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Lixões no Oceano

Há pelo menos 5 ilhas de lixo no oceano e uma delas tem tamanho equivalente aos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos! Clique e saiba mais.

Veja a lista de 8 incríveis lagos rosas do planeta

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal.

O tabagismo e os danos ele que causa à saúde e ao meio ambiente

A fumaça e as bitucas jogadas no chão podem causar danos ao meio ambiente, como a contaminação da água, que pode ocorrer caso a nicotina e as substâncias presentes no alcatrão atinjam lençóis freáticos, rios e lagos

Faça um comedouro para passáros com materiais simples

Clique e veja mais dicas de reaproveitamento.

A importância dos alimentos orgânicos

Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes. Nutricionista explica qual a sua importância no nosso dia-a-dia.

3 de abril de 2013

Ideias para uma casa mais sustentável


Com algumas intervenções é possível planejar melhor os ambientes de um imóvel e implantar soluções que reduzem em até 30% os gastos mensais com a conta de água e energia elétrica.

Com um investimento de cerca de R$ 15 mil, é possível instalar aquecedor solar e melhorar os sistemas hidráulico e de iluminação. Segundo especialistas, esse investimento se paga em até três anos com a economia que ele gera.

Na questão da iluminação, a troca de janelas por modelos maiores, por exemplo, facilita a entrada da luz natural, além de promover a circulação do ar e manter a qualidade do ambiente.

Já nos imóveis mais antigos é possível instalar telhas translúcidas – de vidro ou plástico –, que aproveitam melhor a iluminação natural. “A cor da tinta que você utiliza para pintar os ambientes também interfere para aquecer ou esfriar os cômodos. Além disso, os materiais podem ser modificados. Se o ambiente é muito quente e possui chão de madeira, a troca por materiais de cerâmica ajuda a esfriar”, exemplifica a engenheira civil Margolaine Giacchini.

Plantar grama no telhado também pode parecer uma ideia estranha, mas a instalação do chamado telhado verde ajuda a manter a qualidade térmica do imóvel, diminuindo gastos com aquecimento ou ar condicionado. O sistema ainda possibilita a filtragem da água da chuva que pode ser utilizada na lavagem de áreas externas ou nos vasos sanitários.

O sistema é formado por um conjunto de caixas com plantas dispostas por toda a laje que ajuda na captação da água da chuva e na manutenção térmica do imóvel.

“O sistema com cisternas chega a coletar até 180 litros por metro quadrado. O custo para implantar este sistema não é muito diferente do telhado convencional. Fica entre R$ 80 a R$ 140 o metro quadrado”, aponta o presidente da Ecotelhados, João Manuel Linck.

Aquecimento solar

Apesar do custo elevado – entre R$ 6 mil a R$ 30 mil –, o aquecedor solar de água é um investimento que consegue reduzir em até 80% o gasto com energia. Segundo Sérgio Carnascialli, representante da empresa Aquamec, um imóvel que receba uma boa incidência (sem sombras constantes) pode instalar as placas de captação. “Em cima da residência instalamos o ‘boiler’, onde será armazenada a água aquecida. O sistema aquece água, que pode ser usada em tudo, no chuveiro, na cozinha ou até em uma piscina”, explica.

Veja alguns dispositivos que podem ajudá-lo a reduzir em até 30% o consumo de energia e de água na sua residência. Os produtos podem ser encontrados em lojas de material de construção e casas especializadas.

Arejadores de torneira: peça instalada nas torneiras de banheiros e cozinhas que insere ar na água, aumentando seu volume. Junto com o restritor de vazão, chega a reduzir em 30% o consumo de água. Custo: de R$8 a R$ 25 (Em alguns casos, as torneiras já possuem o arejador e o valor sobe de acordo com a marca do produto).
Lâmpadas LED: com até 25 mil horas de duração, as lâmpadas em LED consomem menos energia que as lâmpadas incandescentes. São mais caras que as lâmpadas comuns, mas representam maior economia no longo prazo. Custo: de R$ 20 a R$ 70.
Restritor de vazão: o dispositivo aumenta a pressão da água e regula a vazão e pode ser instalado em torneiras e chuveiros. Pode reduzir o consumo de 15 litros para 8 litros por minuto. Custo: de R$ 0,50 a R$ 10. Em alguns chuveiros o restritor já vem instalado.
Válvula de descarga de duplo fluxo: Regula o volume de água necessário para a descarga sanitária. Pode reduzir em até quatro vezes o consumo. Custo: de R$12 a R$ 100 (o valor varia se a válvula vem acompanhada da caixa acoplada).

Publicado em 19/09/2012 | AMANDA MILLÉO, Especial para a GAZETA DO POVO

2 de abril de 2013

Você sabe quais são as práticas da marca que você consome?



No Paquistão, comunidades rurais informam que a Nestlé está engarrafando e vendendo a preciosa água subterrânea local, deixando vilas e aldeias sem acesso água potável. Em 2009, a Kraft foi acusada de comprar carne bovina de fornecedores brasileiros que desmatam a Amazônia para criar gado. Por sua vez, a Coca-Cola enfrenta acusações de trabalho infantil em sua cadeia de fornecimento nas Filipinas.
Infelizmente, essas acusações não são incomuns. Por mais de 100 anos, as mais poderosas empresas de alimentos e bebidas do mundo contaram com terras e mão-de-obra baratas para produzir com baixo custo e obter grandes lucros. Muitas vezes esse lucros foram obtidos às custas do meio ambiente e de comunidades mundo afora e contribuíram para a crise do sistema alimentar.
Hoje, um terço da população mundial depende da agricultura de pequena escala para sobreviver. Embora a agricultura produza hoje alimentos mais do que suficientes para todos, um terço desta produção é desperdiçado, 5 mais de 1,4 bilhão de pessoas está acima do peso e quase 900 milhões vão dormir com fome todas as noites.
A grande maioria dos que passam fome é constituída de agricultores familiares, agricultores de pequena escala e trabalhadores rurais que fornecem alimentos nutritivos para 2 a 3 bilhões de pessoas no mundo, sendo que até 60% de trabalhadores rurais vivem na pobreza. Ao mesmo tempo, as mudanças nos padrões climáticos devido às emissões de gases de efeito estufa – grande porcentagem deles provenientes da produção agrícola – estão tornando a própria agricultura uma atividade cada vez mais incerta.
Assim começa o texto do sumário no relatório do projeto Por Trás das Marcas.

