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O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

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A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

13 de agosto de 2013

A história e importância da amamentação

Esse post faz parte da 2º edição da blogagem coletiva Porque sou ativista da Amamentação? promovido pelo blog Desabafo de Mãe a convite do blog Luz de Luma

Eu ainda não sou mãe, mas sou ativista da amamentação e agradeço minha mãe por ter cedido até por mais tempo do que o necessário (até meus 2 anos e meio) seu leite materno. Hoje em dia estou esbanjando saúde! Em contrapartida quando minha irmã caçula nasceu minha mãe estava com problemas de saúde e não pode amamentá-la da mesma forma, e vi ela passar grande parte da infância sendo internada por problemas respiratórios, infecções, com tendência a obesidade. Claro que há outros fatores que contribuíram para o desenvolvimento desses problemas de saúde, obviamente eu também fiquei doente algumas vezes como toda criança, mas a minha recuperação sempre foi rápida.
O leite materno confere ao recém nascido a imunidade inicial, pois ao sair do útero da mãe ele começa a ser colonizado pelas bactérias tão comuns em nosso corpo. Quando o bebê ingere o leite materno, está ingerindo juntamente Imunoglobulinas e outras células de proteção da mãe. Essa proteção inicial ajuda também a evitar doenças alérgicas. Quer proteger seu filho, então amamente-o!
Há quem reclame da questão estética, mas posso garantir que minha mãe em seus 50 e poucos anos e após 3 filhos ainda está "inteirona" !
E como o blog fala sobre sustentabilidade vou citar a blogueira Ana Cláudia Bessa do blog Futuro do Presente que diz o porque de o aleitamento materno ser também uma condição básica para ser uma mãe sustentável: “Posso listar uma série de benefícios: o leite materno não precisa de embalagem, o que não gera resíduos ao meio ambiente; não gasta energia elétrica para ser aquecido, pois vem na temperatura ideal; economiza água, utilizada num processo industrial para produzir leite e a embalagem; vem na quantidade certa, o que evita desperdícios, e as sobras podem ser doadas a bancos de leite; e evita o consumo de mamadeiras plásticas” - Update

Fatos e dados históricos sobre as mulheres e a amamentação

Artefatos arquelógicos comprovam que as mulheres sempre procuraram substitutos ao aleitamento materno, não sabemos os motivos e causas para essa procura mas há registros de uso da mamadeira pelos gregos e italianos datados de 4.000 A.C. A partir do século XVI sabe-se através de diários particulares que as mulheres amamentavam seus filhos, mas no século XVII a situação mudou: as crianças passaram a ser consideradas seres imperfeitos, gerados pelo pecado original e por isso desprezadas e até mesmo abandonadas. A rainha Victoria (1819 - 1901) que teve nove filhos, achava a amamentação no seio nojenta e dizia que era a "ruína" das mulheres refinadas.
Instituiu-se por toda Europa entre as mulheres de classe alta o costume de enviar seus filhos para serem amamentados por amas-de-leite, costume que chegou ao Brasil na época de colonização. Logo as escravas negras ama-de-leite influenciaram essa alimentação ao incluir na dieta das crianças alimentos semi-sólidos.
Em meados do século XVIII,a mortalidade infantil cresceu em toda Europa e foi justificada pelos sanitaristas pela entrega das crianças aos cuidados das amas-de-leite, começou-se a tentar abolir este costume. O médico inglês Cadogan defendia o aleitamento natural, fixando horários regulares durante 24 horas, para as mamadas, que deveriam ser em número de quatro apenas, iniciando assim, a rigidez de horários para o aleitamento materno, que ainda hoje é seguido por algumas mulheres. Mas muitas mulheres ainda recusavam-se a amamentar e médico inglês Underwood faz em 1784 a primeira recomendação para se utilizar o leite de vaca ao invés do leite humano.
As transformações sociais, econômicas, científicas e políticas ocorridas no século XVIII ao XIX passaram a recolocar as mulheres como cuidadoras e responsáveis pela sobrevivência da prole. Acreditava-se que toda mulher é anatomicamente e fisiologicamente capacitada para amamentar seus filhos. Nesse contexto surgiu a noção de “leite fraco” no início do século XX como justificativa para desmame, argumento que era reconhecido cientificamente, que não tornava as mulheres culpadas pelo fracasso na amamentação diante da sociedade e dos profissionais de saúde e que é usado até hoje.
Com a descoberta, em 1838, que o leite de vaca era mais rico em proteína do que o leite materno, o discurso em favor do leite de vaca passou a prevalecer nas questões sobre nutrição. A partir daí, as descobertas do leite condensado, da evaporação do leite de cabra e o estudo da composição do leite humano favoreceram a produção do leite artificial e, nas primeiras décadas do século XX, as indústrias americanas já se destacavam na produção do substituto do leite materno.
No período de 1961 a 1973 o desmame precoce, associado a outros fatores como a má nutrição infantil, elevaram a taxa de mortalidade infantil em até 45% em nosso país. Desde então houve diversos movimentos para incentivar a retomada do aleitamento materno e em 1981 o governo implantou o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno seguido posteriormente de outras ações como: início da implantação da Rede de Bancos de Leite Humano (1985); modificação na Constituição Brasileira em 1988, ampliando para 120 dias a licença maternidade, (atualmente ampliada para 180 dias - sancionada pelo governo federal em 2008) e garantindo ao pai o direito a cinco dias de licença paternidade; aprovação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, a World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) cria em 1992 a comemoração da Semana Mundial do Aleitamento Materno ; a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lança em em 1999 a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), recebendo em seguida, investimentos do Ministério da Saúde, para aperfeiçoar e viabilizar a sua implementação em todo o país. Em 2008 foi lançado pelo Ministério da Saúde o projeto Rede Amamenta Brasil, também voltada para a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno na rede de atenção básica.
Com essas políticas e programas o tempo médio de aleitamento materno que em 1970 era de de 2.5 meses, de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde, aumentou um mês e meio de 1999 a 2008, passando de 296 para 342 dias (11 meses). Segundo a pesquisa 41% das crianças menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno e 67% mamam na primeira hora de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a amamentação complementar até os 2 anos.
Em 2013, o Ministério da Saúde promete investir R$ 7 milhões em procedimentos realizados pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Outros R$ 746 mil devem ser utilizados para a construção de cinco novos bancos de leite e R$ 3,9 milhões para a reforma de 53 unidades.

