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18 de novembro de 2015

Guia que visa popularizar a observação de aves é lançado em São Paulo

Lançamento acontece no próximo dia 23, às 19h, na Livraria Cultura - Conjunto Nacional

São Paulo, 18 de novembro de 2015 – No dia 23 de novembro, às 19h, a Wildlife Conservation Society (WCS) e a Editora Horizonte, lançam o guia Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste, de Robert S. Ridgely, John Gwynne, Guy Tudor e Martha Argel. Com linguagem simples e todo ilustrado, o livro apresenta os ambientes da Mata Atlântica e os desafios para a sua conservação. Além disso, destaca todas as espécies de aves da região, com ilustrações, mapas de distribuição e textos que permitem sua identificação. O lançamento acontecerá na Livraria Cultura - Conjunto Nacional, em São Paulo, com a presença dos autores John Gwynne (EUA) e Martha Argel (Brasil).
Este é o segundo volume de uma série que aborda as aves de todos os biomas brasileiros. Desta vez, são apresentadas 927 espécies de aves da Mata Atlântica do Sudeste com ocorrência nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além do leste de Minas Gerais e sul da Bahia. A maioria das descrições é acompanhada de precisas ilustrações – são mais de 1300, feitas por renomados artistas especializados em aves, como Guy Tudor, o maior ilustrador de aves sul-americanas. Em suas 432 páginas, o livro traz informações dos ambientes, épocas e altitudes de ocorrência, características físicas, dicas para diferenciação de espécies semelhantes e breves descrições de comportamento e voz.
Com um formato compacto, considerado mais eficiente para o uso em campo, o preço sugerido do Guia é de R$ 69,00. Este valor, muito mais acessível que o de livros semelhantes, só foi possível graças ao patrocínio da Fundação Grupo Boticário e da Fibria, ao apoio do Legado das águas – Reserva Votorantim e às doações feitas por instituições e pessoas físicas à WCS nos Estados Unidos. O objetivo do preço subsidiado é estimular o interesse da população pela observação de aves no Brasil.
Mais informações pelo site www.edhorizonte.com.br ou pelo telefone (11) 3022-5599.

Ficha técnica:
Guia de Campo: Aves do Brasil – Mata Atlântica do Sudeste
Autores: Robert S. Ridgely, John A. Gwynne, Guy Tudor e Martha Argel
Artistas: Guy Tudor, Michael DiGiorgio, Dale Dyer, John Gwynne, Barry Van Dusen e Sophie Webb
Editora Horizonte
Nº de páginas: 432
Nº de ilustrações: 1300
Preço sugerido (versão em português): R$ 69
Mais informações: www.edhorizonte.com.br/loja
Contato: (11) 3022-5599


Lançamento do guia Aves do Brasil: Mata Atlântica do Sudeste
Quando: 23 de novembro de 2015, às 19h
Onde: Livraria Cultura – Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2.073 – Bela Vista – São Paulo (SP)
Informações: (11) 3022-5599 ou www.edhorizonte.com.br
Evento para convidados


Sobre a Editora Horizonte
A Editora Horizonte é uma empresa de comunicação especializada em desenvolver estratégias e executar ações de comunicação por conteúdo para empresas que querem consolidar sua imagem de instituições socialmente responsáveis e ambientalmente sustentáveis. Ela edita a série Aves do Brasil desde 2010. Mais informações em www.horizontegeografico.com.br.

Sobre a WCS
A Wildlife Conservation Society (WCS) é uma ONG conservacionista global que tem atuado no Brasil desde a década de 1970, promovendo ações de conservação e manejo de recursos naturais baseadas em pesquisas científicas através de parcerias estratégicas com instituições públicas e sociedade civil. Em 2004 foi criada a WCS-Brasil que, desde então, coordena suas ações com foco especial em dois Biomas no Brasil: a Amazônia e o Pantanal. Em paralelo a suas ações em campo nesses biomas, a WCS-Brasil desenvolve o Projeto Aves do Brasil, com o objetivo de aproximar os brasileiros da notável avifauna do país, como forma de inspirar a sociedade e estimular iniciativas cidadãs de conservação de uma das maiores biodiversidades de aves do planeta. Para saber mais sobre a WCS-Brasil e seus projetos, visite: www.wcsbrazil.org

Sobre a Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.439 projetos de 482 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país.  Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis.  Internet www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario

Sobre a Fibria
A Fibria, líder global na produção de celulose de eucalipto, possui 967 mil hectares de florestas, sendo 343 mil hectares (mais de 35%) de áreas de preservação e de conservação ambiental, onde são realizadas ações de proteção. As florestas conservadas servem de abrigo, área de reprodução e trânsito para 159 espécies consideradas vulneráveis ou ameaçadas de extinção. A biodiversidade é alvo de estudos e monitoramento que buscam conhecer, proteger e ampliar as espécies e as populações de fauna e flora nativas, bem como favorecer a qualidade ambiental. A Fibria possui um banco de dados relativo à biodiversidade com 738 espécies de aves, 133 de mamíferos, 2.192 de plantas e 76 répteis nas áreas da empresa. Mais informações em www.fibria.com.br

Sobre o Legado das Águas – Reserva Votorantim
O Legado das Águas é uma das maiores reservas privadas de Mata Atlântica do país, com 31 mil hectares. Localizada na região do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, a área vem sendo preservada pela Votorantim há mais 50 anos, com o objetivo de proteger as nascentes da bacia do Rio Juquiá, onde a companhia possui sete usinas hidrelétricas. Desde 2012, o Legado das Águas foi transformado em um polo de pesquisas científicas, parcerias acadêmicas e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

22 de janeiro de 2015

PET SHOPS NÃO PODEM MAIS EXPOR ANIMAIS EM VITRINES E GAIOLAS

A exposição de cães e outros animas de estimação em vitrines e gaiolas em pet shops está proibida em todo o território nacional. Veterinários responsáveis por esses animais que descumprirem a regra devem responder processo ético do Conselho Nacional de Medicina Veterinária.