Por Trás das Marcas é parte da Campanha Cresça, da Oxfam, que busca construir um mundo em que todas as pessoas tenham comida suficiente para se alimentar bem. Hoje, cerca de 1 a cada 8 pessoas no planeta passa fome. Infelizmente, a maior parte dessas pessoas é composta por produtores ou trabalhadores rurais que trabalham para produzir alimentos e suprir a demanda mundial por comida – mas não tem nem mesmo como alimentar a suas famílias.

As maiores indústrias de alimentos e bebidas do mundo têm enorme influência sobre o sistema de produção e distribuição de alimentos. Por isso, as políticas dessas empresas determinam como os alimentos são produzidos, a maneira como os recursos são usados e em que medida os benefícios chegam aos milhões de marginalizados na base de suas cadeias de fornecimento.

A campanha Por Trás das Marcas, da Oxfam, quer levar às pessoas que compram e consomem esses produtos as informações necessárias para exigir que as 10 Grandes empresas se responsabilizem pelo que acontece em suas cadeias de fornecimento.

Ao montar um ranking de avaliação totalmente baseado em informações públicas sobre as políticas dessas empresas, fizemos a seguinte pergunta: “O que elas estão fazendo para combater as desigualdades no campo?”

O Ranking avalia sete temas com igual peso. São eles:
  1. Transparência corporativa
  2. Gênero: trabalhadoras rurais e produtoras em pequena escala na cadeia de suprimento
  3. Trabalhadores e trabalhadoras rurais na cadeia de suprimento
  4. Agricultores familiares e de pequena escala produzindo as commodities
  5. Terras: direitos e acesso à terra, bem como seu uso sustentável
  6. Água: direitos e acesso aos recursos hídricos e uso sustentável da água
  7. Clima: redução das emissões de gases de efeito estufa e ajuda aos agricultores para adaptação às mudanças climáticas

E como você pode ajudar?

Globalmente, os consumidores têm buscado fazer escolhas de acordo com os seus valores e querem saber mais sobre as empresas detentoras das marcas que compram. A Oxfam continuará trabalhando com pessoas do mundo todo – no Facebook, no Twitter e pessoalmente, para pressionar essas empresas a fazer mais para garantir que todos nós tenhamos o suficiente para comer hoje e no futuro.

É muito interessante conhecer o RANKING, e descobrir o comprometimento (ou a falta de…) que muitas marcas importantes tem com os objetivos válidos da Oxfam.

http://www.behindthebrands.org/pt-br

1 de abril de 2013

The Meatrix


É um vídeo do YouTube bem legal, que ilustra o sistema de produção de "carne" vigente no Brasil e no mundo. Esse  é o vídeo The Meatrix 1, ainda tem a continuação, a parte 2 e parte 3. Vejam!
Abraços...

27 de março de 2013

Contra protestos, governo envia Força Nacional a Belo Monte


Notícia de ((o))Eco em 26 de Março de 2013

Discretamente, o governo publicou ontem(25/03/2013) no Diário Oficial autorização para o envio da Força Nacional a Belo Monte e assim evitar que manifestantes invadam o canteiro de obras e paralise a construção da usina (portaria nº 1.035). A ordem foi dada pelo Ministério da Justiça. Se necessário, o prazo 90 dias de permanência da tropa poderá ser prorrogado.

O envio de tropas para garantir os trabalhos foi um pedido do ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, em resposta à ocupação do canteiro de obras do sítio de Pimentel, na quinta-feira passada (21) quando ribeirinhos e lideranças indígenas paralisavam pela oitava vez os canteiros.

A portaria do Ministério da Justiça, assinada pelo ministro José Eduardo Cardozo, autoriza o uso da Força Nacional “para o fim de garantir incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades atinentes ao Ministério de Minas e Energia”.

Em fevereiro, funcionário de Belo Monte foi flagrado espionando reunião do “Movimento Xingu Vivo para Sempre”. A ONG descobriu que o espião que se passava por operário era contratado do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) para levantar informações sobre possíveis lideranças operárias e  ajudar a coibir movimentos de greves.



Leia Também
Ministério Público divulga 15 processos contra Belo Monte
WWF lista os pecados ambientais de Belo Monte

25 de março de 2013

Conheça 8 fascinantes lagos cor-de-rosa do mundo

Os lagos rosas têm se popularizado entre turistas e fotógrafos do mundo. Sua cor impressionante ocorre graças a presença de microalgas como a Dunaliella salina que vive em locais com altos níveis de concentração de sal. Microalgas, ou bactérias como ela, produzem um pigmento nesse tom que absorve e utiliza a luz solar para criar mais energia, deixando a água em tom rosa. Esse pigmento é o beta-caroteno, muito utilizado na industria farmacêutica como corante alimentar e fonte de vitamina A.
No entanto devido a alta concentração de sal presente na água, que é prejudicial à pele, é recomendado passar manteiga de karité em todo o corpo antes de se aventurar nesses lagos.

Confira abaixo a lista de 8 lagos com essa característica impressionante:

1. Lago Hillier, Austrália

Lago Hillier está situado em Middle Island, a maior das ilhas e ilhotas que compõem o arquipélago de Recherche, na Austrália Ocidental. O comprimento do lago é de cerca de 600 m
Uma estreita faixa de terra coberta por vegetação e dunas de areia o separa do oceano. 


2. Lago Retba, Senegal

Lago Retba ou Lac Rose é assim chamado por suas águas cor-de-rosa, causada pela presença da Dunaliella salina na água. A cor é particularmente visível durante a estação seca. O lago também é conhecido por seu alto teor de sal (cerca de 40%) que, como no do Mar Morto, permite que as pessoas flutuem facilmente.
O lago também tem uma pequena indústria de coleta de sal. Muitos trabalhadores tem jornada de 6 a 7 horas por dia no lago. A fim de proteger a pele, eles esfregam nela a "Beurre de Karité" (manteiga de karité), que é um emoliente utilizado para evitar danos nos tecidos.


