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O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

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A importância dos alimentos orgânicos

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16 de junho de 2014

Jovem de 19 anos cria tecnologia para limpar oceanos e tem aprovação de especialistas

Um ano após anunciar a criação de um sistema que promete limpar o lixo dos oceanos, o jovem holandês Boyan Slat apresenta os primeiros resultados alcançados pela tecnologia. O Ocean Cleanup é uma espécie de barreira, que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar. De acordo com os especialistas que acompanharam os testes, a tecnologia é totalmente viável e eficiente.

Para que as análises fossem feitas, um conceito do Ocean Cleanup foi desenvolvido e colocado para funcionar. No teste que mede a captura e concentração, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade, distância em que normalmente esses resíduos são encontrados. Além disso, o sistema recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que segundo os cientistas, facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico.

Quando foi divulgado, o projeto recebeu diversas críticas. Isso foi um dos fatores que motivou Slat e sua equipe a contarem com a ajuda de cem especialistas dispostos a analisarem a tecnologia. Os pesquisadores aprovaram e as análises resultaram em um texto com 530 páginas.

Com o embasamento científico, o próximo passo do jovem holandês, de apenas 19 anos, é testar o sistema em grande escala e começar a produção. Para isso, ele está em busca de financiamento coletivo. O alvo é conseguir dois milhões de dólares. A 90 dias do fim da campanha, o projeto já tem 16% da meta atingida.

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos. De acordo com a divulgação, ele seria capaz de remover mais de sete milhões de toneladas de plástico dos oceanos em apenas dez anos.



Fonte: Ciclo Vivo

7 de dezembro de 2013

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Essa quarta-feira, 04/12/2013, participei de um encontro com blogueiros no Rio de Janeiro no qual conhecemos as inovações que a Rede Ipiranga vêm implantando tanto em novos postos quanto na reforma de alguns já existentes, tornando-os Ecoeficientes, ou seja, visando o uso eficiente dos recursos naturais. Leia abaixo como foi esse encontro:

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Eficiência e economia foram as palavras-chave da palestra “Postos Ecoeficientes: Pergunta lá no Posto Ipiranga - Conheça o case brasileiro pioneiro de melhor prática de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável” realizada na última quarta (4), no Rio de Janeiro. A rede Ipiranga reuniu blogueiros do segmento de arquitetura e sustentabilidade para apresentar o case pioneiro em melhores práticas de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável: o Posto Ecoeficiente. Luiz Athayde Kauer e Fabiano Dagfal, Gerente e Coordenador da área de Desenvolvimento, Engenharia e Arquitetura da Ipiranga, apresentaram os detalhes do projeto e realizaram, juntamente com os participantes, uma visita ao primeiro Posto Ecoeficiente, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Atualmente com 750 unidades no Brasil, entre inaugurados e em construção, os postos Ecoeficientes fazem a gestão de energia, água, resíduos e materiais, realizada desde a construção até a fase de operação. A iniciativa, uma das principais da empresa voltadas para a sustentabilidade, atraiu atenção internacional e se tornou objeto de estudo da Boston University School of Management, nos Estados Unidos. A instituição americana pretende destacar os diferenciais inovadores do projeto, com o objetivo de aprimorar e dar continuidade à iniciativa. 
“O projeto vai sempre se renovando. Com o avanço das tecnologias e as novas descobertas, outras formas de gerar menos impacto e colaborar com o ambiente no qual vivemos vão aparecendo. Desta forma, vamos incorporar, cada vez mais, novas ferramentas para esta ecoeficiência”, informou Luiz Athayde Kauer.
“Hoje, as crianças aprendem lições de sustentabilidade nas escolas. Em um futuro muito próximo, eles serão os consumidores e este grupo terá uma preocupação muito maior com o ambiente, valorizando produtos e empresas que tomam iniciativas de proteger o planeta”, completou Fabiano Dagfal.
Visita ao primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas
Conheça melhor cada processo utilizado no Posto Ecoeficiente:
Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo de água englobam coleta da água da chuva, reuso de água da lavagem de veículos, instalação de torneiras e chuveiros  de fechamento automático e diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos sanitários.
Iluminação: foram desenvolvidas soluções para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a com a artificial, além de se utilizar lâmpadas e luminárias mais eficientes, e sensores de presença para evitar o desperdício de energia.
Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para reduzir a carga térmica do ar condicionado e ainda melhorar a qualidade dos ambientes. Entre essas ações estão: sistema de exaustão do calor proveniente dos refrigeradores, elementos sombreadores,  vidro especial  e isolamento térmico nas paredes e forro.
Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: utiliza-se o Sistema Light Steel Framing na edificação, que é modular, com estrutura em aço 100% reciclável, gerando bem menos resíduo. Para a cobertura da pista de abastecimento, utiliza-se um sistema de camada única, onde a telha metálica faz também o papel do forro, totalmente aparafusado, sem uso de solda. Utilizam-se também materiais que impactam menos o meio ambiente em sua produção, aplicação e descarte, como tinta a base de água e madeira certificada. 
Gestão de Resíduos: dar o destino correto ao lixo que for gerado tanto na construção quanto na operação, via coleta seletiva. 
Mais curiosidades:
Em relação à construção convencional da edificação do posto, o uso de concreto é 80% menor.
A redução de tempo na obra de um Posto Ecoeficiente Ipiranga em relação a uma obra convencional é de 50%.
A redução de resíduos gerados é de 40% em relação a uma obra convencional.
A água da chuva é tratada e aproveitada em descargas sanitárias, rega de jardins e lavagem de para-brisas. Esse sistema é capaz de reduzir o consumo de água em até 30%. Há um sistema de reuso de água da lavagem que reduz o consumo em aproximadamente 70%.  A combinação entre os dois sistemas pode até zerar o consumo de água com lavagem.
Para mais informações sobre os Postos Ecoeficientes, acesse o site: http://bit.ly/1bOUfYJ

