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28 de abril de 2015

FESTIVAL RESPECT LOST: EXEMPLO DE EVENTO ECOLÓGICO E ESTÍMULO À AUTO-CONSCIÊNCIA

O Encontro Multicultural Respect acontece em meio a uma das principais reservas naturais de São Paulo, apresentando o conceito Maia In Lak’ech que serve de estímulo à auto-consciência.


Após dois anos, o Festival Respect Lost retoma as suas atividades ainda mais fortalecido dentro da proposta de cuidados com o meio ambiente e conscientização de seus participantes. Focado num público que busca um maior contato com a natureza e com a sua própria essência, o evento é caracterizado como um Encontro Multicultural e Ecológico. A edição de 2015 acontecerá entre os dias 01 e 03 de maio na praia de Boqueirão Sul em Ilha Comprida, no estado de São Paulo.

Ilha Comprida é uma das últimas áreas remanescentes da Mata Atlântica e um dos últimos ecossistemas não poluídos do litoral brasileiro. Faz parte do Complexo Estuário Lagunar de Iguape – Paranaguá, que constitui um dos maiores viveiros de peixe e crustáceos do Atlântico Sul, compreendendo num só lugar, 4 ecossistemas: mangues, dunas, restingas e mata atlântica.

Como exemplo de seu próprio estímulo mobilizador, a Respect reúne diferentes selos e certificados que demonstram seu comprometimento com o meio ambiente e inclusão social, como o Selo Greenhub de gestão da sustentabilidade, certificação de gestão de resíduos pela capacitação e inclusão de cooperativas de reciclagem locais, certificação de ações socioambientais pela disseminação do conceito de sustentabilidade e certificação de eventos culturais, com iniciativas educacionais e de lazer junto a sua rede de parceiros e fornecedores.


São mais de 150 artistas convidados em dois palcos musicais: Dance Floor e Chillout, além do palco de performance Espaço Gaia. Sua característica multicultural engloba numa única experiência: música, artes, projeções, cinema, cenários, intervenções teatrais, palestras, oficinas e performances, terapias alternativas, feiras, gastronomia, área infantil, além de atividades de conscientização ambiental.

Dentre os DJs e produtores, destacam-se Spectra Sonics, Cylon (Japão),
Disorder (México), Contineum (UK), Kliment (Bulgária), Day Din (Alemanha), Hypnoise, além dos brasileiros Earthspace, Edu, Fabio Leal, Kitty, Zaghini, Tera e Soulcast.



Conceito
O conceito trabalhado no festival Respect Lost 2015 é o In Lak’ech, expressão utilizada pela civilização Maia que significa “eu sou outro você”, transmitindo a mensagem de que todas as ações que realizamos acabam cedo ou tarde sendo refletidas em nós mesmos.
Opte pelo desenvolvimento de sua consciência e viva uma experiência única.

Mais informações: 
Data: 01 a 03 de maio
Local: Ilha Comprida (SP)
Ingressos: R$220,00 (primeiro lote) para os 03 dias.
Venda de ingressos em http://www.respect.art.br/produto/primeiro-lote/
Evento destinado a maiores de 18 anos.
Website: http://www.respect.art.br/
Facebook: facebook/RespectFestival



Sobre a Respect
Há 9 anos atrás, nasceu um coletivo com um grande objetivo: atuar na conscientização dos seres humanos perante os cuidados com a natureza e o respeito mútuo. Hoje, este desejo inicial é reafirmado e torna-se ainda mais fortalecido com base nas transformações que estamos vivendo em nosso Planeta.
A proposta de conscientização do coletivo Respect, se materializa por meio de encontros multiculturais e ecológicos, inspirados pelos melhores festivais do gênero ao redor do mundo.
Já foram 17 edições desde 2006 e mais de 100 mil fãs, que acompanham de perto todos os movimentos desta marca, que possui reconhecimento internacional.
Respect Lost será o próximo evento realizado pela marca Respect. O local escolhido é o paraíso de Ilha Comprida no estado de São Paulo, que recebe pela terceira vez este grande encontro.
Shows, performances, DJs, cinema, espaço com terapias alternativas, atividades relacionadas à conscientização do meio ambiente, feira mix com roupas, acessórios e objetos de artes, além de ampla área de alimentação e bares.
Tudo isto dentro de um único conceito: In Lak’ech, expressão utilizada pela civilização Maia que significa “eu sou outro você”. A proposta da Respect Lost 2015 é transmitir a mensagem de que todas as ações que realizamos acabam cedo ou tarde sendo refletidas em nós mesmos. No fim, todos estamos conectados e somos UM, em unidade.
“Vamos além da filosofia. Queremos levar o exemplo para as pessoas de que todos crescemos juntos a partir desta prática”, diz Eduardo Marques, um dos idealizadores do coletivo Respect, que tem como sócios Ricardo Almeida, Alexandre Zaghini e Fabio Gagliardi, ambos com vasta experiência e vivência em eventos multiculturais e musicais nacionais e internacionais.


Opte pelo desenvolvimento de sua consciência e viva uma experiência única. 

2 de dezembro de 2014

Morte de 200 periquitos em Manaus é investigada e ambientalistas fazem manifestação

A suspeita é que os animais, que estavam mais vulneráveis por não poder pousar nas árvores, tenham sido envenenados

Centenas de periquitos foram encontrados mortos, na manhã da quinta-feira (27/11), na Avenida Efigênio Sales, situada na Zona Centro-Sul de Manaus. A suspeita é de que as aves tenham sido envenenadas. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) apura o caso.
Por volta das 10h30 desta quinta, os animais estavam caídos na pista, no sentido bairro/centro, e no meio-fio da avenida. Uma testemunha, que não quis ser identificada, relatou, ao portal G1, ter visto na noite da quarta-feira (26) um homem mexendo na árvore e no chão próximo ao local onde os animais estavam. Ela afirmou acreditar que se tratasse de veneno.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) informou, por meio da assessoria de comunicação, que uma equipe do departamento de fauna será enviada ao local para apurar a situação e apontar um diagnóstico sobre o que resultou na morte dos pássaros. Os animais serão submetidos a testes e um laudo apontará a causa exata da morte



Proteger as árvores dos pássaros?

Próximo ao local está um condomínio de alto padrão que, em 2012, instalou telas na copa de palmeiras imperiais que ficam na frente do prédio para impedir que periquitos se instalem nas árvores. A justificativa é que os animais estariam prejudicando as palmeiras, mas aparentemente o barulho dos pássaros incomodava os moradores do local. Na época a ação teve autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Na ocasião, a Semmas informou ainda que, após um mês, seria realizada a retirada das telas para verificar se as aves retornariam ao local ou se já estariam utilizando outras áreas como dormitório. Após dois anos, as telas permanecem nas palmeiras.
Os Bombeiros foram chamados na semana passada e abriram as telas. Um especialista ouvido pelo G1 afirmou que o equipamento contribui para a morte dos animais pois os deixa mais vulneráveis. Como não podem pousar nas árvores, os pássaros têm que ficar no chão e estão mais suscetíveis a atropelamentos e até envenenamentos.


