Bem vindo ao blog

O Blog compartilha informações ambientais e sócio-políticas, dicas de decoração sustentável e divulgação de projetos e eventos relacionados ao meio ambiente. Qualquer dúvida, sugestão ou parceria entre em contato!

Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

Mostrando postagens com marcador CE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CE. Mostrar todas as postagens

28 de junho de 2014

Táxis promovem projeto de incentivo a leitura em 3 países na América Latina e 25 cidades brasileiras

Lançado em 2011 em São Paulo, o projeto Bibliotáxi oferece hoje livros aos passageiros de táxis em 25 cidades brasileiras.

“A ideia é colocar os livros na frente das pessoas, promovendo o acesso à cultura e ao entretenimento. E nada melhor do que o táxi e o próprio taxista, que é bom de papo, para promover este encontro”, diz o mineiro Tallis Gomes, 27 anos, co-CEO e fundador da Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina.

Neste ano, a novidade é uma parceria com a livraria Saraiva, que doou 80.000 títulos para o projeto, entre clássicos da literatura, lançamentos e grandes best-sellers. Eles estão disponíveis em cerca de 50.000 carros em todo o país.

Há menos de seis meses, o Bibliotaxi chegou a outros três países da América Latina: Chile, Peru e Colômbia.

Em Bogotá, capital colombiana, a aposta é a versão digital do Bibliotaxi. Desde 24 de abril, motoristas da Easy Taxi circulam com kits do projeto – além de 3.500 livros de papel, há 100.000 títulos digitais disponíveis que os passageiros podem obter através de um aplicativo.

Desde 24 de abril, passageiros de táxi de Bogotá, capital da Colômbia, têm à disposição 3.500 livros de papel e 100.000 livros digitais através do projeto Bibliotaxi. Foto: Easy Taxi
“Nosso objetivo é criar uma imensa biblioteca colaborativa, juntando cultura e mobilidade”, diz Gomes.

Quando a corrida termina, o passageiro pode levar o livro para casa e devolver numa outra viagem de táxi. Se quiser participar doando livros, basta entregar a um taxista do projeto.

“Demos este pontapé [doação de 80.000 títulos], mas qualquer livro pode ser doado. Não há restrição de gênero”, diz Jorge Saraiva Neto, presidente do Grupo Saraiva.

A iniciativa começou de forma espontânea na Vila Madalena, em São Paulo, com o taxista Antônio Miranda emprestando livros aos seus passageiros habituais do bairro. O projeto começou a se expandir com o apoio do site Catraca Livre e do Instituto Mobilidade Verde.

Em 2012, o jornalista e ativista cultural Gilberto Dimenstein, do Catraca Livre, apresentou o projeto ao Easy Taxi. E assim a iniciativa local virou nacional, com um acervo inicial de 8.000 livros e o slogan “Uma mão na direção, outra na educação”.

Mas Gomes diz que já não tem ideia do tamanho do acervo, devido ao grande número de doações de passageiros e dos próprios taxistas.

“O passageiro não precisa fazer nenhum registro para pegar livros emprestados. Não temos como contabilizar”, diz Gomes, que também não se preocupa com extravios.

Para Lincoln Paiva, da ONG Instituto Mobilidade Verde, todas as cooperativas de táxis deveriam aderir ao projeto.

“A iniciativa é bacana e totalmente livre. Qualquer taxista ou empresa pode participar”, diz Paiva, que toca vários projetos de mobilidade urbana em São Paulo.

O taxista Elissandro Alves, de Natal (RN) diz que o projeto faz sucesso com turistas.

“Como Natal recebe muitos turistas de outros estados, muitos pegam livros comigo para ler durante as férias e devolvem a outro taxista no final da estadia”, diz Alves.

As cidades em que o Bibliotaxi está disponível são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José dos Campos, São Luís, São Paulo e Vitória.

Fonte: InfosurHoy Por Daniela Oliveira 09/05/2014

24 de junho de 2013

Apenas 7,5% da Caatinga está protegida

Artigo da Agência FAPESP - Por Karina Toledo em 24/06/2013

A Caatinga é considerada por especialistas o bioma brasileiro mais sensível à interferência humana e às mudanças climáticas globais. Apesar disso, apenas 7,5% de seu território está protegido em Unidades de Conservação (UCs) e apenas 1,4% dessas reservas são áreas de proteção integral.

Vegetação típica da caatinga. Foto Jornal da Chapada
O alerta foi feito pelo biólogo Bráulio Almeida Santos, do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (CCEN/UFPB), durante o quinto encontro do Ciclo de Confe rências 2013 do BIOTA Educação, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP no dia 20 de junho.

“A região Nordeste tem 364 reservas registradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). Apenas 113 (ou 31%) têm como objetivo proteger a Caatinga, embora esse bioma seja predominante em todo o semiárido brasileiro. É uma contradição que precisa ser revertida”, afirmou Santos.

Ainda segundo o levantamento feito pelo biólogo, quase metade das 113 UCs são particulares e apenas 9% têm plano de manejo. Na avaliação de Santos, a situação reflete a ideia errônea, porém disseminada durante muito tempo, de que a Caatinga seja um bioma pobre, homogêneo e no qual não há “quase nada a ser preservado”.