Minhas considerações

Porque achei o projeto atraente?

Não se trata apenas de fazer alguns postos para dar uma imagem positiva à marca. Eles realmente estão investindo muito em pesquisas e melhorias para fazer com que os Postos Ecoeficientes sejam viáveis, replicáveis (com um payback atraente para os revendedores) e cada vez mais sustentáveis. Estão em andamento pesquisas e testes para a segunda fase do projeto chamado de "Postos Ecoeficientes II" que inclui a utilização de lâmpadas de LED, sistema construtivo racional, certificação de edificação sustentável Leed e Procel. Essas pesquisas estão sendo feitas em parceira com as universidades UFRJ, USP e UFSC e possui uma unidade teste na Ilha do Governador/RJ.
Entre as questões ambientais há vários pontos fortes, citarei por exemplo os tanques subterrâneos com parede dupla, onde se acaso houver o inicio de um vazamento na primeira parede, será ativado um sensor avisando a existência do vazamento para que sejam tomadas providências, minimizando muito as possibilidades de contaminação do solo. Também o sistema de construção Light Steel Framing gera pouquíssimos resíduos e, se acaso o posto deixar de existir, permite a reutilização e reciclagem da edificação (Clique e veja o comparativo do LSF e alvenaria).
Há um benefício social neste projeto, pois durante a execução dele nas regiões sudeste e nordeste foram treinadas 83 empresas, atingindo cerca de 300 pessoas que foram capacitadas a trabalhar com um novo modelo de construção, ampliando seus currículos. Os funcionários que trabalham nos Postos Ecoeficientes, chamados de VIP - Vendedor Ipiranga de Pista, recebem treinamento específico e aprendem a importância da separação de resíduos sólidos, economia de água, energia entre outras práticas existentes no posto. No futuro é possível que os postos tenham ações socioambientais com a comunidade no entorno.
Há outros pontos muito importantes a serem mencionados, mas você pode ler e ver alguns vídeos explicando mais a respeito de cada assunto no site http://www.ipiranga.com.br/wps/portal/portalipiranga/postosipiranga/posto%20ecoeficiente.

15 de julho de 2013

Lixo plástico oceânico abriga vida secreta

Cientistas descobriram que os resíduos plásticos que poluem os oceanos estão servindo de casa para uma comunidade microbiana batizada de "Plastisphere"

Imagem: SEA Sea Education Association
Conhecida há mais de meio século, a poluição marinha por lixo plástico é um problema ambiental que não para de crescer. Mas um novo estudo, publicado no periódico Environmental Science & Technology, indica que esses resíduos abrigam uma vida secreta.