3. Salina de Torrevieja, Espanha

Salina de Torrevieja e La Salina de La Mata são lagos de sal que envolve Torrevieja, uma cidade litorânea no sudeste da Espanha, e seu microclima é declarado como um dos mais saudáveis da Europa pela OMS - Organização Mundial de Saúde.
Em uma das extremidades do lago há fábricas que extraem e exportam o sal para muitos países. Este lago atrai um grande número de espécies de aves.


4. Hutt Lagoon , Austrália

Hutt Lagoon é um lago salgado localizado perto da costa ao norte da foz do rio Hutt, no centro-oeste da Austrália Ocidental. A cidade de Gregory está localizado entre o oceano e a costa sul do lago. A estrada entre Northampton e Kalbarri, George Grey Drive, corre ao longo de sua borda ocidental. O lago tem de cerca de 14 km de comprimento ao longo de seu eixo mais longo (sentido noroeste-sudeste), em paralelo com a costa, e cerca de 2 km de largura.
Whyalla e Hutt Lagoon possuem a maior produção de microalgas do mundo, uma série de 250 ha de lagoas artificiais (tanques de decantação) utilizados para o cultivo de Dunaliella salina em uma área de 520 ha.

Tanques de cultivo de Dunaliella salina

5. Dusty Rose Lake, Canadá

Este lago rosa localizado na Colúmbia Britânica, no Canadá, é bastante incomum, desconhecido e provavelmente único. A água do lago não é completamente salgada, e não contêm algas, mas ainda é rosa. Na foto você pode ver a água-de-rosa que corre para o lago. A cor da água vem da composição original das rochas nesta área (micro-fragmentos de rocha da geleira).


6. Pink Lake, Austrália

Pink Lake é um lago de sal na região Goldfields Esperance da Austrália Ocidental. Fica a cerca de 3 km a oeste de Esperance e é delimitada a leste pela estrada da costa sul.
O lago não é sempre de cor rosa, a cor fica evidente quando há alta concetração da alga Dunaliella salina ou de pequenos crustáceos conhecidos como artêmias (ou artémias).
O lago foi classificado pela BirdLife International como Important Bird Area (IBA). 


7. Masazirgol, Azerbaijão

Masazirgol ou Masazir Lake é um lago salgado na Raion Qaradag, perto de Baku, no Azerbaijão. A área total do lago é de 10 km ². Grandes volumes de cloreto e sulfato são concentrados na composição iônica da água. A fábrica de sal foi construída em 2010 para a produção de duas marcas de sal locais. A quantidade estimada de sal extraída é de 1,735 milhões de toneladas. Ele está disponível em líquido (água) e formas de argila. 


8. Quairading Pink Lake, Austrália

Quairading Pink Lake está localizado 11 km a leste de Quairading (Austrália Ocidental) no Rock Road Bruce. Esta estrada atravessa o lago. Em certas épocas do ano, um lado do lago torna-se rosa escuro, enquanto o outro lado permanece cor rosa claro.


Foto adicional: Campo de Lagos Rosa , Austrália

Esta paisagem incomum foi fotografada de um avião na Austrália Ocidental. Na verdade, o campo de lagos cor de rosa está em algum lugar entre Esperance e Caiguna.
Há centenas de pequenos lagos rosa e cada um deles tem tom diferente de rosa. Isto é causado pelo fato de que cada lago tem uma concentração diferente de algas e sal na água


Por Luciana Cantanhede em Dose de Sustentabilidade

Confira também a lista de praias cor-de-rosa, que diferente dos lagos, tem essa cor devido a pequenos grãos misturados à areia que são derivados de recifes de corais vermelhos.

NUTRICIONISTA ESCREVE SOBRE “A IMPORTÂNCIA DO ALIMENTO ORGÂNICO”


Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes.

Este cultivo busca manejar de forma equilibrada, através de métodos naturais de adubação e de controle de pragas, o solo e demais recursos naturais, preservando-os de contaminações e utilizando-os de maneira sustentável, mantendo a harmonia entre homem e natureza.

Nas últimas décadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e produtos químicos na produção de alimentos vem causando preocupação em diversas partes do mundo. Um forte exemplo é a crítica ao modelo de agricultura vigente que cresce à medida que estudos comprovam que os agrotóxicos contaminam os alimentos e o meio ambiente, causando danos à saúde.

A partir dos anos sessenta os efeitos nocivos da agricultura convencional especialmente os resíduos de agrotóxicos encontrados na água, no solo e nos alimentos – tornaram-se mais evidentes e, em diversos países, o movimento ambientalista fortaleceu a proposta da agricultura orgânica.

Dentro deste contexto, tem aumentado progressivamente a procura por alimentos produzidos de forma orgânica, isto é, livres de fertilizantes químicos, agrotóxicos, antibióticos, hormônios e outras drogas usualmente utilizadas. Estudos científicos sugerem que os alimentos orgânicos são melhores para a nossa saúde, pois o seu valor nutricional é maior do que aqueles produzidos convencionalmente.

Atualmente encontramos desde cereais, carne, frango, toda linha de laticínios e até papinhas e comidinhas para bebes, totalmente orgânicos, alem de alguns condimentos e outros produtos de mercearia seca que são comercializados em redes de supermercados e diversas lojas. Alguns produtores/empresas fazem o serviço de entrega domiciliar. Muitas empresas investem neste mercado “orgânico” viabilizando cada vez mais uma alimentação habitual com uma gama de muitos produtos que têm como principal característica a ausência de insumos químicos, corantes, conservantes, acidulantes, entre outros, na sua produção.


Todo produto orgânico deve ter um selo de certificação que comprova a procedência dos produtos e sua qualidade.

Os consumidores de produtos orgânicos destacam a diferença de preço e de qualidade entre os produtos orgânicos e os convencionais – “podem custar um pouco mais, mas não tem agrotóxicos, aditivos, conservantes, corantes ou acidulantes o que garante uma melhor qualidade na alimentação da minha família e estão sempre “fresquinhos”.