A nova norma é fruto de uma resolução do Conselho, publicada em outubro passado, que passou a valer no dia 15 quando foi publicado a resolução CFMV 1.069/2014 no Diário Oficial da União que determinam a proibição. Estabelecimentos veterinários também devem obedecer a lei. Caso algum estabelecimento não cumpra as regras, serão aplicadas multas e punições administrativas.

As regras servem para garantir o bem-estar do animal "em relação as suas tentativas de se adaptar ao meio ambiente, considerando liberdade para expressar seu comportamento natural e ausência de fome, sede, desnutrição, doenças, ferimentos, dor ou desconforto, medo e estresse", segundo o texto. Assim, é preciso providenciar ambientes "livres do excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse ao animais".

A resolução determina ainda que os profissionais devem orientar clientes sobre o estresse dos animais no momento da venda.


A lei também indica que os animais que apresentarem alteração no comportamento, devem ser mantidos em local tranquilo e até que seja possível realizar nova exposição. Fica proibido vender ou doar animais sem vacinação, fêmeas gestantes e animais que tenham passado por procedimentos proibidos pelo CFMV, como a onicectomia em felinos (cirurgia realizada para arrancar as garras); a conchectomia e a cordectomia em cães (para levantar as orelhas e retirar as cordas vocais, respectivamente); e a caudectomia em cães, cirurgia realizada para cortar a cauda dos animais.

Vale lembrar também que casos de abuso e maus-tratos aos animais podem acarretar em detenção de três meses a um ano, além de multa, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais, de nº 9.605/1998.

Confira o vídeo a seguir! Nele é possível compreender que as fiscalizações começarão em breve e a partir das ações dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária do Brasil. A resolução, que é lei nacional, foi determinada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.



Para mais informações consulte o Conselho Federal de Medicina Veterinária


E lembre-se sempre:


6 de julho de 2014

O Café e o Jacu: Como essa ave passou de vilã dos produtores à responsável pela valorização do produto

O Jacu (Penelope sp.) é o principal responsável pela produção do Jacu bird coffee (café do jacu), considerado um dos melhores cafés do Brasil. A ave, semelhante à galinha, era um problema para a Fazenda Camocim, localizada na região da Pedra Azul (Espírito Santo), próxima a uma mancha de Mata Atlântica. Os jacus, invadiam a plantação para se alimentar dos melhores frutos do cafezal. O transtorno era tão grande que os proprietários pediram autorização do governo para controlar a população dos animais.
Jacu (Penelope sp) – Foto de Eurico Zimbres/ Wikimedia Commons
Foi então que os fazendeiros ouviram a história do Kopi luwak, o café mais caro do mundo, produzido na Indonésia a partir dos grãos colhidos das fezes da civeta (Paradoxurus hermaphroditus), uma espécie de carnívoro do tamanho de um gato.
Civeta (Paradoxurus hermaphroditus) – Foto de Tigrou Meow/ Wikimedia Commons
O segredo está na “etapa especial” de fermentação das sementes, que acontece dentro do sistema digestivo do animal. Esse processo transforma as propriedades do café e lhe confere um sabor único. Mas a coleta das sementes é complicada: é preciso pegar as fezes do bichinho e lavar os grãos antes de torrá-los.
As fezes do jacu
A partir daí surgiu a ideia de fabricar o Jacu bird coffee, que se tornou reconhecido internacionalmente. A produção é direcionada para a exportação, porém o café do jacu pode ser encontrado em algumas lojas do Brasil.

Os amantes do café podem experimentar essa excentricidade em Santos, no Museu do Café. Se gostar da iguaria, prepare o seu bolso: 250 gramas de jacu bird coffee podem custar mais de R$ 100!
Fonte: National Geographic Brasil

Infelizmente na Indonésia a obtenção do café Kopi luwak (o mais caro do mundo) não tem sido tão selvagem como dizem. Algumas casas de café da Indonésia mantêm os Civeta confinados em pequenas gaiolas se alimentando exclusivamente do fruto do café e água. Suas fezes são coletadas diariamente para produção do pó do café.
Esperamos que não ocorra nada parecido com nossos Jacus.
“Nós levamos um ano e meio para dominar a técnica de fazer bebida boa a partir de cocô de passarinho”, comenta Henrique Sloper, dono da fazenda Camocim e detentor da patente do café. Segundo ele, foram interceptadas em Minas tentativas de produtores de copiar a técnica desenvolvida na fazenda, mas de forma errada, com os jacus presos em cativeiro. “Ficamos sabendo que alguns produtores estavam tentando prender o jacu e ensiná-lo a comer café. Mas não foi assim que aconteceu na nossa fazenda, onde o processo nasceu naturalmente”

25 de junho de 2014

Dyi Comedouros para pássaros, confira o passo-a-passo



Você vai precisar de:

  • Furadeira
  • Pedaço de madeira 
  • 1 prato com bowl ou pires com xícara
  • 1 parafuso grande
  • 3 porcas
  • 3 arruelas 
  • Cola
* O prato e bowl utilizados são de material Melamina (um tipo de plástico)

O pedaço de madeira no fundo é para proteger na hora de furar
E se descascar um pouquinho, não tem problema, pois vai ficar coberto na hora do acabamento
Ela passou cola em volta das arruelas



Imagens e criação do Blog Erin's Creative, achei no Jardim da Lucinha

Confira mais imagens com dicas de comedouros utilizando xícaras e pratos:


Confira mais fotos e dicas no álbum do Facebook https://www.facebook.com/media/set/?set=a.682140301833196.1073741830.418015008245728&type=1

18 de maio de 2014

Segunda sem carne

A Campanha Segunda Sem Carne se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal para alimentação tem sobre o meio ambiente, a saúde humana e os animais, convidando-los do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores.