Revolta

A população realizou um protesto pedindo que o crime seja apurado e os responsáveis, punidos. Foi criado também um abaixo-assinado pedindo que o Ministério Público, a Polícia Federal e o IPAAM investiguem o caso.

Mais de 100 pessoas se reuniram na Avenida Ephigênio Sales, no sábado (29/11/2014), em um protesto. Os manifestantes usaram cartazes, balões e até mesmo fantasias para chamar a atenção sobre o caso.

Fotos da manifestação de 29/11/2014 - Foto: Marcos Dantas/G1 AM
O síndico do condomínio foi notificado e ativistas exigem a criação do Instituto Municipal de Proteção à Fauna, que deverá cuidar exclusivamente das demandas relacionadas aos animais, sejam eles domésticos ou silvestres.

Fonte G1 e Catraca Livre

6 de novembro de 2014

Suécia e Brasil discutem iniciativas de inovação

A Semana de Inovação Brasil-Suécia é uma oportunidade para estreitar e fortalecer a parceria estratégica entre os países, além de promover a cooperação acadêmica e industrial em inovação, tecnologia e pesquisa


São Paulo, 05 de novembro de 2014 – A Embaixada da Suécia, em parceria com a Agência Sueca de Análise de Políticas de Crescimento e o CISB – Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, irá promover a Semana de Inovação Brasil-Suécia entre os dias 10 e 14 de novembro em Brasília, São Paulo e São José dos Campos.

Recentemente, o Governo brasileiro assinou o contrato para compra de 36 caças do modelo SAAB Gripen. De acordo com o Senhor Per-Arne Hjelmborn, embaixador da Suécia no Brasil, esse projeto de cooperação industrial significa um novo patamar na relação bilateral, ainda mais extensa e próxima, criando novas oportunidades de negócios e colaborações científicas entre os países.

Em função disso, a Embaixada da Suécia irá abrir o evento com o seminário "A parceria Sueco-Brasileira por inovação – oportunidades para uma maior colaboração no futuro”, especialmente para discutir o que implica esse projeto na relação entre os países. O objetivo é iniciar um diálogo contínuo com as empresas brasileiras que são parceiras para explorar essa oportunidade.

Essa é a terceira vez que a Embaixada da Suécia organiza a Semana de Inovação Brasil-Suécia. O diferencial dessa edição é que parceiros como a VINNOVA – Agência de Inovação da Suécia e a ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial irão desenvolver atividades abordando esse mesmo tema. O 4° Encontro Anual do CISB também será uma das principais atrações do evento, onde os vencedores da competição “Desafio Inovador Suécia-Brasil 2015” serão premiados.

Com o intuito é estimular novas parcerias, a programação do evento ainda traz workshops abordando os seguintes temas: Transporte & Logística, Compósitos & Manufatura, Desenho e Desenvolvimento de Produtos para Inovação, Segurança Cibernética, além de Aeronáutica e Defesa. Para isso, especialistas de empresas e universidades de ambos os países irão participar para contribuir com o desenvolvimento de projetos nessas áreas.

No seminário de abertura em Brasília, participarão representantes das empresas SAAB, Volvo e Ericsson, entre outras. Já no dia 14 de novembro, a Câmera de Comércio Sueco-Brasileira (SWEDCHAM) sediará o seminário de encerramento “Da inovação ao impacto no mercado: ferramentas digitais e solução criativas”, em São Paulo.

Com o objetivo de incentivar o empreendedorismo na era digital, o seminário irá reunir empreendedores e start-ups, além de promover o encontro entre empresas suecas e brasileiras. As empresas que já estão confirmadas são: Hyper Island, Berghs School of Communication, Box 1824, iZettle, entre outras.

Participarão também da Semana da Inovação representantes do MDCI – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Finep – Inovação e Pesquisa; do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.


Swedish Universities Roadshow

A Semana de Inovação Brasil-Suécia também contará, entre os dias 11 e 20 de novembro, com representantes de nove prestigiadas universidades públicas suecas, as quais realizarão um roadshow em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte apresentando o “Swedish Excellence – Study in Sweden”.

As universidades participantes serão: Chalmers Tekniska Högskola, Högskolan i Halmstad, Kungliga Tekniska Högskolan, Linné Universitetet, Linköpings Universitet, Lunds Universitet, Mälardalens Högskola, Uppsala Universitet, Umeå Universitet.

Sweden Brazil Career Fair


Outro evento de destaque é o Sweden Brazil Career Fair em São Paulo, que ocorrerá no dia 13 de novembro. O encontro é organizado pela Câmera de Comércio Sueco-Brasileira (SWEDCHAM) que também colocará empresas, universidades suecas e estudantes brasileiros em contato para promover a troca de informações e potenciais vagas de empregos. Os representantes dessas nove universidades suecas estarão no Brasil para participarem do Swedish Universities Roadshow, assim como os representantes das empresas suecas: Ericsson, Tetra Pak, Scania, Volvo, Haldex, SCA, Elekta, Gunnebo, Roxtec, Education First, iZettle e Stockholm School of Economics.


Agenda da Semana de Inovação Suécia-Brasil 2014


Inauguração e seminário especial sobre colaboração futura
Quando: 10 de novembro
Onde: Embaixada da Suécia
Endereço: SES, Avenida das Nações, Quadra 807, lote 29, Brasília – DF


Workshop: Transporte & Logística
Quando: 11 de novembro
Horário: das 8h30 às 12h00


4° Encontro Anual CISB
Horário: das 13h00 às 18h00
Acesse as atividades: http://migre.me/mvweF


After fair: das 18h00 às 20h30
Onde: Blue Tree Premium
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 3989, Itaim Bibi – São Paulo – SP
Acesse o programa: http://migre.me/mvwff


Workshop: Compósitos & Manufatura
Quando: 12 de novembro
Onde: Blue Tree Premium
Endereço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, n° 3989, Itaim Bibi – São Paulo – SP
Acesse o programa: http://migre.me/mvwhw


Workshop de Aeronáutica e Defesa
Quando: 13 e 14 de novembro
Onde: ITA – São José dos Campos - SP
Acesse o programa: http://www.cisb.org.br/bswad/