Resumo do artigo: O aleitamento materno enquanto uma prática construída. Reflexões acerca da evolução histórica da amamentação e desmame precoce no Brasil. 
Autores: Monteiro J.C.D., Nakano A.M.S., Gomes F.A. Revista Investigación y Educación en Enfermería 2011;29(2): 315 - 321

"Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você" Slogan da campanha da amamentação realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
A ação pretende destacar a importância da capacitação de profissionais para atender mães em todo Brasil e garantir o aleitamento até os 2 anos. Ela tem como padrinhos o ator Marcelo Serrado e a esposa, Roberta Rodrigues, pais dos gêmeos Guilherme e Felipe.

A importância da amamentação

A amamentação exclusiva até o 6 meses é a estratégia mais eficaz na redução da mortalidade infantil. Estima-se que ações de promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável sejam capazes de diminuir, respectivamente, em até 13% e 6% a ocorrência de mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
Segue abaixo alguns itens selecionados pela revista Crescer sobre os benefícios da amamentação:

Amamentar seu filho só faz bem!
1. Fácil de ser digerido, o leite materno provoca menos cólicas nos bebês.


2. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.
3. Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.
4. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas.
5. Previne a anemia.


6. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.
7. O ômega 3, presente no leite materno, ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.
8. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.
9. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.
10. Amamentar reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional.


11. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...).
12. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais.
13. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).
14. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares no futuro.
15. Bebês que mamam exclusivamente no peito até os seis meses têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatoide e recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal.
16. Além de todos esses, é durante a amamentação, naquele momento só seu e dele, a cada trocar de olhar, que o vínculo vai se formando para sempre! Aproveite!

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

23 de julho de 2013

Conheça 12 hotéis do mundo que possuem casas nas árvores

01 - Treehotel - cidade Boden, Lapland, Suécia

O Mirrorcube é um dos quartos que o Treehotel oferece, fica camuflado por paredes espelhadas que refletem seus arredores. As dimensões são 4x4x4 metros. A base é composta por uma estrutura de alumínio ao redor do tronco da árvore e as paredes são cobertas com vidro reflexivo.
Para evitar que as aves de voem para as paredes espelhadas, eles revestiram os vidros com filme infravermelho. A cor é invisível aos humanos, mas visível para as aves.
O interior é feito madeira compensada com uma superfície de bétula. As seis janelas oferecem uma vista panorâmica deslumbrante. O Mirrorcube oferece uma excelente acomodação para duas pessoas com uma cama de casal, banheiro, sala e terraço.
No Treehotel os hóspedes tem café da manhã, almoço e jantar em um ambiente autêntico de 1930-1950. Há um restaurante, bar, sauna e área de relaxamento, TV e internet. Os quartos ficam em meio a floresta.
Site http://www.treehotel.se/
Veja outros quartos interessantes deste mesmo hotel:
Bird Nest Room
UFO Room
Cabin Room
02 - Manali Tree House Cottages - Kullu, Índia
Neste hotel há uma casa de madeira com banheiro completamente moderna, no topo de uma árvore. Ela oferece uma vista impressionante das montanhas do Himalaia, há pássaros cantando, ar fresco e o interior  é acolhedor. Ideal tanto para casais em lua de mel, quanto para famílias com crianças e viajantes solitários que querem desfrutar de sossego e uma boa vista. Fica próximo de templos indianos e de um mosteiro tibetano.


