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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

25 de setembro de 2014

UM JEITO NOVO E SUSTENTÁVEL DE PEGAR CARONAS - Conheça a plataforma TRIPDA


Ser sustentável é desfrutar adequadamente e de forma responsável dos recursos naturais à nossa disposição, permitindo que futuras gerações também possam satisfazer suas próprias necessidades. A sustentabilidade é um dos pilares centrais da Tripda que atua em suas três dimensões: ambiental, econômica e social.
A nova plataforma de caronas, Tripda (www.tripda.com.br), é um sistema compartilhado de caronas, a qual as pessoas podem tanto oferecer quanto pegar caronas para qualquer lugar do Brasil. O site funciona da seguinte maneira: para se cadastrar você deve se logar na plataforma utilizando seu Facebook e, em seguida, completando as informações adicionais.
Para quem deseja “procurar carona” é muito simples, basta colocar seu local de saída e para onde pretende ir, seguido da data e clicando em pesquisar. O site vai mostrar todas as caronas e rotas disponíveis com um preço sugerido pelo site, informações, avaliações dos motoristas e horários. Ficando o seu critério escolher a carona que melhor se adapta a sua necessidade. Quando escolhida a carona, você deve reservar e aguardar a confirmação do motorista através de um e-mail e SMS de confirmação deste.
Caso você tenha carro e deseja reduzir custos e compartilhar lugares vagos no carro, basta entrar no site e clicar em “oferecer carona” você vai preencher as informações da viagem, como local de saída, chegada, horário, se é uma carona recorrente ou não, lugares disponíveis, informações complementares sobre suas preferencias e informações do carro, confirmar a oferta da carona e só aguardar que a Tripda lota seu carro.
Viajar de carona com a Tripda é mais barato do que pegar ônibus e avião, além de ser rápido, confortável e interativo.
Sobre questões de segurança: a Tripda se preocupa tanto com quem oferece, quanto com quem pega carona, e por isso o cadastro no site se deve através do Facebook. Após cada viagem, tanto quem ofereceu quanto quem pegou carona poderá avaliar um ao outro, tornando a experiência ainda mais segura e positiva.
Em breve todos os usuários vão poder desfrutar do aplicativo no celular, saiba mais sobre a plataforma e não deixe de oferecer ou pegar uma carona: www.tripda.com.br !

O sistema de carona solidária é cada vez mais importante nas grandes cidades para reduzir os congestionamentos e diminuir emissão de gases e poluição do ar, necessidade de cada vez mais estacionamentos, também permite interagir com novas pessoas, economizar, e tantos outros benefícios (tanto para o passageiro, quanto para o motorista). Muitos países como EUA, Canadá e União Europeia tem incentivado essa prática.
A plataforma do site Tripda é bem intuitiva, fácil de usar e possui no seu cadastro a opção de suas preferencias: como fumar, comer, tolerância a músicas ou levar animais no carro.
Site Tripda: Pesquisa de caronas.

19 de setembro de 2014

Recuperação de rios através de jardins flutuantes


E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição do sistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.

Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistema revitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.

O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.

No vídeo abaixo, saiba como funciona:

O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.

Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:
Antes
 
Depois

Fonte: Planeta Sustentável e A menina do dedo verde

13 de setembro de 2014

16-set Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio: ela poderá estar recuperada até 2050 porém devemos continuar alertas

Nosso planeta possui um escudo protetor chamado Camada de Ozônio. Essa camada está localizada na estratosfera, a 25 km de distancia da superfície terrestre e é composta pelo gás ozônio. Sem essa proteção, a Terra seria um lugar praticamente inabitável, pois o ozônio é a única substancia que absorve a radiação ultravioleta nociva proveniente do sol (raios UVB).
No dia 16 de setembro é celebrado o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas no ano de 1994, em comemoração ao Protocolo de Montreal assinado em 1987 por 46 países que se comprometeram a diminuir produção de clorofluorocarbono (CFC) – um dos principais gazes contribuintes para a deterioração da camada de ozônio, utilizados em aerossóis e determinados eletrodomésticos.

Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração. Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul. O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.

Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional. O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima.

A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes. "Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner.

Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993. Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030.

Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista. Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.

Sul

A situação na Antártica ficará para um período um pouco mais tarde. O buraco continua a se formar a cada primavera e isso deve continuar pela maior parte do século. Isso porque, mesmo se as emissões de substâncias pararam, o acúmulo na atmosfera ainda terá um impacto.

No Hemisfério Sul, o buraco provocou importantes mudanças no clima durante o verão, com altas nas temperaturas da superfície, impacto nas chuvas nos oceanos. A Península Antártica também se transformou no local com a mais rápida elevação de temperatura do mundo. Em 2006, o buraco sobre o Polo Sul alcançou um recorde diante de um inverno especialmente frio. No total, a camada foi afetada em 29,5 milhões e quilômetros quadrados.

Pelas novas constatações, os cientistas apontam que o tamanho do buraco não vai mais se expandir. "A expansão do buraco como vimos durante anos não deve mais ocorrer", declarou Geir Braathen, principais cientista da Organização Meteorológica Mundial. "Talvez teremos mais dez anos de estabilidade e, a partir de 2020 ou 2025, ele começará a fechar", explicou.

O impacto disso será uma reversão no ritmo de aquecimento na Península Antártica. Já na América do Sul, essa tendência será confrontada com a previsão do aquecimento da região por conta das mudanças climáticas.

Para os cientistas, o que garantiu o resultado foi a aplicação do Protocolo de Montreal que, em 1987, estabeleceu regras para o uso de certos produtos, como o CFC, usados em geladeiras e aerossóis. O acordo foi fechado depois que se constatou que, em todo o mundo, a camada sofreu uma forte diminuição de seu tamanho em toda a década de 80 e parte dos anos 90.

Desde então, as emissões de CFC foram reduzidas em 90%, cinco vezes superior ao que se pede para a redução de CO2 no Protocolo de Kyoto. Como resultado, as regras de 1987 conseguiram estabilizar a perda da camada de ozônio a partir de 2000 e, agora, ela começa a aumentar.

Alerta

Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos. Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.

Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen. A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos.

Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar. "O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner. "Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.

Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.