Os cientistas descobriram que uma multidão variada de microrganismos colonizam e prosperam nessas ilhas submarinas de plástico, representando uma nova comunidade microbiana batizada de “Plastisphere”.

Habitantes do “plastisphere” incluem bactérias patológicas do grupo vibrião, causadoras de cólera e perturbações gastrointestinais, além de micróbios conhecidos por quebrar as ligações de hidrocarbonetos do plástico, ajudando no processo de biodegradação desse material.

Realizada em colaboração por três instituições americanas – o Sea Education Association (SEA), o Marine Biological Laboratory e Woods Hole Oceanographic Institution – a pesquisa analisou pequenos detritos plásticos (alguns de milímetros) encontrados em redes de pesca em vários locais ao norte do Oceano Atlântico nas navegações científicas.

Utilizando técnicas de microscopia eletrônica e de sequenciação de gene, os pesquisadores encontraram pelo menos 1000 diferentes tipos de células de bactérias em amostras do plástico, incluindo muitas espécies individuais não identificadas, que incluíam plantas, algas e bactérias que produzem seu próprio alimento.

Segundo os cientistas, os organismos que habitam a “plastisphere” são diferentes daqueles encontrados na água do mar em outros materiais flutuantes, como madeiras e microalgas. Os plásticos oferecem condições diferentes, incluindo a capacidade de durar muito mais tempo sem degradar, o que indica que eles atuam como recifes artificiais microbianos, selecionando micróbios distintos, dizem os pesquisadores.

Como um novo habitat ecológico, o “platisphere” levanta uma série de perguntas, que deverão nortear as pesquisas daqui pra frente, de acordo com os cientistas. Como ele vai mudar as condições ambientais para outros microrganismos marinhos? Será que no ecossistema global do oceano, essa nova comunidade pode afetar organismos maiores? Como eles estão alterando esse ecossistema, e qual é o destino final dessas partículas no oceano? A conferir.
Fonte: Exame

Leia Mais sobre as ilhas de plástico, lixões marinhos do tamanho do estado de Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. 

10 de junho de 2013

Concreto biológico para construir fachadas "vivas"

Pesquisadores da Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, desenvolveram um concreto biológico do qual crescem líquens e musgos naturalmente depois que a construção fica pronta.

O objetivo é criar prédios com "fachadas vivas", de forma a melhorar o conforto térmico interno e evitar gastos de energia com aquecimento e ar-condicionado, dependendo da estação.

Segundo a equipe, a incorporação dos microrganismos no próprio concreto oferece vantagens ambientais, térmicas e ornamentais em relação a outras técnicas de arquitetura verde.

"A inovação deste novo concreto é que ele se comporta como um suporte para o crescimento biológico natural e o desenvolvimento de certos organismos biológicos, particularmente certas famílias de algas, fungos, líquens e musgos," afirmam Antonio Aguado e seus colegas da Universidade de Granada.

"A ideia é também que as fachadas construídas com o novo material mostrem uma evolução temporal por descoloração, dependendo da estação do ano, bem como da família de organismos predominantes. Com esta técnica podemos evitar o uso de outras vegetações, para evitar que as raízes estraguem a construção," concluem.

Para viabilizar o projeto, equipe desenvolveu uma técnica para o crescimento acelerado dos microrganismos a partir de materiais à base de cimento.

O primeiro protótipo usa um derivado carbonatado do cimento Portland tradicional, de forma a obter um pH em torno de 8.

O segundo protótipo usa um cimento de fosfato de magnésio, um aglomerante que é ligeiramente ácido, dispensando tratamento para redução do pH.

Para garantir a colonização do material pelos microrganismos, os pesquisadores também ajustaram a porosidade e a rugosidade do concreto.

Musgos e Líquens
O processo foi patenteado, mas os pesquisadores trabalham ainda para acelerar ainda mais o crescimento dos líquens - o objetivo é que a fachada verde fique atraente em no máximo um ano depois do término da construção.

O concreto biológico consiste de uma placa de concreto, que faz o papel de elemento estrutural, à qual são adicionadas três camadas.