03 - Chateaux Dans Les Arbres - Dordogne, França
Castelos mágicos com excelente cozinha, piscina, e paz total na copa das árvores. 
Rémi, o proprietário, é um mestre - ele derramou em Châteaux dans les Arbres toda a sua habilidade, paixão e oito anos de experiência na construção de casas na árvore. As três casas em Châteaux dans les Arbres são projetadas para ecoar a arquitetura do castelos tradicionais franceses. Elas nascem a partir de um desejo de criar espaços inusitados e luxuosos para lazer e, ao mesmo tempo, preservação o meio ambiente. Com o campo francês de Dordogne ao seu redor, um chef disponível, se você precisar de um, vista panorâmica, e o farfalhar do vento nas árvores tornam o lugar incrível.
Suíte Hautefort
Suíte Milandes
Suíte Monbazillac
04 - Hapuku Lodge - Kaikoura, South Island, Nova Zelândia
Aninhadas a 10 metros acima do solo, na copa de uma Manuka (árvore nativa da Nova Zelândia), cada casa-da-arvore tem uma vista espetacular das montanhas de Kaikoura e da costa do Pacífico.
As casas-da-arvore são destinadas a ser um complemento contemporâneo ao ambiente natural. Seus exteriores são revestidos em madeiras nativas e telhas de cobre. A decoração de interiores foram criadas por marceneiros locais.
Site: http://www.hapukulodge.com/kaikoura/tree-houses

05 - Pezulu Tree House Game Lodge - Hoedspruit, África do Sul
Já imaginou tomar seu café da manhã enquanto girafas se alimentam da árvores em que está hospedado, ou tomar banho na piscina enquanto macacos brincam nos galhos? É essa a esperiência que este hotel oferece. Localizado em uma reserva você vai encontrar girafas, macacos, zebras, elefantes, antílopes, javalis... um verdadeiro safári!

06- Tree House Lodge - Costa Rica, América Central
Esta casa está submersa na floresta, com uma ponte pênsil de madeira ligando o térreo e o primeiro andar. Na parte de baixo há uma segunda cama de casal, uma cama de solteiro e no andar de cima uma cozinha, uma cama de casal king size e um pequeno banheiro privativo.
Todo o mobiliário é de madeira sustentável, as janelas são abertas, mas protegidas contra insetos.
O banheiro compartilhado no térreo foi construído em torno de uma árvore com mais de 100 anos de idade, que ainda está crescendo ao redor da casa, possui um chuveiro ao ar livre, um vaso sanitário abrigado pelo tronco, o espelho é moldado com conchas.
The Tree House foi totalmente construída com madeiras sustentáveis. Todas as madeiras utilizadas na casa-da-árvore foram obtidas de árvores caídas no interior da selva.
Site: http://www.costaricatreehouse.com/the-tree-house/

07 - Chole Mjini Lodge - Mafia Island, Tanzânia, África
Segundo os donos, Anne e Jean, Chole Mjini nunca foi concebido para ser um hotel, e não é. É uma fantasia de um náufrago, uma ilha do retiro selva atraente para pessoas que apreciam um retorno ao luxo simples, que despertam os sentidos, ao invés de os confortos previsíveis de serviço de quarto e ar condicionado.
O hotel conta com apenas sete casas na árvore, cuidadosamente situados e projetados. Cada plataforma de palha é alcançada através de caminhos de areia e vegetação natural. Todos têm vista para o mar, alguns estão perto o suficiente para dormir ao som da maré escorrendo através das raízes de mangue. A maioria das casas na árvore tem um segundo nível para acomodar as crianças. Cada casa na árvore é diferente, oferecem experiências únicas e tem a sua própria área de banho privada, com o chuveiro de água quente ao ar livre.
Site: http://cholemjini.com/index.html e Trip Advisor

08 - Hotel Ariaú Amazon Towers - Amazonas, Brasil
O Hotel Ariaú Amazon Towers é construído sobre palafitas de madeira à altura da copa das árvores no meio da selva amazônica, fica na confluência do Rio Negro com o arquipélago Anavilhanas. O hotel integra-se com a vida selvagem como: macacos de diversas espécies, araras, papagaios, botos cor-de-rosa, entre outros animais da nossa fauna.
Dentro as inúmeras atrações do Hotel, estão as excursões programadas como: caminhada e sobrevivência na selva, pesca da piranha, observação de animais de hábitos noturnos, interação com botos cor-de-rosa, sobrevôo panorâmico, encontro das águas, visita a tribo indígena, visita às comunidades locais, entre outros.
As casas da árvore oferecem um luxo exótico no meio da selva. Imagina ficar em uma casa na árvore particular que se eleva 10 metros acima do rio e rodeada pelo esplendor da natureza. Cada uma é decorada de acordo com o seu nome: Jacques Cousteau, o Discovery, o presidente Lula e cada uma com construção e design exclusivo. Todas as casas nas árvores possuem varandas privadas, camas queen size, sala de estar, banheiros espaçosos e uma variedade de recursos que vai fazer a sua aventura amazônica verdadeiramente inesquecível. A casa mais alta é a Casa Tarzan construída em cima de uma árvore Mahogony na altura de 22 metros acima do solo.
Site: http://www.ariauamazontowers.com/index.html