Fonte: Exame

Festival 4 Elementos - Meio ambiente, permacultura, cultura de paz e muito mais na região de Bauru


A primeira edição do 4 Elementos traz uma inovação que acontece na cidade de Piratininga: reunir em uma grande festa, pessoas e grupos que trabalham com os ideais de Cultura de Paz, educação para autonomia, medicina holística, produção local, comércio justo, permacultura, empreendedorismo social, resgate e preservação da cultura local e regional, arte livre e artesanato.

De 19 a 21 de setembro/2014, será proporcionado um ambiente onde famílias, crianças, jovens, adultos e idosos poderão desfrutar de 52 horas de atividades multiculturais vinculadas à arte, cultura e sustentabilidade. A intenção é envolver todos através da arte e de uma proposta holística, em um grande espaço onde acontecerá atividades intergeracionais simultâneas. O festival 4 Elementos trará um ambiente com shows e cerimônias musicais de talentosos e reconhecidos grupos, apresentações artísticas, circenses e danças circulares. Não ficam de fora exposições de galerias de artes vindas de renomados artistas e de crianças que participarão do concurso Brotando Artes do Cerrado. Também será proporcionado um espaço de cura para massagens e tratamentos energéticos e espirituais, além de um espaço para palestras e outro exclusivo para as mães. Simultaneamente, haverá também oficinas de aprendizagens e percepções para os participantes. Os espaços específicos foram criados e programados para receber crianças, jovens, adultos e idosos.

Veja abaixo algumas das atividades:



Intrínseco e paralelo ao Festival 4 Elementos, está sendo promovido o concurso “Brotando Artes do Cerrado”, que é uma proposta de concurso que visa selecionar obras artísticas de estudantes de escolas públicas e particulares que possuam idade entre 6 e 18 anos. O custeio deste concurso será feito por financiamento público através do Convite Solidário que será vendido pelo valor de R$ 100,00. A quantidade de obras selecionadas para exposição será a quantidade de Convites Solidários vendidos. A pessoa ou organização que comprar o convite terá o agradecimento da doação com seu nome/marca inserido em um certificado junto à arte da respectiva criança, um banner e em uma linda cerca de bambu que envolverá a escultura 4 Elementos que será exposta durante o evento, além de entrar para a lista de colaboradores no site do Festival 4 Elementos.

Para a estadia no encontro, haverá área para camping, estacionamento, cozinha coletiva e redário, além dos espaços de alimentação vegetariana e vegana e Feira Livre. Complementando toda a estrutura, o evento possuirá o Palco Primavera, área Chill Out, Fogueira, Tenda de Cura, Tenda do Circo, Tenda das Mães, Espaço para Crianças e Cineminha.

A programação conta com mais de 100 atrações:
+ de 40 oficinas (Of.) – transmissão de conhecimento através da prática
  + de 20 Trocas de Ideias (TI) – palestras de 20 minutos, seguida de roda de conversa
+ de 50 atrações artísticas, musicais, teatrais e circenses
cerimônias sagradas, indígenas, de amor à terra, e muito mais...
Confira a programação completa em: http://4elementos.webs.com/programa-ao-2

O 4 Elementos será sediado no clube Thermas de Piratininga, localizado a 10km do Centro de Bauru, na Rodovia Elias Miguel Maluf, km 01. Para participar, os interessados devem realizar a compra dos convites através da Loja Virtual e dos pontos de venda.
Para mais informações visite: 

Dica para as futuras mamães: na programação de sábado tem troca de ideias sobre Partos Naturais e Ginecologia Natural.

1 de setembro de 2014

Instituto Ecofuturo disponibiliza conteúdos referenciais em educação socioambiental

De acordo com o ranking de competitividade mundial do IMD (escola suíça de negócios), o elemento mais importante para um país gerar desenvolvimento e melhorar condições concorrenciais é a educação. O Instituto Ecofuturo, no ano em que comemora 15 anos de atividades, tem este tema como fator motivador de sua criação – educação e meio ambiente são conceitos indissociáveis e apenas cidadãos críticos podem gerar mudanças necessárias.

Ao longo destes anos, o Ecofuturo, OSCIP que tem a Suzano Papel e Celulose como sua principal mantenedora, incentiva ações transformadoras, contribuindo para o fortalecimento das práticas de leitura e escrita como atividade individual e social, e para a conservação do meio ambiente por meio do desenvolvimento de projetos para áreas de reserva florestal que, fundamentados no modelo bem sucedido de gestão do Parque das Neblinas, estabelecem estratégias de educação ambiental, restauração, pesquisa, manejo florestal e envolvimento comunitário.

Assim, acreditando que a educação se constitui num dos instrumentos fundamentais para tornar as pessoas capazes de tomar atitudes que podem mudar o presente e o futuro, o Instituto Ecofuturo lança um novo portal, onde estão reunidas, em um único espaço interativo e multimídia, vídeo-oficinas, podcasts, publicações e pesquisas nacionais e internacionais sobre os temas educação e meio ambiente, além de todos os materiais referenciais criados desde 1999.  

O novo portal, patrocinado pela Valmet Corporation, além de caminhar na mesma velocidade dos tempos atuais, propõe a educação socioambiental como tema de interesse geral e responsabilidade de todos. Trata-se, portanto, de uma referência não apenas para professores, pedagogos e acadêmicos, mas jornalistas, gestores públicos, estudantes pais e curiosos.

E para evidenciar a sintonia de suas atitudes em todas as facetas, o Ecofuturo adota uma nova identidade visual, mais moderna, mais inclusiva, mais próxima das pessoas.
O Instituto Ecofuturo parte do princípio de que o domínio da linguagem permite ao homem acessar os conhecimentos necessários para a sustentabilidade de todas as vidas. E essa consciência está presente em cada reserva ecológica, cada publicação e biblioteca e agora, ainda mais forte, no novo portal.

Sobre o Ecofuturo:
O Instituto Ecofuturo é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que tem a Suzano Papel e Celulose como sua principal mantenedora. Realiza a articulação entre a sociedade civil, o poder público e o setor privado buscando contribuir para a expansão da consciência socioambiental, por meio do compartilhamento de conhecimentos, práticas de cuidado e mensuração de impactos.
Acredita que é a partir da integração do homem com a natureza, do entendimento de sua relação com o todo, que intenção se transforma em ação, em atitude, para mudar o presente e o futuro para melhor.
Está nas ações locais, no pedaço de chão de cada um, a chave para a sustentabilidade e o cuidado com todas as vidas.