A primeira é de impermeabilização, evitando que a umidade passe para dentro do edifício.

A segunda é a camada biológica propriamente dita, com uma estrutura interna que permite a captação de água da chuva para os musgos e líquens.

Por último, é aplicada uma camada de impermeabilização inversa, que garante a manutenção da umidade na segunda camada.

Fonte: Blog MUDA e Público.es

22 de maio de 2013

Sobre trazer à a vida animais extintos e a pretensão de salvar o planeta

Recentemente um grupo de cientistas decidiram se reunir e criar uma fundação de pesquisa que promete, através de técnicas de clonagem e biologia molecular, trazer de volta à vida animais que entraram em extinção.
O projeto Revive & Restore decidiu desextinguir espécies com base na resposta a três perguntas principais:
  • A espécie é desejada? (É um ícone? Desempenhou um papel ecológico importante? Trazê-la de volta ajudará a responder importantes questões para a ciência?)
  • Seria prático trazer a espécie? (Há quanto tempo se extinguiu? Existem parentes próximos vivendo hoje? Há amostras de tecido ou espécimes conservados para a extração de DNA?)
  • A reintrodução no habitat natural poderia acontecer? (O habitat original está intacto ou pode ser restaurado? As causas da extinção são conhecidas e podem ser corrigidas? As habilidades para a sobrevivência no ambiente natural não precisam ser ensinadas pelos pais? A reintrodução seria viável para a espécie e para o ambiente?).
Abaixo há um vídeo muito esclarecedor em que um dos idealizadores do projeto explica claramente como eles planejam alcançar o objetivo (utilizando termos técnicos) e mostra casos atuais de sucesso, no projeto também há cientistas que planejam recriar ecossistemas. Vale a pena assistir o vídeo até o final.

A questão sobre trazer à atualidade espécies extintas tem se tornado alvo de discussão entre cientistas pois, apesar de muitas espécies terem desaparecido devido as ações do homem, a terra sempre passou por processos de extinção naturais. Mas lendo um texto sobre os prós e contras da extinção de David Shukman da BBC ele conclui que existe um aspecto moral que temos em relação a este assunto. Nós "como espécie mais poderosa do planeta, temos o dever de não obliterar outras, especialmente se isso acontece por pura falta de cuidado.[...] Sentirmos responsabilidade pela sobrevivência de espécies mais fracas seria [como] um indicador de civilização."

Li um post do blog Acidulante que falava para não nos preocupar com o planeta e ser egoísta e acho que realmente isto é algo para se pensar. Afinal muitos ambientalistas levantam uma bandeira para salvar determinada espécie de animal bonitinho, um ecossistema (não seriam todos ecossistemas e animais -mesmo bactérias - importantes para o equilíbrio?), entre outros, mas será que o planeta realmente precisa ser salvo? A terra tem um processo chamado homeostase no qual sempre recupera seu equilíbrio (mesmo que com novas espécies), e, como dito anteriormente, já houve vários processos de extinção naturais. No entanto ao acelerarmos o processo de aquecimento global e extinção de algumas espécies só estamos afetando a nós mesmo, criando doenças, acabando com plantas de caráter medicinal, acabando com nossa qualidade de vida.
Quem realmente precisa ser salvo?
Se pensarmos na nossa sobrevivência neste planeta, estaremos pensando em agir em harmonia com ele. Buscaremos qualidade de vida, cidades, rios e praias limpas e ar puro, pois assim não há proliferação de doenças. Evitaremos desequilibrar habitats e afetar vidas das espécies pois todas participam de uma cadeia e são reguladoras do meio.
Imagem da agencia de publicidade ALMAP BBDO clique para ampliar
No vídeo abaixo George Carlin fala que somos como pulgas no planeta, uma hora ele vai dar uma chacoalhada (Um super vírus ou algum desastre natural), irá se livrar da gente e voltará a se estruturar. Nosso impacto de alguns milhares de anos não é nada perto dos bilhões que o planeta tem de vida.
Quem irá lançar um projeto de clonagem e desextinguir nossa espécie depois de um evento assim?

E você o que acha do projeto Revive & Restore e que animais extintos gostaria de encontrar na natureza? Comente!