09 - Treehouse Point - Issaquah, Washington, EUA
Localizado próximo de Seattle, em uma bela floresta ao lado de um rio, Treehouse Point oferece hospedagem, acomodações para reuniões, casamentos, além uma série especial de concertos, yoga e massagens. As camas são talhadas a mão, com vista para a floresta. Abra a janela para o ar da noite, e ouça o som do rio ou veja um ninho de pássaros! Veja abaixo algumas das casas-da-arvores deste hotel:

10 - Saraii Village - Weerawila, Sri Lanka
A dona, Charitha Abeyratne, teve ideia de criar um destino turístico que promove a sustentabilidade, incentivando os clientes a misturar-se com a natureza, enquanto aprecia os simples luxos da vida.
Seu projeto consiste em duas casas de árvore e duas de pau a pique com um restaurante onde os hóspedes podem se reunir para as refeições e para relaxar. Os turistas podem visitar vários locais de interesse, como santuários da vida selvagem, templos antigos, sítios históricos e as belas áreas costeiras do sul do Sri Lanka.3
As duas casas da arvores foram projetadas para acomodar confortavelmente duas pessoas, com um toque romântico, ambiente a luzes de velas e óleos perfumados. Porém podem acomodar também grupos: a casa The Nest tem dois andares cabendo até 8 pessoas e a casa Crib acomoda até 4 pessoas.

11 - Lion Sands – África do Sul
O Lion Sands é um hotel familiar possui mais de 60 anos e está dentro de uma reserva e próximo ao Kruger National Park, possui três casas da árvore. Você passa a noite a céu aberto, em um plataforma feita de madeira, junto à vida selvagem. Na plataforma, você encontra uma cama de casal lindamente decorada com velas e tochas. Lá você pode apreciar o belíssimo entardecer, pode jantar ou apenas tomar alguns drinks, enquanto a noite cai e você ouve a selva ganhar vida.

12 - Inkaterra Reserva Amazonica Lodge – Peru
O conceito da Inkaterra Reserva Amazonica Lodge é bem parecido com a Lion Sands, só que se encontra na Amazônia peruana. A ideia é apreciar a floresta como um todo. Para você chegar na Canopy Tree House, você faz um caminho por entre as árvores, que está a 27 metros acima do nível do chão. A eletricidade aqui também é limitada e o aquecedor de água é portátil. No entanto, você estará 100% integrado com a natureza sabendo que não estará emitindo gás carbônico por nenhum meio.
Site: http://www.inkaterra.com/inkaterra/reserva-amazonica/#.Ue6Ow9Kfhlw


Lista do Trip advisor e Limão na água

15 de julho de 2013

Lixo plástico oceânico abriga vida secreta

Cientistas descobriram que os resíduos plásticos que poluem os oceanos estão servindo de casa para uma comunidade microbiana batizada de "Plastisphere"

Imagem: SEA Sea Education Association
Conhecida há mais de meio século, a poluição marinha por lixo plástico é um problema ambiental que não para de crescer. Mas um novo estudo, publicado no periódico Environmental Science & Technology, indica que esses resíduos abrigam uma vida secreta.

Os cientistas descobriram que uma multidão variada de microrganismos colonizam e prosperam nessas ilhas submarinas de plástico, representando uma nova comunidade microbiana batizada de “Plastisphere”.

Habitantes do “plastisphere” incluem bactérias patológicas do grupo vibrião, causadoras de cólera e perturbações gastrointestinais, além de micróbios conhecidos por quebrar as ligações de hidrocarbonetos do plástico, ajudando no processo de biodegradação desse material.

Realizada em colaboração por três instituições americanas – o Sea Education Association (SEA), o Marine Biological Laboratory e Woods Hole Oceanographic Institution – a pesquisa analisou pequenos detritos plásticos (alguns de milímetros) encontrados em redes de pesca em vários locais ao norte do Oceano Atlântico nas navegações científicas.

Utilizando técnicas de microscopia eletrônica e de sequenciação de gene, os pesquisadores encontraram pelo menos 1000 diferentes tipos de células de bactérias em amostras do plástico, incluindo muitas espécies individuais não identificadas, que incluíam plantas, algas e bactérias que produzem seu próprio alimento.

Segundo os cientistas, os organismos que habitam a “plastisphere” são diferentes daqueles encontrados na água do mar em outros materiais flutuantes, como madeiras e microalgas. Os plásticos oferecem condições diferentes, incluindo a capacidade de durar muito mais tempo sem degradar, o que indica que eles atuam como recifes artificiais microbianos, selecionando micróbios distintos, dizem os pesquisadores.

Como um novo habitat ecológico, o “platisphere” levanta uma série de perguntas, que deverão nortear as pesquisas daqui pra frente, de acordo com os cientistas. Como ele vai mudar as condições ambientais para outros microrganismos marinhos? Será que no ecossistema global do oceano, essa nova comunidade pode afetar organismos maiores? Como eles estão alterando esse ecossistema, e qual é o destino final dessas partículas no oceano? A conferir.
Fonte: Exame

Leia Mais sobre as ilhas de plástico, lixões marinhos do tamanho do estado de Minas Gerais, Espirito Santo e Rio de Janeiro. 