Para mais informações, acesse: www.cisb.org.br/annualmeeting/TheEvent.php


25 de setembro de 2014

UM JEITO NOVO E SUSTENTÁVEL DE PEGAR CARONAS - Conheça a plataforma TRIPDA


Ser sustentável é desfrutar adequadamente e de forma responsável dos recursos naturais à nossa disposição, permitindo que futuras gerações também possam satisfazer suas próprias necessidades. A sustentabilidade é um dos pilares centrais da Tripda que atua em suas três dimensões: ambiental, econômica e social.
A nova plataforma de caronas, Tripda (www.tripda.com.br), é um sistema compartilhado de caronas, a qual as pessoas podem tanto oferecer quanto pegar caronas para qualquer lugar do Brasil. O site funciona da seguinte maneira: para se cadastrar você deve se logar na plataforma utilizando seu Facebook e, em seguida, completando as informações adicionais.
Para quem deseja “procurar carona” é muito simples, basta colocar seu local de saída e para onde pretende ir, seguido da data e clicando em pesquisar. O site vai mostrar todas as caronas e rotas disponíveis com um preço sugerido pelo site, informações, avaliações dos motoristas e horários. Ficando o seu critério escolher a carona que melhor se adapta a sua necessidade. Quando escolhida a carona, você deve reservar e aguardar a confirmação do motorista através de um e-mail e SMS de confirmação deste.
Caso você tenha carro e deseja reduzir custos e compartilhar lugares vagos no carro, basta entrar no site e clicar em “oferecer carona” você vai preencher as informações da viagem, como local de saída, chegada, horário, se é uma carona recorrente ou não, lugares disponíveis, informações complementares sobre suas preferencias e informações do carro, confirmar a oferta da carona e só aguardar que a Tripda lota seu carro.
Viajar de carona com a Tripda é mais barato do que pegar ônibus e avião, além de ser rápido, confortável e interativo.
Sobre questões de segurança: a Tripda se preocupa tanto com quem oferece, quanto com quem pega carona, e por isso o cadastro no site se deve através do Facebook. Após cada viagem, tanto quem ofereceu quanto quem pegou carona poderá avaliar um ao outro, tornando a experiência ainda mais segura e positiva.
Em breve todos os usuários vão poder desfrutar do aplicativo no celular, saiba mais sobre a plataforma e não deixe de oferecer ou pegar uma carona: www.tripda.com.br !

O sistema de carona solidária é cada vez mais importante nas grandes cidades para reduzir os congestionamentos e diminuir emissão de gases e poluição do ar, necessidade de cada vez mais estacionamentos, também permite interagir com novas pessoas, economizar, e tantos outros benefícios (tanto para o passageiro, quanto para o motorista). Muitos países como EUA, Canadá e União Europeia tem incentivado essa prática.
A plataforma do site Tripda é bem intuitiva, fácil de usar e possui no seu cadastro a opção de suas preferencias: como fumar, comer, tolerância a músicas ou levar animais no carro.
Site Tripda: Pesquisa de caronas.

1 de setembro de 2014

Instituto Ecofuturo disponibiliza conteúdos referenciais em educação socioambiental

De acordo com o ranking de competitividade mundial do IMD (escola suíça de negócios), o elemento mais importante para um país gerar desenvolvimento e melhorar condições concorrenciais é a educação. O Instituto Ecofuturo, no ano em que comemora 15 anos de atividades, tem este tema como fator motivador de sua criação – educação e meio ambiente são conceitos indissociáveis e apenas cidadãos críticos podem gerar mudanças necessárias.

Ao longo destes anos, o Ecofuturo, OSCIP que tem a Suzano Papel e Celulose como sua principal mantenedora, incentiva ações transformadoras, contribuindo para o fortalecimento das práticas de leitura e escrita como atividade individual e social, e para a conservação do meio ambiente por meio do desenvolvimento de projetos para áreas de reserva florestal que, fundamentados no modelo bem sucedido de gestão do Parque das Neblinas, estabelecem estratégias de educação ambiental, restauração, pesquisa, manejo florestal e envolvimento comunitário.

Assim, acreditando que a educação se constitui num dos instrumentos fundamentais para tornar as pessoas capazes de tomar atitudes que podem mudar o presente e o futuro, o Instituto Ecofuturo lança um novo portal, onde estão reunidas, em um único espaço interativo e multimídia, vídeo-oficinas, podcasts, publicações e pesquisas nacionais e internacionais sobre os temas educação e meio ambiente, além de todos os materiais referenciais criados desde 1999.  

O novo portal, patrocinado pela Valmet Corporation, além de caminhar na mesma velocidade dos tempos atuais, propõe a educação socioambiental como tema de interesse geral e responsabilidade de todos. Trata-se, portanto, de uma referência não apenas para professores, pedagogos e acadêmicos, mas jornalistas, gestores públicos, estudantes pais e curiosos.

E para evidenciar a sintonia de suas atitudes em todas as facetas, o Ecofuturo adota uma nova identidade visual, mais moderna, mais inclusiva, mais próxima das pessoas.
O Instituto Ecofuturo parte do princípio de que o domínio da linguagem permite ao homem acessar os conhecimentos necessários para a sustentabilidade de todas as vidas. E essa consciência está presente em cada reserva ecológica, cada publicação e biblioteca e agora, ainda mais forte, no novo portal.

Sobre o Ecofuturo:
O Instituto Ecofuturo é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que tem a Suzano Papel e Celulose como sua principal mantenedora. Realiza a articulação entre a sociedade civil, o poder público e o setor privado buscando contribuir para a expansão da consciência socioambiental, por meio do compartilhamento de conhecimentos, práticas de cuidado e mensuração de impactos.
Acredita que é a partir da integração do homem com a natureza, do entendimento de sua relação com o todo, que intenção se transforma em ação, em atitude, para mudar o presente e o futuro para melhor.
Está nas ações locais, no pedaço de chão de cada um, a chave para a sustentabilidade e o cuidado com todas as vidas.

Sobre a Valmet Corporation:
A Valmet Corporation é uma líder global no fornecimento e desenvolvimento de serviços e tecnologia para os segmentos de celulose, papel e energia. Nossos 11.500 profissionais ao redor do mundo trabalham próximo aos nossos clientes e estão comprometidos a promover melhorias em seu desempenho  – todos os dias.
Os serviços da Valmet abrangem desde manutenção e peças de reposição a melhorias em fábricas. Nosso escopo de fornecimento inclui fábricas de celulose completas, linha de fabricação de papel, cartão e tissue, bem como plantas para geração de bioenergia.
A empresa atua há mais de 200 anos no setor e renasceu a partir da cisão dos negócios de celulose, papel e energia da Metso Group em dezembro de 2013. As vendas líquidas da Valmet em 2013 somaram aproximadamente 3 bilhões de euros. O objetivo da Valmet é se tornar campeã global no atendimento aos clientes.

http://www.ecofuturo.org.br/ 

7 de julho de 2014

Projeto reaproveita celulares velhos doados e ajuda na luta contra desmatamento


Para aproveitar smartphones antigos, a organização americana Rainforest Connection usa os dispositivos que recebe por doação como sensores acústicos para detectar derrubada de árvores em florestas tropicais.