Existente em vários outros países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido (onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney) e apoiada por inúmeros líderes internacionais, a campanha foi lançada em São Paulo em outubro de 2009 numa parceria da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da prefeitura, posteriormente estendendo-se a várias outras cidades brasileiras.

Um dos possíveis desdobramentos da adesão ao movimento é a implementação da Alimentação Escolar Vegetariana. Desde 2011, os alunos da rede pública do município de São Paulo têm acesso à refeições 100% livres de produtos animais, trazendo grande impacto positivo.

A principal razão por trás desta sugestão é que nós, brasileiros, frequentemente consumimos carnes em quantidade ainda maior durante o fim de semana. Na segunda-feira normalmente as pessoas, por esse motivo, estão mais propensas a comer coisas leves. Pesquisas indicam que os restaurantes vegetarianos recebem mais clientes às segundas-feiras. Segunda-feira é também um dia de se iniciar coisas novas, como deixar de fumar ou começar um regime.

Então, segunda-feira bem pode ser o dia para se tirar a carne do cardápio e com isso gozar de mais saúde, gerar um impacto menor ao meio ambiente e refletir sobre a maneira como os animais são criados e abatidos para gerar comida. Levando isso em conta, por que não passar a segunda-feira sem consumir carnes?

Por que ter suas segundas sem carne?

Há vários motivos pelos quais opta-se por não consumir carnes (bovina, suína, de aves, de peixes e outras). Veja abaixo alguns deles:

Pelas pessoas
Uma alimentação centrada em vegetais favorece a prevenção de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes. Por apresentar tantos benefícios, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, FDA (Food and Drug Administration), Universidade de Loma Linda, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Clínica Mayo.

Pelos animais
Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é plenamente capaz de encher nossos pratos. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais. Considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos outras alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar.

Pela sociedade
Grande parte dos grãos produzidos mundialmente vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. E a maioria destes produtos animais é consumida pelos povos mais ricos. Em um planeta com um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte de alimentos extremamente ineficiente, demandando recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados para alimentação humana direta.

Pelo planeta
Já há quase 7 bilhões de pessoas na Terra e, para produzir carne para esta população, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros).

Informações retiradas do site: http://www.segundasemcarne.com.br/

Nota: Se você leu tudo e ainda acha que é muito retirar a carne durante UM DIA da semana de sua alimentação por que é mimimi vegetariano, pense melhor em como anda suas refeições diárias, a grande maioria da população se alimenta mal, em fast-foods, na rua e em casa é o arroz com feijão e "mistura", muitas vezes esquecendo de complementar com verduras e legumes, deixando a refeição pobre em vitaminas e minerais também essenciais ao funcionamento do nosso organismo. Por que não separar um dia para ter uma alimentação leve e inventar e/ou testar novas receitas?
No próprio site da campanha há sempre novas opções de receitas deliciosas e saudáveis para incluir no seu cardápio. Fica a dica para mudança de hábito e busca de vida saudável.

Dica de Receita para esta segunda:

Berinjela Recheada com Vegetais

Ingredientes

1 berinjela média
40 g de cebola picadinha
40 g de cenoura em cubinhos
40 g de milho
20 g de pimentão vermelho picado
60 g de alho-poró em rodelas
60 g de repolho ou acelga em tiras
2 colheres (chá) de óleo de coco
Sal, alho em pó e orégano a gosto.

Preparo

Corte a berinjela ao meio e coloque as metades dentro de água com sal durante aproximadamente 30 minutos para que perca o seu sabor amargo. Passado o tempo, retire da água e escave cuidadosamente o interior da berinjela com a ajuda de uma faca e corte em cubos pequenos.
Numa frigideira antiaderente, doure a cebola finamente cortada com o óleo de coco. Junte o pimentão e os cubinhos de berinjela e deixe cozinhar até amolecer. Junte a cenoura, o milho, o alho-poró e o repolho e deixe dourar. Em seguida tempere com sal e alho em pó a gosto e deixe cozinhar mais um pouco até os legumes ficarem macios. Reserve.
Leve as metades da berinjela ao micro-ondas uns 5 ou 6 minutos na potência máxima para que amoleça e não demore tanto a cozinhar no forno. Recheie as metades da berinjela com o preparado anterior, salpique com orégano e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC durante aproximadamente 25 minutos ou até que a berinjela esteja assada. Sirva imediatamente.

Esse é um prato bastante versátil e pouco calórico. O recheio pode ser alterado conforme a sua preferência.

Fonte: Receita e foto de Denise Barros, do blog À Descoberta do Sabor


Leita também: Os insetos podem ser a alimentação do futuro

11 de abril de 2014

Vídeo sobre como os lobos mudam os rios

Foto: http://www.facebook.com/ProtectingYellowstoneWolves
No vídeo abaixo é possível ver como uma pequena alteração na cadeia alimentar pode mudar drasticamente um ecossistema. Em 1918, num esforço para proteger as populações de alce, o diretor do Serviço de Parque ordenou a exterminação de pumas e de outros animais predatórios existentes no parque nacional de Yellowstone (para proteger as criações de gado e ovelhas). Os caçadores do Serviço de Parques seguiram então estas ordens e, por volta de 1926, haviam abatido 122 lobos e na década de 1940 eles já estavam quase completamente desaparecidos. Na década de 1990, o governo federal reviu a sua posição em relação aos lobos e numa decisão controversa do U.S. Fish and Wildlife Service (organização com tarefa de proteção de espécies ameaçadas), foi decidida a reintrodução de lobos no parque que ocorreu entre 1995 e 1997 com reintrodução de 41 lobos, a maioria dos quais oriundos do Canadá.