ICMBio rebate afirmação de que a criação de áreas protegidas represente diminuição de áreas agrícolas

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) criticou no dia 12/07/2013 uma série de dados apresentados no último dia 10 pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu. De acordo com a entidade, não há fundamento na afirmação de que a criação de áreas protegidas represente diminuição do tamanho das áreas de produção agrícola.

Em entrevista coletiva, Kátia Abreu, que é senadora pelo PSD do Tocantins, disse que o país corre risco de reduzir em 48,8 milhões de hectares a área de produção agrícola, entre 2011 e 2018, caso sejam mantidas as médias de demarcação de terras indígenas e de unidades de conservação ambiental dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Segundo a senadora, mantendo-se essa média, em 2031, o país terá perdido todas as áreas de produção agrícola e, em 2043, todo o território nacional seria ocupado por unidades de conservação e terras indígenas.

De acordo com o ICMBio, criar unidades de conservação não representa ameaça à produção rural no Brasil, nem tampouco é impedimento para o crescimento da agropecuária, como prova o forte aumento da produção de grãos nos últimos 16 anos. O desafio do setor agrícola deve ser, segundo o instituto, a permanente busca pela eficiência no processo produtivo nas áreas já ocupadas.

A diretoria do ICMBio acrescenta que “todas as atividades econômicas dependem da disponibilidade de água de boa qualidade, a qual está relacionada diretamente ao percentual de cobertura vegetal de uma bacia hidrográfica”, e que os 75 milhões de hectares de áreas protegidas – dos quais 61,43 milhões correspondem a unidades de conservação predominantemente florestais – “prestam inestimáveis serviços ecossistêmicos, com valor incalculável para o equilíbrio do clima e da conservação da biodiversidade, onde já não seria possível a sua conversão em pastos ou lavouras”.

Além disso, parte da produção extrativista brasileira (entre eles, frutos, aromáticos, borrachas, ceras, fibras, gomas, oleaginosos e pescados) foi retirada de reservas extrativistas e de florestas nacionais, a partir do uso sustentável dos recursos naturais feito por mais de 65 mil famílias de extrativistas. Segundo o ICMBio, esse tipo de extrativismo movimentou R$ 3,79 bilhões em 2012.

Por fim, o instituto argumenta que conciliar o crescimento econômico e a conservação ambiental é uma estratégia para o futuro, voltada para a eficiência, a sustentabilidade e a justiça social. E, ao contrário do que diz a senadora, “são as áreas protegidas que sofrem constante pressão para serem convertidas em pasto, lavoura ou expansão urbana”.

Coordenador da campanha Amazônia, pela organização não governamental (ONG) Greenpeace, Márcio Astrini também criticou os números apresentados pela senadora. “São números tendenciosos, até por desconsiderarem a diminuição de ritmo durante o governo Dilma Rousseff, que tem o menor índice de criação de unidades de conservação e de terras indígenas desde o governo militar”, disse Astrin.

Fonte: Agência Brasil - repórter Pedro Peduzzi

Leia na integra o texto da senadora Kátia Abreu:Criação de Unidades Conservação e de terras indígenas pode reduzir PIB em R$ 204,6 bilhões

A senadora Kátia Abreu recebeu do Greenpeace em 08/12/2010, em Cancún, o prêmio “Motosserra de Ouro”
Foto Ivan Castaneira - Estadão

E abaixo alguns trechos do Blog do Greenpeace:Devaneios megalômanos de Kátia - por Nathália Clark

"A pesquisa [apresentada por Kátia Abreu] ressalta que, se mantidas as taxas médias de criação de UCs e TIs das “eras FHC e Lula”, de 2011 a 2018 seriam colocados sob proteção do Estado mais 48,81 milhões de hectares, o que supostamente corresponderia a uma perda de R$ 204,6 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do país em oito anos.
O que não se leva em consideração é que esse processo não é cumulativo. O governo Dilma, por exemplo, criou apenas três UCs, totalizando pouco mais de 44 mil hectares, o número mais baixo em cerca de 20 anos. Situação similar ocorre com relação à expansão da reforma agrária e à homologação de Terras Indígenas, que têm seus processos parados desde o início da atual gestão.
Além disso, há unidades de conservação de uso sustentável, que permitem a produção e o manejo florestal. Mas parece que Kátia desconhece esse setor produtivo – aquele dos pequenos agriculturores e da agricultura familiar. O estudo tampouco analisa que a criação dessas unidades ao longo dos anos ajudou a estancar os desmatamentos ilegais em suas respectivas regiões.
[...]Outro ponto esquecido foi que a criação de áreas protegidas no período abordado não impediu o crescimento do setor agropecuário. Ao contrário, foi exatamente nessa época que os produtores rurais atingiram todo o seu esplendor.
O problema no Brasil hoje, portanto, não é o volume de áreas destinadas à produção – 330 milhões de hectares, segundo o próprio estudo – ou protegidas por lei – 231 milhões de hectares –, mas sim as áreas de terras abandonadas de forma inconsequente pela pecuária extensiva ou pelo plantio de soja. O que se vê, então, é que no Brasil não falta área, mas consciência do uso responsável da terra.