Facilmente comprovamos que os consumidores de produtos orgânicos fazem opções diversas em relação aos cuidados com a saúde. A alimentação orgânica representa um dos meios para garantir a saúde e, quando necessitam de outros cuidados, preferem a homeopatia e outras práticas de medicina natural ao tratamento alopático.

Percebe-se nas idéias e atitudes desses consumidores uma reação às transformações alimentares dos últimos tempos. A alimentação moderna vem mudando os hábitos das pessoas com a industrialização de refeições pré-preparadas ou prontas com adição de conservantes, estabilizantes e outros produtos químicos que ao serem consumidos ao longo da vida trarão prejuízos a saúde. Para estes consumidores, o alimento orgânico significa um meio de prevenir doenças, dessa forma, adquire um valor de garantia e investimento na saúde.

Estudos científicos sugerem que os alimentos orgânicos são melhores para a nossa saúde, pois o seu valor nutricional é maior do que aqueles produzidos convencionalmente.


Retirado : http://planetaorganico.com.br/site/index.php/alimento-organico/



19 de março de 2013

A Hora do Planeta - Participe no dia 23/03/2013


Campanha da WWF



Pelo quinto ano consecutivo, o WWF-Brasil promove no país o movimento global Hora do Planeta. No dia 23 de março de 2013, das 20h30 às 21h30, milhões de pessoas ao redor do mundo vão apagar as luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global e os problemas ambientais que a humanidade enfrenta.

Desde 2009, um número crescente de cidades, empresas e pessoas no Brasil aderiu ao movimento apagando as luzes de seus monumentos, escritórios ou casas e organizando atividades especiais para mostrar seu apoio na batalha contra as mudanças climáticas.

Neste ano de 2013, a Hora do Planeta no Brasil convida empresas, governos e toda a sociedade para responder uma pergunta em especial. “O que você faria para salvar o planeta?”. No sábado, 23 de março, apagar as luzes será só o começo.

Hoje, apesar de todos os problemas ambientais existem aqueles dispostos a fazer sua parte para salvar o planeta. A responsabilidade é de todos. Participe da Hora do Planeta, cadastre-se no site, apague suas luzes e reflita sobre como você pode mudar seu estilo de vida para ser mais sustentável.

Lembre-se no sábado, dia 23 de março de 2013, às 20h30, apagar as luzes é só o começo!


POR QUE PARTICIPAR?

Porque precisamos mudar nosso futuro para torná-lo mais sustentável. E não podemos ignorar as críticas mudanças ambientais que enfrentamos hoje em dia. Para mudar desta forma precisamos de você. Precisamos de todos nós. A Hora do Planeta reúne indivíduos, empresas, governos e organizações para mostrar o poder do impacto coletivo.

Junte-se a milhões de pessoas em mais de 7.000 capitais e cidades, ao redor de 152 países, para a Hora do Planeta, a maior mobilização de pessoas do mundo.

No sábado, dia 23/03, às 20h30, desligue suas luzes durante uma hora.


11 de março de 2013

Vancouver Land Bridge - uma ponte verde

Ao invés de simplesmente atravessar uma passarela sem graça para se chegar ao Parque Nacional Histórico Fort Vancouver, em 2008 o arquiteto americano Johnpaul Jones projetou a Vancouver Land Bridge, na cidade de Columbia River, nos Estados Unidos, que tornou essa travessia muito mais agradável e cultural. 



A ponte faz parte de um projeto de revitalização e restauração da região e atravessa uma rodovia (State Route 14), ligando o Rio Columbia ao Fort Vancouver. Ela custou cerca de 27 milhões de dólares.

Durante a implantação
O caminho serpenteia através da ponte com uma paisagem interpretativa de pradaria, pastagem e mata nativa, possui sistema de captação de água da chuva e encontra-se no percurso obras de arte criadas pela equipe do projeto e artistas locais. Proporciona às pessoas deixarem o carro em casa e usar o transporte público para atravessar a passarela - uma linha de trem começa a poucos metros dali.


Essa ponte que mistura diferentes conceitos de sustentabilidade também remete ao passado, com referências a cultura indígena do noroeste americano: as formas arredondadas foram inspiradas no círculo da vida, um dos principais símbolos das tribos que lá viviam, e que ajudaram Lewis e Clark durante sua expedição que foi a primeira a explorar a costa oeste do país, entre os anos 1804 e 1808.


Fontes: Casa e Jardim , Laud8 e Toque de Magis

3 de março de 2013

Agroecologia - Mitos




Um vídeo explicando o que é agroecologia - 3 mitos que você sempre ouviu sobre a agroecologia, mas ninguém teve coragem de negar. É interessante para refletirmos sobre as falsas noticias que mídia divulga sobre a Agricultura orgânica... Veja o vídeo educativo e dê sua opinião.

28 de fevereiro de 2013

Estrada no parque não é o mesmo que estrada-parque!


Texto extraído do site Vitae Civilis publicado em 27/02/2013

De tempos em tempos, o fantasma da Estrada do Colono ressurge para assombrar o Parque Nacional do Iguaçu, um dos mais antigos do país - criado em 10 de janeiro de 1939 - e o maior parque da ameaçada e fragmentada Mata Atlântica Brasileira, declarado como Patrimônio Natural da Humanidade.

Parque Nacional do Iguaçu
Ameaça esta que, quase sempre, surge convenientemente em período pré-eleitoral pois, num Estado em que a motosserra corre solta, nada melhor que levantar a bandeira do desenvolvimento rural (in)sustentável, pregando a ideia de que “o Brasil tem a oportunidade de adotar um novo modelo de desenvolvimento econômico sustentável, mas precisa superar a visão de que somente afastando homem e natureza é que se garante a preservação” (frase do relator deputado Nelson Padovani, da Comissão Especial instituída para  proferir parecer ao Projeto de Lei nº 7.123, de 2010, do deputado  Assis do Conto, que institui a Estrada-Parque Caminho do Colono, no Parque Nacional do Iguaçu).

