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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

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A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

22 de março de 2014

DYI luminária com cúpula de cano PVC

Encontrei o passo-a-passo dessa luminária linda no blog do ELO7, confira:


Para este projeto, a criação de luminárias pendentes feitas de PVC e sobras de tecido, convidamos a estilista Francine Lacerda (da Francine Lacerda criações têxteis) e seu marido Evê Andrade. O casal é adepto do movimento DIY ( faça você mesmo) em seu lar e adora colocar a mão na massa,  reaproveitando objetos para criar decorações inusitadas. O último projeto foi uma luminária de teto feita com tubos de PVC. “A ideia surgiu após uma reforma que fizemos no banheiro. Ao ver os tubos que iam acabar no lixo, visualizamos uma nova luminária. Foi super fácil, rápido e para nossa surpresa ficou muito bonito.”

Materiais necessários:

  • cano de PVC de 4 polegadas de diâmetro por 30 cm de comprimento. Pode ser comprado em casa de material para construção. Porém o casal alerta: “É facilmente achado sobras e pedaços novos em caçambas em frente de prédios em construção.”
  • 1 metro de fio paralelo com capa branca (redondo).
  • soquete de louça.
  • pedaço de madeira da largura interna do cano.
  • canopla de iluminação (encontrada em casa de material elétrico ou iluminação).
  • três parafusos pequenos para madeira.
  • pedaço de tecido de 34 cm x 35 cm (não muito grosso).
  • cola branca, tesoura, pincel, estilete e chave de fenda.


Como fazer:
Com ajuda de uma faca ou estilete, ‘abra’ o fio paralelo por 5 cm (ou o suficiente para passar o toquinho ao meio) e descasque as pontas. Prenda as pontas descascadas no soquete, passe o toquinho pelo meio e parafuse o soquete na madeira. Se quiser, prenda o fio na madeira com um grampo de tapeceiro.
Parafuse o pedaço de madeira no cano de PVC a aproximadamente 3cm da borda do cano.
Passe a cola branca com o pincel por toda a superfície do cano. Cole o tecido encapando e esticando bem, deixando 2cm de sobra para cada lado. Faça movimentos para fora com as mãos para o tecido não enrugar. Lembre-se de passar cola na sobra de tecido e espere secar bem para o tecido endurecer. Depois de seco, retire o excesso com um estilete.
Agora passe o fio pela canopla e é só instalar a sua luminária! Projeto pronto.
Dica importante: use lâmpada tipo eletrônica, que além de economizar, não esquenta o cano de PVC, que com calor excessivo pode deformar. Tome nota!

9 de fevereiro de 2014

Havia um rio aqui...

Há um tempo atrás escutei um debate em que diziam que os rios nas cidades eram considerados problemas pois viravam esgoto a céu aberto e, em geral, no entorno deles se instalavam favelas. Para esconder o problema, ao invés de resolver a questão da poluição, os governantes preferiram canalizar a grande maioria dos rios e córregos, criar ruas em cima deles, nascentes foram degradadas. Os rios maiores foram transpostos conforme a vontade do homem e do que ele considera progresso, como resultado vemos muitos rios diminuírem sua vazão, áreas secas e em épocas de chuvas vários focos de alagamento.
Apesar de muito se falar da importância da água, a sociedade pouco tem discutido o tratamento que está sendo dado aos nossos tão preciosos rios! 

Reproduzo abaixo esse texto da querida Luma Rosa do Blog Luz de Luma, yes party! 

Chuvas de verão. Saudades?


Enquanto lia o texto "Sagrada Gota" da Monica Othero onde ela diz das mudanças de um certo rio que antes era caudaloso e hoje é um rabisco de rio, lembrei-me de alguns rios da minha infância que praticamente viraram córregos.

Acho que todos vocês conhecem a mesma trajetória de vida de um rio, pois não há cidade que eu visite, que algum morador venha contar do outrora grande rio que passava por ali. Para onde foram as águas desses rios?

Na minha cidade natal havia o Rio Mandu, que antes da inauguração dos Clubes Campestres, era a dor de cabeça para muitos pais na época do verão. Esse mesmo rio, em época das cheias provocava muitas enchentes. O Rio foi drenado, foi desviado para a construção de uma avenida e foram criados diques. Atualmente, cadê suas águas? O Rio secou e os diques estão lá para conter água nenhuma.

O Rio Mandu desemboca no Rio Sapucaí Mirim. Esse rio era capaz de sugar os aventureiros nadadores em seus redemoinhos. Foi ali que aprendi a nadar, após o naufrágio da canoa em que estava - eu era bem pequena e meus irmãos balançaram a canoa propositalmente até que ela virasse: "Assim ela aprende a nadar...", disse meu irmão. Faltava-nos  juízo!

Perto dali meu pai mantinha um rancho de pescaria e foi nesse mesmo lugar que aprendi a nadar, que meu pai perdeu um amigo que se afogou... Desse rio sumiram os peixes - lambaris, mandis, piaparas, curimbatas, entre outros, também por causa das dragas de exploração de areia; ele desbarrancou e agora quase que se nivela ao nível da terra.

Depois de tanto estrago e de ter perdido muito terreno nas beiradas dos rios, a Marinha (Operativa) do Brasil, vem exigir mais quinhão de terra dos proprietários de terras onde passam os rios, além é claro, do que o Ibama exige do que seja destinado para as reservas ambientais dentro ou fora da propriedade de terra rural. Independe se é no lugar onde as terras estão registradas, pois se atrapalha a lavoura, o agricultor pode comprar um terreno para fazer uma reserva florestal para o governo. Haveria de ser assim para condomínios de prédios e casas - uma fatia para plantar árvores frutíferas - Coisa que o governo deveria fazer no passado antes de fechar os olhos para o desmatamento.

Entra ano e sai ano, com a temporada de chuvas também é inaugurada uma temporada de tragédias. Foi-se o tempo em que o barulhinho da chuva era algo relaxante. E as águas da chuva pedem passagem, mas por qual caminho, se não existem mais os rios? A natureza segue seu curso e se os rios foram deflorados, ela invade as cidades. Simples assim.

REQUIEM POR UM RIO MORTO

Eu caminho lento
porque a estrada se fez mínima.
As pedras são fantasmas,
as árvores, monstros esquálidos,
com os braços já raquíticos
tentando, num abraço fúnebre,
parar um só vivente...
Sou eu...

Eu caminho lento
porque desabou o céu.
Os astros fundiram-se
numa poeira cósmica
que sufoca, impertinente,
um só vivente...
Sou eu...

A estrada fez-se mínima.
Sem pressa...
Sem medo...
Encontro-me na imensa necrópole
de um só túmulo.
Cova rasa,
cova grande,
cova pobre
de um morto universal.
Sem uma prece...
Sem uma flor...
Sem uma lágrima...

Prece?...
O som rouquenho
de gargantas metálicas
a vomitar, intermitente,
a alquimia digerida
de monstros distantes.

Flor?...
A brancura química
de espuma informe e fétida
que passeia, irreverente,
pelo dorso frio
deste morto universal.

Lágrima?...
Quisera eu chorá-la:
Uma lágrima imensa
que purificasse a mácula
deste morto milenar.
Uma lágrima que fosse o bálsamo divino
milagre novo de vida.

Prece?...
Eu quisera gritar agora...
Rolar pedras de todos os túmulos...
Desafiar as forças cósmicas...
Desrespeitar todas as leis físicas...
Desvendar todos os mistérios...
Invocar a divindade bíblica:
- Lázaro, levanta e anda!

- Meu Paraíba,
Rio de todos nós
Meu cadáver universal
Vive e deixe-nos viver!