Em entrevista por e-mail à Folha, o fundador da ONG, Topher White, disse que trará a iniciativa à Amazônia brasileira ainda neste ano –até agora, o projeto está só na ilha de Sumatra (Indonésia).

A Rainforest Connection "turbina" os celulares com recarga solar e proteção contra impactos e umidade. Por meio de um aplicativo, se o microfone detecta especificamente som de motosserras, o celular envia um SMS à guarda florestal, que pode intervir.

O grupo está angariando verba para a expansão para o Brasil e para a bacia do rio Congo, na África (veja como doar dinheiro ou um celular em bit.ly/florestatropical).


"Poderíamos encomendar equipamento específico, mas a verdade é que celulares são extremamente eficientes e capazes, e podemos obtê-los de graça", diz White. "Simultaneamente, reduzimos o descarte de eletrônicos. Se os telefones não estiverem quebrados (ou mesmo se estiverem) e puderem servir para algo, não há razão para jogá-los fora."


Outras funcionalidades e reutilizações para os Smartphones

Além de doar ou vender, há diversas outras aplicações para um celular antigo total ou parcialmente em funcionamento, como torná-lo uma câmera de segurança ou rastrear por GPS um membro da família, por exemplo.

Outro projeto que se vale de celulares doados é o Medic Mobile, que usa mensagens de texto para auxiliar profissionais de saúde ou líderes comunitários de áreas pobres para situações de emergência.
O Brasil não está na lista dos 21 países (e 2 milhões de pacientes) atendidos, mas será um dos próximos a receber apoio do Medic Mobile, que usa para distribuir as mensagens o software de código aberto FrontlineSMS.
"Sabemos que há populações isoladas no país e que essas pessoas quase não têm acesso ao sistema de saúde", diz Amanda Yembrick, gerente da ONG para a América Latina. "Estamos identificando parceiros para lançarmos nossos programas aí, em especial o de saúde materna."
A ONG aceita até doação de celulares quebrados (hopephones.org).

Lixo eletrônico

"Ter carro do ano" é uma expressão que pode muito bem ser substituída, nos dias atuais, por "ter o último iPhone". Segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), 81% dos brasileiros trocam de celular em menos de três anos, gerando um sem-número de aparelhos funcionais e abandonados.

Segundo um analista da consultoria especializada em tecnologia IDC, contudo, a taxa indicada pelo estudo é conservadora. "Seguimos a média dos EUA, com donos de smartphone trocando de aparelho entre 18 meses e 20 meses", diz Reinaldo Sakis, gerente da área de produtos de consumo na empresa.

Celulares convencionais ficam obsoletos ainda mais rapidamente. "No 13º mês de um aparelho simples, ele já é extremamente velho, e o consumidor é forçado a trocar."

16 de junho de 2014

Jovem de 19 anos cria tecnologia para limpar oceanos e tem aprovação de especialistas

Um ano após anunciar a criação de um sistema que promete limpar o lixo dos oceanos, o jovem holandês Boyan Slat apresenta os primeiros resultados alcançados pela tecnologia. O Ocean Cleanup é uma espécie de barreira, que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar. De acordo com os especialistas que acompanharam os testes, a tecnologia é totalmente viável e eficiente.

Para que as análises fossem feitas, um conceito do Ocean Cleanup foi desenvolvido e colocado para funcionar. No teste que mede a captura e concentração, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade, distância em que normalmente esses resíduos são encontrados. Além disso, o sistema recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que segundo os cientistas, facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico.

Quando foi divulgado, o projeto recebeu diversas críticas. Isso foi um dos fatores que motivou Slat e sua equipe a contarem com a ajuda de cem especialistas dispostos a analisarem a tecnologia. Os pesquisadores aprovaram e as análises resultaram em um texto com 530 páginas.

Com o embasamento científico, o próximo passo do jovem holandês, de apenas 19 anos, é testar o sistema em grande escala e começar a produção. Para isso, ele está em busca de financiamento coletivo. O alvo é conseguir dois milhões de dólares. A 90 dias do fim da campanha, o projeto já tem 16% da meta atingida.

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos. De acordo com a divulgação, ele seria capaz de remover mais de sete milhões de toneladas de plástico dos oceanos em apenas dez anos.



Fonte: Ciclo Vivo

11 de junho de 2014

Primeira usina de reciclagem mecanizada da América Latina é inaugurada em São Paulo

Foi inaugurado no dia 05/06/2013 a primeira central mecanizada de triagem de resíduos recicláveis da América Latina, localizada na Ponte Pequena, na região do Bom Retiro em São Paulo. O equipamento tem capacidade de processar 250 toneladas por dia e contribui para dobrar a quantidade de resíduos reciclados na cidade.

O processo de triagem mecanizada emprega 50 catadores e gera receita líquida mensal de R$ 1,6 milhão, que será revertida para o Fundo Municipal de Coleta Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores. Estes recursos permitirão parcerias com novas cooperativas e financiará a remuneração dos serviços dos catadores em toda a cidade.

“Muita gente fala dos modelos internacionais, mas agora temos o melhor da tecnologia em São Paulo com uma novidade: a participação dos catadores. Não é só uma meta de reciclagem, é a exigência do aumento de qualidade de vida, o respeito a todos os estratos sociais, e agora todos vão poder reciclar”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Segundo Luiza Maria Honorato, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), existem em São Paulo cerca de 20 mil catadores de material reciclável. “Nós estamos no caminho correto. Os catadores descobriram que o lixo é sustentabilidade e dá renda para quem precisa. A sociedade precisa saber que a receita da inclusão social é darmos as mãos em torno daquilo que nós chamamos de lixo”, disse Luiza.


Meio Ambiente
A nova central foi inaugurada no Dia Mundial do Meio Ambiente. Integra a meta de aumento do percentual de coleta seletiva em São Paulo dos atuais 2% para 10% - seguindo as normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)- até 2016. Segundo a concessionária Loga, o novo método separação dos resíduos permitirá um plano de expansão do atendimento com coleta seletiva para a totalidade dos 1,5 milhão domicílios localizados na área de atuação da empresa, nas zonas norte, oeste e central da cidade.

Durante a inauguração, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) falou sobre o pioneirismo da iniciativa da cidade de São Paulo. “Hoje é um dia marcante na história do nosso país. Nós estamos juntando aqui aquilo que é essencial no mundo hoje: o cuidado com o meio ambiente, o cuidado com o ser humano e a melhor tecnologia possível”, afirmou Carvalho.