Todos sabemos que os lobos são carnívoros e por isso matam várias espécies de animais. Mas precisamos ficar conscientes de que dão vida a muitos outros.

Antes dos lobos serem reintroduzidos em Yellowstone – ficaram ausentes por 70 anos – o número de veados aumentou muito, porque não havia nenhum animal que os caçasse. Apesar dos esforços humanos para controlar os veados, eles conseguiram destruir grande parte da vegetação.

Quando o lobo foi reintroduzido, apesar de serem poucos, o seu impacto foi marcante. Primeiro eles mataram alguns veados, mas isso não foi o aspecto principal. Muito mais importante, eles mudaram radicalmente o comportamento do veado. Os veados começaram a evitar os locais do parque onde poderiam ser apanhados mais facilmente pelos lobos, como os vales, e imediatamente esses locais começaram a regenerar-se, observou-se aumento na população de salgueiros e recuperação da mata ciliar. Em alguns locais, a altura das árvores quintuplicou em apenas 6 anos. E com as árvores chegaram os pássaros e os castores.
Os lobos também mataram alguns coiotes, e como resultado o número de coelhos e ratos aumentou, o que significa mais falcões, doninhas, raposas e texugos.
Mas o mais interessante foi que os lobos mudaram o comportamento dos rios. Estes começaram a serpentear menos, pois com o crescimento da mata ciliar pois havia menos erosão.

Quando uma das espécies desaparece pode provocar graves danos no equilíbrio dos ecossistemas.
Pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon (OSU) divulgaram um relatório que conclui que é preciso reconsiderar o valor dos predadores. Os carnívoros no topo da pirâmide, a exemplo dos lobos, são cruciais para a manutenção da biodiversidade em certos ecossistemas. E em muitos locais e países esses predadores estão ameaçados de extinção.
E quando falamos em ecologia o problema é muito mais complexo do que apenas reintroduzir novas espécies para predação. A população de lobos cinzentos está crescendo à razão de 24% ao ano, sempre aparecem discussões a respeito da caça controlada, proteção de rebanhos etc. Depois que se destrói o equilíbrio da natureza é difícil remediar os problemas e principalmente estabelecer um novo equilíbrio.
Vamos preservar e estudar melhor os impactos causados ao se tomar decisões que afetem o meio ambiente.

O vídeo é de uma palestra de George Monbiot para o TED, falando sobre REWILDING (Retorno ao natural): reintrodução de espécies na natureza para que ao passar do tempo a própria natureza reencontre um equilíbrio, ele dá enfase para predadores de topo de cadeia como reguladores desse equilíbrio. http://www.youtube.com/watch?v=8rZzHkpyPkc
Montagem original das imagens com o discurso http://www.youtube.com/watch?v=ysa5OBhXz-Q

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

22 de maio de 2013

Sobre trazer à a vida animais extintos e a pretensão de salvar o planeta

Recentemente um grupo de cientistas decidiram se reunir e criar uma fundação de pesquisa que promete, através de técnicas de clonagem e biologia molecular, trazer de volta à vida animais que entraram em extinção.
O projeto Revive & Restore decidiu desextinguir espécies com base na resposta a três perguntas principais:
  • A espécie é desejada? (É um ícone? Desempenhou um papel ecológico importante? Trazê-la de volta ajudará a responder importantes questões para a ciência?)
  • Seria prático trazer a espécie? (Há quanto tempo se extinguiu? Existem parentes próximos vivendo hoje? Há amostras de tecido ou espécimes conservados para a extração de DNA?)
  • A reintrodução no habitat natural poderia acontecer? (O habitat original está intacto ou pode ser restaurado? As causas da extinção são conhecidas e podem ser corrigidas? As habilidades para a sobrevivência no ambiente natural não precisam ser ensinadas pelos pais? A reintrodução seria viável para a espécie e para o ambiente?).
Abaixo há um vídeo muito esclarecedor em que um dos idealizadores do projeto explica claramente como eles planejam alcançar o objetivo (utilizando termos técnicos) e mostra casos atuais de sucesso, no projeto também há cientistas que planejam recriar ecossistemas. Vale a pena assistir o vídeo até o final.

A questão sobre trazer à atualidade espécies extintas tem se tornado alvo de discussão entre cientistas pois, apesar de muitas espécies terem desaparecido devido as ações do homem, a terra sempre passou por processos de extinção naturais. Mas lendo um texto sobre os prós e contras da extinção de David Shukman da BBC ele conclui que existe um aspecto moral que temos em relação a este assunto. Nós "como espécie mais poderosa do planeta, temos o dever de não obliterar outras, especialmente se isso acontece por pura falta de cuidado.[...] Sentirmos responsabilidade pela sobrevivência de espécies mais fracas seria [como] um indicador de civilização."