Sobre a Valmet Corporation:
A Valmet Corporation é uma líder global no fornecimento e desenvolvimento de serviços e tecnologia para os segmentos de celulose, papel e energia. Nossos 11.500 profissionais ao redor do mundo trabalham próximo aos nossos clientes e estão comprometidos a promover melhorias em seu desempenho  – todos os dias.
Os serviços da Valmet abrangem desde manutenção e peças de reposição a melhorias em fábricas. Nosso escopo de fornecimento inclui fábricas de celulose completas, linha de fabricação de papel, cartão e tissue, bem como plantas para geração de bioenergia.
A empresa atua há mais de 200 anos no setor e renasceu a partir da cisão dos negócios de celulose, papel e energia da Metso Group em dezembro de 2013. As vendas líquidas da Valmet em 2013 somaram aproximadamente 3 bilhões de euros. O objetivo da Valmet é se tornar campeã global no atendimento aos clientes.

http://www.ecofuturo.org.br/ 

8 de agosto de 2014

09 de Agosto - Dia Interamericano de Qualidade do Ar, Como está o Ar que respiramos?

O Dia Interamericano de Qualidade do Ar, celebrado anualmente na segunda sexta-feira do mês de agosto, é uma data destinada a conscientizar a população a respeito da contaminação atmosférica e de seus efeitos na saúde pública.
Criada pela Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (a AIDIS), a data é celebrada simultaneamente em 32 países da América Latina e Caribe. Seu lançamento foi feito em 9 de agosto de 2002, na cidade brasileira de São Paulo, pelo presidente da entidade, Carl-Axel P. Soderberg.

Foto: Marcia Hirota

Como é o ar que você respira?

Texto de Márcia Hirota para Mercado Ético

Uma das coisas mais legais de termos a sede da Fundação SOS Mata Atlântica na Avenida Paulista, um dos pontos mais altos da cidade de São Paulo, é poder fazer uma pausa no final da tarde e passar uns minutinhos olhando pela janela. A cada dia, é um pôr do sol mais bonito que o outro, principalmente nesse período mais seco, quando o entardecer fica ainda mais avermelhado e surge uma variedade de tons entre o azul e o amarelo. A parte ruim é que essa beleza toda não é algo a ser comemorado, pois está relacionada à grande quantidade de poeira na atmosfera. A equação é simples: quanto mais bonito o entardecer, provavelmente mais impróprio estará o ar da cidade.

Se a interferência dessa poluição estivesse apenas no colorido do céu, menos mal. Mas o que do lado de dentro da janela embeleza os olhos, do lado de fora entope o nariz, irrita a garganta, prejudica a pele e é assunto a ser levado a sério, pois afeta diretamente o bem-estar, a qualidade de vida e principalmente a saúde de quem vive nessas áreas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), só em 2012, a poluição atmosférica foi responsável pela morte de 3,6 milhões de pessoas no mundo.

No Estado de São Paulo, a poluição do ar matou mais de 17 mil pessoas em 2011. Na capital, que tem duas vezes e meia mais poluição que o máximo recomendado pela OMS (10 microgramas por metro cúbico) foram 4.655 óbitos, número três vezes maior que o de mortes no trânsito (1.365) no mesmo período. Crianças, idosos e adultos com doenças cardiorrespiratórias prévias são as principais vítimas. Os dados são do levantamento Avaliação do impacto da poluição atmosférica sob a visão da saúde no Estado de São Paulo, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade em 2013.

Dados como esse evidenciam como o monitoramento é fundamental para manter a qualidade do ar segura para as pessoas. Desde 1989, é obrigatório no país o acompanhamento dos níveis de qualidade do ar, por meio do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR), e a comparação com os padrões estabelecidos pela OMS. Passados 25 anos, apenas 1,7% dos municípios brasileiros são cobertos pelo monitoramento, sendo que 79% desse total está na região Sudeste, como aponta o Instituto Saúde e Sustentabilidade. Já o Instituto de Energia e Meio Ambiente aponta que apenas 12 Estados fazem monitoramentos com alguma periodicidade, porém ainda há problemas na maneira como os dados são coletados e apresentados.

Nós, na SOS Mata Atlântica, já fizemos uma campanha para alertar a população sobre a importância desse monitoramento. Em 1996, lançamos o “Respira São Paulo”, uma campanha na qual distribuímos lençóis brancos acompanhado de uma tabela de cores correspondentes aos níveis de poluição. A ideia era que as pessoas colocassem o lençol nas janelas de suas casas e escritórios para acompanhar sua mudança de coloração e, assim, medir a poluição em diversas regiões da cidade. Obviamente, não demorava muito para os lençóis passarem de branco para diferentes tonalidades de cinca e marrom. Em 2011, a TV Globo lançou em parceria conosco a campanha RespirAR, na qual adotou a mesma metodologia e fez um grande trabalho de informação e educação ambiental em vários bairros de São Paulo.

As razões de tantas partículas em suspensão no céu já são velhas conhecidas, como a emissão de gases pela indústria e, claro, o grande vilão: os automóveis. No caso de São Paulo, para ser mais precisa, os 7,6 milhões de carros, motos, ônibus e caminhões presos e suas fumaças pretas nos congestionamentos. E as soluções também não são novidades: investimento em transporte coletivo, menos carros nas ruas e aumento da cobertura vegetal – que contribui para a redução da poluição – são prioridades.

Pode ser difícil de acreditar, mas São Paulo já foi muito rica em vegetação, com extensas florestas de Mata Atlântica que formavam uma paisagem única. Hoje, resta 18% de cobertura vegetal nativa – em grande parte florestas secundárias – e o que sobrou ainda está mal distribuído. Temos grandes áreas verdes nos extremos norte e sul – os pulmões da cidade; outras áreas públicas, em praças e parques, como é o caso do Ibirapuera ou próximo ao Zoológico. Alguns bairros também são bem arborizados, mas boa parte das regiões, como as áreas centrais – no Brás e na Mooca, por exemplo – a paisagem é de completa aridez.