“A Caatinga sempre foi o patinho feio dos biomas brasileiros. Em primeiro lugar, vem a preocupação com a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. A imagem da Caatinga é a do solo rachado e a do gado morrendo de sede, mas é a região semiárida com a maior biodiversidade do mundo”, afirmou Santos.

As espécies da Caatinga, no entanto, ainda são pouco conhecidas. Cerca de 41% do bioma nunca foi amostrado. Até o momento, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, foram descritas na região 932 espécies de plantas, 241 de peixes, 7 9 de anfíbios, 177 de répteis, 591 de aves, 178 de mamíferos e 221 de abelhas. No caso da flora, mais de 30% das espécies descritas são endêmicas, ou seja, não ocorrem em nenhuma outra região do mundo.

O índice de endemismo chega a 57% no caso dos peixes, 37% no caso de lagartos, 12% dos anfíbios e 7% das aves, segundo dados apresentados por Adrian Antonio Garda, do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CB/UFRN), durante o evento.

“O número de espécies descritas pode parecer pequeno quando você compara com os outros biomas brasileiros. Mas estamos comparando com biomas do país de maior biodiversidade do mundo e em condições climáticas completamente diferentes. Quando você compara com as regiões desérticas mais bem estudadas da América, a Caatinga apresenta bem mais do que o dobro do número de espécies e com altos níveis de endemismo. Isso apesar de mais de 40% do bioma nunca ter sido inventariado”, disse Garda.

Na avaliação de Santos, falta massa crítica dentro das universidades e de institutos de pesquisa locais para ampliar esse conhecimento e difundi-lo entre e os formuladores de políticas públicas. “É preciso levar as informações ao gestor. A falta de vontade política e de lideranças comprometi das com o uso racional da Caatinga é um dos obstáculos para conservação desse bioma”, avaliou.

Também é preciso derrubar o mito de que a Caatinga esteja pouco alterada, defendeu Santos. Estima-se que tenha sobrado apenas 54% do bioma. Os estados que mais desmataram foram Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco.

“Mas, ao contrário do que acontece no caso da Mata Atlântica, não sabemos com precisão o que já se perdeu do bioma e como estão distribuídos os fragmentos restantes. Do ponto de vista da conservação, é fundamental saber se são muitos fragmentos pequenos ou poucos fragmentos grandes para pensar em como reconectar as paisagens”, disse.

Reverter a perda de hábitat na Caatinga, no entanto, não é tarefa simples, explicou Santos. A escassez de água na região dificulta a fotossíntese e faz com que o bioma apresente uma resiliência muito pequena à interferência humana.

Ameaças

O principal fator de degradação da Caatinga hoje é, segundo Santos, o desmatamento praticado para obtenção de lenha e de carvão vegetal. Cerca de um terço da lenha cortada é para uso residencial. A maior parte do carvão vai para siderúrgicas e para os polos de gesso e cerâmica do Nordeste.

O biólogo também citou como ameaças o u so indiscriminado de fogo em práticas agropecuárias, a introdução de frutas exóticas à região e as criações extensivas de caprinos, ovinos e bovinos.

“Não estou defendendo que se deixe de criar bode ou se pare de usar lenha. Isso é parte da economia e da cultura local. Mas é preciso ordenar o uso dos recursos, fazê-lo de forma racional. Caso contrário, a consequência será a desertificação”, defendeu Santos.

Desertificação em Irauçuba - Ceará . Foto: O Globo
Outra importante ameaça, por mais contraditório que pareça, é o uso excessivo de água para irrigação agrícola. “Na Caatinga, naturalmente, chove pouco e o solo é compacto e duro. Em vez de a água ser rapidamente absorvida e conduzida para o lençol freático, ela se acumula e traz os sais e os nutrientes existentes no solo para a superfície. Quando a água evapora, ocorre a salinização do solo, o que compromete a vegetação e a agricultura”, explicou Santos.

De acordo com o pesquisador, já existem na região núcleos de desertificação – áreas com alto grau de degradação ambiental onde o solo está exposto e exibe alto grau de erosão, há pouca diversidade biológica e pouca cobertura vegetal.

“O polígono de maior risco de desertificação no Brasil está no Nordeste. Por já ser naturalmente uma região semiárida, a Caatinga é o bioma mais ameaçado pelas mudanças climáticas. À medida que o planeta esquenta, o déficit hídrico, que já é grande, tende a crescer”, alertou.

Desertificação no estado da Paraíba. Foto: Patos online
Ainda durante o quinto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, Luciano Paganucci, do departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (DCBio/UEFS), apresentou um panorama sobre a flora da Caatinga, falando sobre sua origem, evolução e as respostas adaptativas desenvolvidas para lidar com a falta d’água.

Organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. O próximo encontro será em 22 de agosto, quando estará em pauta o “Bioma Amazônia”.

Em 24 de outubro, o tema será “Ambientes Marinhos e Costeiros”. Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.

Política de Direitos Autorais

Este blog respeita os direitos autorais e busca citar sempre as fontes de onde foram retirados os textos e imagens. Peço a gentileza que avisem caso ocorra alguma violação dos direitos autorais.