Li um post do blog Acidulante que falava para não nos preocupar com o planeta e ser egoísta e acho que realmente isto é algo para se pensar. Afinal muitos ambientalistas levantam uma bandeira para salvar determinada espécie de animal bonitinho, um ecossistema (não seriam todos ecossistemas e animais -mesmo bactérias - importantes para o equilíbrio?), entre outros, mas será que o planeta realmente precisa ser salvo? A terra tem um processo chamado homeostase no qual sempre recupera seu equilíbrio (mesmo que com novas espécies), e, como dito anteriormente, já houve vários processos de extinção naturais. No entanto ao acelerarmos o processo de aquecimento global e extinção de algumas espécies só estamos afetando a nós mesmo, criando doenças, acabando com plantas de caráter medicinal, acabando com nossa qualidade de vida.
Quem realmente precisa ser salvo?
Se pensarmos na nossa sobrevivência neste planeta, estaremos pensando em agir em harmonia com ele. Buscaremos qualidade de vida, cidades, rios e praias limpas e ar puro, pois assim não há proliferação de doenças. Evitaremos desequilibrar habitats e afetar vidas das espécies pois todas participam de uma cadeia e são reguladoras do meio.
Imagem da agencia de publicidade ALMAP BBDO clique para ampliar
No vídeo abaixo George Carlin fala que somos como pulgas no planeta, uma hora ele vai dar uma chacoalhada (Um super vírus ou algum desastre natural), irá se livrar da gente e voltará a se estruturar. Nosso impacto de alguns milhares de anos não é nada perto dos bilhões que o planeta tem de vida.
Quem irá lançar um projeto de clonagem e desextinguir nossa espécie depois de um evento assim?

E você o que acha do projeto Revive & Restore e que animais extintos gostaria de encontrar na natureza? Comente!


7 de maio de 2013

Caça ilegal pode ter levado a extinção os rinocerontes de Moçambique


A população de rinocerontes em Moçambique foi dizimada há mais de um século pela caça. Recomposta anos atrás, os animais estão mais uma vez perto da extinção no país, por causa do aumento da caça ilegal motivada pela procura de seus chifres na Ásia.
Um especialista disse que o último rinoceronte do país africano já foi morto. O diretor do Parque Transnacional do Grande Limpopo - o único local onde os animais viviam em Moçambique - também afirmou que os responsáveis pelo fim da espécie são os caçadores ilegais. Já o diretor do departamento de Conservação do governo moçambicano acredita que ainda restem alguns poucos exemplares da espécie no país.
Acima, um pesquisador do Zimbábue retira o chifre de um rinoceronte. Foto: WWF / BBCBrasil.com
Guardas Florestais envolvidos com o tráfico
Os elefantes também estão em perigo, segundo Antonio Abacar, chefe da reserva de Limpopo. Seus guardas florestais estariam ajudando os caçadores, e 30 dos 100 funcionários vão prestar depoimento às autoridades em breve.
"Pegamos alguns em flagrante, enquanto guiavam os caçadores por uma área de rinocerontes", disse.
Um guarda florestal preso por cooperar com caçadores na reserva de Niassa, no norte do país, afirmou à TV moçambicana que recebia 2500 meticais (cerca de R$ 160) para guiar os caçadores ilegais a regiões onde vivem elefantes e rinocerontes. O salário médio de uma guarda florestal é entre 2000 a 3000 meticais (R$ 128 a R$ 192) por mês.
Os guardas vão perder seus empregos, mas as consequências jurídicas são mínimas: segundo a lei moçambicana, matar animais selvagem e tráfico ilegal de chifres de rinocerontes e presas de elefantes são considerados delitos leves.
"O sistema legal de Moçambique está longe de ser adequado, e uma pessoa que é considerada culpada só recebe uma punição leve e é obrigada a devolver o chifre", reclama Michael H. Knight, coordenador do Grupo especializado em rinocerontes africanos da Comissão de Sobrevivência da União Internacional para a Conservação das Espécies.

Debate sobre Extinção dos Rinocerontes
Uma reunião do grupo em fevereiro alertou para a possibilidade de haver um único rinoceronte branco em todo o Moçambique e nenhum rinoceronte negro, explicou Knight.
Já Abacar foi mais incisivo: "Já declaramos a extinção dos rinocerontes no Parque Limpopo".
Mas Bartolomeu Soto, diretor da unidade de conservação transfronteira de Moçambique, nega a extinção  "Acredito que ainda temos rinocerontes, embora não saiba dizer quantos".
Segundo a mídia moçambicana, os últimos 15 rinocerontes de Limpopo foram mortos no mês passado, mas oficiais do parque negam esta informação. Soto diz que o engano veio da declaração de Abacar a jornalistas sobre não ter visto um rinoceronte nos três meses desde que começou a chefiar o parque.
O único número oficial para mortes de rinocerontes é o de 17 carcaças encontradas no parque em 2010, segundo Soto. Ele disse que a caça ilegal está acontecendo porque chifres e presas são frequentemente apreendidos nas fronteiras de Moçambique, embora parte do contrabando pode vir de animais mortos em países vizinhos, como a África do Sul. Esta semana um único traficante foi preso no aeroporto de Maputo com nove chifres.
O preço de chifres de rinocerontes supera o de metais preciosos como ouro e platina, por causa da demanda de países asiáticos, em especial China e Vietnã. Ele é considerado um poderoso remédio, apesar de ser feito de queratina, a mesma substância das unhas do ser humano. A medicina tradicional chinesa receita o chifre para uma gama de doenças que vai desde febres infantis e artrite a envenenamento e possessões demoníacas.
Knight explica que rinocerontes já foram dizimados em Moçambique no início do século passado, quando os animais também praticamente desapareceram da África do Sul, que hoje aloja 90% dos animais no continente africano.
Em 2002, os líderes de Moçambique, África do Sul e Zimbabwe concordaram em criar um parque transnacional em suas regiões fronteiriças, combinando 35 mil quilômetros quadrados de reservas estabelecidas como Parque Nacional Kruger, da África do Sul e o Gonarezhou, do Zimbabwe. O financiamento veio de várias organizações internacionais e da União Europeia.
Cerca de cinco mil animais foram transferidos da África do Sul para Moçambique, inclusive a primeira dúzia de rinocerontes em solo moçambicano em um século.
Mas em 2006, a África do Sul removeu 50 quilômetros de cercas entre o Kruger e o Limpopo, e a ideia era incluir mais dois outros parques moçambicanos, fazendo com que a reserva transnacional chegasse a mais de 100 mil quilômetros quadrados.
Estes planos estão ameaçados, bem como o parque Limpopo. Segundo Knight, há renegociações para reconstruir a cerca entre o parque e a África do Sul, porque os sul-africanos alegam ter perdido 273 rinocerontes somente este ano para a caça ilegal, e a maior parte foi morta por caçadores moçambicanos. Em 2012, caçadores ilegais mataram 668 rinocerontes .
A matança continua, com o número de animais mortos em ascensão, mesmo com a África do Sul apertando o cerco aos caçadores ilegais, usando soldados e forças policiais em todo o Kruger, um parque do tamanho de Israel.
Soto afirmou que o governo moçambicano está trabalhando desde 2009 em uma reforma das leis ambientais, que deve chegar ao parlamento em breve. Ela incluirá a criminalização da morte de animais selvagens e impor penas mais duras aos criminosos.
Mas até lá já será tarde demais para os rinocerontes de Moçambique.
Fonte : Ultimo Segundo IG 03/05/2013