Nesse sentido, a presença das árvores na cidade e nos bairros faz toda a diferença. Elas aumentam o conforto térmico e o nosso bem-estar, além de deixar o ar mais puro e menos seco. Consequentemente, quem vive nos bairros com poucas ou nenhuma árvore acaba respirando um ar ainda pior. Na sua cidade, ou no seu bairro, como é o ar que você respira?

* Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

25 de julho de 2014

26 de Julho - Dia Mundial dos Manguezais


Os manguezais são considerados como floresta a beira do mar, onde águas de rios desaguam no mar e o regime de marés determina ausência ou presença destes.
"O manguezal é fruto do namoro entre o rio e o mar. Quando o rio vem beijar o mar, nasce o manguezal"
Os manguezais são ambientes estuarinos especiais, caracterizados por apresentarem densa vegetação de halófitas (plantas que vivem em condições salinas). A densidade das espécies de mangues (Avicenia schaueriana, A. germinans, Laguncularia racemosa, Rhizophora mangle) e as condições naturais dos estuários dão aos manguezais uma condição única de uma eficiente "armadilha de nutrientes"; aí, a decomposição da matéria orgânica é feita por bactérias anaeróbicas que, desprendendo grande quantidade de ácido sulfúrico (H2S), conferem odor característico a estes ambientes.

A maioria dos nutrientes dissolvidos permanece presa neste estuário (em função de um maior tempo de residência), em vez de ser carregada para o mar, criando condições para que funcione como um "berçário" para espécies que têm valor comercial, como os camarões, lagostins, moluscos e peixes.

Infelizmente hoje grande parte da população vê este ecossistema como um lugar fétido, sujo, insalubre e sem utilidade agrícola. Tal posicionamento resulta em desmatamento, aterramento e drenagem dos manguezais, com a morte de milhares de espécimes.

Principais desafios:

Ocupação humana
A ocupação imobiliária deste ecossistema ocorre de duas formas. Geralmente classes financeiramente estáveis desmatam, aterram e ocupam este ambiente pela boa localização, afinal manguezais ficam de frente para uma área marítima tranqüila, com visão paradisíaca e sem vizinhança. Por outro lado, as classes miseráveis, por reflexo dos problemas sociais, vão para este local por falta de opção de moradia e constroem casebres sem infra-estrutura, sofrendo com as intempéries da região.
Contudo, não é só a ocupação do manguezal em si que resulta em muitos problemas, a intensa utilização das regiões próximas geralmente é acompanhado de aumento no despejo de resíduos, o que leva a um grande desequilíbrio neste ecossistema. Historicamente, o descarte de resíduos (esgoto e lixo) é feito em rios e mares. Tal posicionamento atinge diretamente este ecótono (ambiente de transição). Muitas cidades brasileiras construíram ou ainda constroem lixões e aterros sanitários em manguezais, acreditando que o forte odor liberado pode ser justificado pelo ecossistema e não pelo mau condicionamento dos resíduos.
Foto: http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-2/palafitas/favela.htm
Favela da Maré, Parque Roquete Pinto: Surgiu através de uma série de aterros realizados pelos próprios moradores, a partir de 1955, às custas do manguezal. O processo de urbanização sumiu aos poucos com as palafitas e deu lugar a domicílios de alvenaria.
Matéria em que se mostra os desafios do manguezal em Guaratuba e a construção de um iate club e marina com licenciamento ambiental e autorização da prefeitura.

Em Cubatão já foram detectadas no passado 320 fontes poluidoras do ar, da água e do solo. Lançavam-se 64 toneladas de poluentes por dia nas águas do mangue, incluindo 4.000 quilos de metais de difícil dissipação na natureza, como mercúrio, cromo e zinco. O despejo é hoje 5% do que era. Devido aos gases e aos despejos da indústria química ali instalada, a região era considerada nos anos 80 um dos lugares mais poluídos do mundo. Mas o mangue que o homem poluiu e arrasou com as dragagens renasceu nesses últimos 10 anos (em que houve diminuição significativa da poluição) transformado num grande viveiro para mais de oitenta espécies de aves aquáticas, algumas delas vindas do Hemisfério Norte.  Fonte: Veja Dez/2000 , Os Guarás Vermelhos viraram principal atrativo turístico, leia mais em Virtude.
Carnicicultura e pesca de arrasto
A carcinicultura arrasou o litoral africano e vem destruindo a costa da América do Sul. No Brasil, a atividade está proibida em manguezais sem ter licenciamento, pois além do desmatamento a atividade utiliza muitos biocidas para evitar a invasão de algas e moluscos nas “gaiolas” dos camarões. Já a pesca predatória, como a de arrasto, além de acabar a fauna marinha capturada, que não é aproveitada pelos pescadores, revolve o solo e destrói a fonte de recursos dos pescadores artesanais.

Atividades portuárias e industriais
As atividades mais destrutivas aos manguezais brasileiros são as industriais e portuárias. Indústrias frequentemente se localizam perto de rios e manguezais para descartar os resíduos produzidos (principalmente tinturas e metais pesados). Tal descarte deveria ser tratado e controlado, porém não é o que acontece. Já os portos necessitam de águas calmas para o atracamento dos navios, estes locais geralmente são baías, onde há manguezais. Os impactos causados pela presença de portos incluem a contaminação da água e dos animais (por resíduos, água do lastro e outros), a possibilidade de doenças trazidas de outros locais e o estresse por ruídos e poluição do ar.

Matéria falando sobre os mangues do litoral norte em Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela. Pessoalmente fiquei muito triste ao conhecer os mangues de São Sebastião pelo abandono e quantidade de lixo, e de Ilhabela por estar desaparecendo cada vez mais, para dar lugar a praias, marinas etc. É possível observar um pedaço de ambos ao atravessar o canal de São Sebastião de balsa, pela entrada de pedestres.

24 de julho de 2014

Chinelos velhos viram brinquedos na África e já tiraram mais de 400 toneladas de lixo do Oceano

Desde que a conservadora marinha Julie Church criou a ONG Ocean Sole, todo lixo retirado das praias - principalmente chinelos de borracha - é transformado em brinquedos, bijuterias e objetos de decoração

Faz tempo que nossos oceanos foram transformados em depósitos de lixo. Plásticos, papéis, borrachas e outros materiais são jogados nos rios, lagos e mares e afetam os ecossistemas, contaminando a qualidade da água que consumimos e matando os animais, só para citar alguns problemas.