Há cerca de três anos, Kátia Abreu, juntamente com a bancada ruralista do Congresso Nacional, alardeava ao Brasil que, caso o Código Florestal não mudasse radicalmente, a agricultura do país iria falir. Conseguiram o que queriam e o resultado foi a desfiguração do que restava da legislação ambiental brasileira. Uma imensa anistia a criminosos ambientais e o aumento do desmatamento foram os frutos colhidos pela nova lei que rege as florestas do país.
Hoje, os novos alvos do segmento do agronegócio que incentiva o desmatamento são os direitos indígenas e as Unidades de Conservação, últimas barreiras que ainda fazem frente à expansão desenfreada da fronteira agrícola no Brasil. Seguindo o mesmo roteiro, eles defendem que os processos de criação de áreas protegidas precisam ser revistos, caso contrário a economia brasileira e a agricultura irão à bancarrota.
Há um constante clima de chantagem e pressão ruralista a rodear o governo. Apoiados em falácias e números tendenciosos[...].
Na esteira do ataque aos povos indígenas já estão programados ataques aos direitos trabalhistas, ao controle dos agrotóxicos e às regras para compra de terras por estrangeiros. Nos seus sonhos megalômanos, Kátia Abreu quer colocar o país de joelhos à sua agenda. E tudo sob a bênção do governo Dilma. Cabe à presidente do país, então, tomar as rédeas da situação e trazer a senadora de volta ao chão que ela tanto preza.

3 de julho de 2013

Animação: O Homem que plantava árvores (Dublado)

O desenho animado “L’homme qui plantait des arbres” (O homem que plantava árvores, de 1987) foi vencedor do Oscar de Melhor Animação de 1988. Baseado em um conto do romancista francês Jean Giono, de 1953 (há tradução em português disponível), e dirigido por Fréderic Back, o desenho conta a história de Elzéard Bouffier, um pastor de ovelhas silencioso e persistente, que dedicou sua vida ao plantio de milhões de árvores, durante mais de 30 anos, em uma grande área dos Alpes franceses, na região de Provença (não por acaso terra natal do autor). O trabalho silencioso de Bouffier não só deu origem a matas e florestas onde havia um deserto, como modificou toda a paisagem humana da região, trazendo paz e alegria onde antes havia dor, rancor e sofrimento.

A história de Elzéard Bouffier é narrada por um jovem viajante (na voz de Philippe Noiret) e atravessa as duas grandes guerras que devastaram a Europa sem conseguir perturbar, porém, o trabalho diário do pastor. Escrito na década de 50, o conto guarda extraordinária atualidade neste momento onde a crise ambiental assumiu proporções planetárias. E um de seus elementos mais atuais consiste justamente em mostrar os efeitos multiplicadores em uma comunidade humana de um gesto tão simples como plantar uma árvore. Não há nenhuma retórica, nenhum discurso ambientalista explícito no filme que, aliás, é repleto de silêncio. Bouffier trabalha e vive em silêncio. Sabe o que tem que fazer e faz, sem aguardar recompensa, sem nenhuma publicidade. O seu público é unicamente o testemunho do viajante narrador que, mesmo assim, troca apenas umas poucas palavras com ele durante suas visitas.
Descrição do site: RS Urgente

 
História emocionante e um exemplo de como pequenas atitudes mudam o mundo.

Existe também o fato real de um homem que recuperou a vegetação da ilha Majuli ao nordeste da Índia, seu nome é Jadav Payeng e seu trabalho levou 30 anos em uma área equivalente a 540 hectares ou 550 campos de futebol do Maracanã.
A ilha fluvial já sofreu erosões no solo arenoso e 70% dela já ficou alagada devido aos impactos do aquecimento global que afetaram o rio Brahmaputra. Desde 1979 Payeng se preocupava com a precariedade da Ilha e desde então buscava soluções e apoio do governo local para evitar as enchentes e, principalmente, poupar a vida dos animais.”As cobras morreram no calor, sem qualquer cobertura arbórea. Alertei o departamento florestal e perguntei se eles poderiam plantar árvores lá”, relata o indiano.
A única solução encontrada pelas as autoridades era a de plantar bambu. Sem muito sucesso, Payeng disse que chorou debruçado sobre os animais mortos ao ver as tragédias. “Não havia ninguém para me ajudar. Ninguém estava interessado”, desabafa Payeng. O indiano não se conformou e logo procurou alguma alternativa para transformar a situação.
Payeng começou a cuidar da floresta sozinho plantando árvores e vivendo por muito tempo naquele banco de areia até a vegetação crescer e dar forma a floresta de “Molai Khatoni”. Desde os 16 anos, Payeng cuida da ilha, certa vez ele relatou a um jornal indiano que precisou trazer para a ilha algumas formigas vermelhas e outros animais que serviriam de alimento para conservar a vida da fauna local. “Depois de 12 anos, vimos urubus. As aves migratórias, também, começaram a afluir aqui. Cervos e gado atraíram predadores”, afirmou Payeng.
Para Payeng, a natureza tem uma próspera cadeia alimentar e por isso deve ser protegida pelos seres humanos. A história de Payeng é tão impactante que foi tema de um documentário sobre preservação da natureza. Veja o vídeo com áudio em inglês http://www.youtube.com/watch?v=8aR-6-eBK9o.
Fonte: Pensamento Verde
Foto: Hypeness

27 de junho de 2013

Existe extração sustentável do ouro?

