandescentes. São mais caras que as lâmpadas comuns, mas representam maior economia no longo prazo. Custo: de R$ 20 a R$ 70.
Restritor de vazão: o dispositivo aumenta a pressão da água e regula a vazão e pode ser instalado em torneiras e chuveiros. Pode reduzir o consumo de 15 litros para 8 litros por minuto. Custo: de R$ 0,50 a R$ 10. Em alguns chuveiros o restritor já vem instalado.
Válvula de descarga de duplo fluxo: Regula o volume de água necessário para a descarga sanitária. Pode reduzir em até quatro vezes o consumo. Custo: de R$12 a R$ 100 (o valor varia se a válvula vem acompanhada da caixa acoplada).

Publicado em 19/09/2012 | AMANDA MILLÉO, Especial para a GAZETA DO POVO

23 de agosto de 2012

Prédios Verdes está se tornando uma realidade no Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou recentemente uma proposta que prevê redução dos impostos para os Prédios Verdes (que adotam métodos construtivos menos agressivos ao meio ambiente e tecnologias de economia e eficiência no uso de água e energia). É um grande passo para reurbanização e melhoria na qualidade de vida e seria interessante outras cidades (inclusive São Paulo) aderir a estes tipos de projetos.
As eleições estão chegando, cobre isso do seu candidato.

Veja o exemplo de telhados verdes de Paris, por exemplo, como podem mudar o visual e a qualidade de vida da população.

Matéria e fotos do Instituto Cidade Jardim
Quem visita a capital francesa pode fazer seu greenroof safari a partir de alguns dos principais cartões postais da cidade. Uma dica é subir ao topo do Arco do Triunfo e se surpreender com a quantidade de jardins suspensos que a velha Paris exibe. Na mesma região, descendo pela Av. Champs Elysees, a loja H&M tem um imenso jardim interno construído sobre a laje do primeiro pavimento, com trepadeiras subindo por cabos de aço cobrindo todas as paredes. O próprio aeroporto Charles De Gaulle anuncia que o verde está na moda e apresenta enormes jardins sobre as lajes dos terminais e prédios administrativos, além de quadros vivos e paredes verdes por todos os cantos. A cidade vive uma verdadeira febre de jardins verticais, com artistas como o botânico Patrick Blanc exibindo a céu aberto seus jardins monumentais.
Greenwall (jardim vertical)
Vista aérea de um prédio com telhado verde

Mesmo no auge do inverno é possível encontrar telhados vivos e greenwalls verdejantes, com uma grande diversidade de designs e formas – desde paisagismos super elaborados às coberturas verdes extensivas, Paris, com seus bicicletários públicos e transporte público funcional, está construindo seu modelo de cidade sustentável.

Porém para implantação desses benefícios para atuais e futuros prédios verdes aqui no Brasil é necessário uma lei bem elaborada para evitar benefícios as construtoras e projetos medíocres que não atingem o objetivo de sustentabilidade e sim o lucro próprio, afinal serão aproximadamente 9,8 milhões que deixaram de ser arrecadados apenas na cidade do Rio de Janeiro. Mas se cada prédio verde conseguir ter medidas ecologicamente corretas, a paisagem urbana e o meio ambiente sofreram mudanças benéficas para a população local que compensará a redução dos impostos.

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