18 de fevereiro de 2013

Pesquisadores no México desenvolvem sistema de geração solar de baixo custo


Autor: Anastasia Gubin em 12/022013

Pesquisadores da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) propõem usar energia solar diretamente na rede elétrica sem recorrer a custos elevados, informou a agência de pesquisa Dicyt.
Painéis solares (Sean Gallup/Getty Images)
O investimento é muito menor do que o utilizado atualmente e os custos são recuperados em oito ou nove anos. Depois desse período, tem-se energia gratuita por dez anos.

O investigador Antonio Galán Sarmiento do Instituto de Matemática da UNAM demonstrou que é possível utilizar energia solar na rede elétrica sem recorrer a placas de armazenamento.

O sistema fornece energia elétrica para uma família de quatro pessoas e usa um pequeno módulo de célula fotovoltaica, um inversor de corrente e um medidor bidirecional conectado à rede de distribuição elétrica, que pode ser instalado parte por parte para reduzir os custos.

“Durante o dia, o sistema transforma a energia solar em corrente elétrica contínua, que é transformada pelo conversor de corrente alternada para ser utilizada imediatamente ou pode ser introduzida na rede elétrica a ser recuperada para uso durante noite e por isso o medidor deve ser bidirecional”, diz Antonio Sarmiento.

A equipe da UNAM já testou com sucesso este sistema em casas em Sierra Madre del Sur no México, uma área descrita como de alto risco de tempestades elétricas, mas o sistema não sofreu qualquer dano.

Durante os primeiros quatro anos de operação, o sistema gerou 3.550 quilowatts-hora por ano, “o que evitou a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera se fosse utilizada energia fóssil”, concluiu Antonio Sarmiento.

Fonte The Epoch Times

11 de janeiro de 2013

De restos da indústria madereira à material de construção

A revista Ciência Hoje publicou uma matéria sobre o novo destino dos resíduos da indústria madeireira em Manaus. Pesquisadores do Inpa elaboraram um projeto de moradia com roletes de madeira, que é a sobra do processo de torneamento. Segundo o pesquisador do Inpa, Basílio Vianez, esse tipo de resíduo é queimado para a produção de energia nas fábricas de compensado e  utilizar os roletes em moradias pode valorizar essa matéria prima subutilizada.
"Para tornar o processo de construção mais fácil e, portanto, reprodutível, optamos por utilizar o tipo de encaixe mais simples, conhecido como 'método sueco', com rebaixes que se entrecruzam  nas suas extremidades. No nosso projeto, basta ter uma serra circular de bancada para processar os roletes" conta Vianez.

Casa feita de restos
O protótipo da casa, com 49 metros quadrados, foi construído no Bosque da Ciência do Inpa, com recursos do CNPq.
(foto: Basílio Vianez)

Confira a matéria completa no site do Ciência Hoje.

24 de setembro de 2012

Notícias verdes 2º Edição

Começando a segunda com notícias ótimas e aquelas que já ouvimos sempre, mas não se vê atitudes governamentais ou da população.

Cláudia Gai e Amanda Bernardi (terceira e quarta, da esq.
para a dir.) Foto: Arquivo Pessoal de Cláudia Gai 
Começando com a ótima notícia sobre pesquisa com combustíveis renováveis e, melhor, duas brasileiras de 33 e 22 anos integram a equipe que está criando o isobutanol como substituto da gasolina:
Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2
(clique para acessar a matéria)
Para chegar ao isobutanol, foi manipulado os genes de uma bactéria encontrada no solo, Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool. O isobutanol já foi usado experimentalmente em corridas de automóveis e até em testes com aviões, realizados pela Força Aérea dos EUA em julho deste ano. Atualmente os cientistas estão aperfeiçoando o projeto para fazer o micróbio modificado geneticamente sobreviver ao álcool que ele mesmo produz.

Projeto Corredor Ecológico surgiu por negligência com a biodiversidade
No projeto, os chamados "corredores ecológicos" são baseados nos seguintes critérios: integridade da paisagem natural; abundância e riqueza de espécies e grau de ameaça; diversidade de ecossistemas e comunidades; potencial de conectividade entre comunidades terrestres e aquáticas; e ocorrência de espécies endêmicas.