Passeando pela web me deparei com esse post no blog Biboca ambiental, e como essa era uma dúvida que eu também tinha, achei interessante e decidi compartilhar aqui.

Existe um método de extração do ouro que não prejudique o meio ambiente e os trabalhadores?

O ouro está presente em joias, equipamentos e na medicina. Os usos do ouro se multiplicam, assim como os problemas ligados à poluição ambiental decorrente da mineração em larga escala.
Os métodos de extração variam de acordo com as características geológicas de cada lugar.
Muitos mineiros realizam suas tarefas em condições precárias e arriscadas. Eles são responsáveis por 10% a 15% da produção mundial desse metal, constituindo 90% da força de trabalho empregada na atividade mineradora.
Às condições de trabalho problemáticas, somam-se os efeitos deletérios da mineração intensiva, não só sobre o meio ambiente, mas sobre os trabalhadores que manuseiam substâncias tóxicas. Entre os desastres ecológicos provocados pela extração não controlada, estão o desmatamento e a poluição dos rios.

Os selos Fairtrade e Fairmined. 

A mineração artesanal e de pequena escala tenta encontrar uma solução para esse problema. A Fairtrade Labelling Organizations (FLO) e a Aliança pela Mineração Responsável (ARM) se uniram para criar uma certificação e assegurar uma metodologia que respeite o meio ambiente e os trabalhadores.
O selo Fairtrade e Fairmined garante que a extração de ouro é livre de produtos químicos que contaminam a terra e prejudicam a saúde dos mineiros, incluindo substâncias tóxicas tradicionalmente utilizadas no processo, como mercúrio e cianureto.

Entre outros pontos, as minas que contam com essa certificação também reconhecem os direitos trabalhistas das mulheres mineiras e proíbem o trabalho infantil. Outros benefícios incluem o pagamento de salários até 10% mais altos que o valor oficial do mercado, e o compromisso de investir no desenvolvimento de projetos que beneficiem a comunidade. Atualmente, a mineração certificada está presente em mais de 55 países.

Muitos trabalhadores da Ásia, África e América Latina adotaram a extração de ouro responsável, mas diversos governos favorecem a extração em grande escala.

Considerando que cerca de 50% da produção de ouro é destinada à fabricação de joias,  o papel do consumidor também é importante. Para que os consumidores saibam em que condições foi extraído o ouro de suas joias, a Aliança pela Mineração Responsável está trabalhando para lançar uma certificação internacional de extração ecológica. Se comerciantes, joalheiros e consumidores se comprometerem a adquirir joias certificadas (ou comprar ouro de forma responsável), estarão contribuindo para solucionar um problema sério.

A auditoria dos sistemas de extração tem vantagens que a tornam recomendável, se quisermos garantir um futuro livre de desastres ecológicos e sociais.

Separei algumas curiosidades e fotos, confira abaixo:

Foto: Correio do Brasil - Pepita de mais de 10 kg encontrada no garimpo de Serra Pelada, no Pará.
Lá também foi encontrada anos atrás uma pepita de ouro de 60 kg (a maior do Brasil), sendo 54kg do minério puro.

Na década de 1980, a antiga mina chegou a ter mais de 80 mil garimpeiros trabalhando ao mesmo tempo, formou-se a chamada corrida do ouro. Estimativas oficiais apontam que, na época, foram extraídas aproximadamente 40 toneladas do metal. No entanto, a conta pode ser maior, pois parte considerável foi vendida clandestinamente.

Em 1987 muitos perderam a vida tentando atingir a cota 190 (altura do nível do mar)  achando que ali 60% ou 70% de todo o material seria ouro puro. A descida foi desenfreada e os barrancos, feitos sem estrutura, desabavam soterrando garimpeiros na própria riqueza que buscavam. Depois desses incidentes houve nova descida que prosseguiu de forma mais racional, menos íngreme em direção ao fundo e mais segura. 

A partir de 1987, quando novamente se aproximavam da cota 190, sabotagens e boicotes se tornaram freqüentes. Diversos motores das bombas de sucção da água foram inutilizados com areia e açúcar em suas engrenagens. A passagem da água criava sulcos nas paredes da cava, aumentando muito o risco de desabamento. Em busca de segurança era preciso derrubar aquelas paredes frágeis dentro do próprio buraco que abriam, para só então recomeçar a cavar. Após muitos dias de trabalho voltavam ao ponto que estavam antes e não passava muito tempo até nova sabotagem ocorrer, exigindo repetir o trabalho. Em 88 se tornou inviável prosseguir com a cava, a extração continuou caindo. Em 1988, foi de 745 kg, e, em 1990, de menos de 250 kg. Em março de 1992 o governo não renovou a autorização de 1984, e o garimpo voltou a ser concessão da Vale.
Em sua parte mais profunda, o lago de Serra Pelada possui 120 metros de profundidade. Acima d'água não difere muito de um lago comum, talvez exceto pela montanha recortada que se projeta morro acima. Abaixo da superfície, depositadas no solo envenenado de mercúrio, estão sobrepostas camadas de ouro, lama, sangue e ganância humana.