Enquanto isso...
No Brasil calcula-se que cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados todo ano da natureza brasileira, principalmente aves. Apenas 4 milhões são vendidos, principalmente na Região Sudeste, onde se concentra a demanda por animais traficados. O restante acaba em gaiolas, é solto ou morre vítima do tráfico ou maus tratos. Aprisionar ou vender animais silvestres é uma prática ilegal, mas comum em todo o Brasil.
O comércio ilegal de vida silvestre é estimulado pela procura de zoológicos e colecionadores, petshops e indústrias e também para pesquisa e biopirataria. As redes de escoamento de animais silvestres adotam métodos semelhantes aos usados por traficantes de drogas, armas e pedras preciosas para falsificar documentos, subornar, sonegar impostos e definir rotas de transporte nacional e internacional.

Não contribua com o tráfico de animais silvestres,
Denuncie: 
http://www.renctas.org.br/pt/informese/denuncie.asp

21 de dezembro de 2012

Livro gratuito em PDF: Guia das Aves de São Paulo


Em São Paulo, a maior cidade da América do Sul, residem 11 milhões de cidadãos, num território de 1530 quilômetros quadrados. Tão grandiosa quanto os números apresentados pela metrópole é a diversidade de aves que dividem esse território com a população, muitas vezes sem serem notadas. São 372 espécies diferentes de aves catalogadas na cidade pela Divisão de Fauna Silvestre, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente - PMSP.
Esta riqueza inusitada inclui aves migratórias, endêmicas e até mesmo espécies ameaçadas de extinção. Prestadoras de serviços ambientais de valores inestimáveis, as aves são fundamentais para a polinização de flores, dispersão de sementes e controle de pragas. Sua presença também nos indica o quão saudável está o ambiente.
Os parques municipais e áreas verdes do município são alguns dos locais onde estes animais alados encontram abrigo, alimento e local para reprodução. O livro “Aves da Cidade de São Paulo” reúne 97 espécies escolhidas por serem facilmente avistadas em 63 parques municipais. Cada ave tem seu registro fotográfico, identificação com nome popular e científico e tamanho. As informações biológicas sobre habitat, alimentação e comportamento estão representadas através de ícones. Um mapa do município aponta os parques onde cada ave ocorre e sua frequência relativa. Esta publicação visa divulgar a rica avifauna de São Paulo e estimular a prática de observação de aves nos parques, áreas verdes ou mesmo de sua janela. Não é preciso sair da cidade para uma maior conexão com a natureza. Durante os trajetos para o trabalho, escola, mercado, no seu bairro, próximo de sua casa é possível se deparar com cenas e sons inusitados...deixe que as aves o conecte.
Dicas para um maior sucesso na prática de observação de aves na cidade: esqueça por uns instantes dos ruídos do trânsito e das pessoas à sua volta, olhe para cima, para o céu, para o alto dos edifícios e suas antenas, para fios e também para o topo das árvores. Procure pelo chão e nos gramados. Fique atento às vozes das aves. Quando escutar alguma cantando tente encontrá-la no ambiente. Procure não chamar atenção, ficando em silêncio sem fazer movimentos bruscos, desta forma as aves vão poder achá-lo também. Use esse livro para conhecê-las melhor e divirta-se.
Anelisa Ferreira de Almeida Magalhães
Marcos Kawall Vasconcellos


Acesse a publicação (arquivo PDF)

4 de dezembro de 2012

Como atrair pássaros, beija-flores e borboletas para seu jardim

Você não precisa de uma gaiola para ter pássaros no seu jardim, fornecendo uma boa alimentação eles podem vir visitá-lo constantemente, mas são necessários alguns cuidados ao fazer comedouros para pássaros e beija-flores.