Tem gente que pensa que tudo isso está muito longe de afetar a sua vida, mas não está não! Pensando nisso e inconformada com a quantidade de lixo encontrada nas praias do Quênia, país onde nasceu, a conservadora marinha, Julie Church, incentivou um grupo de mulheres que vivem na região costeira a produzir coloridos brinquedos para a criançada a partir de chinelos descartados e esquecidos pelos banhistas.

O tempo passou, a equipe cresceu - vários homens também se juntaram ao grupo - e além dos brinquedos, começaram a fazer esculturas gigantes, bijuterias e objetos de decoração e a vendê-los no mundo inteiro com a marca da ONG Ocean Sole. Com isso, os moradores locais ganharam uma boa fonte de renda e tiraram das praias cerca de 400 mil quilos de borracha por ano. Já imaginou? Por causa da iniciativa da Julie, a vida da população local mudou para melhor. Isso prova que qualquer pessoa pode fazer a diferença onde quer que esteja.

Maureen Atineo, que faz parte do projeto que reúne cerca de 100 pessoas, disse que, antes, ela e a família passavam fome. É o caso de Eric Mwandola, que também viu sua vida mudar radicalmente depois que começou a reciclar os chinelos, há seis anos. Eric conta que não conseguia comprar sapatos para ir trabalhar "hoje não falta comida, nem roupa e as crianças ainda vão à escola".

Tem mais um detalhe bacana: por conta do treinamento que recebem, todos os participantes da Ocean Sole se tornaram mais conscientes com relação ao meio ambiente. Os organizadores da ONG acreditam que, ao aprender sobre a importância da biodiversidade marinha e da reciclagem, as pessoas envolvidas se tornam mais responsáveis por suas vidas e pelo ambiente em que vivem.

Jackson Mbatha, artista que também recicla os chinelos, diz que a educação é a coisa mais importante que a ONG promove: "Meu segundo filho está aprendendo a trabalhar com esse material e parece bastante interessado em ajudar o meio ambiente, assim como eu".








Fonte: Meu planetinha e Razões para Acreditar

7 de julho de 2014

Projeto reaproveita celulares velhos doados e ajuda na luta contra desmatamento


Para aproveitar smartphones antigos, a organização americana Rainforest Connection usa os dispositivos que recebe por doação como sensores acústicos para detectar derrubada de árvores em florestas tropicais.

Em entrevista por e-mail à Folha, o fundador da ONG, Topher White, disse que trará a iniciativa à Amazônia brasileira ainda neste ano –até agora, o projeto está só na ilha de Sumatra (Indonésia).

A Rainforest Connection "turbina" os celulares com recarga solar e proteção contra impactos e umidade. Por meio de um aplicativo, se o microfone detecta especificamente som de motosserras, o celular envia um SMS à guarda florestal, que pode intervir.

O grupo está angariando verba para a expansão para o Brasil e para a bacia do rio Congo, na África (veja como doar dinheiro ou um celular em bit.ly/florestatropical).


"Poderíamos encomendar equipamento específico, mas a verdade é que celulares são extremamente eficientes e capazes, e podemos obtê-los de graça", diz White. "Simultaneamente, reduzimos o descarte de eletrônicos. Se os telefones não estiverem quebrados (ou mesmo se estiverem) e puderem servir para algo, não há razão para jogá-los fora."


Outras funcionalidades e reutilizações para os Smartphones

Além de doar ou vender, há diversas outras aplicações para um celular antigo total ou parcialmente em funcionamento, como torná-lo uma câmera de segurança ou rastrear por GPS um membro da família, por exemplo.

Outro projeto que se vale de celulares doados é o Medic Mobile, que usa mensagens de texto para auxiliar profissionais de saúde ou líderes comunitários de áreas pobres para situações de emergência.
O Brasil não está na lista dos 21 países (e 2 milhões de pacientes) atendidos, mas será um dos próximos a receber apoio do Medic Mobile, que usa para distribuir as mensagens o software de código aberto FrontlineSMS.
"Sabemos que há populações isoladas no país e que essas pessoas quase não têm acesso ao sistema de saúde", diz Amanda Yembrick, gerente da ONG para a América Latina. "Estamos identificando parceiros para lançarmos nossos programas aí, em especial o de saúde materna."
A ONG aceita até doação de celulares quebrados (hopephones.org).

Lixo eletrônico

"Ter carro do ano" é uma expressão que pode muito bem ser substituída, nos dias atuais, por "ter o último iPhone". Segundo pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), 81% dos brasileiros trocam de celular em menos de três anos, gerando um sem-número de aparelhos funcionais e abandonados.

Segundo um analista da consultoria especializada em tecnologia IDC, contudo, a taxa indicada pelo estudo é conservadora. "Seguimos a média dos EUA, com donos de smartphone trocando de aparelho entre 18 meses e 20 meses", diz Reinaldo Sakis, gerente da área de produtos de consumo na empresa.

Celulares convencionais ficam obsoletos ainda mais rapidamente. "No 13º mês de um aparelho simples, ele já é extremamente velho, e o consumidor é forçado a trocar."

6 de julho de 2014

O Café e o Jacu: Como essa ave passou de vilã dos produtores à responsável pela valorização do produto

O Jacu (Penelope sp.) é o principal responsável pela produção do Jacu bird coffee (café do jacu), considerado um dos melhores cafés do Brasil. A ave, semelhante à galinha, era um problema para a Fazenda Camocim, localizada na região da Pedra Azul (Espírito Santo), próxima a uma mancha de Mata Atlântica. Os jacus, invadiam a plantação para se alimentar dos melhores frutos do cafezal. O transtorno era tão grande que os proprietários pediram autorização do governo para controlar a população dos animais.
Jacu (Penelope sp) – Foto de Eurico Zimbres/ Wikimedia Commons
Foi então que os fazendeiros ouviram a história do Kopi luwak, o café mais caro do mundo, produzido na Indonésia a partir dos grãos colhidos das fezes da civeta (Paradoxurus hermaphroditus), uma espécie de carnívoro do tamanho de um gato.
Civeta (Paradoxurus hermaphroditus) – Foto de Tigrou Meow/ Wikimedia Commons
O segredo está na “etapa especial” de fermentação das sementes, que acontece dentro do sistema digestivo do animal. Esse processo transforma as propriedades do café e lhe confere um sabor único. Mas a coleta das sementes é complicada: é preciso pegar as fezes do bichinho e lavar os grãos antes de torrá-los.
As fezes do jacu
A partir daí surgiu a ideia de fabricar o Jacu bird coffee, que se tornou reconhecido internacionalmente. A produção é direcionada para a exportação, porém o café do jacu pode ser encontrado em algumas lojas do Brasil.