Poema do Professor Antonio Maciel (in memorian), declamado por ocasião da "Missa in memorian a um Rio Morto", em 20 de setembro de 1981, na Ponte sobre o Rio Paraíba, em Caçapava, SP e posteriormente publicado nos "Cadernos das Faculdades Integradas Teresa D'Ávila / Lorena / Santo André" - n° 12.

Imaginam quantos poemas em memória dos rios poderíamos escrever? 

Progresso nem sempre quer dizer "qualidade de vida". Devemos repensar se realmente queremos indústrias e mais indústrias consumindo nossas águas e escaldando nossos solos de dejetos. Pois já não temos mais chuvas em uma época em que se inaugurava as chuvas de verão. Teremos que fazer a dança da chuva? Os reservatórios estão em baixa e muitas cidades na região Sudeste estão sem água e isso tende a se alastrar.

6ºC Essa é a previsão de aumento da temperatura média do Brasil até o final do século, a mesma variação registrado no Rio ao longo do mês de Janeiro.

Por duas vezes, no último mês, tive que tomar soro no hospital. Talvez se eu fosse mais gordinha, tivesse maior concentração de água no corpo e não me sentisse tão mal. O nosso corpo interage com o ambiente e a situação que estamos vivendo nos últimos dois meses, no mínimo serve de treinamento para o que virá.

O mundo não acabará com as mudanças climáticas, mas ficará bastante desagradável viver na terra. Desagradável não é nada se comparado ao que acontecerá na África, no Nordeste do Brasil e na Ásia. Insuportável será a seca, a fome por causa das plantações destruídas e os apagões, como os que aconteceram nessa semana que serão mais frequentes.

No Brasil, apenas 6% do total do volume de água que temos, estão em ótimas condições de uso e temos 12% de toda a água doce do planeta, levando em consideração que olhando a terra de cima, temos apenas 25% de água doce, o resto da água da terra é salgada. Vale dizer que 80% da nossa água se encontra na Amazônia e lá moram apenas 5% da população brasileira.

Você sabia que para produzir 1 xícara de café são necessários 140 litros de água? Sim, existe um processo até o café chegar pertinho de você. A carne de boi é vilã, pois consome a cada quilograma, 15.500 litros de água.

Não conseguimos economizar água e energia no presente, que dirá para o futuro, mas se existe uma poupança, ela deve ser feita contra o desperdício. Pense antes de comprar, pense no quanto de lixo você produz. Pense no peso das suas ações.

Sugestão de Leitura: "Lembranças de um Rio" - Texto do amigo blogueiro Vitorio Nani. #Superindico!!
Luma Rosa


Rios ocultos

Você Sabia que em São Paulo há mais de 300 córregos e riachos oficiais, mas a equipe do Projeto Rios e Ruas estima que esse numero é no mínimo o dobro, os paulistanos não os vêem porque a partir de 1930, com a intensificação da industrialização de São Paulo, os rios foram gradativamente cedendo lugar para as ruas e os automóveis. Como é proibido erguer um prédio em cima de um rio, para evitar a contaminação do lençol freático, a maioria fica sob o asfalto. O geógrafo Luiz de Campos Jr, um dos idealizadores do projeto, garante que nenhum paulistano mora a mais de 200 metros de um curso d’água.
Infográfico da Veja http://veja.abril.com.br/multimidia/infograficos/rios-de-sao-paulo
O projeto organiza explorações pela metrópole com o objetivo de caçar essas águas enterradas vivas. Uma rua sinuosa, vielas, esquinas com muitos bueiros, paredes marcadas por enchentes são alguns indícios de que, naquele lugar, pode existir um rio. Leia mais a respeito em Tem um rio no meio do caminho - Veja.
Uma das expedições que participei em Julho/2012 com o projeto Rios e Ruas e Virada Sustentável ao Córrego Verde na Vila Madalena, um dos poucos lugares onde pode ser visto (perto do Beco do Batman), a maior parte está canalizada. No local costumam ocorrer muitas enchentes. Existe um projeto de parque linear para recuperar o espaço da nascente e drenar as águas das chuvas evitando enchentes. Conheça melhor o projeto deste parque linear através desse aquivo em PDF. Foto de arquivo pessoal.



O maior desastre natural causado pelo homem devido a transposição de rios

Situado entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, na Ásia Central, o Mar de Aral já foi o quarto maior mar interior da Terra, com 66 mil quilômetros quadrados. O desvio das águas dos rios Amu Daria e Sir Daria para projetos de irrigação das plantações de algodão, a partir de 1939 pelo governo da extinta União Soviética, consumiu 90% da água que chegava ao Aral, reduzindo-o a um terço do tamanho original. O que era fundo do mar transformou-se em deserto, com sérios impactos sobre a economia da região, especialmente a pesqueira. A população ainda tem que conviver com doenças resultantes das toneladas de área, sal e pesticidas espalhadas pelos ventos.
No Brasil vemos atualmente a transposição do Rio São Francisco onde está sendo gasto bilhões, mas pouco se estudou a respeito dos impactos ambientais e sociais. Há barragens entregues onde sequer se chega a água até o momento e os danos que estão sendo causados por essa obra são considerados irreversíveis. A WWF fez um estudo, disponível para download em inglês na homepage da organização (www.wwf.org.br), onde se dedica a descrever sete projetos de transposição já implantados, em implantação ou em discussão pelo mundo. À transposição do Rio São Francisco são dedicadas três páginas, onde são analisados argumentos favoráveis e contrários ao projeto. Apesar disso, o estudo da WWF é categórico ao afirmar que obras de transposição são sempre muito caras, trazem impactos negativos ao meio ambiente, comprometem fluxos naturais de rios e a capacidade dos cursos d’água de promover os usos múltiplos de recursos hídricos nas bacias doadoras de água, como abastecimento, navegação e irrigação.

8 de fevereiro de 2014

Brasil fiscaliza agrotóxico só em 13 alimentos, enquanto EUA e Europa analisam 300

ANDREA FREITAS, CLARICE SPITZ E ELIANE OLIVEIRA
Publicado: 30/01/14 - 7h00 Via O Globo

RIO E BRASÍLIA - Num momento em que se disseminam os benefícios de uma alimentação saudável, com frutas, verduras e legumes, especialistas alertam para os riscos dessa opção. Isso porque, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, mas a fiscalização é falha. De 2002 a 2012, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190%. O setor movimentou US$ 10,5 bilhões, em 2013, ano de ouro para a agropecuária, que teve supersafra e preços de commodities em alta. A análise dos alimentos que vão à mesa do consumidor, porém, é bem restrita. No último relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 2012, foram analisadas 3.293 amostras de apenas 13 alimentos - 5% do que é avaliado por EUA e Europa. Desses, o resultado de apenas sete foram publicados até agora.
Nos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), e na Europa, a European Food Safety Authority (EFSA), analisam cerca de 300 tipos de alimentos por ano, inclusive industrializados. No Brasil, produtos como carnes, leite, ovos e industrializados não são sequer pesquisados, apesar de especialistas alertarem que eles podem estar contaminados por agrotóxico.