[Mudanças Climáticas] Somos todos idiotas em relação à mudança climática 
A ciência é clara e a necessidade de reduzir as emissões que esquentam o planeta tem urgência crescente. Então, por que, coletivamente, estamos fazendo tão pouca coisa sobre o assunto?

Al Gore analisa agricultura após as mudanças climáticas
Nobel da Paz vem à São Paulo para palestrar durante o primeiro Global Agribusiness Forum

Cientista inglês prevê degelo total do Ártico em 4 anos
Este é o alerta feito pelo pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e um dos maiores especialistas no assunto.

[Biodiversidade] Os cinco animais do Brasil mais ameaçados de extinção
A Sociedade Zoológica de Londres publicou relatório que aponta quais são as 100 espécies da biodiversidade mundial mais ameaçadas de extinção. Na lista, aparecem cinco animais nativos do Brasil. 

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos, diz estudo
Nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.
Recife saudável em Fernando de Noronha (PE). A espécie na fotografia é a 'Montastrea cavernosa', dominante na região de Noronha. (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)

[Petrobrás] Após vazamento, Maresias fica com cheiro de diesel
O óleo vazou de um caminhão que tombou na Rio-Santos na quinta e chegou à areia e ao mar. Moradores disseram ter visto peixes mortos, mas a Cetesb (agência ambiental paulista) negou prejuízo à flora e à fauna. 

Petrobras é denunciada por crime ambiental em refinaria de Caxias
O Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti, denunciou a Petrobras e dois funcionários da empresa por crime ambiental envolvendo derramamento de óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e consequente contaminação do Rio Iguacu, da Baía de Guanabara e dos manguezais que os cercam. 

[Governos] Em discurso na ONU, Dilma deve lembrar compromissos da Rio+20 para consolidar sustentabilidade
A presidente Dilma Rousseff deve reiterar o apelo para que todos se comprometam de forma prática e objetiva com as metas fixadas há três meses e ressaltará, na Assembleia Geral da ONU, que é fundamental haver um esforço conjunto para garantir o desenvolvimento comum.

Senado vota Código Florestal nesta terça-feira
Como o texto recebeu apoio unânime dos senadores que integram a comissão mista, a previsão é de que seja aprovado em Plenário sem dificuldade. A dúvida, no entanto, é quanto à reação do Executivo às mudanças feitas na MP. A presidente Dilma Rousseff negou participação do governo no acordo, não assumindo, portanto, compromisso em acatar o que for aprovado no Congresso.

Judith Shapiro e a conta que vem da China
A Americana Judith Shapiro diz que o país está exportando seus problemas - e o mundo todo vai pagar por isso

[Amazônia] Desmate na Amazônia triplica no mês de agosto em relação a 2011, diz Inpe
Pará foi o que mais devastou bioma; Mato Grosso registrou maior alta. Agosto foi o mês em que floresta mais perdeu cobertura vegetal.

[Rio Tietê] Rio Tietê perderá o mau cheiro até 2020
Essa obra faz parte da terceira fase do Projeto Tietê, iniciado em 1992. A etapa prevista para acabar em 2015 tem atualmente 564 obras em execução pela cidade para coletar o esgoto e ampliar o tratamento da água do rio.

São Paulo terá novo parque às margens do Rio Tietê
Projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê parque linear com 75 km ao longo do mais simbólico rio paulista. Ciclovia com 140 km e 33 núcleos compõem a obra, que deve ficar pronta até 2016, mas já servirá os turistas que forem a São Paulo para a Copa de 2014
*Essa notícia é antiga, mas soube dela só este final de semana através do secretário da SVMA.
Vista futura do parque na região de Biritiba-Mirim (crédito: Ruy Ohtake Arquitetos)

Especial Primavera


Boa leitura!

21 de agosto de 2012

Fungo amazônico que faz decomposição de plástico

Pesquisadores da Universidade de Yale descobriram um fungo capaz de degradar plástico. O Pestalotiopsis microspora representa uma oportunidade única de bio-remediação, pois poderá ser usado em aterros já que é anaeróbico, ou seja, não precisa de oxigênio.
O fungo foi descoberto pelo grupo do professor Scott Strobel, que anualmente realiza uma expedição na floresta amazônica do Equador, onde coletam inúmeros exemplares de plantas e levam ao laboratório para serem estudados. Os cientistas observaram que este fungo está presente em florestas tropicais no mundo inteiro, demonstrando seu papel substancial no equilíbrio dos ecossistemas florestais.