Na verdade, faz tempo que sabemos que só esse afastamento garante a preservação. André Rebouças já dizia, em 1876, que “a geração atual não pode fazer melhor doação às gerações vindouras do que reservar intactas, livres do ferro e do fogo” as áreas de significativa riqueza natural. Demorou muito, mas a sensatez de André Rebouças acabou consolidada na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei nº 9.985, de 2000), que cria dois grupos de áreas protegidas: as Unidades de Proteção Integral, que têm como objetivo preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais – livres do ferro e do fogo, como queria Rebouças; e as Unidades de Uso Sustentável, com o objetivo básico de compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais.

O Parque Nacional do Iguaçu está no primeiro grupo e preserva um dos últimos remanescentes significativos e em bom estado de conservação da mata atlântica do interior do Brasil. Mais ainda, essa floresta envolve as Cataratas do Iguaçu e protege uma parte ínfima do pobre rio Iguaçu que, ao longo de seu trajeto recebe dejetos humanos, lixo, agrotóxico, solo despregado e tudo o mais que somos capazes de produzir e lançar em suas águas. Mesmo tão maltratado, o rio ainda nos brinda com o grandioso espetáculo das Cataratas que, a cada ano, atrai milhões de turistas. Um conjunto tão magnífico que se tornou a primeira Unidade de Conservação do Brasil instituída como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, no ano de 1986. Ou seja, é bem comum a toda a humanidade, um dos raríssimos laços que nos une enquanto espécie global.

Para manter a integridade do parque e a dignidade do País como detentor de um Patrimônio da Humanidade, foi preciso muito esforço. Um deles, aparentemente simples, foi fechar, definitivamente, uma estrada aberta ilegalmente em 1954 por máquinas das empresas colonizadoras da região, seguindo um caminho usado, antes disso, por moradores de povoados lindeiros ao parque, para fins diversos. O fechamento se deu no momento em que o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) se preparava, em 1986, para pavimentar a estrada. A estrada cortava o parque em duas partes e causava danos significativos à biodiversidade, amplamente descritos e constatados em estudos realizados ao longo destes quase 30 anos.

Houve, também, ao longo desse período, diversas tentativas de reabrir a estrada mas, nos últimos dez anos, com maior empenho de todos os envolvidos nos cuidados do parque a natureza fez sua parte e cobriu a estrada que, de cima, já nem pode ser vista. Parecia que, finalmente, reinaria paz na floresta, ao menos nessa pequena parte do território nacional.

Vista aérea - Google Maps 2010
Que nada! Desde 2011, o legislativo federal procura uma saída para voltar à carga. Como não existe mais a estrada, acharam uma solução “dois em um”: construir uma estrada-parque chamada Caminho do Colono no Parque Nacional do Iguaçu. Mais ainda, como não existe a expressão estrada-parque nem na gramática brasileira, resolveram inovar  propondo uma alteração no artigo 14 da lei que cria o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, onde são definidas as categorias que compõe o grupo de unidades de conservação de Uso Sustentável, criando uma nova: a estrada-parque.

Segundo a redação proposta pelo Projeto de Lei do deputado Assis do Couto, estrada parque é uma via de acesso dentro de uma unidade de conservação cujo formato e dimensões são definidos pelos aspectos históricos, culturais e naturais a serem protegidos. 

Diz o Projeto de Lei:

“§1º A estrada-parque tem como objetivo principal a integração do homem à natureza através do turismo ecológico, a proteção de aspectos histórico-culturais, a promoção da educação ambiental e do desenvolvimento sustentável, além de outros a serem definidos no ato de sua criação.

§2º A gestão se dará por um Conselho Consultivo presidido pelo órgão responsável pela administração da UC em que está inserida e que auxiliará na elaboração de seu Plano de Manejo, podendo ser estabelecida parceria público-privada (PPP).

§3º Sua implantação deverá se dar em parceria com o Estado em que está localizada a UC mesmo que esta seja federal.

§4º Para a implantação de uma Estrada Parque, deverão ser obedecidos, no mínimo, aos seguintes requisitos:

I – estudo prévio de impacto socioambiental, cultural e econômico devendo ser considerada a opinião das comunidades lindeiras à UC;
II – implantação de guaritas para controle de acesso de veículos e pessoas;
III – pórtico com indicação de dados sobre a estrada e os recursos naturais locais;
IV – controle do horário de acesso, do número e características dos veículos;
V - pavimentação com que impeça impermeabilização do solo, vedado o asfaltamento de qualquer parte do percurso;
VI – sinalização rodoviária e turística;
VII - utilização de redutores de velocidade ao longo do trecho e limite de velocidade abaixo do estabelecido pela legislação vigente;
VIII - instalação de mirantes naturais e pontos de parada;
IX – facilitadores de passagens para os animais, se necessário.”

Da proposta – diga-se de passagem, objeto de grande discussão internacional, pela dificuldade de compatibilização do conceito de “estrada” com o conceito de “parque” -  e que passa a valer para qualquer unidade de conservação do país, pode-se deduzir que:

a) não é uma categoria em si, uma vez que se presume que está inserida em outra UC, como diz o § 2º;
b) permite a interferência estadual em unidades de conservação federais (§ 3º);
c) dispensa avaliação de impacto ecológico (obrigatório para UCs de proteção integral);
d) inclui outras obras como “mirantes naturais” e pontos de parada (VIII); e
e) no caso de a fauna não entender as placas e avisos, inclui facilitadores de passagens para os animais (IX).
Onça-pintada (animail ameaçado de extinção e símbolo do Parque Nacional do Iguaçu)
morreu atropelada em 2009 na BR 469 dentro do Parque Iguaçu
Contradições que parecem não incomodar o deputado que, imediatamente, apresenta o Artigo 2º (verdadeiro objetivo da confusão legal estabelecida até agora), sem sequer se preocupar com o que determinam no artigo 1º, especialmente no que diz respeito a realizar, no mínimo, o tal estudo de impacto socioambiental:

“Art. 2º Fica criada a Estrada-Parque Caminho do Colono no Parque Nacional do Iguaçu, a ser implantada no histórico leito do Caminho do Colono, situado entre o km 0 (zero) e o km 17,5 (dezessete e meio) da PR 495, antiga BR 163.”