A Anvisa confirmou que, em 2012, só 13 alimentos foram monitorados, mas informou que a tendência é de expansão do número de culturas. O enfoque do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, explicou, são os itens mais consumidos pela população e importantes na cesta básica. Segundo a Anvisa, o milho está sendo monitorado desde 2012 na forma de fubá, e o trigo passou a ser monitorado na forma de farinha desde 2013, mas o resultado ainda não foi divulgado.
Registro não tem prazo de validade

Dos 50 ingredientes ativos mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia

A falta de fiscalização de agrotóxicos faz parte da série “No país do faz de conta”, iniciada no domingo pelo GLOBO. Hoje, 434 ingredientes ativos e 2.400 formulações de agrotóxicos estão registrados nos ministérios da Saúde, da Agricultura (Mapa) e do Meio Ambiente e são permitidos. Dos 50 mais utilizados nas lavouras, 22 são proibidos na União Europeia. Mato Grosso é o maior consumidor, com quase 20%, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O contrabando, sobretudo via Paraguai e Uruguai, de produtos de origem chinesa, sem controle dos aditivos, representa outro problema. E o uso ilegal de agrotóxicos preocupa. O DTT, proibido em todo o mundo, foi achado em 2013 na Amazônia, usado por empresas, segundo o Ibama, para acelerar a devastação de áreas.
Ação da Policia Federal em Uruguaiana/RS em 20/08/2013, foram apreendidos aproximadamente 500 litros e 15 kg de agrotóxicos contrabandeados. Foto Site da Polícia Federal

Sobre os 22 defensivos proibidos, os técnicos da Anvisa explicam que, no país, o registro de agrotóxico não tem prazo de validade. Uma vez concedido, só pode ser retirado ou alterado após reavaliação que mostre mudança no perfil de segurança do produto. A agência iniciou processo de reavaliação em 2008 que resultou, até agora, no banimento de quatro produtos e no reenquadramento de dois.

O custo dos agrotóxicos à saúde é grande. Segundo o professor Fernando Carneiro, da Universidade Brasília, a cada US$ 1 gasto em agrotóxico, há um custo de US$ 1,28 em atendimento ao intoxicado.
- A intoxicação aguda afeta o trabalhador rural e o da fábrica. A crônica atinge o consumidor, que fica mais exposto a doenças como câncer e alterações metabólicas. O Mapa e as secretarias de agricultura têm dinheiro para monitorar e vigiar gado por causa da exportação. Quando se fala em agrotóxicos, não há estrutura nem fiscais.

Para a professora Karen Friedrich, do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, da Fiocruz, a fiscalização na carne que chega aos lares deveria ser iniciada o quanto antes:
- A contaminação deve ocorrer em industrializados, como molho de tomate e suco em caixa.
Karen diz que é preciso que os municípios e estados atuem onde ocorre a contaminação e que falta investimento para ampliar a análise, embora a Anvisa “faça milagre com o que dispõe".

Para os trabalhadores rurais, o cenário de fiscalização também é de restrições. Cerca de um quarto das fazendas recenseadas no país em 2006, ou 1.376.217, declaravam usar agrotóxicos. Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado do Rio, no ano passado foram autuadas 420 das 680 propriedades rurais fluminenses por irregularidades envolvendo agrotóxicos. Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, critica:
- Num país onde o clima favorece parasitas e pragas danosas, não há fiscalização. Há 60 anos acompanho a agricultura e é tudo muito mal feito, papo-furado, ilusões. Se dependermos da ação do governo, estamos num mato sem cachorro.

Para governo, lei é rígida e moderna
O coordenador geral de agrotóxicos e afins do Mapa, Júlio Sérgio Brito, assegura que o sistema de controle é tão avançado quanto os dos principais países do mundo. Segundo Brito, a legislação é "rígida, moderna e profunda". Para ser aprovado para uso agrícola, explica, o produto é avaliado sob os pontos de vista agronômico, de saúde e ambiental.
Eloisa Dutra Caldas, professora de Toxicologia da UnB, diz que o problema está no fato de haver resíduos de agrotóxicos em produtos para os quais seu uso não está autorizado:
- Cerca de 50% das mais de 14 mil amostras analisadas por Anvisa e Mapa até 2010 continham resíduos de pesticidas. Este percentual não é muito diferente do encontrado no resto do mundo.

Henrique Mazotini, presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav), no entanto, reconhece que há desvios:
- Aqui falta gente e infraestrutura. Além disso, o Brasil sucateou sua extensão rural e falta orientação técnica aos produtores.

Frequentadores da feira livre da Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, se mostram preocupados. O aposentado José Barbosa gostaria de saber quais agrotóxicos incidem sobre os alimentos:
- Deveria haver mais informações sobre a produção. Principalmente no caso do morango, que é uma fruta mais sensível, com uma casquinha fina, que absorve muita coisa.
A indústria de defensivos rebate o argumento de que há risco à saúde. O agrônomo Guilherme Guimarães, da Associação Nacional de Defesa Vegetal, diz que a segurança alimentar do consumidor é testada pelos órgãos que liberam os produtos. Quanto ao fato de que o Brasil ainda tem agrotóxicos já banidos no exterior, ele diz que isso se deve ao clima e a adversidades.
O Ibama diz que aplicou R$ 14,5 milhões em multa em 2013, a maior parte na apreensão de produtos ilegais importados.

19 de dezembro de 2013

Por um Natal mais sustentável

“As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes (...). Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.”
Cecília Meireles (1901-1964)

Não se deixe levar pelo consumismo desenfreado que a mídia estimula no Natal, seja consciente e sustentável.


Separei algumas dicas do Green Nation para se aproveitar o Natal sem se deixar levar pelos excessos da festividade e contribuindo com o meio ambiente:

Decoração
Escolha uma árvore com raiz para replantar. Assim, você vai utilizá-la novamente no próximo ano. Outra opção é fazer a sua própria árvore, utilizando garrafas, embalagens, tampinhas, latas de alumínio, entre outras;
Evite as árvores artificiais, que geralmente são feitas à base de plástico ou vinil, derivados do petróleo. Geralmente, elas contêm chumbo, o que significa um gasto significativo de energia na sua produção e um potencial foco de poluição;
Reaproveite os enfeites de Natal antigos e, na compra de novos, prefira os artesanais ou feitos de materiais recicláveis. Valorize uma cooperativa de artesanato, adquirindo um presépio artesanal, com peças de cerâmica, madeira, tecido, fibras etc. Chame seu filho para ajudar nessa tarefa - conforme as crianças crescem, cada enfeite traz lembranças das comemorações que passaram juntos;
Restrinja as luzes à árvore de Natal, e dê preferência para lâmpadas de baixo consumo. Não esqueça, também, de apagá-las antes de dormir. Os outros ambientes podem ganhar uma iluminação com velas ecológicas feitas com ceras vegetais derivadas de palma, girassol, soja e arroz (alternativa à parafina, derivada do petróleo);
Outra opção é confeccionar os próprios enfeites, com cartões antigos e materiais naturais (ráfia, palha, retalhos, tecido, pedaços de lã). Fotos de árvores nacionais e animais podem servir de belos ornamentos para a sua árvore;
Enfeite a casa com potes de flores e plantas, que além de não prejudicarem a camada de ozônio, podem ser replantadas;
Coloque frutas tropicais e secas, castanhas-do-pará e de caju em potes de vidro transparentes, e decore a sua mesa e a sala de jantar. São “enfeites”, mas podem ser consumidos como sobremesa no fim da ceia.

Cardápio
Para uma ceia de Natal consciente, dê preferência a um cardápio vegetariano. Evite comer e beber em excesso;
As famílias brasileiras desperdiçam, em média, de 20% a 30% dos alimentos que compram. Para evitar desperdícios, planeje antes e compre apenas os alimentos que for usar;
Caso sobre alguma comida para o dia seguinte, aproveite para fazer um novo prato. O panetone, por exemplo, pode virar deliciosas torradas. Confira algumas ideias sobre receita de sobras.
Prepare as refeições com produtos orgânicos (sem agrotóxicos) e cultivados na sua região - que são mais saborosos, nutritivos e saudáveis. De quebra, você ainda ajuda os pequenos agricultores, reduz custos de transporte e o desperdício. Procure reaproveitar as sobras, usando, por exemplo, a carne assada ou o que restou da bacalhoada para preparar bolinhos. Frutas maduras demais podem virar compotas, geléias e recheios para bolo;
Junte todo o óleo de cozinha utilizado na preparação dos alimentos. Depois de frio, coloque esse óleo em uma garrafa pet e leve para reciclagem. Se jogá-lo no ralo, você contribui para a poluição dos rios;
Escolha pratos e copos de porcelana e vidro, além de guardanapos de pano, que podem ser lavados e reutilizados. Evite os descartáveis, que viram lixo;
Economize água e trabalho deixando bacias cheias de água e um pouco de detergente biodegradável ao lado da pia. Coloque copos em uma bacia, talheres em outra. Será muito mais rápido e fácil lavá-los;
Separe para a coleta seletiva os materiais recicláveis, como garrafas PET e latas de alumínio.