Veja algumas dicas para atrair pássaros para os comedouros:

  • Comece colocando sementes para atrair os pássaros, e depois, com o tempo, vá descobrindo que tipos de pássaros deseja atrair e providencie o seu alimento preferido. Entre as sementes use: alpiste, painço (quatro tipos: amarelo, verde, preto, vermelho), aveia e níger, todas disponíveis no mercado. As sementes devem ser guardadas em lugar fresco e seco, conservadas em frascos com tampas de preferência com pequenos orifícios, para que haja passagem do ar. Tal procedimento evitará que elas mofem.
  • Frutas também são bons alimentos, mas deterioram rapidamente, então coloque pequenas porções de cada vez. Use banana, maçã e mamão. As frutas fornecidas aos animais devem estar frescas e maduras.
  • É preciso ter muito cuidado com a procedência das verduras fornecidas as aves, pois atualmente há um uso indiscriminado de defensivos agrícolas. 
  • A ração não deve estar úmida, tampouco mofada, pois a umidade é prejudicial: além de alterar a composição do alimento, favorece o crescimento de fungos, cujas as toxinas podem ser mortais para as aves. 
  • Lembre-se de limpar o comedouro todos os dias, pois pássaros podem transmitir doenças uns aos outros. O comedouro deve ter uma cobertura, para evitar molhar a ração ou sementes. É importante que os comedouros sejam suspensos ou construídos de forma a impossibilitar o acesso de outros animais como ratos, que também pode transmitir doenças.

Passo-a-passo para fazer um comedouro com caixa de leite
Crédito Imagens: Vila do Artesão
Outros modelos de comedouros
Imagens retiradas do Google Imagens
Para atrair os beija-flores você pode preferencialmente plantar flores que os atraem (minhas preferidas são Russélia e Helicônia, consulte outras espécies neste link) ou instalar bebedouros de água com concentração de açúcar de 20% (1 parte de açúcar para 4 partes de água), que não irão substituir as necessidades nutricionais já que eles se alimentam de néctar, que tem várias outros nutrientes, e de pequenos insetos e artrópodes.
É necessário cuidados especiais com os bebedouros também.

  • Troque a solução com frequência, de preferência diariamente. Faça uma limpeza adequada do bebedouro com uma escova do tipo de limpar mamadeira. É comum no interior desenvolver-se algas que vão escurecendo a superfície. O bebedouro pode também ser deixado por meia hora dentro d'água com um pouco de água sanitária. Enxague bem. O uso de bebedouros feitos em casa utilizando garrafas vazias de água ou refrigerantes tem a vantagem de poderem ser jogados fora e trocados mais frequentemente. 
  • Formigas podem vir até o bebedouro. Para evitá-las basta colocar no suporte em que está pendurado um pedacinho de estopa, algodão ou um pano qualquer e embebê-lo com óleo queimado.
  • Abelhas também podem ser atraídas ao bebedouro, às vezes em grande quantidade, impedindo que as aves se aproximem. Diversas medidas podem ser tomadas para afastá-las: 1 - Retire as flores dos bebedouros, se tiver. Para os beija-flores basta o tubinho ou mesmo só um furinho com uma marca vermelha em volta para atraí-lo. As flores ajudam a atrair abelhas e também servem como local para pousarem. 2 - Retire os bebedouros durante alguns dias, até que as abelhas desapareçam. Coloque-os em seguida em lugares diferentes de onde estavam. Os beija-flores os acham com facilidade, mas as abelhas podem demorar um pouco mais para descobri-los. 3- Use um tubinho mais comprido. Os beija-flores alcançam a água açucarada pois enfiam o bico no tubinho. Já as abelhas podem ter dificuldade para fazer isto. Óleo de cozinha usado também pode espantar as abelhas, que não toleram o cheiro e escorregam no óleo. 4 - Não use inseticidas ou qualquer outro produto químico para espantar as abelhas, pois poderá contaminar os beija-flores.

Helicônia e Russélia respectivamente
Bebedouros - Passo a passo para o bebedouro "Jonas" de PET (imagem a direita)
Para atrair o maior número de borboletas e tê-los como residentes em seu quintal você precisa ter plantas que servem as necessidades de todas as fases de vida da borboleta. Eles precisam de um lugar para colocar ovos plantas, alimentos para a larva (lagarta), um lugar para formar um casulo, e as fontes de néctar para o adulto. Borboletas mais adultos vivem 10-20 dias. Alguns, no entanto, acredita-se viver não mais que três ou quatro dias, enquanto outros, como sobre as monarcas de invernada, pode viver até seis meses. Ao fornecer as plantas que as lagartas podem alimentar-se, você vai ter borboletas constantemente. Lembre-se que as lagartas comem as folhas dessas plantas e, portanto, você deve aceitar os danos e renunciar aos inseticidas. A dieta das borboletas é constituída basicamente de líquidos: o néctar das flores, o sumo da decomposição dos frutos, sais minerais em pequenas poças, seiva de árvore e até mesmo de carniça e estrume.

Para atraí-las você deve pesquisar quais borboletas são comuns em sua área, observe por alguns dias e use um guia de borboletas para lhe ajudar. Escolha as "plantas hospedeiras". A partir de sua pesquisa, descubra o que as lagartas comem.

Há uma variedade enorme de plantas, e somente algumas listadas aqui. Escolhas excelentes incluem:
Plantas do gênero Buddleja (Arbusto de borboleta) são adequadas para as cauda-de-andorinha.
Asclépia-do-brejo - Também serve como hospedeira para as lagartas da monarca.
Margaridas - São perenes, e as borboletas adoram.
Zínia - Atraem muitas borboletas, e as plantas altas são especialmente preferidas. Elas são anuais e fáceis de crescer a partir da semente.
Pentas - Adequada para cauda-de-andorinha, anual em climas frios.
Heliotrópio - atrai várias borboletas, e chega a até 60 cm de altura, podendo ser plantada em vaso. É perene em climas amenos. Veja mais em Alimentação Borboletas

Cerveja quente também atrai as borboletas e não faz mal.
Uma mistura de sal+areia molhada também é benéfica e procurada por elas.