Para a instalação da central foram investidos R$ 26 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos. Não há custo para a Prefeitura, pois a empresa concessionária Loga é a responsável pelo empreendimento, como parte de obrigações contratuais.

Separação dos resíduos
Os equipamentos instalados em São Paulo são inéditos na América Latina e foram importados da França, da Espanha e da Alemanha. Estão instalados em um espaço de 3 mil m². Após a chegada dos resíduos nos caminhões, eles passam por uma pré-seleção manual, que separa o vidro e materiais de grande volume. Em seguida, são encaminhados para um equipamento chamado Trommel, que faz a separação por tamanho por meio de um mecanismo semelhante a uma peneira. Todo o trajeto dos materiais ocorre por esteiras automatizadas e os sacos são abertos por uma máquina.

A próxima etapa é a passagem dos resíduos por um equipamento chamado balístico, que identifica resíduos bidimensionais, como folhas de papel ou pedaços de papelão, dos tridimensionais, como latas e garrafas. Os materiais metálicos são também separados automaticamente por meio de magnetismo e por indução elétrica. Por fim, leitores óticos separam os plásticos por tipo e cor. Ao todo, como produto final são separados nove tipos diferentes de material, em blocos compactados.

Roberto Pereira Reis, 50 anos, é um dos cooperados que irá trabalhar na central e está em treinamento para operar os novos equipamentos. “Para quem olha de primeira vista parece complicado porque é novidade e precisa de conhecimento. Mas é mais rentável, é um trabalho muito menos desgastante e a remuneração é mais justa”, explica Roberto. “O ambiente tem mais limpeza, tem mais qualidade e volume do produto, o que permite barganhar na hora de vender o material”, conta o cooperado, que trabalha com reciclagem há 6 anos.

Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo e E-cycle

12 de maio de 2014

Suécia aposta em brasileiros para projetos inovadores de sustentabilidade

A Embaixada da Suécia no Brasil, em parceria com o CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) e com as instituições de ensino USP (Universidade de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está promovendo um concurso nacional, o Quick Challenge, que irá premiar dois vencedores brasileiros com a oportunidade de participar em workshops exclusivos de inovação e sustentabilidade.

Os workshops em questão acontecerão nos dias 19 e 21 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Além da participação no evento fechado para convidados, os ganhadores do concurso também serão premiados com passagens e hospedagem nos locais das palestras.

As discussões programadas para acontecerem nos eventos têm como foco o desenvolvimento de projetos inovadores de sustentabilidade urbana relacionados às atividades “Transporte” e “Alimentação”. Desses workshops espera-se que as ideias desenvolvidas sejam inscritas em um desafio global de inovação, o Smart Living Challenge, que tem por objetivo reunir sugestões de melhoria em processos cotidianos nas ações de “Transporte”, “Alimentação” e “Moradia”.

O Smart Living Challenge selecionará 15 projetos vencedores para que seus idealizadores viajem para a Suécia e se encontrem com investidores que poderão ajudar na implementação real de suas soluções.
Para se inscreverem no concurso nacional para a participação nos workshops exclusivos, os interessados devem acessar o seguinte link até o dia 11 de maio: http://studentcompetitions.com/competitions/smart-living-challenge. O resultado desse concurso será divulgado no dia 15 de maio nas redes sociais da Embaixada da Suécia no Brasil e do CISB, além das páginas das universidades, que são:

Facebook Swedish Embassy In Brazil
Twitter Sweden In Brazil
Linked In Embassy of Sweden In Brazil
Facebook CISB
Linked In CISB
Facebook Incubadora de Empresas COPPE/ UFRJ

Na próxima semana serão divulgadas mais informações sobre o concurso internacional Smart Living Challenge, para o qual os workshops serão voltados

UPDATE 18/05/2014

Um júri formado por profissionais como arquitetos, empreendedores, designers, entre outros, julgarão os 15 melhores trabalhos submetidos no mundo. Os vencedores serão levados à Suécia em dezembro, durante a semana de entrega dos prêmios Nobel, e visitarão centros de inovação em Estocolmo, Gotenburgo, Malmö e Kiruna. Durante a viagem, se encontrarão com investidores que poderão bancar suas ideias e torná-las realidade.

Workshops

Convidados especiais terão ainda a oportunidade de assistir workshops de preparação ao desafio presencialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, nos dias 19 e 21 de maio, respectivamente. Em São Paulo, o tema será “Transporte” e a Embaixada Sueca conta com o apoio do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e da USP, que sediará o evento. No Rio de Janeiro, o tema será “Alimentação” e tem apoio da UFRJ, onde será realizado o workshop. Os workshops contarão com profissionais que discutirão os temas propostos a fim de estimular a geração de ideias que serão submetidas pelos competidores.  Para Magnus Robach, Embaixador da Suécia no Brasil, o país é um parceiro estratégico na área de inovação e desenvolvimento sustentável, e os workshops ajudarão a criar contatos com talentos brasileiros na área.

“Com a participação dos brasileiros nos workshops e no Smart Living Challenge, esperamos ver ideias muito interessantes baseadas nas condições urbanas do país. A Suécia tem centenas de atores com experiência em áreas como energia, manejo de resíduos, saneamento e transporte, e, através do desafio, queremos conectar os ganhadores com atores que possam ajudar a realizar as suas ideais inovadoras. Por meio do desafio e de seu cenário inovador, esperamos também aumentar os conhecimentos de estudos e pesquisa na Suécia”, declara o Embaixador.


Informações
www.smartlivingchallenge.com

7 de dezembro de 2013

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Essa quarta-feira, 04/12/2013, participei de um encontro com blogueiros no Rio de Janeiro no qual conhecemos as inovações que a Rede Ipiranga vêm implantando tanto em novos postos quanto na reforma de alguns já existentes, tornando-os Ecoeficientes, ou seja, visando o uso eficiente dos recursos naturais. Leia abaixo como foi esse encontro:

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Eficiência e economia foram as palavras-chave da palestra “Postos Ecoeficientes: Pergunta lá no Posto Ipiranga - Conheça o case brasileiro pioneiro de melhor prática de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável” realizada na última quarta (4), no Rio de Janeiro. A rede Ipiranga reuniu blogueiros do segmento de arquitetura e sustentabilidade para apresentar o case pioneiro em melhores práticas de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável: o Posto Ecoeficiente. Luiz Athayde Kauer e Fabiano Dagfal, Gerente e Coordenador da área de Desenvolvimento, Engenharia e Arquitetura da Ipiranga, apresentaram os detalhes do projeto e realizaram, juntamente com os participantes, uma visita ao primeiro Posto Ecoeficiente, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Atualmente com 750 unidades no Brasil, entre inaugurados e em construção, os postos Ecoeficientes fazem a gestão de energia, água, resíduos e materiais, realizada desde a construção até a fase de operação. A iniciativa, uma das principais da empresa voltadas para a sustentabilidade, atraiu atenção internacional e se tornou objeto de estudo da Boston University School of Management, nos Estados Unidos. A instituição americana pretende destacar os diferenciais inovadores do projeto, com o objetivo de aprimorar e dar continuidade à iniciativa. 
“O projeto vai sempre se renovando. Com o avanço das tecnologias e as novas descobertas, outras formas de gerar menos impacto e colaborar com o ambiente no qual vivemos vão aparecendo. Desta forma, vamos incorporar, cada vez mais, novas ferramentas para esta ecoeficiência”, informou Luiz Athayde Kauer.
“Hoje, as crianças aprendem lições de sustentabilidade nas escolas. Em um futuro muito próximo, eles serão os consumidores e este grupo terá uma preocupação muito maior com o ambiente, valorizando produtos e empresas que tomam iniciativas de proteger o planeta”, completou Fabiano Dagfal.
Visita ao primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas
Conheça melhor cada processo utilizado no Posto Ecoeficiente:
Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo de água englobam coleta da água da chuva, reuso de água da lavagem de veículos, instalação de torneiras e chuveiros  de fechamento automático e diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos sanitários.
Iluminação: foram desenvolvidas soluções para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a com a artificial, além de se utilizar lâmpadas e luminárias mais eficientes, e sensores de presença para evitar o desperdício de energia.
Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para reduzir a carga térmica do ar condicionado e ainda melhorar a qualidade dos ambientes. Entre essas ações estão: sistema de exaustão do calor proveniente dos refrigeradores, elementos sombreadores,  vidro especial  e isolamento térmico nas paredes e forro.
Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: utiliza-se o Sistema Light Steel Framing na edificação, que é modular, com estrutura em aço 100% reciclável, gerando bem menos resíduo. Para a cobertura da pista de abastecimento, utiliza-se um sistema de camada única, onde a telha metálica faz também o papel do forro, totalmente aparafusado, sem uso de solda. Utilizam-se também materiais que impactam menos o meio ambiente em sua produção, aplicação e descarte, como tinta a base de água e madeira certificada. 
Gestão de Resíduos: dar o destino correto ao lixo que for gerado tanto na construção quanto na operação, via coleta seletiva. 
Mais curiosidades:
Em relação à construção convencional da edificação do posto, o uso de concreto é 80% menor.
A redução de tempo na obra de um Posto Ecoeficiente Ipiranga em relação a uma obra convencional é de 50%.
A redução de resíduos gerados é de 40% em relação a uma obra convencional.
A água da chuva é tratada e aproveitada em descargas sanitárias, rega de jardins e lavagem de para-brisas. Esse sistema é capaz de reduzir o consumo de água em até 30%. Há um sistema de reuso de água da lavagem que reduz o consumo em aproximadamente 70%.  A combinação entre os dois sistemas pode até zerar o consumo de água com lavagem.
Para mais informações sobre os Postos Ecoeficientes, acesse o site: http://bit.ly/1bOUfYJ

Minhas considerações

Porque achei o projeto atraente?

Não se trata apenas de fazer alguns postos para dar uma imagem positiva à marca. Eles realmente estão investindo muito em pesquisas e melhorias para fazer com que os Postos Ecoeficientes sejam viáveis, replicáveis (com um payback atraente para os revendedores) e cada vez mais sustentáveis. Estão em andamento pesquisas e testes para a segunda fase do projeto chamado de "Postos Ecoeficientes II" que inclui a utilização de lâmpadas de LED, sistema construtivo racional, certificação de edificação sustentável Leed e Procel. Essas pesquisas estão sendo feitas em parceira com as universidades UFRJ, USP e UFSC e possui uma unidade teste na Ilha do Governador/RJ.
Entre as questões ambientais há vários pontos fortes, citarei por exemplo os tanques subterrâneos com parede dupla, onde se acaso houver o inicio de um vazamento na primeira parede, será ativado um sensor avisando a existência do vazamento para que sejam tomadas providências, minimizando muito as possibilidades de contaminação do solo. Também o sistema de construção Light Steel Framing gera pouquíssimos resíduos e, se acaso o posto deixar de existir, permite a reutilização e reciclagem da edificação (Clique e veja o comparativo do LSF e alvenaria).
Há um benefício social neste projeto, pois durante a execução dele nas regiões sudeste e nordeste foram treinadas 83 empresas, atingindo cerca de 300 pessoas que foram capacitadas a trabalhar com um novo modelo de construção, ampliando seus currículos. Os funcionários que trabalham nos Postos Ecoeficientes, chamados de VIP - Vendedor Ipiranga de Pista, recebem treinamento específico e aprendem a importância da separação de resíduos sólidos, economia de água, energia entre outras práticas existentes no posto. No futuro é possível que os postos tenham ações socioambientais com a comunidade no entorno.
Há outros pontos muito importantes a serem mencionados, mas você pode ler e ver alguns vídeos explicando mais a respeito de cada assunto no site http://www.ipiranga.com.br/wps/portal/portalipiranga/postosipiranga/posto%20ecoeficiente.

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

15 de julho de 2013

ICMBio rebate afirmação de que a criação de áreas protegidas represente diminuição de áreas agrícolas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) criticou no dia 12/07/2013 uma série de dados apresentados no último dia 10 pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu. De acordo com a entidade, não há fundamento na afirmação de que a criação de áreas protegidas represente diminuição do tamanho das áreas de produção agrícola.

Em entrevista coletiva, Kátia Abreu, que é senadora pelo PSD do Tocantins, disse que o país corre risco de reduzir em 48,8 milhões de hectares a área de produção agrícola, entre 2011 e 2018, caso sejam mantidas as médias de demarcação de terras indígenas e de unidades de conservação ambiental dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Segundo a senadora, mantendo-se essa média, em 2031, o país terá perdido todas as áreas de produção agrícola e, em 2043, todo o território nacional seria ocupado por unidades de conservação e terras indígenas.

De acordo com o ICMBio, criar unidades de conservação não representa ameaça à produção rural no Brasil, nem tampouco é impedimento para o crescimento da agropecuária, como prova o forte aumento da produção de grãos nos últimos 16 anos. O desafio do setor agrícola deve ser, segundo o instituto, a permanente busca pela eficiência no processo produtivo nas áreas já ocupadas.