Presentes
Controle o impulso consumista. Planeje suas compras e estabeleça um limite de gastos. Faça listas de presentes, enfeites e alimentos;
Reflita bem antes de comprar a prazo. Se necessário, verifique a taxa de juros e analise as prestações. Caso você pague à vista, tente negociar um desconto no preço. Faça uma reserva no seu orçamento para os gastos que possam ocorrer no início de ano;
Brinque de “amigo-oculto ou secreto”, que fortalece a idéia de qualidade, em vez de quantidade;
Faça as compras no comércio local, perto de casa ou do trabalho, onde é possível ir a pé. Produtos de lugares distantes, além de muitas idas aos shoppings, provocam um impacto maior na emissão de CO2. De preferência, combine com amigos ou familiares de irem às compras no mesmo carro;
Escolha produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis ou de comércio justo. Com isso, você apóia a geração de renda em comunidades e respeita a diversidade regional brasileira;
Para presentear crianças e adultos, use a imaginação e dê presentes alternativos. Faça você mesmo alguns de seus presentes ou compre produtos artesanais, feitos por comunidades, cooperativas ou entidades do terceiro setor. Se possível, opte por objetos feitos de materiais reciclados. Diminua também a utilização de embalagens, preferindo as que possam ser reutilizadas. Reflita também sobre a real necessidade de dar presentes materiais. Numa época em que o tempo é um dos bens mais preciosos, aproveite para dedicá-lo a quem você mais gosta;
Alternativas para presentear são vasos de plantas, biscoitos, docinhos, um bolo caseiro.
Dê preferencia a internet para enviar cartões de Natal. Se for enviar por correio, utilize cartões recicláveis ou compre de instituções com projetos sustentáveis;

Ações sociais
Reúna sua família para arrecadar roupas, acessórios, sapatos e alimentos, e doe para instituições de crianças carentes. Dessa forma, você estará organizando o seu armário e ao mesmo tempo ajudando a quem precisa. Dependendo de sua disponibilidade e amor pelas outras pessoas, você pode ir entregar esses presentes pessoalmente para as crianças. Passar um dia com os necessitados além de ser uma experiência extremamente emocionante, pode transformar a sua vida de maneiras boas, ensinando valores que só podem ser apreendidos em situações práticas.
Doe sangue. Hoje no Brasil nós temos apenas 1,9% da população como doadores. A estimativa do Ministério da Saúde é de que se apenas 3% de toda a população do país se tornasse doadora, nos tornariamos auto-suficientes nessa questão. O ato de doar sangue é importante em qualquer época do ano, mas nas festividades que se estendem do Natal até o Carnaval ela é extremamente necessária, pois o número de acidentes e a necessidade de transfusões aumenta em níveis sérios.

Embalagens
Na hora das compras, evite as sacolas plásticas, que são feitas com resina sintética, (originada do petróleo) - material que leva muito tempo para se decompor na natureza. Se necessário, acondicione suas compras em caixas grandes de papelão;
Fique atento ao excesso de embalagens de presentes. Sacos feitos com retalhos e caixas com tampas são pacotes que, depois, podem ganhar outra finalidade. Apenas um laço de fita colorida envolvendo o presente pode substituir o papel;
Para as crianças, uma boa idéia é colocar todos os produtos, etiquetados com o nome do presenteado, em uma grande caixa de papelão fechada com uma fita;
Quando for usar papel de embrulho, prefira os artesanais e feitos com material reciclado;
Guarde os embrulhos e papéis de presentes para reutilizá-los em outras situações. Muitos podem ser temáticos, mas a maioria desses papéis podem ser reaproveitados na entrega de outros presentes. Além disso, se eles estiverem danificados, separe-os e envie para os destinos certos da reciclagem.

Aproveitem as festas, Feliz Natal!

7 de dezembro de 2013

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Essa quarta-feira, 04/12/2013, participei de um encontro com blogueiros no Rio de Janeiro no qual conhecemos as inovações que a Rede Ipiranga vêm implantando tanto em novos postos quanto na reforma de alguns já existentes, tornando-os Ecoeficientes, ou seja, visando o uso eficiente dos recursos naturais. Leia abaixo como foi esse encontro:

Ipiranga expande os Postos Ecoeficientes e apresenta o case de sucesso a blogueiros

Eficiência e economia foram as palavras-chave da palestra “Postos Ecoeficientes: Pergunta lá no Posto Ipiranga - Conheça o case brasileiro pioneiro de melhor prática de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável” realizada na última quarta (4), no Rio de Janeiro. A rede Ipiranga reuniu blogueiros do segmento de arquitetura e sustentabilidade para apresentar o case pioneiro em melhores práticas de Ecoeficiência e Competitividade Sustentável: o Posto Ecoeficiente. Luiz Athayde Kauer e Fabiano Dagfal, Gerente e Coordenador da área de Desenvolvimento, Engenharia e Arquitetura da Ipiranga, apresentaram os detalhes do projeto e realizaram, juntamente com os participantes, uma visita ao primeiro Posto Ecoeficiente, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.
Atualmente com 750 unidades no Brasil, entre inaugurados e em construção, os postos Ecoeficientes fazem a gestão de energia, água, resíduos e materiais, realizada desde a construção até a fase de operação. A iniciativa, uma das principais da empresa voltadas para a sustentabilidade, atraiu atenção internacional e se tornou objeto de estudo da Boston University School of Management, nos Estados Unidos. A instituição americana pretende destacar os diferenciais inovadores do projeto, com o objetivo de aprimorar e dar continuidade à iniciativa. 
“O projeto vai sempre se renovando. Com o avanço das tecnologias e as novas descobertas, outras formas de gerar menos impacto e colaborar com o ambiente no qual vivemos vão aparecendo. Desta forma, vamos incorporar, cada vez mais, novas ferramentas para esta ecoeficiência”, informou Luiz Athayde Kauer.
“Hoje, as crianças aprendem lições de sustentabilidade nas escolas. Em um futuro muito próximo, eles serão os consumidores e este grupo terá uma preocupação muito maior com o ambiente, valorizando produtos e empresas que tomam iniciativas de proteger o planeta”, completou Fabiano Dagfal.
Visita ao primeiro Posto Ecoeficiente do Rio de Janeiro, localizado na Lagoa Rodrigo de Freitas
Conheça melhor cada processo utilizado no Posto Ecoeficiente:
Gestão da Água: os itens que promovem redução no consumo de água englobam coleta da água da chuva, reuso de água da lavagem de veículos, instalação de torneiras e chuveiros  de fechamento automático e diminuição de consumo de água nas descargas dos vasos sanitários.
Iluminação: foram desenvolvidas soluções para um melhor aproveitamento da luz natural, integrando-a com a artificial, além de se utilizar lâmpadas e luminárias mais eficientes, e sensores de presença para evitar o desperdício de energia.
Condicionamento de ar: um conjunto de ações contribuiu para reduzir a carga térmica do ar condicionado e ainda melhorar a qualidade dos ambientes. Entre essas ações estão: sistema de exaustão do calor proveniente dos refrigeradores, elementos sombreadores,  vidro especial  e isolamento térmico nas paredes e forro.
Gestão de Materiais e Métodos Construtivos: utiliza-se o Sistema Light Steel Framing na edificação, que é modular, com estrutura em aço 100% reciclável, gerando bem menos resíduo. Para a cobertura da pista de abastecimento, utiliza-se um sistema de camada única, onde a telha metálica faz também o papel do forro, totalmente aparafusado, sem uso de solda. Utilizam-se também materiais que impactam menos o meio ambiente em sua produção, aplicação e descarte, como tinta a base de água e madeira certificada. 
Gestão de Resíduos: dar o destino correto ao lixo que for gerado tanto na construção quanto na operação, via coleta seletiva. 
Mais curiosidades:
Em relação à construção convencional da edificação do posto, o uso de concreto é 80% menor.
A redução de tempo na obra de um Posto Ecoeficiente Ipiranga em relação a uma obra convencional é de 50%.
A redução de resíduos gerados é de 40% em relação a uma obra convencional.
A água da chuva é tratada e aproveitada em descargas sanitárias, rega de jardins e lavagem de para-brisas. Esse sistema é capaz de reduzir o consumo de água em até 30%. Há um sistema de reuso de água da lavagem que reduz o consumo em aproximadamente 70%.  A combinação entre os dois sistemas pode até zerar o consumo de água com lavagem.
Para mais informações sobre os Postos Ecoeficientes, acesse o site: http://bit.ly/1bOUfYJ