Serra Pelada:o formigueiro humano da década de 1980 Foto: Colossus - clique para ampliar.
Devido à recente valorização do ouro no mercado internacional após a crise econômica de 2008-2012, muitos garimpos até então desativados, passaram a ser reabertos. Em 2011, a empresa de mineração canadense Colossus Minerals Inc. se associou à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (COOMIGASP), formando a joint venture Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), que irá explorar de forma mecanizada o ouro de Serra Pelada a partir de 2013. No entanto os garimpeiros não estão satisfeitos com a atual gestão da COOMIGASP e desconfiados da empresa Colossus como se pode ver no site da Associação  de  Defesa do Patrimonio dos Garimpeiros Sócios Coomigasp (ADEPAG)

Foto: Rafael Nogueira - Garimpeiro em Morretes-PR
No caso do ouro de aluvião, aquele que  se encontra no sedimento dos rios, a retirada do metal requer técnicas manuais (como a bateia) e a separação de outras substâncias como fragmentos de areia e rochas. Nessa técnica de separação Os garimpeiros jogam o mercúrio junto do aurífero, o mercúrio se une ao ouro formando um amálgama (união do mercúrio com o ouro) que é muito denso e fica depositado no fundo da bateia, enquanto outros sedimentos são levados pelo rio. Depois esse amálgama é  aquecido em altas temperaturas; o mercúrio que tem ponto de ebulição mais baixo se volatiliza (vaporiza); concomitantemente, ocorre a fusão entre as partículas do ouro, no fundo do recipiente. O excesso de mercúrio usado no processo de amalgamação é lançado diretamente no rio. Tanto o mercúrio metálico perdido durante o processo de amalgamação, como o mercúrio vaporizado (posteriormente inalado) durante a queima da amálgama para a separação do ouro, são altamente prejudiciais à vida. As maiores sequelas pela intoxicação por mercúrio se dão no sistema nervoso, podendo levar à perda da coordenação motora; se ingerido ou inalado por grávidas, haverá a possibilidade de geração de fetos deformados.
Essa substância entra na cadeia alimentar da população da região através da ingestão do mercúrio pelos peixes e posteriormente da ingestão dos peixes pela população, além da utilização da água do rio para uso doméstico e utilização na agricultura local. Fonte: Portal do Professor - MEC
Dados do Garimpo do Eldorado do Juma, em Apuí - AM, estimam que uma tonelada do material já foi retirada desde 2006. A quantia chega a R$ 97 milhões. O metal é encontrado desde a Cordilheira dos Andes até a região sul do Estado, nos municípios de Novo Aripuanã, Apuí e Maués.
A exploração do metal atraiu mais 8 mil pessoas no auge do chamado garimpo Eldorado do Juma, em 2006, logo após ter sido descoberto, tomando uma área de cerca de 10 mil hectares. 
Ao longo do rio Madeira existem entre 1,2 mil e 1,3 mil balsas que também praticam atividades garimpeiras mas o garimpo do Eldorado do Juma é o único processo licenciado pela cooperativa dos garimpeiros. Porém não se pode dizer exatamente que seja uma pratica sustentável pois a resolução 011/2012, aprovada em junho/2012 pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente do Amazonas (CEMAAM) libera o uso de mercúrio nas atividade de lavra garimpeira de ouro no Estado do Amazonas. 
Veja porque o mercúrio é usado na mineração de ouro no site O Eco.
Foto e Fonte: Discovery Ajuda
Desde 2004 a iniciativa global Aliança pela Mineração Responsável (ARM) trabalha para melhorar a qualidade de vida e a distribuição de renda dos denominados Garimpeiros Artesanais de Pequena Escala (MAPE), por meio da aplicação de práticas sociais, ambientais e trabalhistas mais justas e igualitárias.

Fundada em Quito por um grupo internacional de mineiros comunitários, ambientalistas, empresários e especialistas em certificação provenientes da Colômbia, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Holanda, Mongólia, Peru, Sri Lanka e Inglaterra, a ARM ajuda garimpeiros artesanais a desempenhar sua atividade de maneira digna e responsável.

Desde sua criação, a Aliança pela Mineração Responsável busca replicar esse modelo e inserir os produtores no mercado de metais e minerais certificados com o selo Fairmined.

Entre as organizações mineradoras de ouro certificadas na América Latina, podemos citar a Cooperativa Minera Aurífera Cotapata, da Bolívia; Coodmilla La Llanada, Cumbitara e Oro Verde, da Colômbia; Cooperativa Bella Rica, do Equador; Aurelsa, Cuatro Horas, Macdesa e Associação de Mulheres Garimpeiras Nueva Esperanza, do Peru. Veja mais associados em http://communitymining.org/en/about-arm/stakeholder-alliance

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