Como o “leito” do caminho do colono não existe desde 1954 e, ao longo do tempo foi coberto por camadas de terra e cascalho trazidos de fora do parque e, atualmente, está coberto pela floresta, o correto seria dizer que querem arrombar o parque ao longo de 17,5 quilômetros, cortando-o em duas partes e alterando seus limites. É bom lembrar que a lei que cria o Sistema Nacional de Unidades de Conservação diz, expressamente, no artigo 22 que:

....”§ 5º - As unidades de conservação do grupo de Uso Sustentável podem ser transformadas total ou parcialmente em unidades do grupo de Proteção Integral, por instrumento normativo do mesmo nível hierárquico do que criou a unidade, desde que obedecidos os procedimentos de consulta estabelecidos no § 2o deste artigo.”
O contrário não está previsto.

Além disso, o mesmo artigo estabelece em seu § 7o  que ... "A desafetação ou redução dos limites de uma unidade de conservação só pode ser feita mediante lei específica."

Se o Parque Nacional do Iguaçu vai ser cortado ao meio, terá seus limites reduzidos e isso só poderia ser feito por lei específica.

Ignorando tudo isso, o Projeto de Lei do deputado Assis do Couto prossegue impávido:

“Art. 3º A Estrada-Parque Caminho do Colono tem por objetivos:
I – promover a educação e a interpretação ambiental;
II – fomentar o desenvolvimento rural sustentável das Regiões Oeste e Sudoeste do Paraná por meio do turismo ecológico e rural;
III – garantir a integração e a interação responsável e sustentável da população das Regiões Oeste e Sudoeste do Paraná com o Parque Nacional do Iguaçu;
IV – assegurar a efetivação da segurança nacional necessária em área de fronteira.”

É difícil dizer o que é mais assustador: uma unidade de conservação de proteção integral ser obrigada a fomentar o desenvolvimento rural sustentável ou a assegurar a efetivação da segurança nacional em área de fronteira. É claro que a presença do Parque oferece serviços essenciais à agricultura, contribuído para assegurar qualidade à produção, mas é difícil imaginar como a “estrada-parque” irá “fomentar o desenvolvimento rural sustentável”.

No caso da “efetivação da segurança nacional em área de fronteira”, é bom lembrar que a “estrada-parque” passa a mais de 40 quilômetros da fronteira e que, tanto na região Oeste quanto na região Sudoeste, existem meios bem mais simples e diretos de chegar à fronteira. Como o Exército Brasileiro não é citado entre as instituições e pessoas ouvidas pela Comissão Especial, é difícil saber se uma estrada cortando o Parque Nacional do Iguaçu faz mesmo parte das estratégias de segurança nacional ou se trata de uma cortesia dos deputados.

O fato é que no artigo 4º do Projeto de Lei o deputado tem o cuidado de incluir novamente os veículos oficiais do Exército Brasileiro, além de inexplicáveis caminhonetes, entre os que poderão circular pela estrada. Resta saber a que veículos oficiais do Exército o artigo se refere, em se tratando de segurança nacional: jeeps, tanques, blindados, caminhões para transporte de tropas ou carros de combate?

O artigo 6º cria um problema insolúvel porque, enquanto a Lei do Sistema de Unidades de Conservação estabelece, no § 2º do artigo 11 que “a visitação pública está sujeita às normas e restrições estabelecidas no Plano de Manejo da unidade, às normas estabelecidas pelo órgão responsável por sua administração, e àquelas previstas em regulamento”, o deputado estabelece que “o Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu se ajustará às disposições desta Lei”.
A Estrada do Colono ainda aberta em outubro de 2000 (Foto a esquerda) e hoje (Foto a direita) tomada pela vegetação e fechada para motoristas / Fotos: Christian Rizzi / Gazeta do Povo

Enfim, não restam dúvidas sobre as intenções do PL nº 7.123, de 2010. Trata-se de abrir uma estrada no Parque Nacional do Iguaçu e garantir, por lei, a abertura de outras estradas em outras unidades de proteção integral. Além disso, ao contrariar Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (Lei nº 9.985, de 2000) gera controvérsias que, a julgar pelo comportamento do Legislativo que diz respeito à conservação da natureza, vão pesar a favor de seu desmantelamento.

Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS)
Rede de ONGs da Mata Atlântica - RMA
Rede Pantanal
Guyra Paraguay

Clique aqui e saiba como se manifestar!

27 de fevereiro de 2013

Intervenção Urbana - a arte a favor do meio ambiente

Na atualidade encontramos alguns artistas ou empresas que chamam atenção para determinados problemas da cidade através de intervenção urbana, causando impacto visual e levando a população a repensar seus valores. 

Intervenção Urbana é o termo utilizado para designar os movimentos artísticos relacionados às intervenções visuais realizadas em espaços públicos. Existem intervenções urbanas de vários portes, indo desde pequenas inserções através de adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas. - IntervencaoUrbana.org

Separei abaixo algumas intervenções relacionadas com o meio ambiente, é impossível passar por elas despercebido e não refletir em seu significado.


Africa - Grupo ABC em ação pelo meio ambiente desenvolveram uma interessante ação para celebrar o Dia do Meio Ambiente: organizaram uma palestra para os alunos da escola "EE Francisco Brasiliense Fusco" e as crianças foram convidadas à realizar uma intervenção urbana no bairro, onde colaram nos postes folhas de árvore feitas de papel e plantaram mudas de árvores. Fonte: Publi+news

Para divulgar a Fundação Amazonas Sustentável, que luta contra o desmatamento no país, a agência Mood espalhou, ao lado dos troncos cortados nas calçadas da cidade de São Paulo, adesivos em forma de sombra de árvore com a frase: “Todos gostam de sombra, mas poucos cuidam das árvores”.
Fonte: 
Alô, terra?