Os amantes do café podem experimentar essa excentricidade em Santos, no Museu do Café. Se gostar da iguaria, prepare o seu bolso: 250 gramas de jacu bird coffee podem custar mais de R$ 100!
Fonte: National Geographic Brasil

Infelizmente na Indonésia a obtenção do café Kopi luwak (o mais caro do mundo) não tem sido tão selvagem como dizem. Algumas casas de café da Indonésia mantêm os Civeta confinados em pequenas gaiolas se alimentando exclusivamente do fruto do café e água. Suas fezes são coletadas diariamente para produção do pó do café.
Esperamos que não ocorra nada parecido com nossos Jacus.
“Nós levamos um ano e meio para dominar a técnica de fazer bebida boa a partir de cocô de passarinho”, comenta Henrique Sloper, dono da fazenda Camocim e detentor da patente do café. Segundo ele, foram interceptadas em Minas tentativas de produtores de copiar a técnica desenvolvida na fazenda, mas de forma errada, com os jacus presos em cativeiro. “Ficamos sabendo que alguns produtores estavam tentando prender o jacu e ensiná-lo a comer café. Mas não foi assim que aconteceu na nossa fazenda, onde o processo nasceu naturalmente”

28 de junho de 2014

Táxis promovem projeto de incentivo a leitura em 3 países na América Latina e 25 cidades brasileiras

Lançado em 2011 em São Paulo, o projeto Bibliotáxi oferece hoje livros aos passageiros de táxis em 25 cidades brasileiras.

“A ideia é colocar os livros na frente das pessoas, promovendo o acesso à cultura e ao entretenimento. E nada melhor do que o táxi e o próprio taxista, que é bom de papo, para promover este encontro”, diz o mineiro Tallis Gomes, 27 anos, co-CEO e fundador da Easy Taxi, pioneira no serviço móvel de chamada de táxi na América Latina.

Neste ano, a novidade é uma parceria com a livraria Saraiva, que doou 80.000 títulos para o projeto, entre clássicos da literatura, lançamentos e grandes best-sellers. Eles estão disponíveis em cerca de 50.000 carros em todo o país.

Há menos de seis meses, o Bibliotaxi chegou a outros três países da América Latina: Chile, Peru e Colômbia.

Em Bogotá, capital colombiana, a aposta é a versão digital do Bibliotaxi. Desde 24 de abril, motoristas da Easy Taxi circulam com kits do projeto – além de 3.500 livros de papel, há 100.000 títulos digitais disponíveis que os passageiros podem obter através de um aplicativo.

Desde 24 de abril, passageiros de táxi de Bogotá, capital da Colômbia, têm à disposição 3.500 livros de papel e 100.000 livros digitais através do projeto Bibliotaxi. Foto: Easy Taxi
“Nosso objetivo é criar uma imensa biblioteca colaborativa, juntando cultura e mobilidade”, diz Gomes.

Quando a corrida termina, o passageiro pode levar o livro para casa e devolver numa outra viagem de táxi. Se quiser participar doando livros, basta entregar a um taxista do projeto.

“Demos este pontapé [doação de 80.000 títulos], mas qualquer livro pode ser doado. Não há restrição de gênero”, diz Jorge Saraiva Neto, presidente do Grupo Saraiva.

A iniciativa começou de forma espontânea na Vila Madalena, em São Paulo, com o taxista Antônio Miranda emprestando livros aos seus passageiros habituais do bairro. O projeto começou a se expandir com o apoio do site Catraca Livre e do Instituto Mobilidade Verde.

Em 2012, o jornalista e ativista cultural Gilberto Dimenstein, do Catraca Livre, apresentou o projeto ao Easy Taxi. E assim a iniciativa local virou nacional, com um acervo inicial de 8.000 livros e o slogan “Uma mão na direção, outra na educação”.

Mas Gomes diz que já não tem ideia do tamanho do acervo, devido ao grande número de doações de passageiros e dos próprios taxistas.

“O passageiro não precisa fazer nenhum registro para pegar livros emprestados. Não temos como contabilizar”, diz Gomes, que também não se preocupa com extravios.

Para Lincoln Paiva, da ONG Instituto Mobilidade Verde, todas as cooperativas de táxis deveriam aderir ao projeto.

“A iniciativa é bacana e totalmente livre. Qualquer taxista ou empresa pode participar”, diz Paiva, que toca vários projetos de mobilidade urbana em São Paulo.

O taxista Elissandro Alves, de Natal (RN) diz que o projeto faz sucesso com turistas.

“Como Natal recebe muitos turistas de outros estados, muitos pegam livros comigo para ler durante as férias e devolvem a outro taxista no final da estadia”, diz Alves.

As cidades em que o Bibliotaxi está disponível são: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São José dos Campos, São Luís, São Paulo e Vitória.

Fonte: InfosurHoy Por Daniela Oliveira 09/05/2014

De Treinamento de catadores à apoio esportivo para jovens, conheça as ações socioambientais realizadas pela Coca-Cola na Copa do Mundo FIFA14

Presente nas Copas do Mundo da FIFA™ desde 1950 com anúncios nos estádios do evento, a The Coca-Cola Company veio tornar-se parceira oficial da FIFA em 1974, realizando ações diversas nos países que hospedam a maior competição internacional de futebol.