Minhas considerações

Porque achei o projeto atraente?

Não se trata apenas de fazer alguns postos para dar uma imagem positiva à marca. Eles realmente estão investindo muito em pesquisas e melhorias para fazer com que os Postos Ecoeficientes sejam viáveis, replicáveis (com um payback atraente para os revendedores) e cada vez mais sustentáveis. Estão em andamento pesquisas e testes para a segunda fase do projeto chamado de "Postos Ecoeficientes II" que inclui a utilização de lâmpadas de LED, sistema construtivo racional, certificação de edificação sustentável Leed e Procel. Essas pesquisas estão sendo feitas em parceira com as universidades UFRJ, USP e UFSC e possui uma unidade teste na Ilha do Governador/RJ.
Entre as questões ambientais há vários pontos fortes, citarei por exemplo os tanques subterrâneos com parede dupla, onde se acaso houver o inicio de um vazamento na primeira parede, será ativado um sensor avisando a existência do vazamento para que sejam tomadas providências, minimizando muito as possibilidades de contaminação do solo. Também o sistema de construção Light Steel Framing gera pouquíssimos resíduos e, se acaso o posto deixar de existir, permite a reutilização e reciclagem da edificação (Clique e veja o comparativo do LSF e alvenaria).
Há um benefício social neste projeto, pois durante a execução dele nas regiões sudeste e nordeste foram treinadas 83 empresas, atingindo cerca de 300 pessoas que foram capacitadas a trabalhar com um novo modelo de construção, ampliando seus currículos. Os funcionários que trabalham nos Postos Ecoeficientes, chamados de VIP - Vendedor Ipiranga de Pista, recebem treinamento específico e aprendem a importância da separação de resíduos sólidos, economia de água, energia entre outras práticas existentes no posto. No futuro é possível que os postos tenham ações socioambientais com a comunidade no entorno.
Há outros pontos muito importantes a serem mencionados, mas você pode ler e ver alguns vídeos explicando mais a respeito de cada assunto no site http://www.ipiranga.com.br/wps/portal/portalipiranga/postosipiranga/posto%20ecoeficiente.

3 de dezembro de 2013

Vídeo sobre reciclagem de PET

Vejam esse vídeo institucional da ABIPET -  Associação Brasileira da Indústria do PET que é ótimo para se utilizar em palestras e aulas sobre o assunto de reciclagem do PET. Mostra a importância da reciclagem, como é o processo e os produtos produzidos. É muito interessante, assistam abaixo:


2 de outubro de 2013

Hora de meditar

Há um tempo atrás conheci o Tumblr É sustentável, mas é horrível que publica fotos de reaproveitamento no mínimo estranhas (apesar que tem algumas poucas que acho fofas) e fiquei pensando que tem gente que quer fazer um artesanato sustentável, mas o resultado é um acumulo de lixo dentro de casa. Nestes casos seria melhor se o material se tivesse sido destinado a reciclagem e a pessoa comprasse um produto feito com material reciclado de cooperativas ou comerciantes locais.

Ainda pensando na questão de acumulo de materiais dentro de casa lembrei de um texto de Cristina Pilan Oliveira que fala sobre como arrumar sua casa e melhorar a energia que ela emana utilizando técnicas do Feng Shui. Ser sustentável não é ser mulambento e o acumulo de coisas sem valor também pode significar um transtorno psicológico chamado Síndrome de Diógenes.

*O Feng Shui é uma arte milenar para organizar a vida do ser humano, criado na China há mais de cinco mil anos. Sua função é favorecer uma vida saudável, atrair abundancia, prosperidade, harmonia para o casal, para a família e sucesso em todos os aspectos da vida. O segredo está em harmonizar essa energia pela casa, pois isso irá trazer boas vibrações para a conquista dos sonhos pessoais.
De acordo com o Feng Shui o nosso ambiente conta uma história, então se mudarmos os elementos deste ambiente de forma correta poderemos mudar a nossa história de forma positiva.

Para saber mais sobre o Feng Shui selecionei um slideshow que você pode ver nesse link.

Abaixo o texto que havia publicado em um blog antigo chamado Mensagens para o Coração

EM HARMONIA - de Cristina Pilan Oliveira

Agradeça tudo de bom que a vida tem lhe tem proporcionado. Realize um desejo.
Reorganize seu lar, ele é o seu paraíso na terra, deve ser sempre abençoado para ser transformado em um recanto de paz.
Limpe os armários, desfaça-se do que não usa, desfazendo-se do velho, além de ajudar um irmão necessitado, também estará abrindo espaço para a entrada de algo novo, evite usar toalhas e lençóis rasgados, além de utensílios trincados. Tire os novos das embalagens, utilize o que tem de melhor.
Enquanto arruma a casa, lembre-se dos momentos felizes, coloque fotografias da família unida e feliz.
Mantenha a cozinha sempre limpa e organizada, pois a cozinha é o lugar sagrado onde vão ser preparados os alimentos.
Espalhe flores e frutas pelo local. (Na quantidade que será consumida para evitar desperdícios)
Faça sua oração antes de preparar a refeição. Faça um prato especial para todos os que ama e que também a amam muito. Pense em harmonia e paz.
O lixo possui muita energia negativa. Evite seu acúmulo. (E separe-o corretamente para reciclagem)
Enquanto transforma seu cantinho em um lugar especial e acolhedor, aproveite para harmonizar-se interiormente.
Perdoe-se, procure esquecer o que passou, programe-se para a felicidade cultivando pensamento positivos, você tem esse direito!
Nunca duvide de sua capacidade.
Imagine sempre acontecimentos agradáveis, abrace seus familiares e amigos.
Peça que o seu Anjo da Guarda vá na sua frente e prepare seu caminho. Ame, respeite e valorize essa pessoa perfeita e maravilhosa que você é. Agradeça a vida e sinta-se renovada a cada dia.
Lembre-se sempre: Você nasceu para ser feliz!

30 de setembro de 2013

Cemitério de carros na Bélgica

Essas centenas de carros fazem parte da paisagem de uma floresta em Ardennes, perto da vila de Chatillon na Bélgica.

Eles pertenciam a homens norte-americanos que estavam em serviço no país durante a 2º guerra mundial. Após a guerra, eles foram responsáveis ​​por trazer seus veículos de volta aos EUA. Muitos deles não podiam se dar ao luxo de fazer isso, de modo que os carros foram levados para uma clareira na floresta, deixaram-nos escondidos lá.