A diretoria do ICMBio acrescenta que “todas as atividades econômicas dependem da disponibilidade de água de boa qualidade, a qual está relacionada diretamente ao percentual de cobertura vegetal de uma bacia hidrográfica”, e que os 75 milhões de hectares de áreas protegidas – dos quais 61,43 milhões correspondem a unidades de conservação predominantemente florestais – “prestam inestimáveis serviços ecossistêmicos, com valor incalculável para o equilíbrio do clima e da conservação da biodiversidade, onde já não seria possível a sua conversão em pastos ou lavouras”.

Além disso, parte da produção extrativista brasileira (entre eles, frutos, aromáticos, borrachas, ceras, fibras, gomas, oleaginosos e pescados) foi retirada de reservas extrativistas e de florestas nacionais, a partir do uso sustentável dos recursos naturais feito por mais de 65 mil famílias de extrativistas. Segundo o ICMBio, esse tipo de extrativismo movimentou R$ 3,79 bilhões em 2012.

Por fim, o instituto argumenta que conciliar o crescimento econômico e a conservação ambiental é uma estratégia para o futuro, voltada para a eficiência, a sustentabilidade e a justiça social. E, ao contrário do que diz a senadora, “são as áreas protegidas que sofrem constante pressão para serem convertidas em pasto, lavoura ou expansão urbana”.

Coordenador da campanha Amazônia, pela organização não governamental (ONG) Greenpeace, Márcio Astrini também criticou os números apresentados pela senadora. “São números tendenciosos, até por desconsiderarem a diminuição de ritmo durante o governo Dilma Rousseff, que tem o menor índice de criação de unidades de conservação e de terras indígenas desde o governo militar”, disse Astrin.

Fonte: Agência Brasil - repórter Pedro Peduzzi

Leia na integra o texto da senadora Kátia Abreu:Criação de Unidades Conservação e de terras indígenas pode reduzir PIB em R$ 204,6 bilhões

A senadora Kátia Abreu recebeu do Greenpeace em 08/12/2010, em Cancún, o prêmio “Motosserra de Ouro”
Foto Ivan Castaneira - Estadão

E abaixo alguns trechos do Blog do Greenpeace:Devaneios megalômanos de Kátia - por Nathália Clark

"A pesquisa [apresentada por Kátia Abreu] ressalta que, se mantidas as taxas médias de criação de UCs e TIs das “eras FHC e Lula”, de 2011 a 2018 seriam colocados sob proteção do Estado mais 48,81 milhões de hectares, o que supostamente corresponderia a uma perda de R$ 204,6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do país em oito anos.
O que não se leva em consideração é que esse processo não é cumulativo. O governo Dilma, por exemplo, criou apenas três UCs, totalizando pouco mais de 44 mil hectares, o número mais baixo em cerca de 20 anos. Situação similar ocorre com relação à expansão da reforma agrária e à homologação de Terras Indígenas, que têm seus processos parados desde o início da atual gestão.
Além disso, há unidades de conservação de uso sustentável, que permitem a produção e o manejo florestal. Mas parece que Kátia desconhece esse setor produtivo – aquele dos pequenos agriculturores e da agricultura familiar. O estudo tampouco analisa que a criação dessas unidades ao longo dos anos ajudou a estancar os desmatamentos ilegais em suas respectivas regiões.
[...]Outro ponto esquecido foi que a criação de áreas protegidas no período abordado não impediu o crescimento do setor agropecuário. Ao contrário, foi exatamente nessa época que os produtores rurais atingiram todo o seu esplendor.
O problema no Brasil hoje, portanto, não é o volume de áreas destinadas à produção – 330 milhões de hectares, segundo o próprio estudo – ou protegidas por lei – 231 milhões de hectares –, mas sim as áreas de terras abandonadas de forma inconsequente pela pecuária extensiva ou pelo plantio de soja. O que se vê, então, é que no Brasil não falta área, mas consciência do uso responsável da terra.

Há cerca de três anos, Kátia Abreu, juntamente com a bancada ruralista do Congresso Nacional, alardeava ao Brasil que, caso o Código Florestal não mudasse radicalmente, a agricultura do país iria falir. Conseguiram o que queriam e o resultado foi a desfiguração do que restava da legislação ambiental brasileira. Uma imensa anistia a criminosos ambientais e o aumento do desmatamento foram os frutos colhidos pela nova lei que rege as florestas do país.
Hoje, os novos alvos do segmento do agronegócio que incentiva o desmatamento são os direitos indígenas e as Unidades de Conservação, últimas barreiras que ainda fazem frente à expansão desenfreada da fronteira agrícola no Brasil. Seguindo o mesmo roteiro, eles defendem que os processos de criação de áreas protegidas precisam ser revistos, caso contrário a economia brasileira e a agricultura irão à bancarrota.
Há um constante clima de chantagem e pressão ruralista a rodear o governo. Apoiados em falácias e números tendenciosos[...].
Na esteira do ataque aos povos indígenas já estão programados ataques aos direitos trabalhistas, ao controle dos agrotóxicos e às regras para compra de terras por estrangeiros. Nos seus sonhos megalômanos, Kátia Abreu quer colocar o país de joelhos à sua agenda. E tudo sob a bênção do governo Dilma. Cabe à presidente do país, então, tomar as rédeas da situação e trazer a senadora de volta ao chão que ela tanto preza.

21 de junho de 2013

Hidrelétricas voltam ser liberadas no Pantanal prejudicando a biodiversidade

Uma das maiores planícies úmidas do mundo e Patrimônio Natural da Humanidade, o pantanal é alvo do setor energético, que pretende espalhar pequenas centrais elétricas pela região

No dia 3 de maio de 2013, a decisão que impedia a construção de usinas hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai (BAP), localizada na região do Pantanal, nos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foi derrubada na Justiça pela desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo.

Os projetos de novos licenciamentos hidrelétricos no Pantanal foram paralisados em janeiro deste ano, depois de a Justiça acolher a solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul, que concluíram, com base em dezenas de documentos, que a construção de represas na Bacia do Alto Paraguai irá alterar os sistemas hídricos e o funcionamento biológico natural de todo o Pantanal.

Construção de hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai no Pantanal. Fonte:  Revista Reciclar Já


Leia a reportagem dos perigos à biodiversidade do Pantanal publicado no dia 17/06/2013 por Clarisse Souza - Em.com.br

Poucos lugares no mundo abrigam tamanha biodiversidade e mesclam características de tantos biomas quanto o Pantanal Mato-grossense. A exuberância da reserva de mais de 140 mil quilômetros quadrados distribuídos entre os estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS) é marcada principalmente pelo fato de o bioma ser guardião de milhares de espécies, muitas raras e em extinção. Mas a grande planície alagada que sobrevive graças aos ciclos de cheia e seca dos rios atrai também empresários do setor energético. Nos últimos anos, a região pantaneira tem sido ocupada por dezenas de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Especialistas acreditam que as intervenções estejam alterando o fluxo migratório de espécies aquáticas. Assim como eles, a comunidade ribeirinha cobra uma avaliação ambiental estratégica do conjunto de equipamentos instalados ao longo do pantanal para medir o real impacto que as PCHs geram no funcionamento do ecossistema.