Veja abaixo um comedouro feito especialmente para borboletas:
Neste comedouro você pode adicionar  1/10 de açúcar na água,
ou colocar um pouco de cerveja quente e adicionar pedaços e cascas de frutas maduras.
Crédito imagem: Pinterest.com

24 de setembro de 2012

Notícias verdes 2º Edição

Começando a segunda com notícias ótimas e aquelas que já ouvimos sempre, mas não se vê atitudes governamentais ou da população.

Cláudia Gai e Amanda Bernardi (terceira e quarta, da esq.
para a dir.) Foto: Arquivo Pessoal de Cláudia Gai 
Começando com a ótima notícia sobre pesquisa com combustíveis renováveis e, melhor, duas brasileiras de 33 e 22 anos integram a equipe que está criando o isobutanol como substituto da gasolina:
Brasileiras no MIT estudam novo combustível criado a partir de CO2
(clique para acessar a matéria)
Para chegar ao isobutanol, foi manipulado os genes de uma bactéria encontrada no solo, Ralstonia eutropha, para que ela fosse capaz de produzir o álcool. O isobutanol já foi usado experimentalmente em corridas de automóveis e até em testes com aviões, realizados pela Força Aérea dos EUA em julho deste ano. Atualmente os cientistas estão aperfeiçoando o projeto para fazer o micróbio modificado geneticamente sobreviver ao álcool que ele mesmo produz.

Projeto Corredor Ecológico surgiu por negligência com a biodiversidade
No projeto, os chamados "corredores ecológicos" são baseados nos seguintes critérios: integridade da paisagem natural; abundância e riqueza de espécies e grau de ameaça; diversidade de ecossistemas e comunidades; potencial de conectividade entre comunidades terrestres e aquáticas; e ocorrência de espécies endêmicas.

[Mudanças Climáticas] Somos todos idiotas em relação à mudança climática 
A ciência é clara e a necessidade de reduzir as emissões que esquentam o planeta tem urgência crescente. Então, por que, coletivamente, estamos fazendo tão pouca coisa sobre o assunto?

Al Gore analisa agricultura após as mudanças climáticas
Nobel da Paz vem à São Paulo para palestrar durante o primeiro Global Agribusiness Forum

Cientista inglês prevê degelo total do Ártico em 4 anos
Este é o alerta feito pelo pesquisador Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e um dos maiores especialistas no assunto.

[Biodiversidade] Os cinco animais do Brasil mais ameaçados de extinção
A Sociedade Zoológica de Londres publicou relatório que aponta quais são as 100 espécies da biodiversidade mundial mais ameaçadas de extinção. Na lista, aparecem cinco animais nativos do Brasil. 

Litoral do país perdeu 80% de recifes de corais em 50 anos, diz estudo
Nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial. O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática.
Recife saudável em Fernando de Noronha (PE). A espécie na fotografia é a 'Montastrea cavernosa', dominante na região de Noronha. (Foto: Divulgação/Zaira Matheus)

[Petrobrás] Após vazamento, Maresias fica com cheiro de diesel
O óleo vazou de um caminhão que tombou na Rio-Santos na quinta e chegou à areia e ao mar. Moradores disseram ter visto peixes mortos, mas a Cetesb (agência ambiental paulista) negou prejuízo à flora e à fauna. 

Petrobras é denunciada por crime ambiental em refinaria de Caxias
O Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti, denunciou a Petrobras e dois funcionários da empresa por crime ambiental envolvendo derramamento de óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e consequente contaminação do Rio Iguacu, da Baía de Guanabara e dos manguezais que os cercam. 

[Governos] Em discurso na ONU, Dilma deve lembrar compromissos da Rio+20 para consolidar sustentabilidade
A presidente Dilma Rousseff deve reiterar o apelo para que todos se comprometam de forma prática e objetiva com as metas fixadas há três meses e ressaltará, na Assembleia Geral da ONU, que é fundamental haver um esforço conjunto para garantir o desenvolvimento comum.

Senado vota Código Florestal nesta terça-feira
Como o texto recebeu apoio unânime dos senadores que integram a comissão mista, a previsão é de que seja aprovado em Plenário sem dificuldade. A dúvida, no entanto, é quanto à reação do Executivo às mudanças feitas na MP. A presidente Dilma Rousseff negou participação do governo no acordo, não assumindo, portanto, compromisso em acatar o que for aprovado no Congresso.

Judith Shapiro e a conta que vem da China
A Americana Judith Shapiro diz que o país está exportando seus problemas - e o mundo todo vai pagar por isso

[Amazônia] Desmate na Amazônia triplica no mês de agosto em relação a 2011, diz Inpe
Pará foi o que mais devastou bioma; Mato Grosso registrou maior alta. Agosto foi o mês em que floresta mais perdeu cobertura vegetal.

[Rio Tietê] Rio Tietê perderá o mau cheiro até 2020
Essa obra faz parte da terceira fase do Projeto Tietê, iniciado em 1992. A etapa prevista para acabar em 2015 tem atualmente 564 obras em execução pela cidade para coletar o esgoto e ampliar o tratamento da água do rio.

São Paulo terá novo parque às margens do Rio Tietê
Projeto do arquiteto Ruy Ohtake prevê parque linear com 75 km ao longo do mais simbólico rio paulista. Ciclovia com 140 km e 33 núcleos compõem a obra, que deve ficar pronta até 2016, mas já servirá os turistas que forem a São Paulo para a Copa de 2014
*Essa notícia é antiga, mas soube dela só este final de semana através do secretário da SVMA.
Vista futura do parque na região de Biritiba-Mirim (crédito: Ruy Ohtake Arquitetos)

Especial Primavera


Boa leitura!

Política de Direitos Autorais

Este blog respeita os direitos autorais e busca citar sempre as fontes de onde foram retirados os textos e imagens. Peço a gentileza que avisem caso ocorra alguma violação dos direitos autorais.