A enzima que degrada o poliuretano é produzida extracelularmente, secretada pelo fungo e lançada a uma certa distância do seu corpo, o que amplia consideravelmente o potencial de limpeza promovido por esta espécie.

O Pestalotiopsis Microspora

Apesar de ter sido alardeado pela imprensa que o P. microspora é um cogumelo, na verdade é um endófito pertencente ao filo Ascomycota, enquanto cogumelos pertencem ao filo Basidiomycota. Endófitos são espécimes (geralmente fungos ou bactérias) que vivem no interior de plantas durante parte da vida ou a vida inteira, aparentemente sem lhes causarem qualquer prejuízo.
Outra novidade deste fungo é que produz o taxol, outro elemento químico usado no tratamento do câncer de ovário e mama, atualmente extraído do teixo do Himalaia, que aliás, é uma atividade comercialmente rentável.
Os cientistas realizaram um teste e observaram que dois P. microspora isolados foram capazes de crescer sobre o plástico, alimentando-se exclusivamente dessa fonte, tanto na presença quanto na ausência de oxigênio, o que gerou grande expectativa para a utilização deste fungo em aterros e lixões.
A enzima produzida pelo fungo que é a responsável pela degradação do poliuretano já está sendo isolada em laboratório e em breve, será patenteada e produzida sinteticamente, aumentando assim as possibilidades de bio-degradação do plástico e bio-remediação do ambiente.

Fonte Universos Paralelos

15 de agosto de 2012

Radiação causa deformidades em borboletas que vivem em Fukushima

15/08/2012 - 05h19 DE SÃO PAULO
Ainda não se conhecem os efeitos sobre a saúde humana do acidente nuclear que afetou Fukushima, no Japão, no ano passado. Mas cientistas japoneses já flagraram deformidades ligadas à radiação em borboletas que vivem na área do desastre.
Os efeitos, que incluem asas de tamanho desigual ou amarfalhadas, antenas com pontas duplas e olhos malformados, estão descritos em artigo na revista especializada "Scientific Reports".

Reprodução/"Scientific Reports"

Borboletas de Fukushima com anomalias (asas de tamanho desigual ou amarfalhadas)
A equipe liderada por Atsuki Hiyama, da Universidade das Ilhas Ryukyu, coletou borboletas da espécie Zizeeria maha. Elas são consideradas bons indicadores do estado do ambiente porque seu organismo é sensível a alterações ambientais.

Insetos que viviam nas vizinhanças do acidente foram coletados em maio e setembro de 2011 (o acidente ocorreu em março, quando os bichos estavam na forma de larva). Nas borboletas capturadas em março, já havia aberrações morfológicas leves, em 12% dos casos.

Alguns dos animais coletados foram então cruzados em laboratório, tanto entre si quanto com borboletas de outros locais. O que os cientistas viram foi um aumento gradativo das anormalidades ao longo das gerações - aumento que também se verificou com as borboletas coletadas mais tarde na natureza.
Para os cientistas, os dados servem como sinal de alerta.

Redação Folha.com



Obs. Pessoal: Vale ressaltar os perigos da energia nuclear, e a necessidade de precauções de segurança em face a desastres mesmo que improváveis. No Brasil temos as usinas nucleares Angra 1 e 2 e encontra-se parado o projeto de Angra 3. Além dos riscos envolvidos para a população local existe o problema do lixo atômico que não pode ser reutilizado ou descartado, é armazenado.
O desastre no Japão ocorreu em uma época em que iriam retomar investimento na energia nuclear, após o desastre as autoridades do Japão decidiram ouvir a população sobre o uso da energia nuclear no país. Mais de 80 mil sugestões já foram encaminhadas, a ideia é englobar todas propostas e concluir uma análise até o fim do mês de agosto/2012. Seria bom se nosso governo decidisse ouvir também a população antes de continuar com o desmatamento para construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, ou retomar o projeto caríssimo (10 Bilhões) e de segurança duvidosa da usina nuclear Angra 3.

Leia também: Construção de Angra 3 é debatida por especialistas

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