Segundo o Jornal Daily Mail foram localizados 4 "cemitérios" com 100 a 150 carros cada, totalizando cerca de 500 carros.
A maioria dos carros haviam sido fabricados na Europa ou Estados Unidos nos anos cinquenta e sessenta, e um dos cemitérios continham carros dos anos sessenta aos oitenta, que leva a crer que soldados do pós-guerra que continuaram no país também descartaram seus carros ali.


Fonte Daily Mail: Tropas americanas em uma cidade belga, em 1944, depois de defendê-los de uma ofensiva alemã.
Veja no vídeo abaixo mais imagens:

Update
Segundo o site Lameuse.be as informações do Daily Mail estão incorretas e um informante anônimo disse que os carros são de canadenses que foram trabalhar em Marvilhe em massa e eram ricos, por isso a grande quantidade de carros fabricados depois dos anos 50. O site informa que o pai do proprietário do terreno que forneceu os carros aos trabalhadores e, quando estes retornaram, os carros foram estacionados e abandonados nessa clareira. Afirma também que o dono do terreno foi notificado há dois anos para remover as carcaças e hoje em dia só há neste local pneus e detritos. Muitos colecionadores no entanto conseguiram resgatar peças que faltavam em seu veiculo das carcaças.

26 de setembro de 2013

Dicas para reciclar e reaproveitar materiais do dia-a-dia

Por E-cycle
De acordo com o Instituto GEA, são coletados diariamente 14 milhões de quilos de lixo apenas na cidade de São Paulo, e a quantidade só vem aumentando. Por isso, é muito importante o desenvolvimento de programas de reciclagem por parte do governo, mas também com a colaboração da população. A iniciativa começa em casa e você tem muitas possibilidades para ajudar no combate contra o acúmulo de lixo. Entenda mais sobre os problemas do desperdício:

Papel 

Problemas do Desperdício
Além da quantidade de árvores necessária para sua produção, seu desperdício pode gerar muitos problemas, como: servir de combustível para incêndios incontroláveis; liberação de dioxinas e metais provindos das tintas e revestimentos.
Dicas e Alternativas
* Use sempre os dois lados do papel
* Imprima só quando necessário, e procure sempre revisar os textos antes de imprimir
* Prefira o papel reciclado
* Use como rascunho os papéis que são entregues na rua
* Separe os papéis, caixas e embalagens de papel para reciclagem

Plástico

Problemas do Desperdício
O plástico, apesar de ser um material altamente utilizado e muito prático no nosso dia a dia, é um material que produz altos impactos do início ao fim. Difícil de ser compactado, esse material ocupa muito espaço em aterros, além disso, possui um processo lento de degradação e decomposição, podendo durar mais de 100 anos. E a sua queima provoca a liberação de uma fumaça tóxica.
Dicas e Alternativas
* Compre apenas sacolas plásticas recicladas
* Reutilize ao máximo e evite jogar no lixo sacolas e/ou embalagens plásticas. Potes ou garrafas podem ser usadas como contêineres para alimentos e bebidas
* Separe sempre o material para reciclagem

Vidro

Problemas do Desperdício
É necessário sempre tomar cuidado em seu descarte, pois pode causar danos aos coletores de lixo. Não polui o solo, água ou ar, e não se decompõe e nem se desfaz na queima, podendo apenas derreter. Na maioria dos incineradores, é necessário a triagem dos vidros para evitar problemas operacionais.
Dicas e Alternativas
* Reutilizar sempre que possível
* O vidro é 100% reciclável, isto é, uma garrafa de vidro pode se transformar em outra garrafa novinha sem perda de qualidade. Recicle sempre e procure separar vidros coloridos de vidros transparentes.

Metal

Problemas do Desperdício
Material de decomposição lenta e que ocupa muito espaço. A queima contamina as cinzas que podem se tornar tóxicas devido à concentração de metais. Além disso, não reduz muito o volume.
Dicas e Alternativas
* Recicle, mas fique atento na hora de separar, pois latas que continham produtos tóxicos, como tintas, não podem ser colocadas na reciclagem com outros tipos de embalagens de metais. E procure lavar bem os materiais.

Lixo Orgânico

Problemas do Desperdício
Atrai animais e insetos, e produz gases em seu processo de decomposição. Quando compactado, esse processo é mais lento.
Dicas e Alternativas
* A solução é compostagem, devolvendo assim os nutrientes para o solo. Reutilize como adubo para seu jardim.
* Evite também cozinhar ou comprar comida em excesso, estando sempre atento aos prazos de validade.

Têxteis

Problemas do Desperdício
A queima de poliéster, carpetes e tapetes de nylon, e vestimentas de plástico (como sapatos) pode produzir fumaças tóxicas.
Dicas e Alternativas
* Reuse (Veja ideias para reaproveitar camisetas velhas)
* Doe para quem precisa

Móveis

Problemas do Desperdício
Armazenamento de móveis pode atrair ratos que carregam doenças.  
Dicas e Alternativas
* Reuse e use sua criatividade para renová-lo
* Doe para quem precisa

Resíduos domésticos perigosos (tintas, pesticidas, herbicidas, querosene, acetona, vernizes, detergentes, medicamentos, produtos de limpeza, etc.)

Problemas do Desperdício
São tóxicos, poluem solo, água e ar. Em reação, podem causar incêndios e explosões. Deve-se ter cuidado no manuseio, pois são substâncias que podem ser prejudiciais à saúde.  
Dicas e Alternativas
* Sempre faça o devido uso desses materiais, e  fique atento a alertas de produto inflamável, corrosivo, tóxico ou explosivo
* Separe do lixo comum
* Procure utilizar os menos tóxicos (em geral, a base de água)

Eletrodomésticos

Problemas do Desperdício
São volumosos e dificilmente compactados. Em geral, são feitos de metal e não podem ser queimados. Alguns modelos mais antigos contêm freon, gás a base de clorofluorcarbonos (CFCs), que são prejudiciais à camada atmosférica e à saúde.
Dicas e Alternativas
* Doe para quem precisa
* Separe e recicle como material de sucata
* O freon deve ser removido por um técnico qualificado

Eletrônicos

Problemas do Desperdício
Contêm metais pesados e produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente.
Dicas e Alternativas
* Reutilize
* Doe para quem precisa
* Procure centros que coletem este tipo de material

Óleos (carros e máquinas)

Problemas do Desperdício
Óleos usados contêm metais e tóxicos, podendo poluir águas subterrâneas e de superfície. Sem os devidos cuidados, podem causar incêndios, e se não forem queimados propriamente, podem poluir de ar, produzindo também fumaça nociva.
Dicas e Alternativas
* A resolução da CONAMA nº 362/2005, art. 17, inciso II garante a todo consumidor o direito de exigir do revendedor do qual comprou o óleo lubrificante que este efetue gratuitamente a troca do óleo, em instalações adequadas e licenciadas pelo órgão ambiental competente. Para saber como descartar esses tipos de óleos apropriadamente clique aqui.

Construção e Demolição

Problemas do Desperdício
O descarte inapropriado do entulho, isto é, restos de construção, causa problemas para a qualidade da vida urbana como transporte, enchentes e proliferação de doenças.
Dicas e Alternativas
* Reaproveite ao máximo
* Doe o material para quem precisa
* Recicle! 90% do entulho pode ser reciclado e reaproveitado para novas construções

Carros velhos e baterias

Problemas do Desperdício
Carros abandonados ocupam muito espaço, são caros para o transporte e reciclagem. As baterias corroem, liberando metais pesados e ácidos, e sua queima pode criar gás venenoso, outros fluídos podem também contaminar águas subterrâneas. E os pneus acumulam água que atraem mosquitos transmissores de doenças.
Dicas e Alternativas
* Doe
* Repare
* Venda as partes e separe metais para reciclagem
* Retire baterias, fluídos e pneus e procure lugares que recolham esses tipos de materiais.

Para localizar o posto de reciclagem mais próximo de sua casa o site ecycle disponibilizou a busca por CEP, consulte em http://www.ecycle.com.br/postos/reciclagem.php.