A edição de 2014 no Brasil começou, para a Coca-Cola, em 2012. Dois anos antes do Mundial, a empresa apresentou aos brasileiros o Mascote Oficial da Copa e a partir de então, dedicou-se a desenvolver e implantar trabalhos em torno dos três legados que a companhia pretende deixar para o país: Comunidades, Reciclagem e Vida Ativa.
Esse último legado, que incentiva e dissemina a importância da prática esportiva, teve como carro-chefe a Copa Coca-Cola, que aconteceu no ano anterior à Copa do Brasil e cujos vencedores foram treinados para exercerem a função de gandulas. Os 445 meninos e meninas com idades entre 13 e 17 anos foram aprovados para atuarem nas 64 partidas do evento. Além disso, Vida Ativa será representado em campo por doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva. Também no último jogo do Mundial estarão outros 29 carregadores de bandeira que foram escolhidos para simbolizar as comunidades e a reciclagem.
Vencedores da Copa Coca-Cola foram treinados para exercer função de gandula.
Doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva.
Ainda de responsabilidade da Coca-Cola durante toda a competição, o gerenciamento dos resíduos sólidos nos estádios onde acontecem os jogos contará com uma equipe de 840 catadores de lixo que estiveram nos Treinamentos de Capacitação para Coleta Seletiva da Copa do Mundo da FIFA™, realizado pela empresa.
Por meio dessas e outras ações a Coca-Cola Brasil está fazendo dessa Copa, a Copa de Todo Mundo!

TREINAMENTO PARA GESTÃO DE RESÍDUOS NOS ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO DA FIFA™

A Coca­Cola Brasil, em parceria com a FIFA, será a responsável pela ação de gerenciamento de resíduos sólidos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™. A ação, que teve como teste a Copa das Confederações da FIFA 2013, quando 70 toneladas de material foram destinadas à indústria de transformação, será realizada nas 12 cidades­sede do megaevento. Para garantir a excelência do projeto, a empresa irá treinar toda a equipe de catadores que trabalhará durante os jogos, realizando o Treinamento para Gestão de Resíduos nos Estádios da Copa do Mundo da FIFA™.



Durante a Copa do Mundo todo o lixo sólido produzido nos estádios será coletado e encaminhado à reciclagem nas cooperativas apoiadas pela Coca­Cola Brasil participantes do projeto Coletivo Reciclagem, que oferece suporte para a gestão e capacitação em 300 cooperativas em 22 estados.
A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

O curso teve uma carga horária de 4h e nas aulas os catadores aprenderam como manusear os equipamentos que serão utilizados durante o Mundial. Eles foram treinados também sobre a dinâmica de trabalho dentro do estádio, além de terem recebido informações sobre segurança e questões comportamentais.

“Avaliamos a experiência realizada na Copa das Confederações de forma bastante positiva e, em parceria com a FIFA, resolvemos levar a ação para as 12 cidades ­sede. A participação dos catadores foi fundamental para o resultado. Pensando na Copa do Mundo, decidimos ir além e contribuir também para o crescimento profissional e pessoal desse grupo. Por isso, criamos o Treinamento para Gestão de Resíduos nos Estádios da Copa do Mundo da FIFA™”, explica Victor Bicca, Diretor de Assuntos Governamentais, Comunicação e Sustentabilidade da Coca­Cola Brasil para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

A iniciativa da Coca­Cola Brasil tem o objetivo de estimular a expansão da coleta seletiva de lixo urbano nas 12 cidades ­sede da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014™. A reciclagem de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, que cria normas para a coleta, o destino final e o tratamento de lixo urbano e industrial, entre outros.

Cidades Sedes: Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Cuiabá-MT,  Curitiba-PR,  Fortaleza-CE, Manaus-AM, Natal-RN, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ,  Salvador-BA,  São Paulo-SP.

25 de junho de 2014

Dyi Comedouros para pássaros, confira o passo-a-passo



Você vai precisar de:

  • Furadeira
  • Pedaço de madeira 
  • 1 prato com bowl ou pires com xícara
  • 1 parafuso grande
  • 3 porcas
  • 3 arruelas 
  • Cola
* O prato e bowl utilizados são de material Melamina (um tipo de plástico)

O pedaço de madeira no fundo é para proteger na hora de furar
E se descascar um pouquinho, não tem problema, pois vai ficar coberto na hora do acabamento
Ela passou cola em volta das arruelas



Imagens e criação do Blog Erin's Creative, achei no Jardim da Lucinha

Confira mais imagens com dicas de comedouros utilizando xícaras e pratos:


Confira mais fotos e dicas no álbum do Facebook https://www.facebook.com/media/set/?set=a.682140301833196.1073741830.418015008245728&type=1

16 de junho de 2014

Jovem de 19 anos cria tecnologia para limpar oceanos e tem aprovação de especialistas

Um ano após anunciar a criação de um sistema que promete limpar o lixo dos oceanos, o jovem holandês Boyan Slat apresenta os primeiros resultados alcançados pela tecnologia. O Ocean Cleanup é uma espécie de barreira, que aproveita as correntes oceânicas para bloquear os resíduos encontrados no mar. De acordo com os especialistas que acompanharam os testes, a tecnologia é totalmente viável e eficiente.

Para que as análises fossem feitas, um conceito do Ocean Cleanup foi desenvolvido e colocado para funcionar. No teste que mede a captura e concentração, a barreira foi capaz de coletar plásticos em até três metros de profundidade, distância em que normalmente esses resíduos são encontrados. Além disso, o sistema recolheu pouca quantidade de zooplâncton, o que segundo os cientistas, facilita o reaproveitamento e a reciclagem do plástico.

Quando foi divulgado, o projeto recebeu diversas críticas. Isso foi um dos fatores que motivou Slat e sua equipe a contarem com a ajuda de cem especialistas dispostos a analisarem a tecnologia. Os pesquisadores aprovaram e as análises resultaram em um texto com 530 páginas.

Com o embasamento científico, o próximo passo do jovem holandês, de apenas 19 anos, é testar o sistema em grande escala e começar a produção. Para isso, ele está em busca de financiamento coletivo. O alvo é conseguir dois milhões de dólares. A 90 dias do fim da campanha, o projeto já tem 16% da meta atingida.

A tecnologia pode ser de grande valia na luta contra o lixo dos oceanos. De acordo com a divulgação, ele seria capaz de remover mais de sete milhões de toneladas de plástico dos oceanos em apenas dez anos.