Nele Azevedo, uma artista plástica brasileira, colocou homens de gelo em uma escadaria de Berlim, que derreteram depois de 30 minutos, para criticar o aquecimento global. O evento fez parte de uma campanha da ong WWF alemã. Fonte: Difusor Art & Skateboard 

A organização Milwaukee Riverkeeper desenvolveu essa campanha de sensibilização com dizeres: "Um rio limpo é um rio divertido" Fonte: wantedesign.it

De Eduardo Srur, bikes penduradas na Av. Paulista em 2007.
Fonte: Fotos Estadão
"Labirinto", também de Eduardo Srur, ficou em exposição em três parques públicos de São Paulo: Villa Lobos, Juventude e Ecológico do Tietê. A obra era formada por 30 toneladas de materiais recicláveis prensado (cada), transformado em paredes de labirinto. Fonte: Ecodesenvolvimento

Três peixes gigantes iluminados enfeitaram as areias da Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro em 2012. As obras foram criadas em homanagem à Rio+20 e feitas com garrafas PET. A proposta das esculturas era despertar a atenção para a reciclagem de materiais diversos. Fonte: G1 Natureza

 Algumas outras intervenções de autoria desconhecida:


E você o que acha? Esse tipo de arte ajuda na conscientização ambiental? 
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Protocolo de Nagoya (Convenção sobre Diversidade Biológica) deve ser ratificado por pelo menos 50 países até 2014


Até o ano que vem, pelo menos 50 países terão assinado o Protocolo de Nagoya, segundo a expectativa do secretário executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias. Ele informou ontem (26), em Brasília, que o acordo já foi aprovado e homologado pelas autoridades de pelo menos 14 países.

De acordo com ele, os negociadores de mais quatro economias também sinalizaram que vão assinar o tratado internacional quando o número mínimo de nações (50) tiver ratificado o documento. O protocolo regulamenta o uso e garante os direitos aos benefícios produzidos a partir dos recursos genéticos.

“A União Europeia está bastante avançada”, disse Dias. Em setembro do ano passado, as autoridades do bloco concluíram um estudo de avaliação de impactos do Protocolo de Nagoya sobre o marco legal e a economia europeia que apontou resultados positivos recomendando que o bloco avance na ratificação. “No momento, os europeus estão discutindo, no Parlamento, um marco legal supranacional para toda a União Europeia e todos os países [do bloco] já iniciaram processos internos”, acrescentou.
Entre os países que já ratificaram o protocolo estão as nações consideradas megadiversas como o México, a Índia, a África do Sul e a Etiópia. Segundo Dias, as autoridades da Indonésia também estão concluindo os debates.

Bráulio Dias adiantou que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai encaminhar uma orientação a todos os países signatários para que priorizem essas discussões. A intenção do dirigente da CDB é que, durante a reunião da convenção, marcada para o ano que vem, na Coreia, os termos do tratado comecem a ser negociados por essas autoridades para balizar as leis nacionais.

“É importante que o Brasil sinalize ao mundo que está ratificando esse protocolo”, disse, ao destacar que o Brasil é um dos países que mais avançaram nas discussões sobre o tema. “Os detalhes [do Protocolo de Nagoya] vão ser negociados por quem ratificar [o acordo]. Quem não ratificar vai ficar de fora e vai ser obrigado a seguir as regras do protocolo. Ou seja, se o Brasil quiser ter acesso biogenético ao café da Etiópia vai ter que solicitar a permissão desses países que vão exigir um acerto de repartição”, acrescentou.

As normas que regem o uso e repartição desses bens podem significar uma alavanca para determinados setores, desde que os governos estabeleçam critérios de distribuição de recursos financeiros com base na produção de itens fabricados a partir dessas matérias-primas.

Para se ter uma ideia do que esses números podem representar, nos Estados Unidos a indústria farmacêutica movimenta cerca de US$ 880 bilhões anuais. Pelo menos 70% dos medicamentos comercializados por esse segmento para o tratamento de câncer, por exemplo, são produzidos com base em recursos genéticos. Isso poderia significar um retorno financeiro para as comunidades tradicionais que detêm essas matérias-primas.

Brasil deve ratificar Protocolo de Nagoya até o próximo ano, diz ministra

O Brasil deve ratificar o Protocolo de Nagoya até o ano que vem, quando ocorre a reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB), na Coreia. A afirmação foi feita pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante uma cerimônia em homenagem aos 10 anos do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen), responsável pela discussão sobre o tema no país.
Assinado em 2010, o documento regulamenta o uso e garante os direitos aos benefícios produzidos a partir dos recursos genéticos.

Izabella Teixeira explicou que o governo tem se dedicado a esclarecer as incertezas em torno do tema para conseguir o acordo em torno do tratado internacional e que haverá um reforço especial para que os parlamentares compreendam a importância da ratificação do protocolo. O texto foi enviado ao Congresso Nacional, no final do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff.

“Esperamos chegar em 2014, na Coreia, com uma parceria com o Congresso Nacional. Temos que ratificar [o Protocolo de Nagoia] para que o Brasil faça parte da concepção internacional que serão as regras. Senão, faremos reativamente”, disse ela, ao lembrar que apenas os países que ratificarem o protocolo vão poder sentar à mesa de negociação para definir os detalhes do acordo.

Izabella Teixeira lembrou que as negociações em Nagoia qualificaram o Brasil como um líder nas discussões. A delegação brasileira conduziu os principais debates do acordo em 2010. Segundo a ministra, o país precisa dar continuidade ao trabalho e apresentar soluções para impasses que ainda travam as negociações, como o clima de insegurança que essas regras produzem sobre alguns setores produtivos que temem perdas financeiras com a implementação das regras internacionais.

No Brasil, o documento que atualiza a legislação de uso e repartição de recursos genéticos vem sendo discutido há quase dez anos e os termos do Protocolo de Nagoia estão tramitando no Congresso Nacional.

Em território nacional, os integrantes do Cgen – representantes de segmentos da sociedade civil, como a comunidade científica, e de várias áreas do governo – tentam alinhavar uma nova legislação.
“O esforço hoje é monumental. O desafio que temos é implementar uma nova fase sobre o acesso aos recursos genéticos. O modelo atual está se esgotando. [Esse modelo] não responde a todos os requisitos de eficácia de uma estratégia de inovação tecnológica, conhecimento e acesso a pesquisas”, disse.

Izabella Teixeira reconheceu que o debate é complexo e não existe uma receita para solucionar os impasses, mas pediu que os integrantes do conselho continuem a trabalhar para modernizar a legislação brasileira e definir “estrategicamente o que queremos para o país com relação a esse acesso e, ao mesmo tempo, trabalhar a inteligência da fiscalização no que diz respeito ao combate à biopirataria e ao tráfico internacional”.