13 de agosto de 2013

A história e importância da amamentação

Esse post faz parte da 2º edição da blogagem coletiva Porque sou ativista da Amamentação? promovido pelo blog Desabafo de Mãe a convite do blog Luz de Luma

Eu ainda não sou mãe, mas sou ativista da amamentação e agradeço minha mãe por ter cedido até por mais tempo do que o necessário (até meus 2 anos e meio) seu leite materno. Hoje em dia estou esbanjando saúde! Em contrapartida quando minha irmã caçula nasceu minha mãe estava com problemas de saúde e não pode amamentá-la da mesma forma, e vi ela passar grande parte da infância sendo internada por problemas respiratórios, infecções, com tendência a obesidade. Claro que há outros fatores que contribuíram para o desenvolvimento desses problemas de saúde, obviamente eu também fiquei doente algumas vezes como toda criança, mas a minha recuperação sempre foi rápida.
O leite materno confere ao recém nascido a imunidade inicial, pois ao sair do útero da mãe ele começa a ser colonizado pelas bactérias tão comuns em nosso corpo. Quando o bebê ingere o leite materno, está ingerindo juntamente Imunoglobulinas e outras células de proteção da mãe. Essa proteção inicial ajuda também a evitar doenças alérgicas. Quer proteger seu filho, então amamente-o!
Há quem reclame da questão estética, mas posso garantir que minha mãe em seus 50 e poucos anos e após 3 filhos ainda está "inteirona" !
E como o blog fala sobre sustentabilidade vou citar a blogueira Ana Cláudia Bessa do blog Futuro do Presente que diz o porque de o aleitamento materno ser também uma condição básica para ser uma mãe sustentável: “Posso listar uma série de benefícios: o leite materno não precisa de embalagem, o que não gera resíduos ao meio ambiente; não gasta energia elétrica para ser aquecido, pois vem na temperatura ideal; economiza água, utilizada num processo industrial para produzir leite e a embalagem; vem na quantidade certa, o que evita desperdícios, e as sobras podem ser doadas a bancos de leite; e evita o consumo de mamadeiras plásticas” - Update

Fatos e dados históricos sobre as mulheres e a amamentação

Artefatos arquelógicos comprovam que as mulheres sempre procuraram substitutos ao aleitamento materno, não sabemos os motivos e causas para essa procura mas há registros de uso da mamadeira pelos gregos e italianos datados de 4.000 A.C. A partir do século XVI sabe-se através de diários particulares que as mulheres amamentavam seus filhos, mas no século XVII a situação mudou: as crianças passaram a ser consideradas seres imperfeitos, gerados pelo pecado original e por isso desprezadas e até mesmo abandonadas. A rainha Victoria (1819 - 1901) que teve nove filhos, achava a amamentação no seio nojenta e dizia que era a "ruína" das mulheres refinadas.
Instituiu-se por toda Europa entre as mulheres de classe alta o costume de enviar seus filhos para serem amamentados por amas-de-leite, costume que chegou ao Brasil na época de colonização. Logo as escravas negras ama-de-leite influenciaram essa alimentação ao incluir na dieta das crianças alimentos semi-sólidos.
Em meados do século XVIII,a mortalidade infantil cresceu em toda Europa e foi justificada pelos sanitaristas pela entrega das crianças aos cuidados das amas-de-leite, começou-se a tentar abolir este costume. O médico inglês Cadogan defendia o aleitamento natural, fixando horários regulares durante 24 horas, para as mamadas, que deveriam ser em número de quatro apenas, iniciando assim, a rigidez de horários para o aleitamento materno, que ainda hoje é seguido por algumas mulheres. Mas muitas mulheres ainda recusavam-se a amamentar e médico inglês Underwood faz em 1784 a primeira recomendação para se utilizar o leite de vaca ao invés do leite humano.
As transformações sociais, econômicas, científicas e políticas ocorridas no século XVIII ao XIX passaram a recolocar as mulheres como cuidadoras e responsáveis pela sobrevivência da prole. Acreditava-se que toda mulher é anatomicamente e fisiologicamente capacitada para amamentar seus filhos. Nesse contexto surgiu a noção de “leite fraco” no início do século XX como justificativa para desmame, argumento que era reconhecido cientificamente, que não tornava as mulheres culpadas pelo fracasso na amamentação diante da sociedade e dos profissionais de saúde e que é usado até hoje.
Com a descoberta, em 1838, que o leite de vaca era mais rico em proteína do que o leite materno, o discurso em favor do leite de vaca passou a prevalecer nas questões sobre nutrição. A partir daí, as descobertas do leite condensado, da evaporação do leite de cabra e o estudo da composição do leite humano favoreceram a produção do leite artificial e, nas primeiras décadas do século XX, as indústrias americanas já se destacavam na produção do substituto do leite materno.
No período de 1961 a 1973 o desmame precoce, associado a outros fatores como a má nutrição infantil, elevaram a taxa de mortalidade infantil em até 45% em nosso país. Desde então houve diversos movimentos para incentivar a retomada do aleitamento materno e em 1981 o governo implantou o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno seguido posteriormente de outras ações como: início da implantação da Rede de Bancos de Leite Humano (1985); modificação na Constituição Brasileira em 1988, ampliando para 120 dias a licença maternidade, (atualmente ampliada para 180 dias - sancionada pelo governo federal em 2008) e garantindo ao pai o direito a cinco dias de licença paternidade; aprovação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, a World Alliance for Breastfeeding Action (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) cria em 1992 a comemoração da Semana Mundial do Aleitamento Materno ; a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro lança em em 1999 a Iniciativa Unidade Básica Amiga da Amamentação (IUBAAM), recebendo em seguida, investimentos do Ministério da Saúde, para aperfeiçoar e viabilizar a sua implementação em todo o país. Em 2008 foi lançado pelo Ministério da Saúde o projeto Rede Amamenta Brasil, também voltada para a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno na rede de atenção básica.
Com essas políticas e programas o tempo médio de aleitamento materno que em 1970 era de de 2.5 meses, de acordo com a última pesquisa do Ministério da Saúde, aumentou um mês e meio de 1999 a 2008, passando de 296 para 342 dias (11 meses). Segundo a pesquisa 41% das crianças menores de seis meses recebem exclusivamente leite materno e 67% mamam na primeira hora de vida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente recomenda o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e a amamentação complementar até os 2 anos.
Em 2013, o Ministério da Saúde promete investir R$ 7 milhões em procedimentos realizados pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Outros R$ 746 mil devem ser utilizados para a construção de cinco novos bancos de leite e R$ 3,9 milhões para a reforma de 53 unidades.

Resumo do artigo: O aleitamento materno enquanto uma prática construída. Reflexões acerca da evolução histórica da amamentação e desmame precoce no Brasil
Autores: Monteiro J.C.D., Nakano A.M.S., Gomes F.A. Revista Investigación y Educación en Enfermería 2011;29(2): 315 - 321

"Tão importante quanto amamentar seu bebê é ter alguém que escute você" Slogan da campanha da amamentação realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
A ação pretende destacar a importância da capacitação de profissionais para atender mães em todo Brasil e garantir o aleitamento até os 2 anos. Ela tem como padrinhos o ator Marcelo Serrado e a esposa, Roberta Rodrigues, pais dos gêmeos Guilherme e Felipe.

A importância da amamentação

A amamentação exclusiva até o 6 meses é a estratégia mais eficaz na redução da mortalidade infantil. Estima-se que ações de promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável sejam capazes de diminuir, respectivamente, em até 13% e 6% a ocorrência de mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
Segue abaixo alguns itens selecionados pela revista Crescer sobre os benefícios da amamentação:

Amamentar seu filho só faz bem!
1. Fácil de ser digerido, o leite materno provoca menos cólicas nos bebês.