Fonte: Ciclo Vivo

Sorteio de um curso de Educação Ambiental, Participe

O Instituto Monitor em parceria com o blog Dose de Sustentabilidade estão sorteando um curso de Educação Ambiental Online, uma ótima oportunidade para quem deseja atuar como educador ambiental e desenvolver projetos e metodologias relacionadas com ações sustentáveis.

O Instituto Monitor é uma instituição de educação a distância pioneira no Brasil, são 10 cursos técnicos e mais de 60 cursos de aperfeiçoamento profissional, nas modalidades a distância (on-line e impresso) e presenciais. Conta com 03 unidades: São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, além de polos de atendimento em todo o estado de São Paulo.
O Instituto Monitor oferece qualidade e a oportunidade de uma formação profissional para uma melhor inclusão no mercado de trabalho.
Estão desenvolvemos 4 novos cursos de gestão ambiental:


Selecionei o curso de Educação Ambiental para sortear entre os leitores do blog, para participar é necessário fazer o acesso ao aplicativo da promoção pelo Facebook.

O conteúdo programático inclui:
· Educação Ambiental: conceitos básicos de sustentabilidade e meio ambiente
· Meio Ambiente: natural, artificial, cultural e do trabalho
· Objetivos da Educação Ambiental
· Características da Educação Ambiental
· Princípios da Educação Ambiental
· Espaços da Educação Ambiental: formal e informal
· Legislação aplicada à Educação Ambiental
· Projetos de Educação Ambiental
· A problemática ambiental, suas causas e possíveis soluções
· Metodologia de projetos
· Planejamento participativo
· Avaliação de projetos de Educação Ambiental
· Ferramentas para aplicabilidade da Educação Ambiental no cotidiano, para implantação da coleta seletiva no ambiente escolar e em empresas
Carga horária de 40 horas


Para participar é necessário se inscrever no aplicativo Sorteie.me localizado na aba superior da fanpage no Facebook ou clicar https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/356234 e seguir o regulamento.
Boa Sorte!

11 de junho de 2014

Primeira usina de reciclagem mecanizada da América Latina é inaugurada em São Paulo

Foi inaugurado no dia 05/06/2013 a primeira central mecanizada de triagem de resíduos recicláveis da América Latina, localizada na Ponte Pequena, na região do Bom Retiro em São Paulo. O equipamento tem capacidade de processar 250 toneladas por dia e contribui para dobrar a quantidade de resíduos reciclados na cidade.

O processo de triagem mecanizada emprega 50 catadores e gera receita líquida mensal de R$ 1,6 milhão, que será revertida para o Fundo Municipal de Coleta Seletiva, Logística Reversa e Inclusão de Catadores. Estes recursos permitirão parcerias com novas cooperativas e financiará a remuneração dos serviços dos catadores em toda a cidade.

“Muita gente fala dos modelos internacionais, mas agora temos o melhor da tecnologia em São Paulo com uma novidade: a participação dos catadores. Não é só uma meta de reciclagem, é a exigência do aumento de qualidade de vida, o respeito a todos os estratos sociais, e agora todos vão poder reciclar”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Segundo Luiza Maria Honorato, do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), existem em São Paulo cerca de 20 mil catadores de material reciclável. “Nós estamos no caminho correto. Os catadores descobriram que o lixo é sustentabilidade e dá renda para quem precisa. A sociedade precisa saber que a receita da inclusão social é darmos as mãos em torno daquilo que nós chamamos de lixo”, disse Luiza.


Meio Ambiente
A nova central foi inaugurada no Dia Mundial do Meio Ambiente. Integra a meta de aumento do percentual de coleta seletiva em São Paulo dos atuais 2% para 10% - seguindo as normas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)- até 2016. Segundo a concessionária Loga, o novo método separação dos resíduos permitirá um plano de expansão do atendimento com coleta seletiva para a totalidade dos 1,5 milhão domicílios localizados na área de atuação da empresa, nas zonas norte, oeste e central da cidade.

Durante a inauguração, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República) falou sobre o pioneirismo da iniciativa da cidade de São Paulo. “Hoje é um dia marcante na história do nosso país. Nós estamos juntando aqui aquilo que é essencial no mundo hoje: o cuidado com o meio ambiente, o cuidado com o ser humano e a melhor tecnologia possível”, afirmou Carvalho.

Para a instalação da central foram investidos R$ 26 milhões, sendo R$ 15 milhões em equipamentos. Não há custo para a Prefeitura, pois a empresa concessionária Loga é a responsável pelo empreendimento, como parte de obrigações contratuais.

Separação dos resíduos
Os equipamentos instalados em São Paulo são inéditos na América Latina e foram importados da França, da Espanha e da Alemanha. Estão instalados em um espaço de 3 mil m². Após a chegada dos resíduos nos caminhões, eles passam por uma pré-seleção manual, que separa o vidro e materiais de grande volume. Em seguida, são encaminhados para um equipamento chamado Trommel, que faz a separação por tamanho por meio de um mecanismo semelhante a uma peneira. Todo o trajeto dos materiais ocorre por esteiras automatizadas e os sacos são abertos por uma máquina.

A próxima etapa é a passagem dos resíduos por um equipamento chamado balístico, que identifica resíduos bidimensionais, como folhas de papel ou pedaços de papelão, dos tridimensionais, como latas e garrafas. Os materiais metálicos são também separados automaticamente por meio de magnetismo e por indução elétrica. Por fim, leitores óticos separam os plásticos por tipo e cor. Ao todo, como produto final são separados nove tipos diferentes de material, em blocos compactados.

Roberto Pereira Reis, 50 anos, é um dos cooperados que irá trabalhar na central e está em treinamento para operar os novos equipamentos. “Para quem olha de primeira vista parece complicado porque é novidade e precisa de conhecimento. Mas é mais rentável, é um trabalho muito menos desgastante e a remuneração é mais justa”, explica Roberto. “O ambiente tem mais limpeza, tem mais qualidade e volume do produto, o que permite barganhar na hora de vender o material”, conta o cooperado, que trabalha com reciclagem há 6 anos.

Fonte: Site da Prefeitura de São Paulo e E-cycle

Política de Direitos Autorais

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