Detentor do título de Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, concedido pela Unesco, o pantanal é uma das maiores planícies úmidas do mundo, que, graças aos grandes rios que cortam a região, tem formação de grandes inundações de água doce ou salobra em toda sua extensão. Companhias de energia elétrica viram no grande volume de água uma oportunidade de negócio. O interesse é tão grande que além das dezenas de PCHs já em funcionamento nos dois estados, outros 87 projetos estão em andamento. Eles haviam sido suspensos por uma liminar da Justiça em dezembro, que proibía a expedição de licenças ambientais para construção de hidrelétricas até que os órgãos responsáveis apresentassem estudo de impacto do conjunto de PCHs. Mas a liminar foi derrubada em 3 de maio pela desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal (TRF) de Cuiabá, depois de um recurso da Associação Brasileira dos Geradores de Energia Limpa (Abragel).

As usinas de pequeno porte que têm sido construídas nos rios do pantanal são capazes de gerar de 1 a 30 megawatts e operam pelo sistema conhecido como fio d’água. Nesse tipo de hidrelétrica, não há formação de grandes reservatórios de água, mas ainda assim a bióloga especialista em ecologia de rios da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Débora Calheiros afirma que as PCHs são um risco para o sistema hidrológico da região. Débora observa que a construção de tantas usinas já alterou o fluxo migratório dos peixes, que têm enfrentado problemas para se reproduzir. “As PCHs são consideradas pequenas por sua capacidade de geração de energia, mas qualquer obstáculo que é colocado no leito do rio interrompe seu fluxo e altera o ciclo de secas e cheias, fundamentais para a reprodução de algumas das espécies mais importantes do pantanal”, alerta.

A produção das PCHs, segundo Débora, é pequena e não compensa o impacto ao meio ambiente. “Elas geram cerca de 1% da energia produzida no Brasil”, aponta. Ela diz ainda que as hidrelétricas podem atingir a pecuária. De acordo com a especialista, alguns produtores criam gado em pasto nativo, que depende das inundações para se livrar de alguns tipos de vegetação. “A pecuária extensiva já sofre, pois não observamos cheias tão grandes”, observa. Ela lembra ainda que as secas pronunciadas também são importantes, pois é quando algumas espécies, como as tartarugas, aproveitam para se reproduzir. A bióloga critica a forma como as licenças têm sido concedidas. “Não se pode medir o impacto individual das PCHs quando elas estão em um bioma complexo como o pantanal. O que cobramos é uma avaliação ambiental estratégica de toda a região para sabermos as mudanças que elas podem causar.”

O Tuiuiú é considerado a ave-símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora.

Natureza em declínio
Moradora da região de Cáceres, em Mato Grosso, há mais de 40 anos, Elza Bastos Pereira, de 52, diz ter testemunhado muitas mudanças no pantanal desde que o conjunto de PCHs começou a operar. Ela conta que tem observado alterações no pulso de inundação do pantanal – sistema responsável por controlar as secas e cheias. Presidente da Colônia de Pescadores de Cáceres, ela explica que os peixes são a principal fonte de renda da comunidade ribeirinha. Banhada pelas águas do Rio Jauru, a região é conhecida devido à riqueza em espécies aquáticas e abriga peixes como pintado, piraputanga, jurupoca, dourado e vários outros. Além de serem comercializados, os animais são ainda um atrativo para a pesca turística. Mas, segundo Elza, a população de peixes caiu muito desde que seis usinas foram construídas no leito do rio.

 “É um período de tristeza para a população ribeirinha. Sobreviver da pesca está muito difícil”, lamenta. Elza afirma que as intervenções têm feito o nível do rio baixar mais que o normal, o que resulta na morte dos peixes. O resultado são quedas de até 80% na renda de algumas famílias, o que tem levado pescadores a buscar outra ocupação.

“Fazer estudos pontuais para medir os impactos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) é querer enganar a população. O pantanal é composto por um sistema bastante sensível e a instalação de tantas PCHs nessa região tem um grande potencial de impacto. Não temos como dizer com precisão o que vai ocorrer, mas toda a área do pantanal precisa do pulso de inundação, do qual os animais e espécies vegetais dependem para se reproduzir. Mas esse processo ecológico corre o risco de ser alterado com a criação de barragens, mesmo que pequenas, no leito dos rios, gerando interrupção no fluxo de enchentes e secas. Não são apenas os peixes que correm o risco de serem prejudicados. A pecuária também pode ser afetada, pois espécies invasoras podem se proliferar em pastos nativos com a mudança dos períodos de cheia e impossibilitar a criação de gado.” Geraldo Damasceno - Biólogo e professor de ecologia de comunidades vegetais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

"Preocupação é exacerbada", diz sindicalista
Com o argumento de que as pequenas centrais hidrelétricas promovem a geração de energia limpa, representantes do setor de energia elétrica rebatem a opinião dos especialistas e afirmam que as dezenas de usinas em operação têm contribuído para a preservação do bioma pantaneiro. Superintendente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás do Estado de Mato Grosso (Sindenergia-MT), Marcelus Mesquita considera exacerbada a preocupação com os possíveis impactos no sistema hidrológico. “Acreditamos que há um exagero. Estão dizendo que a PCH degrada o meio ambiente, mas as pequenas hidrelétricas usam o sistema de fio d’água e o represamento é muito pequeno”, afirma.

Marcelus observa que para manter o bom funcionamento das usinas de pequeno porte, as empresas licenciadas que operam os equipamentos precisam se preocupar com o acúmulo de sedimentos nos rios e, segundo ele, isso ajuda a preservar a região. “Não pode haver assoreamento nas regiões em que há PCHs, porque isso faz com que as turbinas estraguem. Isso também ajuda a preservar a região”, considera o superintendente do Sindenergia-MT. Ele comemora a decisão judicial que possibilitou a retomada dos licenciamentos na região do pantanal. “O estudo conjunto é inviável e a Justiça entendeu isso. As empresas cumprem todas as exigências da legislação ambiental e vão continuar a solicitar investimentos”, afirma.

Bacia do Alto Paraguai - Pantanal
Enquanto a discussão avança, a pescadora Elza teme pelo futuro do santuário natural. “É o pequeno contra o grande. Temos tentado reverter esse problema na Justiça, mas é preciso agir rápido porque essas PCHs vão acabar com o nosso pantanal”, cobra.

Leia mais: Para onde caminham os rios: Um exemplo norte-americano e a realidade brasileira

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