Segundo a ministra, a presença, no Brasil, do primeiro secretário do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e Agricultura (Tirfaa) das Nações Unidas, Shakeel Bhatti, é um reforço aos diálogos com os setores que podem ser impactados pelas mudanças nas regras de uso e repartição de bens de recursos genéticos.

Bhatti, que também participou da cerimônia em Brasília, vai se reunir, ainda hoje, com representantes de comunidades tradicionais para discutir o tema. No próximo dia 28, Bhatti e Izabella Teixeira devem participar de um debate sobre o uso e a repartição dos recursos genéticos na sede da Federação das Indústrias de São Paulo, na capital paulista, com produtores rurais de várias regiões.

Reportagem de Carolina Gonçalves, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 27/02/2013

Clique para relembrar como foi a conferência 10a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD)

25 de fevereiro de 2013

AGRICULTURA CONVENCIONAL E AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Na agricultura antiga consolidou-se um modelo de produção conhecido como "agricultura moderna" ou "convencional", que é a combinação de várias técnicas que em conjunto formam o que se denomina "pacote tecnológico", como o uso de variedades de alto rendimento, cultivadas necessariamente a partir da aplicação intensiva de adubação química, combinado à aplicação sistemática de agrotóxicos, em processos de trabalho majoritariamente mecanizados (ALTAFIN,1999).
Após algumas décadas de implantação, o padrão convencional de agricultura tem se mostrado insustentável, não só pelo aumento da pobreza e o aprofundamento das desigualdades, mas também pelos impactos ambientais negativos causados pelo desmatamento continuado, pela redução dos padrões de diversidade preexistentes, pela intensa degradação dos solos agrícolas e contaminação química dos recursos naturais, entre tantos outros impactos (ALTIERI, 2000, p.8).
O quadro de insustentabilidade deste modelo agrava-se ainda mais quando considera-se as tendências históricas das últimas décadas que mostram uma crescente elevação do custo de produção, grande parte pelos altos custos dos insumos agrícolas, associada à queda real dos preços pagos aos produtores. (id., p. 8).
Simultaneamente ao aumento dos investimentos em novas tecnologias para aprimorar, ainda mais, o padrão produtivo da "Revolução Verde", surgem as preocupações relacionadas aos impactos sócio-ambientais e econômicos desse padrão tecnológico. Em quase todos os países do mundo, sobretudo nos Estados Unidos, alguns países da União Européia e no Japão, crescem as preocupações dos consumidores com a qualidade dos produtos consumidos e com os impactos sócio-ambientais adversos dos métodos de produção convencional. Associa-se à segurança alimentar o conceito de rastreabilidade do produto, que significa descrever em sua embalagem toda a cadeia produtiva do mesmo, ou seja, onde e como foi produzido e processado e outras informações que garantam ao consumidor a qualidade desejada (Preços Agrícolas, 1999, p. 8).
As taxas de crescimento do mercado de produtos orgânicos indicam a existência de um anseio, de expressiva parcela da sociedade, por um novo modelo de desenvolvimento, que se preocupe com as pessoas, com os recursos naturais e com a produção em longo prazo. Porém, as dificuldades de aplicação do conceito de sustentabilidade na agricultura, seja pela escassez de conhecimento científico ou pela falta de acesso a tal conhecimento, levam a crer que a transição para o padrão sustentável venha a acontecer em longo prazo, paralela ao declínio do padrão dominante e ao aumento da pressão por alimentos mais saudáveis (MMA, 2000, p. 13).
Sistema Agroflorestal sustentável - Girassol com Milho.
No campo científico, uma das principais dificuldades apontadas por Ehlers (1999, p. 110)
para a mudança de paradigma na agricultura está relacionada a dificuldade de compreender os sistemas agrícolas sob uma visão sistêmica, mais ampla, que integre os diversos componentes do agroecossistema. Para o autor, a agricultura sustentável exige soluções específicas para cada agroecossistema, tendo como pressupostos básicos a integração do ambiente com a sociedade. Isso significa uma visão muito diferente do conjunto de práticas do pacote tecnológico do paradigma dominante. Para sistematizar-se as principais diferenças entre o paradigma da agricultura convencional e o paradigma da agricultura sustentável, utilizou-se as seis maiores dimensões desses dois paradigmas, como descrito por Beus e Dunlap (1990, p. 597).

Elementos contrastantes dos dois paradigmas, adaptado de Beus e Dunlap, 1990.
Parte de texto extraído do Trabalho:”Reserva legal e gestão ambiental da propriedade rural: um estudo comparativo da atitude e comportamento de agricultores orgânicos e convencionais do distrito federal”. Liliane Miranda Joels. Zootecnista, especialista em Metodologia de Avaliação de Impacto Ambiental e mestra em Geografia - Gestão Ambiental, pela Universidade de Brasíla-UnB. Disponível em: http://www.planetaorganico.com.br/

ALTAFIN, Iara. Meio Ambiente e Modernização Agrícola no Brasil. In: XXXVII CONGRESSO 
BRASILEIRO DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL: O AGRONEGÓCIO DO MERCOSUL E A 


  • SUA INSERÇÃO NA ECONOMIA MUNDIAL (1999: Foz do Iguaçu). Anais : Danilo R. D. 
  • Aguiar & J.B. Pinho, 199

  • ALTIERI, Miguel. Agroecologia: a dinâmica produtiva da agricultura sustentável. 2. ed. Porto Alegre : Ed. Universidade /UFRGS, 2000
    BEUS, Curtis E. ; DUNLAP, Riley E. Conventional versus alternative agriculture: the paradigmatic roots of the debate. In: Rural Sociology v. 55(4), p. 590 – 616, 1990
    BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Consórcio Museu Emílio Goeldi. Agricultura sustentável : subsídio à elaboração da Agenda 21 brasileira. Brasília, IBAMA, 

  • 2000

  • EHLERS. Eduardo. Agricultura sustentável: origens e perspectivas de um novo paradigma. 2. ed. Guaíba: Agropecuária, 1999.


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