2. Colabora para a formação do sistema imunológico da criança, previne alergias, obesidade e intolerância ao glúten.
3. Contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos.
4. O momento da amamentação aumenta o vínculo entre mãe e filho e colabora para que a criança se relacione melhor com outras pessoas.
5. Previne a anemia.


6. A sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê.
7. O ômega 3, presente no leite materno, ajuda no desenvolvimento e crescimento dos prematuros nos primeiros meses de vida.
8. Ajuda no desprendimento da placenta, contribuindo para a volta do útero ao tamanho normal. Com isso, também evita o sangramento excessivo e, consequentemente, que a mãe sofra de anemia.
9. Protege a mãe contra o câncer de mama e de ovário.
10. Amamentar reduz o risco de a mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes) após a gravidez, inclusive para aquela que teve diabetes gestacional.


11. A amamentação dá às mães as sensações de bem-estar, de realização, e também ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia (mas dá uma fome...).
12. É de graça, natural, prático, e não desperdiça recursos naturais.
13. Está sempre pronto para ser transportado e ingerido (não precisa nem aquecer).
14. Protege a mãe contra doenças cardiovasculares no futuro.
15. Bebês que mamam exclusivamente no peito até os seis meses têm menos risco de desenvolver asma e artrite reumatoide e recebem uma proteína que combate vírus e bactérias do trato gastrointestinal.
16. Além de todos esses, é durante a amamentação, naquele momento só seu e dele, a cada trocar de olhar, que o vínculo vai se formando para sempre! Aproveite!

5 de agosto de 2013

Os insetos podem ser a principal fonte de alimentação no futuro

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) começou a incentivar, oficialmente, a inclusão de insetos na dieta, hábito chamado de entomofagia e em 13/05/2013 lançou um programa com o objetivo de incentivar a criação de insetos pra combater a fome.

O motivo desse incentivo é que a organização estima que até 2050 o consumo global de carne deverá dobrar, mas esse alimento se tornará mais caro e raro, a ponto de ganhar status de item de luxo. Atualmente a criação de animais de corte tradicionais já ocupa dois terços das terras disponíveis para produzir alimentos. Alimentá-los também é um problema futuro: o frango consome 2,2 quilos de alimentos para adquirir 1 quilo de proteína animal, o porco (3,6 quilos), o carneiro (6,3 quilos) e a vaca (7,7 quilos), em comparação os grilos consomem apenas 1,7 quilo de alimento. Estudos têm demonstrado que a “carne” dos insetos contém quantidades de proteínas e lipídeos satisfatórias e são ricas em vitaminas, principalmente a B, e minerais, como ferro e cálcio.  Por exemplo, a formiga da espécie Atta cephalotes (tanajura) possui mais proteínas (42,59 %) do que a carne de frango (23 %) ou bovina (20 %).
Bombons são feitos com farinha de inseto pela empresa francesa Micronutris
Atualmente no Oriente há vários povos se alimentam de gafanhotos; certos nativos africanos comem formigas, cupins, larvas de besouros, lagartas e gafanhotos. No Ocidente, a maioria dos relatos sobre o hábito de se alimentar de insetos refere-se a tribos indígenas.
O México é o país do continente americano com mais relatos na literatura sobre insetos comestíveis, já tendo sido registradas mais de 500 espécies. No caso do Brasil, apesar da pouca divulgação para o público em geral, ao redor de 100 espécies de insetos já são utilizadas como alimento, especialmente por povos indígenas, a mais comum é a formiga tanajura, que é um alimento relativamente tradicional em áreas do interior de Minas Gerais e do Nordeste, em forma de farofa. Outro inseto conhecido é a larva do besouro Pachymerus nucleorum , que se instala dentro de frutos, e que por isso também é conhecida como “larva do coquinho”. Seu consumo faz parte de brincadeiras na zona rural e de treinamentos de sobrevivência na selva.. Se formos considerar vários grupos étnicos em todo o mundo, quase 1.800 espécies de insetos já foram relatadas como comestíveis.

Pão de queijo recheado com larvas (Foto: Eraldo Costa Neto/G1)
No Brasil a empresa Nutrinsecta é especializada na produção de insetos para a alimentação de animais. Como os insetos são tratados em um ambiente limpo e saudável, a empresa acredita que não há nenhum empecilho para o consumo humano. Com a orientação da FAO, a empresa espera que o mercado cresça e se prepara para atender a uma possível demanda. No entanto seu pedido realizado em 2012 para obter a licença no Ministério da Agricultura de comercialização desse tipo de produto até a data atual não obteve resposta. Mas a Nutrinsecta já está montando um quiosque para degustação na fábrica de insetos, em Betim (MG). A empresa contratou um chef de Santa Catarina especialmente para desenvolver pratos como grilo coberto de chocolate –”parece um Bis”–, insetos à milanesa, ou misturados ao macarrão, como um yakisoba. “As crianças que visitam o nosso projeto sempre pedem para experimentar”, diz Gilberto Schickler, sócio da Nutrinsecta e zootecnista.

Desse prato nunca comerei
Agora para aqueles que ficaram com nojo e alegaram que nunca comerão insetos, saiba de um que consumimos diariamente em iogurtes, sorvetes, bolachas e uma serie de alimentos industrializados: A Cochonilha (Dactylopius Coccus) que é um inseto mexicano.
O uso deste corante se popularizou ao descobrir-se  o potencial cancerígeno dos corantes artificiais vermelhos.
Nas embalagens dos produtos seu nome é descrito como Corante natural vermelho 40; Corante Natural Carmim de Cochonilha; INS 120; Corante Natural Ácido Carmínico; Em cosméticos, pode aparecer como CI 7547. São necessários cerca de 70.000 insetos esmagados e fervidos para produzir apenas 450 gramas deste corante.

Há pedaços de inseto na sua comida
É praticamente inevitável que, ao longo de todas as etapas de produção de um alimento industrializado (colheita, processamento, embalagem, etc), ele acabe sendo contaminado por fragmentos de inseto. Tanto é que, no ano passado, a Anvisa publicou uma Consulta Pública para debater limites toleráveis para eles. O documento sugere o seguinte: máximo de 10 fragmentos de inseto a cada 100 g de molho de tomate ou 100 g de chocolate, e até 60 pedaços de inseto em 25 g de café torrado. O padrão ainda está sendo estudado. "Hoje, a legislação brasileira não aceita nenhum pedaço de inseto na comida", informa a Anvisa. Mas os insetos na comida são uma realidade - e você já deve ter ingerido centenas de fragmentos deles sem saber. Fonte: Superinteressante

O site da Micronutris lista 10 motivos para você incluir esses bichinhos na sua dieta. Confira:
  1. Eles são um alimento rico em proteínas e pobres em gordura;
  2. Eles têm qualidades nutricionais importantes e são fontes de vitaminas;
  3. Os insetos são a chave para alimentar os 9 bilhões de habitantes da Terra em 2050;
  4. O impacto ambiental de sua criação é mínimo, emitindo 78 vezes menos CO2 que a criação de bois ou 310 vezes menos CO2 que a criação de porcos;
  5. Eles são uma fonte mais segura de nutrição, já que não desenvolvem as mesmas doenças que nós, humanos;
  6. A criação de insetos é a mais eficiente. 10 kg de alimentos geram 9 kg de insetos ou 1 kg de carne bovina;
  7. Os insetos são uma alternativa à criação intensiva de animais;
  8. A criação de insetos ajuda a manter a biodiversidade;
  9. Os insetos apresentam uma ampla variedade de gostos de formas, com milhares de opções para o consumo;
  10. O consumo de insetos é uma prática antiga. Aristóteles era fã dos bichinhos;

Preparado para provar essas iguarias?

Viscoso, mas gostoso!

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